Polícia
Empresário de Rondônia preso com mais de 100 kg de ouro em Boa Vista vira réu e pode pegar até 18 anos de prisão
A Justiça Federal recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o empresário Bruno Mendes de Jesus, preso desde agosto após ser flagrado transportando 103 quilos de ouro na rodovia BR-401, em Boa Vista (RR).
A apreensão é considerada a maior da história da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Bruno responde por usurpação de bem da União, lavagem de dinheiro e associação criminosa, crimes que podem resultar em pena de até 18 anos de prisão.
Segundo o MPF, o acusado não apresentou documentação nem autorização legal que comprovasse a origem do material, que pertence à União. A suspeita é de que o ouro tenha sido extraído de garimpos ilegais, localizados em áreas de proteção ambiental e terras indígenas.
O órgão informou ainda que as investigações continuam, e outros envolvidos na cadeia de transporte e comercialização do metal precioso podem ser responsabilizados.
Relembre o caso
O flagrante ocorreu em 5 de agosto, quando agentes da PRF abordaram o veículo conduzido por Bruno. Ele viajava acompanhado da esposa e de um bebê recém-nascido. Aos policiais, afirmou que vinha de Manaus e que estava a caminho de fiscalizar uma obra, mas não soube informar o nome da empresa nem o endereço do serviço.
O comportamento nervoso e contraditório do empresário levantou suspeitas, e os policiais decidiram realizar uma inspeção detalhada no automóvel. Sem ferramentas adequadas para desmontar o painel, o veículo foi levado à sede da PRF, onde os agentes descobriram um fundo falso atrás do kit multimídia.
No compartimento oculto estavam 145 barras grandes e 60 pequenas de ouro, totalizando mais de 100 quilos do metal. Diante da descoberta, Bruno foi preso em flagrante e conduzido à Superintendência da Polícia Federal (PF).
A prisão foi convertida em preventiva, e desde então o empresário permanece detido. A defesa apresentou três pedidos de soltura, todos negados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

