Polícia
Banco é condenado por aplicar empréstimo fraudulento em aposentada
Os julgadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) mantiveram a sentença do juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de Rolim de Moura, que condenou uma instituição bancária por um empréstimo consignado fraudulento aplicado a uma aposentada.
A idosa, que é aposentada por idade e pensionista, realizou um empréstimo vinculado à sua aposentadoria no dia 20 de agosto de 2020, no valor de R$13.374,00, parcelado em 84 vezes. Porém, logo após, foi surpreendida com um novo contrato, de mesmo valor e número de parcelas, incidindo sobre a sua pensão. Para reverter a situação, ela ingressou com um processo na Justiça.
Com relação a essa fraude, a sentença judicial declarou a inexistência do segundo contrato e condenou o banco ao pagamento de 5 mil por danos morais, além da devolução em dobro dos valores descontados da pensão, a ser apurada na liquidação da sentença.
Decisão da 1ª Câmara Cível
Embora a defesa do banco tenha argumentado que a operação foi legal e regular, contando com a assinatura da aposentada, os argumentos não convenceram os julgadores da 1ª Câmara Cível diante das provas colhidas no processo.
Segundo o voto do relator, desembargador Rowilson Teixeira, o empréstimo foi comprovadamente fraudulento, visto que o banco não demonstrou que a aposentada tenha, de fato, realizado os dois contratos. Por isso, foi mantido o ressarcimento em dobro dos descontos efetuados sobre a pensão, somado à indenização por danos morais.
Consta nos autos que, à época, a aposentada recebia mensalmente R$1.412,00. Sobre esta quantia, eram descontados R$313,50 por cada parcela, o que correspondia a 22% de sua renda.
O recurso de Apelação Cível (n. 7005256-43.2024.8.22.0010) foi julgado durante a sessão eletrônica, realizada entre os dias 16 e 20 de março de 2026. Fizeram parte do julgamento, os desembargadores Rowilson Teixeira (relator da apelação), Raduan Miguel e Antonio Robles.
Fonte: TJRO
Polícia
Mulher é morta a tiros pelo marido durante festa de casamento
Uma mulher de 34 anos foi morta a tiros pelo próprio marido durante a confraternização do casamento na noite deste sábado (9), em Campinas (SP). O crime foi cometido pelo guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, que foi preso em flagrante por feminicídio.
A vítima, identificada como Nájylla Duenas Nascimento, tinha três filhos de outro relacionamento, segundo a Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, o casal teria entrado em luta corporal durante a festa. Familiares conseguiram retirar as crianças do local momentos antes da escalada da violência.
Ainda conforme os registros policiais, o guarda municipal teria pegado a arma funcional, agredido a esposa e efetuado disparos contra ela. Em seguida, ele fugiu da residência. Minutos depois, retornou ao imóvel e realizou novos disparos contra a vítima.
Nájylla chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A defesa de Daniel Barbosa Marinho informou que acompanha o caso e que confia em uma investigação “técnica e imparcial”. O advogado afirmou ainda que o agente se apresentou espontaneamente e que irá colaborar com as apurações, além de solicitar liberdade provisória, alegando que “o que realmente ocorreu será debatido nos autos”.
Em nota, a Guarda Municipal de Campinas informou que o próprio agente acionou a corporação após o crime e foi conduzido à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde acabou autuado em flagrante.
“A Guarda Municipal lamenta profundamente o fato e reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de violência”, diz o comunicado.
A corporação também informou que a Corregedoria abriu procedimento administrativo e disciplinar para apurar a conduta do servidor.
Segundo informações apuradas pela EPTV, afiliada da TV Globo, Daniel Barbosa Marinho integra a Guarda Municipal desde 1998 e atuava em uma base operacional interna da corporação.
Polícia
Polícia Militar prende suspeito de homicídio horas após crime
Na manhã de segunda-feira, 11, a Polícia Militar de Rondônia esclareceu em poucas horas mais um caso de homicídio, prendendo o autor e conduzindo demais pessoas envolvidas para a delegacia. O crime de extrema violência ocorreu no Residencial Moysés de Freitas, em Vilhena. A ação, que resultou na prisão dos envolvidos em poucas horas após o acionamento, destacou-se pela habilidade das guarnições em identificar tentativas de ludibriar a Justiça e pela eficiência do serviço de inteligência na localização dos autores em zona rural.
O caso teve início quando a equipe foi acionada para verificar o encontro de um corpo com sinais de golpes de martelo e arma branca no interior de uma residência na Avenida Dedimes Cechinel. No local, a solicitante e moradora apresentou uma versão inicial alegando ter encontrado o imóvel arrombado ao retornar para casa, mas os militares notaram inconsistências nas versões. Nesse momento, ela acabou confessando que havia forjado o arrombamento para proteger o namorado, autor do homicídio.
De posse das informações reais e com o apoio estratégico dos trabalhos de inteligência da PM, as equipes deslocaram-se até uma região do Distrito de Nova Conquista, onde o acusado estaria escondido juntamente com outro indivíduo que o ajudou a fugir. Ao perceberem a chegada das viaturas, o principal apontado pelo crime, identificado pelas iniciais W. S. B. (22 anos), tentou fugir a pé, saltando cercas e obstáculos em meio à pastagem, mas foi alcançado, contido e algemado por policiais à paisana. O segundo envolvido, apontado por auxiliar na fuga, também foi detido na propriedade rural sem esboçar reação. W.S.B não relatou aos policiais a motivação do crime.
O crime, que vitimou o J. P. S. (42 anos), foi elucidado graças à pronta intervenção da Polícia Militar, que solucionou mais um caso com a prisão de um indivíduo já conhecido pela prática reiterada de delitos. As armas utilizadas no crime foram recolhidas pela perícia, e os detidos foram conduzidos à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) para a formalização do flagrante.
Fonte: Polícia Militar
Polícia
Neta estuprada por avô postiço mandou mensagem desesperada para o pai
A menina de 10 anos que foi estuprada pelo avô postiço — que cuidava dela e de outros dois irmãos enquanto os pais trabalhavam — enviou uma mensagem ao pai pelo celular da avó. A neta do investigado, identificado como José Rodrigues de Oliveira, disse que não aguentava mais a situação e que estava sendo perturbada pelo companheiro da avó, que pedia para sugar suas partes íntimas.
O caso ocorreu em fevereiro deste ano. O homem de 74 anos foi preso na sexta-feira (8/5) por policiais civis da 15ª DRP (Goianésia/GO).
Segundo o relato da vítima, por trabalhar o dia todo, os pais deixavam os três filhos — de 3, 5 e 10 anos — aos cuidados da avó paterna. No final de 2025, a avó passou a se relacionar com o suspeito, que se mostrava atencioso com as crianças e zeloso com a idosa.
Mensagem para o pai
Na mensagem enviada para o pai, a menina conta que José Rodrigues pedia para sugar suas partes íntimas. A menor chegou a encaminhar um vídeo aos pais, onde é possível ver o suspeito passando a mão em suas partes íntimas.
Após tomar conhecimento do fato, ele foi até a casa de sua mãe, mas não conseguiu encontrar o suspeito, que já havia fugido.
Prisão
Após constante vigilância e diversas tentativas de localização, a equipe policial conseguiu prender o investigado, que estava escondido em uma propriedade rural na região do Pica-Pau, em Goianésia. O homem foi encaminhado ao presídio local e encontra-se à disposição do Poder Judiciário.
A divulgação da imagem do investigado foi realizada nos termos da Lei nº 13.869/2019, para que outras possíveis vítimas de José Rodrigues possam registrar boletim de ocorrência e formalizar denúncia.
Fonte: Metrópoles
