Polícia
Policial militar é encontrada morta em apartamento
A morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, no bairro do Brás, região central de São Paulo, passou a ser investigada também como morte suspeita, além do registro inicial de suicídio.
Gisele era casada com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, e deixa uma filha de 7 anos, de um relacionamento anterior. Segundo o boletim de ocorrência, foi o próprio marido quem a encontrou caída no chão, com uma arma na mão e intenso sangramento, na manhã de quarta-feira (18). Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. A arma utilizada pertence ao oficial.
O caso foi inicialmente registrado como suicídio consumado no 8º Distrito Policial (Brás). Posteriormente, a natureza da ocorrência foi alterada para morte suspeita, a fim de que todas as circunstâncias do disparo sejam devidamente apuradas. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que diligências estão em andamento.
Em depoimento à Polícia Civil, a mãe da vítima, Marinalva Vieira, afirmou que a filha vivia um relacionamento considerado abusivo e conturbado. Segundo ela, Gisele era submetida a restrições impostas pelo marido, como proibição de usar batom, salto alto e perfume, além de cobranças rigorosas relacionadas a tarefas domésticas.
Ainda de acordo com a mãe, na última sexta-feira (13), a policial teria ligado aos pais chorando, dizendo que não suportava mais a pressão e que pretendia se separar. Ela teria pedido que o pai fosse buscá-la no apartamento. Em outra ocasião anterior, ao mencionar a intenção de romper o relacionamento, o tenente-coronel teria enviado uma foto em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.
O pai chegou a se preparar para ir ao encontro da filha, mas, segundo relato, Gisele voltou atrás e disse que ainda conversaria sobre a separação com o marido.
Por sua vez, o tenente-coronel afirmou em depoimento que conheceu Gisele em 2021, que oficializaram o relacionamento em 2023 e se casaram no ano seguinte. Ele declarou que o casamento passou a enfrentar dificuldades em 2025, após assumir função no 49º Batalhão, período em que teria sido alvo de denúncias anônimas na Corregedoria da PM e de boatos sobre um suposto relacionamento extraconjugal, o que teria provocado crises de ciúmes e discussões frequentes. Segundo ele, o casal passou a dormir em quartos separados.
No dia da ocorrência, o oficial relatou que foi ao quarto da esposa por volta das 7h para propor a separação, alegando que o relacionamento não estava mais funcionando. Conforme seu depoimento, Gisele teria se exaltado, pedido que ele saísse do quarto e batido a porta. Ele então foi tomar banho e, cerca de um minuto depois, ouviu um barulho que inicialmente interpretou como sendo de porta batendo. Ao sair do banheiro, afirmou ter encontrado a esposa caída no chão.
Diante das declarações conflitantes e dos relatos familiares, a investigação busca esclarecer se houve de fato suicídio ou se existem outros elementos que possam caracterizar eventual crime. O sepultamento de Gisele ocorreu na sexta-feira (20), em Suzano, na Grande São Paulo.
Polícia
Sargento da PM é condenado a 21 anos de prisão por matar cabo Elder
O Tribunal do Júri de Porto Velho condenou, nesta terça-feira (8), o sargento da Polícia Militar Thiago Gabriel Levino Amaral a 21 anos e 4 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato do cabo da PM Elder Neves de Oliveira. O julgamento se estendeu por mais de 12 horas e terminou com a condenação do militar por homicídio qualificado.
Durante a sessão, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo que o crime foi praticado com circunstâncias qualificadoras. Além da pena de reclusão, a sentença determinou a perda do cargo público, conforme previsto na legislação para casos dessa natureza.
O crime ocorreu em janeiro de 2023, após uma confraternização entre policiais militares em Porto Velho. Conforme as investigações da Polícia Civil, após o encontro, Thiago Gabriel Levino Amaral e Elder Neves de Oliveira se envolveram em um desentendimento. Pouco tempo depois, o cabo foi atingido por dois disparos na cabeça e morreu.
A investigação apontou que o homicídio foi motivado por conflitos e divergências anteriores entre os dois policiais, situação que teria se intensificado na noite do crime. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que as provas reunidas ao longo da investigação demonstravam a responsabilidade do acusado, tese que foi aceita pelos jurados.
A defesa apresentou sua versão dos fatos e buscou afastar a acusação de homicídio qualificado. No entanto, ao final da votação, os jurados decidiram pela condenação do sargento.
Com a sentença, Thiago Gabriel Levino Amaral deverá cumprir 21 anos e 4 meses de prisão em regime inicialmente fechado. A decisão também prevê a perda do cargo de policial militar. Ainda cabe recurso da condenação às instâncias superiores, conforme prevê a legislação brasileira.
O caso teve grande repercussão em Rondônia por envolver dois integrantes da Polícia Militar e mobilizou familiares, colegas de farda e representantes das instituições de segurança pública ao longo da investigação e do julgamento.
Polícia
Motociclista fica ferida após ser atingida e arrastada por carro
Uma motociclista ficou ferida após um acidente de trânsito registrado na noite desta terça-feira (8), no cruzamento das avenidas Sete de Setembro e João Pedro da Rocha, na região Central de Porto Velho.
De acordo com as informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, duas motocicletas e um carro seguiam pela Avenida Sete de Setembro, no sentido da Avenida Rio Madeira. Em determinado momento, o condutor de uma das motocicletas saiu da faixa da direita para acessar a Avenida João Pedro da Rocha e realizar uma conversão à esquerda.
Ao perceber a manobra, a condutora de uma Honda Biz que seguia logo atrás reduziu a velocidade para permitir a passagem. No entanto, o motorista do carro que vinha logo atrás não conseguiu frear a tempo e atingiu violentamente a traseira da motocicleta.
Com o impacto, a moto foi arrastada por alguns metros. A motociclista sofreu ferimentos e apresentava sinais de desorientação quando recebeu os primeiros atendimentos no local.
Uma equipe de resgate foi acionada para prestar socorro à vítima, que foi encaminhada para uma unidade hospitalar. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades de trânsito.

Polícia
Motociclista é arrastado por 15 metros após violenta colisão com jeep
Um grave acidente de trânsito deixou um motociclista gravemente ferido na tarde desta quarta-feira (8), no bairro Nova Porto Velho, na capital.
De acordo com as informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, o condutor de um jipe seguia pela Avenida Alexandre Guimarães, no sentido da Avenida Jorge Teixeira, quando uma motocicleta Honda Biz teria avançado a via preferencial e cruzado à frente do veículo.
Sem tempo para evitar o impacto, o motorista do jeep atingiu a motocicleta. Com a força da colisão, o motociclista foi arrastado por aproximadamente 15 metros sobre o asfalto.
A vítima sofreu ferimentos graves, apresentava suspeita de fratura e foi encontrada desacordada no local do acidente. Equipes de resgate foram acionadas para prestar os primeiros socorros e encaminhar o motociclista a uma unidade hospitalar.
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

