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Sisu 2026: com nova regra para uso do Enem, notas de corte devem subir ou cair?
Pela primeira vez, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) permitirá que os candidatos usem notas das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025 — para buscarem uma vaga em universidades públicas.
🤔Será que as notas de corte vão aumentar? Quem levará vantagem após a nova regra? Para entender quais serão os impactos práticos dessa mudança, o g1 ouviu sete professores e coordenadores de colégios e cursinhos pré-vestibular. Veja mais abaixo, nesta reportagem, as possibilidades levantadas.
Em resumo:
- Notas de corte devem subir nos cursos mais concorridos.
- Candidatos veteranos terão vantagem sobre os novatos.
- Por um lado, regra pode favorecer quem tem possibilidade de fazer cursinho por anos; por outro, alunos de baixa renda ganham segunda chance de ingresso após terem desistido de fazer o Enem.
- Ociosidade pode cair com número maior de candidatos. Ao mesmo tempo, haverá provavelmente mudanças de curso entre quem já estava matriculado — causando o abandono das vagas “originais”.
- “Colecionadores de aprovação” influenciarão ainda mais as notas parciais.
➡️Como era antes? Desde a criação do programa, em 2010, a única nota aceita era a do ano imediatamente anterior ao do processo seletivo. Por exemplo: no Sisu 2025 (em janeiro de 2025), foram computadas as notas do Enem 2024 (aplicado em novembro de 2024). No Sisu 2024, consideraram-se as notas do Enem 2023. E assim por diante.
📖Notas de corte devem subir nos cursos mais disputados
De acordo com os especialistas entrevistados, é muito provável que as notas de corte dos cursos mais concorridos (como medicina) sejam ainda mais altas no Sisu 2026.
“Se cada candidato usa sua melhor nota dos últimos três anos, você está empurrando o topo da curva para cima”, afirma Ademar Celedônio, diretor de ensino e inovações educacionais do SAS Educação.
“O funil desses cursos de altíssima demanda deixa de ser de uma geração e passa a ser de três gerações, com a melhor versão de cada pessoa. Em termos práticos, fica mais difícil entrar nos cursos já difíceis.”
➡️Nos cursos menos disputados, a nota de corte deve permanecer estável ou até cair um pouco, por causa da baixa procura por vagas.
“Os candidatos passam a ter mais opções: podem optar por utilizar notas de outros anos em cursos mais concorridos”, explica Zeid Sakr, head de operações das Escolas SEB.
⚖️Ansiedade aumenta de um lado e diminui do outro
A mudança diminui a pressão sentida pelo candidato que se dedicou nos últimos anos, mas que “bateu na trave” e não foi aprovado por pouquíssimos pontos. Por exemplo: se ele enfrentou problemas pessoais em 2025 ou, nos domingos de prova, não se sentiu bem, terá a possibilidade de usar novamente as notas de 2023 ou de 2024.
“Em linhas gerais, a mudança tende a tranquilizar os candidatos veteranos. Atua como um fator de redução da ansiedade e do estresse”, afirma Raul Celestino de Toledo Soares Neto, Coordenador Pedagógico do Poliedro Curso SP.
Celedônio concorda. “Diminui essa lógica cruel do que é fazer tudo num dia só — e, se ele for mal, perdeu o ano.”
Por outro lado, os novatos provavelmente se sentirão em desvantagem, já que disputarão uma vaga com quem terá três “cartas na manga”, pondera o professor do SAS Educação.
“O aluno que está fazendo pela primeira vez o ensino médio vai chegar competindo com veteranos mais experientes e com maior maturidade”, diz. “Para aquele adolescente que está tentando medicina pela primeira vez, vindo direto do terceiro ano do ensino médio, a vida dele ficou mais difícil.”
Outro fator que pode atrapalhar os estreantes do Enem é a novidade “aos 45 do segundo tempo”.
“Acho que é uma mudança que, no geral, é ruim — principalmente pelo timing péssimo. Está muito perto das provas. Isso aumenta a tensão e cria dose extra de ansiedade nos candidatos”, afirma Rodrigo Magalhães, professor da Plataforma AZ.
💰Reforço de desigualdades ou maior acesso à universidade?
Heitor Ribeiro, coordenador do Curso Anglo, afirma que a decisão do Ministério da Educação amplia o acesso ao ensino superior.
“Mais pessoas poderão tentar uma vaga sem ficarem restritas exclusivamente à edição do ano. Isso aumenta as oportunidades e reduz a pressão”, explica.
“Alunos de baixa renda, que por motivos pessoais ou de trabalho não consigam se preparar bem ou mesmo participar do exame em 2025, poderão utilizar notas de 2023 ou 2024 para disputar uma vaga. Isso oferece uma segunda chance real para quem não pode estar em condições ideais todos os anos.”
Ao mesmo tempo, os candidatos que tiverem a possibilidade de fazer o Enem todo ano ficarão inevitavelmente à frente dos demais.
Ribeiro não vê a questão como uma mudança significativa no quesito de desigualdade. “Candidatos com maior poder aquisitivo costumam ter acesso a uma preparação mais prolongada e prestam a prova por vários anos, o que já lhes dá certa vantagem competitiva. A mudança não cria essa vantagem.”
Não é um posicionamento consensual. Celedônio, do SAS Educação, vê a modificação da regra como mais uma vantagem a quem tem maior poder aquisitivo.
“Se você pode bancar cursinho bom por dois anos e sentar para fazer o Enem três vezes, você acumula chances maiores e escolhe a sua melhor nota. Isso favorece quem tem mais recursos”, afirma.
Sakr, das Escolas SEB, segue a mesma linha de raciocínio e diz que “a mudança pode ampliar as desigualdades e beneficiar aqueles que já têm mais oportunidades.”
👩🏫Ociosidade das vagas diminuirá?
As instituições de ensino públicas buscam formas de combater a baixa ocupação de vagas.
Por outro, passa a haver uma maior mobilidade de alunos que, já matriculados em algum curso, queiram usar a nota “antiga” do Enem para mudar de área e se inscrever em outra instituição. A vaga original, nesse caso, ficará ociosa, explica Magalhães.
Por um lado, com mais candidatos podendo se inscrever no Sisu, a chance de preencher as turmas é maior, diz Celedônio.
👻O medo dos ‘fantasmas’
Quem participa do Sisu lida com o sistema como uma Bolsa de Valores: durante o período de inscrição, pode mudar suas opções de curso com base nas notas de corte parciais divulgadas diariamente.
Ia tentar Odontologia, mas percebeu que está muito longe do desempenho mínimo esperado? Há a possibilidade de editar a própria inscrição e pleitear uma oportunidade em outra graduação.
Pois bem: há os famosos “colecionadores de aprovação”, que entram no sistema apenas para poderem dizer depois que “passaram na universidade X”. Eles não vão efetivar a matrícula, porque nunca pretenderam entrar no curso.
“Tudo bem, a vaga irá para a reclassificação. Mas precisamos ver como a maior presença deles pode alterar as notas de corte iniciais”, diz Magalhães, da Plataforma AZ.
🖥️Possibilidade de erro técnico?
O Sisu apresentou diversos problemas técnicos nos últimos anos:
- Sisu 2025: alunos reclamam que resultado foi divulgado com um dia de atraso e em formato que dificulta saber classificação
- Após falha no site do Sisu 2025, aprovados ‘perdem’ vaga no dia seguinte: ‘já tinha comemorado nas redes’, diz aluna
- Sisu 2024: MEC divulgou lista errada de aprovados porque não havia terminado de analisar todas as categorias de cotas
O fato de permitir que cada CPF do candidato seja associado a três edições diferentes do Enem tornará o processo seletivo bem mais complexo, afirmam os professores. Espera-se, evidentemente, que o sistema tenha sido adaptado da melhor maneira.
Outras dúvidas
🎓Mas e se a prova do outro ano tiver sido mais fácil? O sistema de correção do Enem é chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI): a nota final não é a simples soma do número de acertos. Essa técnica mede a coerência no desempenho — se o estudante tiver acertado as questões mais difíceis e errado as mais simples provavelmente “chutou” as alternativas. Consequentemente, ganhará menos pontos do que aquele que respondeu corretamente as fáceis e errou só as difíceis.
Uma das justificativas do uso de TRI é justamente possibilitar a comparação de notas em diferentes provas.
🎓Como funcionará a seleção? De acordo com o Ministério da Educação (MEC), será considerada a pontuação que gerar a melhor média ponderada no curso escolhido.
Por que média ponderada? Ao fazer o Enem, os candidatos alcançam determinada pontuação em cada uma das provas (Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática, Linguagens e Redação). Ao se inscreverem no Sisu, a média será diferente dependendo do curso e da universidade escolhidos. Por exemplo: é possível que a graduação em Física atribua um peso maior à nota de Matemática do que um de Jornalismo, que dará maior importância para Ciências Humanas.
Será possível usar mais de uma edição do Enem na mesma inscrição? Até a mais recente atualização desta reportagem, o Inep não havia esclarecido se seria possível usar a nota de uma edição na 1ª opção de curso e de outra na 2ª opção.
A regra de usar as últimas edições da prova no Sisu vale para quem participou como treineiro? Não. Ou seja, só as notas válidas no ano de conclusão do ensino médio (ou em posteriores) poderão ser usadas.
🎓O que é o Sisu
O Sisu é o sistema do governo federal que permite aos estudantes concorrer gratuitamente a vagas em universidades públicas de todo o país, utilizando a nota do Enem.
Desde 2024, o programa passou a ter edição única anual, com oferta de cursos cujas aulas começam no primeiro ou no segundo semestre.
Na edição de 2025, foram disponibilizadas 261,7 mil vagas em 6.851 cursos de 124 instituições públicas. Ao todo, 254,8 mil candidatos foram aprovados, sendo 128 mil na ampla concorrência, 111 mil por cotas e 14 mil por políticas afirmativas próprias das universidades.
Fonte: G1
Geral
Fies 2026 abre inscrições para processo seletivo do 1º semestre
Estudantes interessados em participar do processo seletivo do primeiro semestre de 2026 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem fazer as inscrições a partir desta terça-feira (3). O prazo segue até a próxima sexta-feira (6).

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Segundo o Ministério da Educação (MEC), o candidato pode se inscrever em até três opções de curso e alterar suas escolhas até o fim do prazo de inscrição.
O processo seletivo do primeiro semestre vai ofertar 67.301 vagas em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários para 19.834 cursos. A previsão é que, em 2026, sejam ofertadas 112.168 vagas.
Quem pode participar
Podem se inscrever estudantes que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, tenham obtido média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos e não tenham zerado a prova de redação.
Também é necessário ter renda bruta familiar mensal por pessoa de até três salários mínimos.
Classificação
De acordo com o MEC, a classificação será feita de acordo com a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, por tipo de vaga, grupo de preferência e modalidade de concorrência.
A classificação vai respeitar a seguinte ordem de prioridade:
- candidatos que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil;
- candidatos que não tenham concluído o ensino superior, tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado;
- candidatos que já tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil;
- candidatos que já tenham concluído o ensino superior, tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado.
Resultado
O resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado no dia 19 de fevereiro. Segundo o MEC, cada candidato será pré-selecionado em apenas uma de suas opções de curso, turno, local de oferta e instituição de educação superior realizadas na inscrição, conforme o tipo de vaga e a modalidade de concorrência.
Candidatos pré-selecionados deverão acessar o Fies Seleção para complementar sua inscrição entre os dias 20 e 24 de fevereiro.
Lista de espera
Estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única, de acordo com a pasta, estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento de vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.
Fonte: Agência Brasil
Geral
Alerta Laranja para chuvas intensas até 4 de fevereiro
Aviso indica risco de ventos fortes, alagamentos e transtornos urbanos no período
Está vigente entre os dias 1º e 4 de fevereiro um Alerta Laranja emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), indicando condições climáticas adversas, com possibilidade de chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo, podendo causar transtornos em áreas urbanas de Porto Velho.
De acordo com o aviso meteorológico, são esperados volumes de chuva entre 30 e 60 mm por hora ou até 100 mm por dia, além de ventos intensos que podem variar de 60 a 100 km/h. As condições elevam o risco de alagamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica, transtornos no trânsito, quedas de árvores e danos estruturais, dependendo da intensidade dos fenômenos.
A divulgação do alerta tem como objetivo orientar a população a adotar medidas preventivas e evitar situações de risco
o durante o período de instabilidade climática, reduzindo a possibilidade de acidentes, prejuízos materiais e danos à integridade física, além de manter a população informada sobre os canais oficiais de atendimento em casos de emergência.
ORIENTAÇÕES
Em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e descargas elétricas, e evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
Sempre que possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia;
Buscar informações e apoio junto aos órgãos de emergência.
CANAIS DE EMERGÊNCIA
Defesa Civil: 199 ou (69) 98473-2112
Corpo de Bombeiros: 193
O aviso do INMET iniciou às 00h01 do dia 01/02/2026 e segue até às 23h59 do dia 04/02/2026, classificando o risco como moderado a alto para ocorrências associadas às condições meteorológicas adversas.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
Geral
Saiba mais sobre as novas regras nacionais para tirar a CNH
A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) tornou público, neste domingo (1º), o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. O documento estabelece critérios claros sobre trajeto, percurso e forma de avaliação das provas práticas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), válidos para todo o país.
“A adoção de parâmetros nacionais visa conferir coerência ao processo avaliativo, reduzir assimetrias regionais e fortalecer a confiança da sociedade no sistema de habilitação”, diz o próprio manual.
Ainda no texto, a secretaria informa que o estabelecimento de diretrizes nacionais a serem cumpridas pelos Departamentos de Trânsito (Detrans) de todo o Brasil busca “aproximar o exame prático de direção veicular da realidade” com que o futuro motorista, se aprovado, irá se deparar nas ruas do país.
“O exame deve refletir situações reais de condução, permitindo avaliar o comportamento do candidato diante de contextos efetivamente vivenciados no trânsito cotidiano, e não a execução pontual de procedimentos dissociados da prática diária da condução”, informa o texto, apontando uma mudança de paradigma.
“O modelo nacional de exame prático adotado neste manual está alicerçado em análises técnicas, dados de sinistros [acidentes] e evidências relacionadas à dinâmica da circulação viária, de modo a atribuir maior relevância avaliativa às condutas que efetivamente comprometem a segurança. Ao direcionar o foco da avaliação para esses elementos, o manual contribui para um exame mais coerente, proporcional e alinhado aos objetivos da política pública de trânsito, evitando a supervalorização de aspectos de baixo impacto para a segurança viária”, completa o texto.
Reprovação
Uma das principais mudanças, o fim das faltas eliminatórias automáticas, inverte a lógica de pontuação com que alguns Detrans operavam. Com isso, todo candidato passa a ser avaliado pela soma de pontos decorrentes das infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) cometidas durante o percurso. E condutas que não configuram infração de trânsito, como “deixar o veículo morrer”, deixam de gerar reprovação automática.
“Nos termos da norma vigente, o candidato inicia o exame com pontuação zero, sendo acrescidos pontos conforme as infrações de trânsito constatadas durante a avaliação, de acordo com sua natureza e gravidade”, estabelece o manual.
Para ser aprovado no exame de condução, a nota do candidato não pode exceder os dez pontos.
As infrações são pontuadas conforme a classificação do CTB: leve (1), média (2), grave (4) e gravíssima (6).
Baliza
Outra mudança, já anunciada por alguns Detrans, como o de São Paulo, é o fim do teste de baliza como uma etapa eliminatória da prova prática.
“No modelo anterior, falhas relacionadas ao estacionamento, como a não conclusão da manobra em tempo previamente fixado, a necessidade de ajustes adicionais ou o contato mínimo com elementos de demarcação, eram equiparadas, em termos de gravidade e consequência avaliativa, a condutas de elevado risco à segurança viária”, sustenta a secretaria, no manual, argumentando que, no novo modelo, o “estacionamento passa a ser compreendido como parte integrante do trajeto e da circulação, e não como etapa autônoma ou dissociada do processo de condução”.
Em nota, o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, afirmou que, com o fim da obrigatoriedade da baliza, o exame não ficará mais fácil, mas sim, “mais real”.
“A mudança da baliza como etapa principal e eliminatória acontece porque ela virou, ao longo do tempo, um exercício artificial, cheio de regras que não dialogam com a condução no mundo real. A baliza passa a ser tratada como o que ela é na vida cotidiana: estacionamento, ao final do percurso. Sem aquele ritual mecânico que nada mede sobre direção segura”, explica.
Mudanças
A publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular se soma às recentes mudanças no processo de obtenção da CNH, incluindo o fim da obrigatoriedade do candidato contratar uma autoescola para ter aulas de direção.
Pelas novas regras divulgadas no fim de 2025, o curso teórico passou a ser gratuito. O governo fornece ao candidato todo o conteúdo de forma digital, mas também é possível frequentar aulas presenciais em autoescolas.
Anteriormente era obrigatório fazer 20 horas de aulas práticas, agora só duas horas são necessárias. O candidato, caso queira, também pode frequentar uma autoescola ou contratar instrutores autônomos. Para tirar a CNH, o candidato ainda tem que ser aprovado em dois exames.
“O foco do exame se desloca para o que realmente importa: a condução em via pública, a leitura do trânsito, a tomada de decisões e a convivência com outros veículos e pedestres. A avaliação passa a medir a direção responsável em ambiente real, e não a repetição de um ritual que pouco diz sobre segurança viária”, garantiu o secretário secretário Nacional de Trânsito, na mesma nota.
Confira, abaixo, outras mudanças na prova prática, de acordo com o Ministério dos Transportes.
-O estacionamento permanece na prova prática?
O estacionamento permanece como parte da prova prática. Ao final do trajeto, o candidato deve parar o veículo e realizar o desembarque de forma segura, em conformidade com a legislação de trânsito.
-Todos os Detrans devem seguir as diretrizes da resolução?
Os Detrans devem, obrigatoriamente, seguir as diretrizes nacionais estabelecidas pela legislação de trânsito. Essas regras são únicas para todo o país e não podem ser alteradas pelos estados. No entanto, a prova prática não é idêntica em todos os lugares. Cada cidade tem vias, sinalização e espaços urbanos diferentes.
-Há algum tipo de punição ou responsabilização para o Detran que não implementar ou descumprir as orientações?
Existem diferentes medidas previstas, que começam com apurações administrativas e podem evoluir para um processo de sindicância. Nos casos mais graves, o CTB prevê a possibilidade de intervenção direta no Detran, com a substituição da presidência, mediante processo administrativo aprovado pelo Contran. Essa é a medida máxima de responsabilização prevista em lei para situações de descumprimento das normas nacionais de trânsito.
-É possível utilizar veículos automáticos nas provas?
Sim, é possível fazer a prova prática com veículo automático. Assim como qualquer outro veículo utilizado no exame, ele deve estar em conformidade com as regras de circulação e equipado com todos os itens obrigatórios exigidos pela legislação de trânsito.
Fonte: Agência Brasil

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