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Câmara de Porto Velho aprova projeto de lei para regulamentar fiação aérea na cidade

Proposta do vereador Thiago Tezzari estabelece prazos, responsabilidades e penalidades para empresas que utilizam postes públicos, visando segurança e estética urbana.

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Em sessão realizada hoje na Câmara Municipal, foi aprovado o projeto de lei que promete mudar o cenário visual e a segurança das vias públicas da capital rondoniense.

De autoria do vereador Thiago Tezzari, a proposta foca na regulamentação da fiação aérea, problema recorrente que afeta tanto o fornecimento de serviços essenciais quanto o visual da cidade.
Em declaração logo após a votação, o vereador destacou que a nova legislação preenche uma lacuna importante na fiscalização do uso dos postes.

“O projeto estabelece responsabilidades bem definidas sobre cada um dos agentes econômicos que atuam nos postes da nossa cidade”, afirmou Tezzari.

Principais pontos da lei

A nova norma introduz critérios rigorosos para a organização e manutenção dos cabos, incluindo:

  • Prazos para Regularização: As empresas terão períodos determinados para organizar fios soltos ou em excesso.
  • Fiscalização e Notificação: Antes da aplicação de qualquer penalidade, as concessionárias e empresas de telecomunicações serão formalmente notificadas para realizar os reparos necessários.
  • Multas Proporcionais: O projeto prevê sanções financeiras escalonadas de acordo com a responsabilidade de cada agente econômico envolvido.

Segurança e Estética

O vereador ressaltou que o objetivo não é apenas punitivo, mas focado na qualidade de vida da população. Ao organizar a fiação, busca-se garantir a continuidade de serviços críticos de energia e internet, evitando acidentes causados por fios pendentes.

“Queremos a segurança dos serviços essenciais, mas também o embelezamento da nossa cidade”, explicou o parlamentar.

“De forma que mantenhamos os serviços à população, mas não percamos a oportunidade de ter uma cidade cada dia mais bonita”.

Com a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para as próximas etapas administrativas antes de entrar em pleno vigor.

Fonte: Assessoria

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Após ação do MPF, Justiça declara fazenda em RO como área pública

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A Justiça Federal de Rondônia reconheceu como área pública uma fazenda de 952 hectares em Buritis (RO). A decisão é favorável à manifestação do Ministério Público Federal (MPF) em ação de oposição movida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para retomar a posse da área, ocupada irregularmente e nomeada como Fazenda São Francisco.

De acordo com o valor médio do hectare, conforme parâmetros do Valor Total do Imóvel (VTI) do Atlas do Mercado de Terras do Incra de 2025, a fazenda está avaliada atualmente em cerca de R$ 22 milhões.

O imóvel está localizado na Linha 2, Projeto de Assentamento Santa Helena, Lotes 262 a 275, Gleba I, e foi ocupado sem autorização expressa da União ou do Incra. Segundo o autor da ação de reintegração de posse, desde 2010, ele ocupa parte dos lotes em disputa.

De acordo com a decisão, quando há direito de propriedade de um ente público, como no caso em análise (União), o direito de posse somente pode ser atribuído ao particular quando evidenciada a existência de consentimento expresso do proprietário com a ocupação, tendo em vista a natureza indisponível e imprescritível dos bens públicos.

Dessa forma, a sentença aponta que a ocupação exercida sem autorização expressa do ente público proprietário qualifica-se juridicamente como mera detenção, de caráter precário, insuscetível de retenção ou indenização por benfeitorias. Tal contexto independe do tempo de ocupação ou do tipo de atividade econômica desempenhada no local, sendo igualmente impertinente a apuração da boa-fé dos ocupantes.

Fonte: MPF

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Transporte público volta a atender comunidade na Estrada de Santo Antônio

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Interrompido por um breve período devido ao desmoronamento da Estrada de Santo Antônio, no trecho que corta o igarapé Bate-Estaca, o itinerário do transporte coletivo que atende o bairro Triângulo voltou a funcionar e já está atendendo moradores da região desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (9).

A reportagem esteve no local e acompanhou a retomada dos serviços. Para Rejane Silva, que mora na comunidade há mais de 40 anos, a presença do sistema de transporte coletivo foi recebida com entusiasmo pelos moradores, que aguardam a solução definitiva do problema com a construção de uma ponte sobre o igarapé Bate-Estaca.

Estamos muito agradecidos. Ficamos esses últimos dias sem transporte. Hoje vou aproveitar que o ônibus voltou para ir ao mercado. Por enquanto está muito bom. Todas as crianças da nossa comunidade utilizam esse ônibus para ir e voltar da escola”, disse Rejane Silva.

De acordo com o secretário municipal de trânsito, Iremar Torres, a mudança no itinerário foi planejada para garantir a continuidade do serviço e manter o atendimento do transporte coletivo à população durante o período de execução da obra.

“Entendemos que é um problema atípico, tendo em vista que houve o rompimento da pista. A partir desta segunda-feira, a rota retorna passando pela BR-364, saindo do cemitério em direção ao Centro, até o último condomínio da Estrada de Santo Antônio”, explicou Iremar Torres.

O prefeito Léo Moraes disse que a retomada do transporte era uma prioridade para atender a comunidade. “Nosso compromisso é garantir que a população não fique sem acesso ao transporte público. Trabalhamos para restabelecer o serviço o mais rápido possível enquanto seguimos buscando a solução definitiva para a região”.

Além da comunidade que mora na região, a linha de transporte coletivo do Triângulo também garante o acesso dos porto-velhenses ao Cemitério Municipal Santo Antônio e ao Memorial Rondon.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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Audiência pública vai discutir mudanças climáticas e impactos de grandes obras no Rio Madeira

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A comunidade ribeirinha do Baixo Madeira e a população em geral de Rondônia estão convidadas a participar da audiência pública ‘Rio Madeira, as mudanças climáticas e os grandes empreendimentos’. O evento será no dia 18 de março, às 8h, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Porto Velho. O objetivo é promover um debate público sobre os eventos climáticos extremos, como grandes enchentes e secas severas no Rio Madeira, seus impactos socioambientais e a governança da bacia hidrográfica. O evento vai reunir órgãos públicos e a população em geral, em especial, a comunidade ribeirinha do Baixo Madeira.

A audiência pública é organizada pelo Ministério Público Federal (MPF), pelo MPT e pela Defensoria Pública da União (DPU). A ocasião também servirá para a realização da primeira reunião do Fórum do Rio Madeira, com a participação de lideranças da comunidade ribeirinha, com o propósito de ser espaço permanente de articulação social e institucional voltado para a proteção do Rio Madeira e para o fortalecimento da governança hídrica da bacia.

O procurador da República Gabriel de Amorim, representante do MPF, explica que “o Rio Madeira é um rio milenar, que merece todo o nosso respeito. Ele não é apenas um corredor logístico. Ele é fonte de alimentação, comércio e ambiente para diversas populações, fauna e flora”. Segundo o procurador, é preciso estabelecer medidas de mitigação e de compensação dos impactos causados pelos grandes empreendimentos – como hidrelétricas, hidrovias e dragagem no ecossistema.

MPF/RO

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