Política
Motta mantém votação do PL Antifacção mesmo com críticas do governo
Mesmo com críticas do governo federal, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manteve a votação do substitutivo do projeto de lei (PL) Antifacção para esta terça-feira (18).
“O projeto aumenta as penas para integrantes de facções e dificulta o retorno às ruas, também cria e integra os Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre as Organizações Criminosas. Vamos em frente com responsabilidade e a urgência que o tema requer”, afirmou Motta, nesta segunda-feira (17), em rede social.
Existe a expectativa de o relator, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), apresentar um novo texto antes da votação, que será a quinta versão do substitutivo em pouco mais de uma semana.
O governo federal sustenta que o substitutivo do relator Derrite desfigurou a iniciativa do Executivo enviado ao Parlamento para combater as organizações criminosas e que o parecer vai criar um “caos jurídico” que pode beneficiar os criminosos.
O secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública Marivaldo Pereira disse à Agência Brasil que o texto vai atrasar as investigações e ações penais em andamento.
“Se a proposta for aprovada do jeito que está, vamos assistir a um verdadeiro caos jurídico, porque há uma série de normas conflitantes que vão abrir uma oportunidade para que os investigados comecem a questionar qual é a norma efetivamente aplicada”, argumentou.
O governo ainda reclama da decisão do relator de retirar recursos federais que financiam a Polícia Federal (PF).
“Mandamos uma proposta com o objetivo de descapitalizar o crime. O relator apresentou uma proposta que descapitaliza os fundos de segurança do governo federal. A proposta do jeito que está descapitaliza os fundos do governo federal e vai prejudicar diretamente as operações da PF”, completou Marivaldo.
Especialistas tem apontado ainda que o projeto pode dificultar as investigações do Ministério Público (MP). O relator informou à Agência Brasil que vai ajustar o texto para não deixar dúvidas quanto ao papel do MP no combate às organizações criminosas.
Agência Brasil
Política
TSE aprova calendário eleitoral e regulamenta o uso de IA nas Eleições 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o conjunto de resoluções que vai orientar as Eleições Gerais de 2026. Entre os principais pontos estão o calendário eleitoral e a regulamentação do uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas.
As normas valem para todo o país e deverão ser observadas por partidos políticos, federações, candidatas e candidatos, além do eleitorado.
O primeiro turno está marcado para 04 de outubro de 2026.
Calendário Eleitoral 2026
Com a aprovação do calendário, ficam estabelecidas as principais etapas do processo eleitoral.
Entre as datas de maior impacto:
- 05 de março: início da janela partidária;
- 03 de abril: encerramento da janela para mudança de partido com justa causa;
- 04 de outubro: primeiro turno das Eleições 2026.
O calendário reúne, em ordem cronológica, todas as fases do pleito, o que permite que partidos e candidatos se organizem com antecedência e que o eleitorado acompanhe cada etapa com mais transparência.
Uso de Inteligência Artificial (IA) tem limites
A resolução sobre propaganda eleitoral passa a estabelecer regras específicas para conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial.
Entre as medidas que impactam diretamente campanhas e eleitores estão:
- Obrigatoriedade de identificação de conteúdos gerados por IA;
- Proibição de divulgação de conteúdos sintéticos que desrespeitem as normas eleitorais;
- Restrição à circulação de novos conteúdos manipulados 72 horas antes e 24 horas após a votação;
- Proibição de recomendação automatizada de candidaturas por sistema de IA;
- Responsabilização de plataformas que retiram conteúdos irregulares após decisão da Justiça eleitoral.
- Vedação à violência política contra a mulher, inclusive por meio de manipulação de imagens.
As medidas buscam preservar a integridade do debate público e reduzir a disseminação de desinformação durante o período eleitoral.
Regras também tratam de registro e fiscalização
O TSE também aprovou normas sobre:
- Registro de candidaturas;
- Representações e pedidos de direito de resposta;
- Ilícitos eleitorais;
- Auditoria e fiscalização do sistema eletrônico de votação;
- Consolidação das normas voltadas à cidadã e ao cidadão.
Uma das novidades é a criação de um texto único reunindo direitos e deveres do eleitorado, o que deve facilitar campanhas de orientação promovidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais, como o TRE-RO.
O que muda na prática?
Com as resoluções aprovadas:
- Partidos e candidaturas passam a ter prazos definidos para organização e registro;
- Conteúdos manipulados por IA deverão ser identificados;
- Plataformas digitais poderão ser responsabilizadas em caso de descumprimento de decisões;
- O eleitorado contará com normas consolidadas para consulta sobre seus direitos e deveres.
As resoluções serão publicadas no Diário de Justiça Eletrônica e disponibilizadas no portal do TSE.
Fonte: TSE
Política
Deputada Cristiane Lopes entrega caminhonete à Capitania Fluvial de Porto Velho para fortalecer ações da Marinha em Rondônia
Emenda parlamentar de R$300 mil garante reforço na estrutura operacional da unidade; novo veículo apoiará atividades administrativas e de fiscalização na região.
A deputada federal Cristiane Lopes (União Brasil) realizou a entrega oficial de uma caminhonete à Capitania Fluvial de Porto Velho, unidade vinculada à Marinha do Brasil, na capital rondoniense. O veículo foi adquirido por meio de emenda parlamentar no valor de R$300 mil destinada pela parlamentar para fortalecer a estrutura da instituição. Posteriormente, também será entregue um carro de passeio à unidade.
Logo após a solenidade, a deputada destacou a importância do investimento para a segurança e o desenvolvimento regional. “Nosso compromisso é garantir que a Marinha tenha estrutura adequada para cumprir sua missão. Esse veículo vai contribuir diretamente para fortalecer a fiscalização, a segurança da navegação e o atendimento às comunidades ribeirinhas. Rondônia precisa de investimentos que gerem resultados concretos”, afirmou Cristiane Lopes.
A cerimônia ocorreu na sede da Capitania, localizada na região central de Porto Velho, e contou com a presença do Vice-Almirante André Luiz de Andrade Felix, comandante do 9º Distrito Naval, além de autoridades civis e militares.
O recurso destinado pela parlamentar visa reforçar a atuação da Capitania nas atividades administrativas e operacionais desenvolvidas na região. A nova caminhonete deverá apoiar ações de fiscalização do tráfego aquaviário, inspeções navais, além de serviços internos que garantem maior eficiência no atendimento à população.
A Capitania Fluvial desempenha papel estratégico no estado, sendo responsável por ações relacionadas à segurança da navegação, orientação e fiscalização do tráfego aquaviário, formação de aquaviários e cumprimento das atribuições institucionais da Marinha na região amazônica.
Durante o evento, o Vice-Almirante André Luiz de Andrade Felix ressaltou a relevância da parceria institucional.“Esse apoio fortalece significativamente nossa capacidade operacional. A atuação da deputada demonstra sensibilidade com as necessidades da Marinha em Rondônia e com a segurança das nossas vias navegáveis, que são fundamentais para a economia e para a integração regional”, destacou o comandante.
A parceria entre a parlamentar e a Capitania não é recente. Em 2023, em conjunto com a CFPV, Cristiane Lopes participou da cerimônia de entrega de carteiras e certificados a alunos concluintes do Curso de Formação de Aquaviários – Marinheiro Fluvial Auxiliar de Convés e de Máquinas (Nível 1), realizada na Escola do Legislativo. A iniciativa contribuiu para a qualificação profissional e geração de oportunidades no setor fluvial.
Ao encerrar a solenidade, a deputada reafirmou seu compromisso com a Marinha e com o desenvolvimento do estado.“Seguirei firme nessa parceria, apoiando iniciativas que valorizem nossos marinheiros, fortaleçam a navegação fluvial e ampliem oportunidades para a população ribeirinha. Investir na Marinha é investir na segurança, no desenvolvimento e no futuro de Rondônia”, concluiu Cristiane Lopes.

Fonte: Assessoria
Política
Assédio eleitoral no ambiente de trabalho: veja o que diz o MPF
Você conhece alguém que foi pressionado pelo chefe a apoiar um candidato ou a gravar vídeo de campanha para não perder o emprego? No “Me explica, MPF” de hoje, saiba que isso tem nome e é crime: assédio eleitoral.
A Constituição Federal garante que o voto é livre e secreto. Ninguém pode constranger, ameaçar ou pressionar o trabalhador por causa de política. Quando isso acontece, a lei é clara: há violação de direitos fundamentais e podem surgir consequências eleitorais, cíveis, trabalhistas e criminais. Ou seja: um único caso pode gerar processos judiciais em várias áreas diferentes, de forma autônoma e independente.
Em 2024, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovou recomendação para atuação integrada dos MPs no combate ao assédio eleitoral, reforçando que a prática fere a liberdade de voto e os pilares da democracia.
Fique atento!
O assédio eleitoral pode vir de chefes e superiores hierárquicos, gente que tem poder de decisão. Isso vale para todo tipo de relação de trabalho: trabalhadores celetistas, terceirizados e estagiários. A pressão pode até ser feita contra quem trabalha na administração pública!
Exemplos de assédio eleitoral
- ameaçar demitir empregados caso determinado candidato perca;
- dizer que vai fechar a empresa se outro candidato ganhar;
- pedir para funcionários gravarem vídeos de apoio político ou distribuir panfletos ou compartilhar postagens em redes sociais;
- usar reuniões de trabalho para fazer campanha;
Assédio eleitoral é crime e pode dar cadeia!
A prática de assédio eleitoral pode configurar crime previsto no Código Eleitoral, especialmente nos artigos 300 e 301, que tratam de condutas de coação de eleitores. As penas incluem prisão, multa e a perda do direito de concorrer nas eleições por prazo determinado.
Além disso, o uso da estrutura da empresa para constranger ou coagir trabalhadores caracteriza abuso de poder econômico. A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) também proíbe o uso da estrutura do poder público em benefício de candidaturas (abuso do poder político ou conduta vedada).
Pressionar o trabalhador para votar ou deixar de votar em alguém não é “opinião política”: é crime!
Assédio eleitoral em Rondônia
O MP Eleitoral denunciou a prática de assédio eleitoral dentro de um órgão público de Rondônia, nas Eleições de 2022. Ficou comprovado o uso da estrutura institucional para constranger trabalhadores a apoiar a candidatura de uma mulher ao cargo de deputada estadual. O caso chegou à última instância, e o TSE manteve a condenação e aplicou multa, inclusive, à candidata beneficiada, reconhecendo abuso de poder econômico e uso indevido da estrutura administrativa.
Em outro caso, no mesmo estado e envolvendo o mesmo pleito, o MP Eleitoral comprovou que o presidente e o vice de um órgão público pressionaram trabalhadores a apoiarem o candidato a governador e a vice de uma determinada chapa. Foi reconhecida a prática de assédio eleitoral e de abuso de poder político e econômico, com aplicação de multa e inelegibilidade pelos próximos oito anos a partir das Eleições de 2022.
O que fazer se você sofrer ou presenciar assédio eleitoral?
Se você for vítima ou souber de alguém que esteja passando por isso:
- procure o Ministério Público da sua cidade;
- ou faça denúncia diretamente pela Sala do Cidadão do Ministério Público Federal, no MPF Serviços
Me explica, MPF!
A série “Me explica, MPF!” aborda perguntas frequentes sobre o Ministério Público brasileiro, que inclui o MPU e os 26 ministérios públicos estaduais. Toda segunda-feira, um novo tema será publicado no portal do MPF.
Fonte: MPF
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