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Geral

Após exoneração do comandante-geral Coronel Braguin, crime comemora e volta a se articular em Rondônia

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Já dizia o velho e sábio ditado: “em time que está ganhando, não se mexe”. No entanto, a exoneração do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Régis Braguin, mostra que, em Rondônia, o improvável parece ter se tornado rotina.

Pouco mais de três horas após a divulgação da decisão, informações de bastidores apontam que criminosos não apenas comemoraram a saída do comandante, como também passaram a se articular para retomar ações que haviam sido contidas durante sua gestão. Entre os alvos mais preocupantes estão provedores de internet e outros setores estratégicos, frequentemente utilizados pelo crime organizado como meios de intimidação e obtenção de lucro rápido.

Quando o assunto é segurança pública, a analogia com o universo dos super-heróis surge quase de forma automática. No caso de Rondônia, o cenário lembra Gotham City sem seu protetor: quando o “Batman” desaparece, os vilões se sentem livres para agir.

Reconhecido por sua atuação firme contra o crime organizado, Braguin impôs limites claros às facções criminosas, reduzindo ataques, extorsões e episódios de violência generalizada. A tropa respondia com eficiência, e os faccionados, diante da estratégia e da postura firme do comando, recuavam. Agora, com sua saída, cresce a sensação de vulnerabilidade no estado.

O alerta é evidente: Rondônia seguirá um caminho seguro ou corre o risco de enfrentar episódios de descontrole semelhantes aos já registrados em estados como Bahia e Ceará, onde a criminalidade transformou cidades inteiras em territórios de risco?

Não se trata de desqualificar quem assume o comando nem de atacar a decisão administrativa tomada, mas de apontar a falta de sensibilidade com a população, que é quem sente diretamente os efeitos das mudanças na segurança pública.

Se conselho fosse bom, vendia-se. Se jogador bom fosse suficiente, o Brasil já seria hexacampeão. E se Rondônia fosse Gotham, hoje estaria sem o seu “Batman”. Entre tantos “se”, uma lição permanece clara: onde o crime é combatido com firmeza, ele recua; onde percebe fragilidade, ele avança. Em Rondônia, neste momento, cresce o temor de que a ausência do seu “Batman” possa abrir espaço para o retorno do caos.