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Porto Velho se consolida como potência pecuária

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O rebanho bovino de Porto Velho alcançou a marca de 1.794.590 cabeças em 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um aumento de quase 24 mil animais em relação a 2023, quando foram registradas 1.772.153 cabeças.

Com esse resultado, a capital de Rondônia manteve-se como o terceiro maior rebanho bovino do Brasil, atrás apenas de São Félix do Xingu (PA) e Corumbá (MS). O destaque reforça a posição estratégica do município no cenário da pecuária nacional e evidencia a força do campo rondoniense, que ainda conta com outros 18 municípios entre os 100 maiores rebanhos bovinos do país.

DO CAMPO PARA A CIDADE

Mas esses números não representam apenas estatísticas frias. Por trás deles, estão milhares de famílias que fazem da pecuária um meio de vida e uma contribuição essencial para a economia e a alimentação da população.

No distrito de União Bandeirante, a cerca de 160 km de Porto Velho, o agricultor Cláudio Estevan de Oliveira, 52 anos, inicia a jornada antes mesmo do sol nascer. Diariamente, dedica-se aos cuidados com as vacas-leiteiras e o gado de corte na pequena propriedade da família. A produção chega a aproximadamente 180 litros de leite por dia, destinados a um laticínio em Jaru, onde se transformam em queijo e outros derivados. Já o gado de corte garante a ampliação do plantel e o fortalecimento da renda. Para Cláudio, o transporte de calcário tem sido decisivo, pois reduz custos com frete e contribui para elevar a produtividade.

“Quando a gente vê Porto Velho ser reconhecida como uma das maiores potências pecuárias do país, dá orgulho. Com a ajuda no transporte do calcário, sentimos que o nosso trabalho também faz parte dessa conquista”, afirma o agricultor, que simboliza a realidade de muitos produtores familiares da capital.

PORTO VELHO NO MAPA DA PECUÁRIA BRASILEIRA

A pujança da pecuária porto-velhense se reflete não apenas no volume de cabeças de gado, mas também na diversidade de sistemas produtivos que vão desde grandes propriedades de corte até pequenas fazendas leiteiras que movimentam a agricultura familiar.

Para o secretário municipal de Agricultura (Semagric), Rodrigo Ribeiro, esse resultado mostra a força do campo de Porto Velho e o quanto nossos produtores, grandes e pequenos, têm se dedicado para fortalecer a pecuária. A Prefeitura, por meio da Semagric, vem desenvolvendo programas que apoiam a agricultura familiar com políticas públicas, assistência técnica e incentivos que geram renda e qualidade de vida. Um exemplo é o Programa Calcário Já, que garante o transporte do insumo até as propriedades.

“O calcário é fundamental para o gado leiteiro, pois melhora a qualidade das pastagens, quando aplicado ao solo, e também contribui para a nutrição animal, fornecendo cálcio e magnésio como suplemento. Nosso compromisso é seguir valorizando quem produz e garante alimento na mesa dos porto-velhenses”.

UM FUTURO PROMISSOR

Com números robustos e histórias de vida que se entrelaçam no campo, Porto Velho segue consolidando sua vocação para a pecuária, mostrando que o desenvolvimento pode caminhar junto com a tradição e a dedicação das famílias que vivem da terra.

“Porto Velho é grande no mapa e também é grande no campo. Nosso gado, nossa gente e nossa produção são motivos de orgulho para todos nós”, resumiu seu Cláudio, enquanto se preparava para mais um dia de ordenha.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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Sétima parcela do Pé-de-Meia começa a ser paga nesta segunda-feira

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Entre segunda-feira (19/10) e o próximo dia 26 de outubro, começa a ser paga a sétima parcela do programa federal Pé-de-Meia, que apoia estudantes de baixa renda do ensino médio público para evitar que abandonem os estudos.

Consultas podem ser feitas nos aplicativos Caixa Tem e Cidadão da Caixa.

Os pagamentos são referentes à frequência do mês de agosto e o repasse é feito com base no mês de nascimento dos beneficiários. 

Os estudantes do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que são beneficiários do programa, também receberão a segunda parcela.

  • Neste período, também poderão ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e frequências de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Para receber os valores, é preciso que o estudante tenha mantido frequência escolar de pelo menos 80% nas aulas.

Ensino Médio regular 

7ª parcela: 19 a 26/10/26​
8ª parcela: 23 a 30/11/26​
9ª parcela: 21 a 28/12/26​
10ª parcela: 25/1 a 1º/2/27

EJA

2ª parcela: 19 a 26/10/26​
3ª parcela: 23 a 30/11/26​
4ª parcela: 21 a 28/12/26

Incentivo

Ao comprovar matrícula e frequência, o estudante do ensino regular pode receber mensalmente R$ 200, em até nove parcelas anuais, na modalidade de poupança, que podem ser sacados a qualquer momento.

No caso da EJA, ao comprovar matrícula, o estudante recebe R$ 200, além de R$ 225 pela frequência – até quatro parcelas por semestre.

O benefício é destinado a jovens de 14 a 24 anos inscritos no CadÚnico. O estudante do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, mas este valor só pode ser retirado da poupança após a conclusão do ensino médio.

Considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores podem chegar a R$ 9.200 por aluno.

Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, as parcelas referentes a esses meses ficarão retidas, mas com possibilidade de recebimento caso o beneficiário voltar a apresentar frequência igual ou superior ao exigido.

Consulta do Pé-de-meia e movimentação de valores?

Para menores de 18 anos, o responsável legal deve autorizar a movimentação da conta diretamente no aplicativo Caixa Tem ou em uma agência da Caixa:

● App Jornada do Estudante: consulta de status escolar e regras do programa.
● App Caixa Tem: utilizado para movimentar a conta e realizar saques ou Pix.
● Portal Cidadão da Caixa: consulta detalhada pelo site oficial.

Fonte: Metrópoles

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TCE-RO cobra devolução de R$ 97 mil por aluguel irregular em Rondônia

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Uma decisão do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) determinou o ressarcimento de R$ 97.286,10 aos cofres públicos de Ji-Paraná por irregularidades no aluguel de um imóvel destinado ao armazenamento de materiais da Secretaria Municipal de Educação. A obrigação de devolver o dinheiro é compartilhada entre seis responsáveis.

De acordo com a apuração, o município pagava R$ 5,5 mil mensais pela locação de um espaço cujo preço foi considerado acima do valor de mercado. O dano aos cofres públicos foi estimado inicialmente em R$ 83,4 mil e, após atualização, chegou a mais de R$ 97 mil.

Entre os problemas identificados estão falhas na análise do valor do imóvel, justificativas insuficientes para a escolha do espaço e inconsistências nos documentos da contratação e no procedimento de dispensa de licitação. O tribunal, contudo, não encontrou comprovação de que o processo tenha sido direcionado.

Os envolvidos também foram penalizados com multas proporcionais à participação de cada um nas irregularidades. A identidade dos seis responsáveis não foi informada.

A decisão prevê prazo de 30 dias, contado a partir da publicação do acórdão, para comprovar o pagamento. Se o ressarcimento não ocorrer voluntariamente, poderão ser iniciados procedimentos de cobrança.

Ainda cabe recurso contra a decisão do tribunal.

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Lei garante prioridade escolar a filhos de vítimas de violência

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Mulheres vítimas de violência doméstica que estejam responsáveis por filhos ou crianças e adolescentes sob sua guarda terão prioridade para conseguir matrículas, transferências e rematrículas nas escolas da rede municipal de Porto Velho. A medida está prevista na Lei nº 3.490, publicada nesta sexta-feira (16), e passará a valer a partir do ano letivo de 2027.

O benefício contempla vítimas de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral que tenham a guarda provisória ou definitiva das crianças e adolescentes. Para solicitar o atendimento prioritário, será necessário apresentar documentos que comprovem a situação, como boletim de ocorrência, medida protetiva, laudos médicos ou psicológicos e declarações emitidas por órgãos de assistência social, saúde ou defesa dos direitos das mulheres.

Em situações de urgência devidamente comprovadas, a matrícula ou transferência poderá ser realizada inicialmente com a apresentação do boletim de ocorrência. A documentação complementar deverá ser entregue à unidade de ensino no prazo de até 30 dias.

A legislação também determina que as escolas preservem o sigilo das informações fornecidas pelas vítimas e garantam a proteção dos dados. Além disso, proíbe qualquer forma de discriminação contra as mulheres beneficiadas e os menores sob sua responsabilidade.

O descumprimento das regras poderá resultar em advertência e multa. Em caso de reincidência, o Ministério Público deverá ser comunicado.

A prioridade busca facilitar o acesso à educação para crianças e adolescentes que estão sob os cuidados de mulheres em situação de violência doméstica e entrará em vigor em 2027.

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