Polícia
Caso Robinho: STF forma maioria e ex-jogador deve seguir preso
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão do ex-jogador de futebol Robinho, condenado por estupro coletivo pela Justiça da Itália e preso no Brasil desde março deste ano. A votação no plenário virtual do STF vai até terça, e até então está em 6×1.
Luiz Fux, Barroso, Luís Roberto Barroso, Cristiano Zani, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes votaram a favor para o ex-atleta continuar preso; Gilmar Mendes foi o único ministro a favor da soltura até o momento da publicação desta matéria.
Relembre momentos da carreira de Robinho
Apesar de o STF já ter formado maioria, o julgamento será confirmado apenas na terça-feira, já que os ministros ainda podem pedir mais tempo para análise ou solicitar o envio do caso ao plenário físico.
O STF analisou a legalidade da prisão de Robinho em março deste ano, depois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar que ele cumpriria no Brasil a condenação pelo crime cometido na Itália.
A maioria dos ministros seguiu o entendimento do relator do caso, Luiz Fux, que afirmou que não houve legalidade no processo.
Entenda o caso Robinho
Robinho foi condenado em 2017 a nove anos de prisão pelo crime de estupro coletivo contra uma jovem albanesa. O caso aconteceu em uma boate na Itália, em 2013.
Em janeiro de 2023, o caso veio à tona novamente – com Robinho ainda em liberdade. A Justiça italiana confirmou a condenação por sua mais alta instância.
Robinho foi preso pela Polícia Federal só em 21 de março deste ano. O ex-jogador foi condenado em todas as instâncias pela Justiça italiana, e a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que ele vai cumprir a pena no Brasil.
