Polícia
Cinco são presos em Porto Velho e R$ 400 mil é apreendido por golpe milionário contra Gabigol
Cinco pessoas foram presas em Porto Velho (RO) durante a Operação Falso 9, deflagrada pelas Polícias Civis de Rondônia e do Paraná, que desarticulou um esquema de estelionato milionário contra jogadores de futebol e uma instituição financeira. Entre as vítimas estão os atletas Gabriel Barbosa, o Gabigol, e o argentino Walter Kannemann.
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A quadrilha agia por meio de fraudes na portabilidade de salários, causando prejuízos milionários. Ao todo, foram cumpridos 33 mandados judiciais, sendo 22 de busca e apreensão, nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária, nas cidades de Almirante Tamandaré (PR), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Lábrea (AM) e Porto Velho (RO).
Na capital de Mato Grosso, os policiais da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes cumpriram um mandado de prisão e outro de busca e apreensão contra um suspeito de 28 anos, no bairro São Sebastião. No local, foram apreendidos celulares, máquinas de cartão e uma caixa contendo grande quantidade de dinheiro em espécie.
Como funcionava o golpe
As investigações começaram em janeiro deste ano, após o setor de prevenção à fraude de uma instituição financeira identificar operações suspeitas na portabilidade de salários de jogadores.
O grupo criminoso abria contas bancárias utilizando documentos falsos e dados de atletas. Em seguida, solicitava a portabilidade do salário do verdadeiro titular para a conta fraudulenta. Assim que o dinheiro caía, os golpistas realizavam transferências para outras contas, faziam saques em caixas eletrônicos ou compravam produtos e serviços, dificultando o rastreamento e a recuperação dos valores.
O prejuízo total ultrapassa R$ 1 milhão. Desse montante, R$ 135 mil foram recuperados e bloqueados preventivamente. A instituição financeira, ao identificar a fraude, corrigiu imediatamente a falha no sistema, ressarciu os clientes lesados — que não sabiam do golpe — e auxiliou na investigação.
Ainda segundo a polícia, parte dos valores desviados foi destinada a pessoas jurídicas com sede em Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), além de indivíduos que, juntos, receberam mais de R$ 287 mil.


