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Medo de perder emprego afeta 7 a cada 10 trabalhadores de todas as gerações
Sete em cada dez trabalhadores têm medo de perder o emprego no Brasil. Segundo pesquisa Panorama do Trabalho no Brasil, realizada pela Serasa Experian, esse receio atinge todas as gerações e está mais ligado à percepção de estabilidade do que ao desempenho.
No total, 77,5% dos profissionais já tiveram medo de perder o emprego, mesmo fora de períodos de crise ou demissões em massa.
O índice é mais elevado entre os profissionais da Geração X, em que 81,2% relatam já ter tido medo de serem desligados da empresa, o maior percentual entre as gerações analisadas.
Entre os Millennials, o índice é de 77%, seguido pelos Baby Boomers (73,5%). Já na Geração Z, 72,9% afirmam já ter vivenciado essa insegurança em relação à permanência no emprego.
Veja qual é a sua geração
- Baby Boomers (1946-1964)
- Geração X (1965-1980)
- Millennials/Y (1981-1996)
- Geração Z (1997-2010)
- Alfa (a partir de 2010)
“O medo de perder o emprego aparece em diferentes fases da carreira e reflete expectativas distintas sobre estabilidade e futuro profissional. Mesmo profissionais experientes e com boa performance podem se sentir inseguros quando não há clareza, previsibilidade e reconhecimento na relação com a empresa.”
A sensação de insegurança não está necessariamente ligada à entrega individual, mas à forma como a relação entre profissionais e empresas é construída, acrescenta Fernanda Guglielmi
Variação entre as gerações

Sensação de insegurança
Os planos de carreira claros (54,8%), valorização da experiência e do tempo de casa (46,2%) e oferta de treinamentos contínuos (41,1%) são apontados como as principais ações para reduzir a sensação de insegurança no trabalho.
O recorte por geração reforça a importância desses fatores. Entre os Millennials, 56,8% apontam planos de carreira claros como principal elemento para aumentar a sensação de estabilidade.
Na Geração X, o índice é de 52,1%, enquanto entre os Baby Boomers chega a 58,1%. Já entre a Geração Z, 53,4% destacam a clareza sobre crescimento profissional como fator central para se sentirem mais seguros no trabalho.
“Quando a empresa deixa claro quais são os caminhos de crescimento, investe no desenvolvimento contínuo e reconhece a trajetória das pessoas, ela reduz o receio no dia a dia. Estabilidade, para o profissional, passa muito mais por previsibilidade do que por promessas.”
Otimismo
O mapeamento mostra também avanço na expectativa de estabilidade em algumas gerações.
Entre os profissionais da Geração Z, a expectativa de estabilidade para o próximo ano cresce de 37,9% para 54,3%, representando o maior avanço entre as gerações.
Entre os Millennials, o índice sobe de 49,4% para 58,4%, enquanto na Geração X avança de 55,8% para 61,4%. Já entre os Baby Boomers, a expectativa apresenta leve recuo, passando de 64,7% para 62,5%.
O levantamento foi realizado entre novembro e dezembro de 2025 com 1.521 profissionais economicamente ativos ou em busca de emprego, de diferentes gerações e regiões do Brasil. A amostra é representativa da população pesquisada e a margem de erro do estudo é de 3%.
Fonte: R7
