Polícia
Norueguesa encontrada morta após vitória sobre o Brasil
Nikoline, de 17 anos, foi encontrada morta na Espanha após comemorar vitória da Noruega sobre o Brasil. Ela passava férias na Costa del Sol e desapareceu após deixar uma boate em Marbella.
A adolescente participava de uma comemoração com outros jovens noruegueses pela classificação da seleção às quartas de final da Copa do Mundo. O grupo havia saído para celebrar a vitória sobre o Brasil em uma casa noturna em Puerto Banús, distrito de Marbella conhecido pela intensa vida noturna.
Segundo as autoridades, Nikoline foi vista pela última vez entre as 3h e as 4h de segunda-feira (6/7), horas após a vitória da Noruega sobre o Brasil, quando deixou o estabelecimento. A partir desse momento, ela perdeu contato com amigos e familiares.
O corpo da jovem foi localizado por volta das 5h20 na rodovia A-7, a cerca de 30 quilômetros do local onde havia sido vista pela última vez, de acordo com a imprensa europeia.
A Guarda Civil espanhola informou que a causa da morte foi atropelamento. A principal linha de investigação é que o motorista responsável fugiu sem prestar socorro. Para identificá-lo, os investigadores analisam imagens de câmeras de segurança e colhem depoimentos de testemunhas para ajudar a esclarecer o caso.
Metrópoles
Polícia
Rope jump: Dois instrutores presos por morte de jovem são soltos pela Justiça
A Justiça de São Paulo mandou soltar dois instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump no interior de São Paulo no última dia 13 de junho. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins estavam presos desde o dia 20 e deixaram a cadeia na tarde desta quarta-feira (8/7), depois de terem o pedido de prisão revogado.
Apontado inicialmente como o responsável por retirar a câmera que Maria Eduarda portava no momento da queda, João Antonio Pivetta foi preso uma semana depois do queda. Durante as investigações, no entanto, a Polícia Civil de São Paulo decidiu não indiciá-lo pelos crimes de homicídio doloso (intencional) e fraude processual.
A partir do depoimento de testemunhas, os investigadores concluíram que o autor do sumiço da câmera GoPro teria cabelos escuros, enquanto Pivetta tem fios tingidos de loiro. O relatório ainda aponta que a função exercida pelo instrutor consistia unicamente na retirada do mosquetão dos participantes após a realização dos saltos, na parte inferior da ponte, e, no momento dos fatos, encontrava-se realizando atendimento a um participante que havia saltado anteriormente à vítima, “o que inviabilizou a visualização direta do instante da queda e afasta a participação direta ou qualquer contribuição causal relevante para o resultado”, diz o documento.
Já em relação a Gabriel Barros Martins, que havia sido preso por suspeita de fugir do local após a queda de Maria Eduarda, a Polícia Civil entendeu que os elementos probatórios reunidos até então não permitem caracterizar participação relevante na morte da jovem.
“Embora persistam dúvidas quanto à exata extensão de sua participação operacional, especialmente diante das divergências existentes acerca de sua vinculação ao sistema de debreagem relacionado ao salto da vítima, tais elementos ainda não ultrapassam o campo das conjecturas, revelando-se insuficientes para o indiciamento”, revela o relatório policial.
Rope Jump: MPSP denuncia quatro presos por homicídio com dolo eventual
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nessa terça-feira (7/7), os quatro presos acusados pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que foi arremessada, sem corda, de uma ponte durante a prática de rope jump.
Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves poderão responder por homicídio com dolo eventual (quando assume o risco de matar), qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Evelyne dos Santos Gonçalves também foi denunciada pela prática do mesmo crime, mas com o acréscimo de omissão imprópria e fraude processual, já que tentou eliminar provas relevantes para a investigação.
Na denúncia, o Ministério Público sustenta que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.
O documento também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.
Em relação à organizadora do evento, o MP afirma que ela tinha o dever de garantir a adoção de padrões mínimos de segurança e interromper a atividade diante de condições inadequadas, mas deixou de fazê-lo mesmo após tomar conhecimento de falha operacional semelhante ocorrida anteriormente.
A denúncia também atribui a ela a prática de fraude processual por determinar a localização da câmera GoPro utilizada pela vítima e a exclusão do conteúdo nela encontrado, com o objetivo de dificultar a elucidação dos fatos. O equipamento permanece desaparecido.
Morte em salto de rope jump
- Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair de uma altura de cerca de 27 metros durante prática conhecida como rope jump.
- Vídeos mostram três instrutores levantando a vítima e, em seguida, a jogando da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
- Praticantes da modalidade perceberam que a jovem estava sem cordas. A queda assustou os presentes.
- Um amigo da jovem que perdeu a vida na queda ficou em estado de choque ao presenciar o ocorrido e precisou ser socorrido.
- Três instrutores — Maicon Fernandes Cintra, Luís Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves —, que aparecem nos vídeos, foram presos por homicídio com dolo eventual (quando há risco de matar, mesmo que sem intenção).
- A Justiça decidiu que os três permaneceriam presos. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva.
- No dia 20 de junho, mais três pessoas — Evelyne dos Santos Gonçalves, João Antônio Pivetta da Silva e Gabriel Barros Martins —, integrantes da organização do evento, também foram presas temporariamente.
- Ao oferecer denúncia, o MPSP requereu a manutenção da prisão preventiva de Maicon Fernandes Cintra, Luís Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves. A Promotoria também postulou pela conversão da prisão temporária de Evelyne dos Santos Gonçalves em preventiva.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Homem sequestrado salta de carro em movimento para escapar da morte
Um homem conseguiu escapar de um sequestro ao pular do próprio carro em movimento após ser ameaçado de morte por dois criminosos, na noite de segunda-feira (6), em Ji-Paraná (RO). O veículo foi encontrado abandonado e danificado no dia seguinte, após bater no meio-fio no bairro Orleans Ji-Paraná I.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar localizou o automóvel na terça-feira (7). Após consultar os dados do veículo, os policiais identificaram o proprietário e foram até sua residência, onde ouviram o relato da vítima.
O homem contou que havia passado a noite na Expojipa, onde consumiu bebidas alcoólicas. Em seguida, foi até um bar localizado nas proximidades do Parque dos Pioneiros.
Segundo a vítima, enquanto estava no estabelecimento, foi abordada por dois homens que inicialmente o cumprimentaram. Logo depois, os suspeitos o renderam e o obrigaram a entrar no banco traseiro do próprio veículo.
Durante o trajeto, os criminosos passaram a agredi-lo com socos e tapas, enquanto exigiam dinheiro e o aparelho celular. Ainda conforme o relato, em determinado momento os suspeitos afirmaram que iriam matá-lo.
Aproveitando um instante de distração dos sequestradores, a vítima conseguiu abrir a porta e se lançou para fora do carro, mesmo com o veículo ainda em movimento, conseguindo escapar.
Sem o controle da situação, os criminosos perderam a direção do automóvel, bateram no meio-fio, abandonaram o veículo e fugiram a pé antes da chegada da polícia.
Equipes da Polícia Militar realizaram buscas na região e recolheram imagens de câmeras de segurança de moradores próximos ao local. Um dos suspeitos foi identificado, porém, até o momento, não foi localizado.
O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil, que busca identificar e prender os envolvidos no sequestro e na tentativa de roubo.
Polícia
Sargento da PM é condenado a 21 anos de prisão por matar cabo Elder
O Tribunal do Júri de Porto Velho condenou, nesta terça-feira (8), o sargento da Polícia Militar Thiago Gabriel Levino Amaral a 21 anos e 4 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato do cabo da PM Elder Neves de Oliveira. O julgamento se estendeu por mais de 12 horas e terminou com a condenação do militar por homicídio qualificado.
Durante a sessão, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo que o crime foi praticado com circunstâncias qualificadoras. Além da pena de reclusão, a sentença determinou a perda do cargo público, conforme previsto na legislação para casos dessa natureza.
O crime ocorreu em janeiro de 2023, após uma confraternização entre policiais militares em Porto Velho. Conforme as investigações da Polícia Civil, após o encontro, Thiago Gabriel Levino Amaral e Elder Neves de Oliveira se envolveram em um desentendimento. Pouco tempo depois, o cabo foi atingido por dois disparos na cabeça e morreu.
A investigação apontou que o homicídio foi motivado por conflitos e divergências anteriores entre os dois policiais, situação que teria se intensificado na noite do crime. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que as provas reunidas ao longo da investigação demonstravam a responsabilidade do acusado, tese que foi aceita pelos jurados.
A defesa apresentou sua versão dos fatos e buscou afastar a acusação de homicídio qualificado. No entanto, ao final da votação, os jurados decidiram pela condenação do sargento.
Com a sentença, Thiago Gabriel Levino Amaral deverá cumprir 21 anos e 4 meses de prisão em regime inicialmente fechado. A decisão também prevê a perda do cargo de policial militar. Ainda cabe recurso da condenação às instâncias superiores, conforme prevê a legislação brasileira.
O caso teve grande repercussão em Rondônia por envolver dois integrantes da Polícia Militar e mobilizou familiares, colegas de farda e representantes das instituições de segurança pública ao longo da investigação e do julgamento.
