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Dólar recua pela sétima vez consecutiva e fecha em R$ 5,64
O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com novos sinais de recuperação. Nesta segunda-feira (28), o dólar comercial caiu pela sétima sessão consecutiva, encerrando o dia vendido a R$ 5,648 — uma queda de R$ 0,039, ou 0,68%. O movimento foi impulsionado principalmente por fatores internos, em um dia de poucas novidades no cenário internacional.
Durante a sessão, a moeda norte-americana apresentou volatilidade. Depois de abrir estável, recuou para R$ 5,65 por volta das 11h, subiu para R$ 5,68 no início da tarde e voltou a cair no fim do dia, fechando próximo às mínimas. Trata-se do menor valor registrado desde 3 de abril deste ano. Em abril, o dólar acumula queda de 1,02%, e no ano de 2025, a desvalorização já chega a 8,6%. Apenas nos últimos sete pregões, a divisa recuou 4,11%.
O desempenho positivo também marcou o mercado de ações. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,2% e alcançou 135.015 pontos, seu maior patamar desde setembro de 2024. Apesar da queda nas ações de petroleiras — pressionadas pela nova baixa nos preços internacionais do petróleo —, o índice foi sustentado pela valorização de papéis do setor bancário, da construção civil e de empresas de educação.
No cenário interno, as atenções se voltaram para a declaração do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que afirmou que as expectativas de inflação seguem desconfortáveis. A fala aumentou as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá elevar a taxa Selic na reunião marcada para a próxima semana. A perspectiva de juros mais altos torna o Brasil mais atrativo para investimentos financeiros, fortalecendo o real frente ao dólar.
O real destoou do desempenho de outras moedas emergentes, como os pesos do México e do Chile, que se desvalorizaram em relação à moeda norte-americana.
