Política
CPMI da Vaza Toga já reúne 166 assinaturas na Câmara e 25 no Senado
A criação da CPMI da Vaza Toga avança no Congresso Nacional e já conta com 166 assinaturas de deputados federais e 25 de senadores, número próximo ao necessário para instalação da comissão.
Um dos principais focos da investigação será a análise dos documentos e mensagens apresentados por Eduardo Tagliaferro, ex-assessor parlamentar, que apontam a existência de um suposto gabinete paralelo ligado ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo as denúncias, esse núcleo teria atuado em casos de perseguição política a opositores do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os pontos levantados por Tagliaferro estão indícios da produção de chamadas “provas criativas”, supostas evidências forjadas ou moldadas para embasar investigações e decisões judiciais direcionadas.
A CPMI pretende verificar a autenticidade desses vazamentos, apurar se houve manipulação de informações dentro das cortes superiores e identificar possíveis responsáveis por irregularidades.
Se instalada, a comissão terá como base esses vazamentos para esclarecer eventuais abusos de autoridade, uso político do Judiciário e distorções em processos legais ocorridos entre 2018 e 2025.
