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“EU SOBREVIVI”: Mulheres relatam como escaparam de tentativas de feminicídio; VEJA VÍDEO

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No Distrito Federal, 33 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, segundo dados da Policia Civil. Este ano, já foram registradas oito ocorrências, sendo três consumadas e cinco tentadas. Os números ajudam a dimensionar a violência contra a mulher, mas dizem pouco sobre o que acontece depois que uma vítima sobrevive a uma tentativa de femicídio. Neste domingo, Dia Internacional da Mulher (8/3), veja como essas mulheres conseguiram seguir em frente.

A empresária e analista de TI Jéssica Cytrus, 35 anos, moradora do Vicente Pires (DF), é uma dessas sobreviventes. Mãe de dois filhos — hoje com 2 e 1 ano de idade —, ela sofreu uma tentativa de feminicídio dentro da própria casa em outubro de 2024, após pedir a separação do então companheiro, que, segundo ela, segue em liberdade.

“Eu sobrevivi”: mulheres detalham como é escapar de um feminicídio - destaque galeria

Jéssica tinha 34 anos quando passou pelo episódio de violência. O então marido tinha 32, e o casal estava junto havia oito anos, sendo quatro de casamento. Segundo ela, no início, o relacionamento parecia perfeito. “No começo é maravilhoso. A pessoa é carinhosa, atenciosa, faz você acreditar que encontrou alguém especial”, lembra.

De acordo com Jéssica, o comportamento do companheiro começou a mudar depois do nascimento do primeiro filho, quando as discussões se tornaram mais frequentes. O primeiro episódio de agressão que a marcou ocorreu durante um churrasco de família, quando ele gritou com ela na frente de parentes. Veja o vídeo abaixo;

Em outra ocasião, ao pedir ajuda para cuidar do bebê, ela foi agarrada pelo pescoço. “Foi a primeira vez que ele me enforcou. Ali eu percebi que alguma coisa estava errada, mas ainda tentei acreditar que era só um momento de estresse. Nessa primeira vez só ficamos sem nos falar; na segunda, eu saí de casa e fiquei na casa da minha mãe”, contou.

Com o tempo, as agressões contra Jéssica se intensificaram até culminarem em uma tentativa de feminicídio. O episódio começou quando um dos filhos do casal ficou preso dentro do carro, sendo necessário quebrar o vidro para retirá-lo. Mais tarde, em casa, Jéssica pediu ajuda ao companheiro para resolver o problema, mas ele se recusou, afirmando que era responsabilidade dela. A situação se agravou quando ela decidiu encerrar o relacionamento e pediu que ele saísse de casa.

Nesse momento, o homem partiu para cima de Jéssica, enforcando-a. Ela conseguiu se soltar, mas o agressor ainda tentou atacá-la com um amolador de facas, ferindo sua mão. Mesmo com um dos filhos no colo, ele continuou desferindo socos e apertando seu pescoço. Jéssica conseguiu fugir para fora da casa e pedir ajuda aos vizinhos, escapando também da tentativa do agressor de avançar com o carro contra ela enquanto segurava o bebê.

Apesar das cicatrizes, diz que encontra força nos filhos e nas dezenas de mulheres que empodera no seu projeto “Brutas”, que incentiva mulheres à independência.“Fico triste porque meus filhos precisavam dessa representação masculina na vida deles. Mas acredito que, quando crescerem, vão entender a mãe forte que têm, eu sobrevivi, sou uma sobrevivente e quero que mais mulheres consigam também”, conclui.

A defesa do acusado nega as alegações de Jéssica e afirma que as acusações ainda estão sendo investigadas pelo Judiciário.

Violência na gravidez

Outra mulher que sobreviveu à violência doméstica, moradora de Aparecida de Goiânia, no Entorno do DF, prefere manter a identidade em sigilo. Hoje com 45 anos, ela optou pelo anonimato para preservar a própria saúde emocional e, principalmente, a da filha, que atualmente tem 13 anos, fruto do relacionamento com o agressor.

Segundo o relato, o relacionamento começou em 2005, quando ela tinha 24 anos. No início, o casamento parecia promissor e havia planos de construir uma família. No entanto, ainda no primeiro ano, surgiram sinais de controle, ciúmes excessivos, humilhações e agressões. Com o tempo, a violência evoluiu para episódios físicos graves dentro de casa e se prolongou por 17 anos.

Ela conta que sempre teve o sonho de ser mãe. Durante uma gestação, porém, sofreu agressões físicas severas do companheiro com socos e chutes e acabou perdendo o bebê aos três meses de gravidez. Mesmo devastada pela perda, decidiu continuar na relação naquele momento por ainda acreditar no sonho de formar uma família.

Naquela noite, após o time de futebol do companheiro perder uma partida, ele havia consumido álcool em excesso e a violência se intensificou. Ela se recusou a lhe trazer comida, pois estava cansada e em jejum para exames no dia seguinte. O agressor a arrastou pelos cabelos pelos corredores da casa, a chutou, cuspiu e a humilhou verbalmente. Ela relata ter sentido um medo intenso, dor física e sangramento. No dia seguinte, a ultrassonografia confirmou que o bebê que carregava havia morrido.

A decisão de sair da relação veio anos depois, quando a filha do casal tinha 4 anos e presenciou uma agressão. “Quando minha filha presenciou uma agressão, percebi que não podia mais continuar naquela situação. Foi por ela que decidi sair da relação, para que ela não crescesse achando que aquilo era normal ou acabasse se envolvendo com um parceiro agressivo também”, relatou. Após o episódio, a mulher procurou ajuda da família, registrou ocorrência e conseguiu medida protetiva, iniciando o processo de separação.

Como sair de um relacionamento abusivo

Tamyres Caetano, advogada especialista em direito das famílias e sucessões, compartilha orientações.

  • Planejar a saída de forma estratégica e silenciosa, sem anunciar o término impulsivamente.
  • Guardar provas da violência, como mensagens, áudios e prints.
  • Buscar orientação jurídica antes de sair de casa, principalmente se houver filhos.
  • Acionar familiares e serviços especializados, como o Ligue 180 e a Casa da Mulher Brasileira.
  • Registrar ocorrência e solicitar medidas previstas na Lei Maria da Penha para aumentar a proteção.

Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha é o principal instrumento legal de proteção contra a violência doméstica e familiar no Brasil. Criada em 2006, ela estabelece medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor, a proibição de contato com a vítima e o acompanhamento policial, com o objetivo de prevenir situações de risco e salvar vidas.

Cristiane Britto, ex-ministra e advogada especializada em direito da mulher, reforça a importância da legislação. “Quando a escalada da violência pode levar a tentativas de feminicídio, a lei reconhece o chamado ciclo da violência, que começa com controle, humilhações e isolamento, evoluindo para agressões físicas ou psicológicas, seguidas por períodos de arrependimento do agressor e promessas de mudança”, declara.

“Conhecer e utilizar a Lei Maria da Penha é um passo decisivo para interromper o ciclo de violência. A separação é o momento mais perigoso, e ter acesso às medidas previstas na lei pode salvar vidas.”

Fonte: Metrópoles

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Dirigente da OAB pede desculpas após ofensas a petistas viralizarem

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O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Thales Jayme, pediu desculpas publicamente nessa quarta-feira (28/10) após a repercussão de um comentário sobre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi publicada nas redes sociais e gerou críticas pelo teor interpretado como uma referência à violência contra pessoas por suas posições políticas.

O comentário foi feito em uma publicação do portal Mais Goiás sobre a “Caminhada da Virada – Bora Lula”, manifestação realizada no sábado (24/10), na Praça Universitária, na capital goiana, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, o advogado escreveu: “Se colocar tudo no saco e jogar no rio, o prejuízo é a perda do saco”.

A frase provocou reações nas redes sociais e foi criticada por pessoas que apontaram o caráter hostil da mensagem. O episódio também motivou uma resposta da deputada federal Adriana Accorsi, presidente estadual do PT em Goiás.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar criticou a declaração e se dirigiu diretamente ao dirigente da OAB-GO. “Eu sei muito bem o que você falou, vice-presidente da OAB de Goiás, que tem que pôr o povo do PT no saco e jogar no rio. Eu tô te esperando. Vem aqui, vem me jogar no rio”, afirmou.

Accorsi também declarou que acionou o departamento jurídico do partido para avaliar medidas de responsabilização diante de manifestações consideradas discriminatórias ou ameaçadoras.

Pedido de desculpas

Após a repercussão, Thales José Jayme publicou uma nota em que pediu desculpas à sociedade

“Peço desculpas a toda a sociedade pelo comentário publicado nas redes sociais. A manifestação não reflete o posicionamento da OAB-GO e não tem qualquer relação com a instituição”, declarou.

O advogado também reafirmou seu repúdio a todas as formas de violência e disse respeitar o direito de cada pessoa de expressar opiniões e fazer escolhas políticas com liberdade e segurança.

OAB-GO se distancia da declaração

Antes da publicação do pedido de desculpas, a OAB-GO já havia divulgado uma nota para esclarecer que manifestações pessoais de integrantes da diretoria não representam, necessariamente, o posicionamento institucional.

A entidade afirmou ser contrária a qualquer forma de intolerância e hostilidade e defendeu o respeito à escolha popular e à convivência democrática entre pessoas com opiniões divergentes.

“A divergência é legítima e necessária. Cabe a todos debatê-la com respeito, no campo das ideias, sem ofensas nem extremismos”, destacou a Ordem, reafirmando seu compromisso com a Constituição e com a pacificação do debate público.

Thales José Jayme é advogado criminalista e ocupa a vice-presidência da OAB-GO na gestão 2025-2027, presidida por Rafael Lara Martins.

Metrópoles

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Rondônia tem previsão de chuva com trovoadas e alerta para tempestades nesta quinta-feira

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Rondônia deve enfrentar um dia de tempo instável nesta quinta-feira (29), com previsão de pancadas de chuva e trovoadas em diferentes regiões do estado. O cenário faz parte de um sistema de instabilidade que também atinge outras áreas do país, com previsão de temporais principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades em Rondônia. A previsão indica chuva acompanhada de trovoadas, enquanto áreas de instabilidade permanecem concentradas no oeste e sul da Região Norte.

Em Porto Velho, a previsão do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indica temperaturas entre 24°C e 33°C, com céu variando de parcialmente nublado a nublado e possibilidade de chuva isolada com trovoadas.

A previsão também aponta continuidade das instabilidades na sexta-feira (30), com possibilidade de chuva isolada em diferentes áreas de Rondônia.

O Inmet orienta a população a acompanhar os avisos meteorológicos. Durante tempestades, a recomendação é evitar ficar debaixo de árvores, manter distância de placas e torres de transmissão e não utilizar aparelhos eletrônicos conectados à tomada.

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Entenda por que Flávio Bolsonaro não é considerado foragido

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não é considerado foragido porque, até esta quarta-feira (28/10), não havia mandado de prisão expedido contra ele. Embora tenha deixado o Brasil após descumprir uma determinação judicial relacionada à entrega de passaportes, a situação não equivale juridicamente a fugir para evitar uma prisão decretada, segundo a Polícia Federal (PF).

“Em termos jurídicos, ‘foragido’ é quem escapa para evitar o cumprimento de uma ordem de prisão”, explicou Flávio de Leão Bastos, professor de Direito Constitucional da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Segundo ele, o descumprimento de uma medida cautelar não torna automaticamente alguém foragido.

A PF informou nesta quarta-feira que investiga as circunstâncias da saída do senador do país. A corporação ressaltou, porém, que o descumprimento da determinação judicial, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza sua prisão.

Por que Flávio Bolsonaro não é considerado foragido?

A principal diferença está na existência de uma ordem de prisão. No caso de Flávio, a determinação judicial descumprida estava relacionada à entrega dos passaportes, e não havia mandado de prisão expedido contra ele, conforme a explicação do especialista.

“A PF reforçou esse entendimento ao afirmar que as restrições sobre os passaportes não o tornam foragido. Descumprir uma medida cautelar é uma coisa, e fugir de uma prisão decretada é outra”, afirmou Bastos.

O professor acrescentou que a situação pode mudar caso a Justiça determine a prisão preventiva do senador. “Caso seja decretada sua prisão preventiva, aí sim, será considerado foragido”, explicou.

PF investiga saída do senador do Brasil

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a PF informou que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 25 de outubro, a adoção de medidas cautelares contra Flávio. Entre elas estavam a apreensão dos passaportes, a proibição de deixar o país e a restrição de contato com outros investigados.

Na segunda-feira (26/10), o senador foi intimado a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, mas não cumpriu a determinação dentro do limite estabelecido.

Flávio viajou acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. A família passou pela Argentina na noite de terça-feira (27/10), seguiu em um avião particular, com escala no Equador, e desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira.

Segundo a PF, o pedido de medidas cautelares ocorreu após a identificação de risco de saída do Brasil por parte do parlamentar. A corporação também informou que, até aquele momento, não havia registro oficial da saída do senador pelos postos de controle migratório brasileiros.

As medidas foram solicitadas no âmbito de um inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. Após a decisão judicial, os passaportes brasileiros do senador foram cancelados, e um alerta migratório foi inserido no sistema SONAR.

“Líder do Brasil”.

Após desembarcar nos Estados Unidos, Flávio divulgou uma carta dirigida ao povo brasileiro e à comunidade internacional. Na primeira versão, o senador se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas retirou a expressão de uma versão posterior do documento, na qual passou a se definir como “líder do Brasil”.

Na carta, o parlamentar alegou ser alvo de perseguição política e acusou o STF de instaurar um regime de exceção no país.

A declaração ocorre após a derrota de Flávio no segundo turno das eleições presidenciais. O senador recebeu 48,21% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79%, segundo o resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O próprio Partido Liberal, sigla de Flávio Bolsonaro, reconheceu a vitória de Lula.

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