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Rondônia registrou 42 mil ocorrências de violência contra a mulher em menos de 10 anos
Uma visão sistêmica sobre a violência contra a mulher no contexto amazônico foi exposta na última quinta-feira (11/6), como parte da programação do 1º Congresso do Ministério Público de Rondônia, em Porto Velho. A palestra disponibilizou pesquisas com dados em séries históricas que, entre outras informações, indicou que o Estado registrou 42 mil ocorrências de crimes dessa natureza em menos de 10 anos.
A abordagem teve como ministrante o pesquisador de Direitos Humanos da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Professor Doutor Rodolfo Jacarandá. Atuou como mediadora na atividade a Promotora de Justiça Flávia Barbosa Shimizu Mazzini.
Rodolfo Jacarandá aprofundou a análise sobre a violência sexual e doméstica no Estado, apresentando dados estatísticos alarmantes que colocam Rondônia em posição crítica quando comparado ao restante do país. Os dados mais graves, que conferem destaque ao Estado no tema, foram sublinhados pelo pesquisador:
• Há 45 anos, Rondônia mantém municípios acima da média nacional de homicídios de mulheres. A taxa de homicídios no Estado é de 5,2 por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média mundial, que é 2,2.
• O crime de estupro também apresenta um cenário crítico, com uma taxa de 172,2 estupros por 100.000 mulheres, um número drasticamente superior à média nacional (68,7).
• O Estado ocupa a segunda posição no país, no crime de lesão corporal doméstica, quase o dobro da média nacional.
A partir desse recorte, Rodolfo Jacarandá explorou dados dos delitos, dando dimensão da realidade identificada no Estado. Ainda em relação ao homicídio de mulheres, informou que, no Brasil, a taxa do crime fica em torno de 3,3. Na Amazônia legal, esse número sobe para 4,5, chegando a 5,2 em Rondônia.
Sobre o crime de estupro relatou que o Estado registrou mais de 8000 vítimas desse delito entre 2019 e 2024, conforme dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Porto Velho, Ariquemes e Vilhena estão entre as cinco cidades brasileiras (com mais de 100 mil habitantes) com maiores índices desse crime.
Infâncias
Rodolfo Jacarandá lamentou o protagonismo rondoniense no triste cenário de violência contra mulher e falou da vulnerabilidade de crianças e adolescentes no Estado. Informou que 55% das vítimas de estupro de mulheres têm menos de 14 anos e 75% menos de 18.
No último ano, conforme disse, Rondônia registrou o maior percentual de vítimas de violência sexual entre 0 e 5 anos no Brasil em relação ao total de vítimas. Sobre o perfil do agressor, mencionou que 70% dos agressores são conhecidos. “Em muitos casos, os pais violentam mais as mulheres do que cônjuges ou namorados”, detalhou.
Escola como Fator de Prevenção
Ainda em sua palestra, o pesquisador afirmou que indicadores escolares são preditores fortes de violência sexual. Fazendo uma correlação da ocorrência de delitos com o desempenho escolar, explicou que reprovar no ensino médio, abandonar o ensino fundamental ou estar em uma série fora da idade podem ser fatores diretamente associados ao aumento das chances de ser vítima de estupro.
Diante desse cenário, argumentou que a escola, mais do que a casa, deve ser o foco principal das políticas de prevenção, pois é o ambiente onde o Estado tem acesso direto à criança e ao adolescente.
Ao final, o professor fez críticas à estrutura de enfrentamento à violência contra a mulher, afirmando que Rondônia perdeu 30% do efetivo da Polícia Civil e que, apesar do aumento no orçamento de segurança, o Estado apresenta déficit no quadro da instituição.
Moderadora
Ao final da palestra, a moderadora da atividade, Promotora de Justiça Flávia Barbosa Shimizu Mazzini, destacou a vasta experiência acadêmica e a atuação do pesquisador como defensor dos direitos humanos.
Elogiando a exposição, afirmou que o diálogo sobre o problema enfatiza que o enfrentamento exige uma análise profunda sobre desigualdades de gênero e as barreiras geográficas que dificultam o acesso à justiça.
Flávia Shimizu trouxe uma perspectiva prática de quem atua no Ministério Público, focando em novos tipos de crimes e na crítica à alocação de recursos públicos. Na ocasião, destacou, por exemplo, a expansão do espectro da violência, fazendo menção a alterações legislativas que ampliaram conceito de violência contra a mulher, uma informação que ajuda a contextualizar o aumento de registros.
“O Ministério Público de Rondônia não ignora nenhum dos números apresentados. Nós nos deparamos com eles todos os dias na busca por garantir o combate à violência de gênero”, destacou, parabenizando o trabalho robusto e estruturado do pesquisador.
Fonte: MPRO
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Aposta de Rondônia acerta a quina da Mega-Sena e ganha mais de R$ 28 mil
Uma aposta registrada em Nova Mamoré, em Rondônia, esteve entre as premiadas no concurso 3036 da Mega-Sena, sorteado na noite de domingo (26), em São Paulo. O bilhete acertou cinco das seis dezenas e garantiu um prêmio de R$ 28.109,79.
Os números sorteados foram: 05, 12, 21, 33, 43 e 50.
De acordo com o resultado oficial, 28 apostas em todo o país acertaram a quina, e cada uma receberá R$ 28.109,79. Já a quadra teve 3.918 ganhadores, com prêmio individual de R$ 586,92.
A aposta vencedora de Rondônia foi um jogo simples realizado pela internet.
Como nenhuma aposta acertou as seis dezenas, o prêmio principal acumulou. A estimativa da Caixa Econômica Federal é que o próximo sorteio, marcado para terça-feira (28), pague R$ 78 milhões ao vencedor.
As apostas para a Mega-Sena podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer casa lotérica credenciada ou pelos canais digitais das Loterias Caixa. Já os bolões eletrônicos podem ser registrados até as 20h30.
Segundo a Caixa, uma aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de acertar os seis números. Já a aposta máxima, com 20 dezenas, tem custo de R$ 232.560 e eleva a probabilidade de vitória para uma em 1.292.
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Receita Federal paga mais de R$ 31 milhões a 17 mil contribuintes de Rondônia
A Receita Federal liberou a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Em Rondônia, 17.256 contribuintes foram contemplados e receberão, juntos, R$ 31.014.816,51. O crédito será realizado no dia 31 de julho.
Os contribuintes já podem verificar se foram incluídos no lote por meio do portal da Receita Federal, na área “Meu Imposto de Renda”, acessando a opção “Consultar a Restituição”. A consulta também está disponível no aplicativo oficial da Receita para smartphones e tablets.
Em todo o Brasil, o terceiro lote contempla 2.743.200 restituições, totalizando R$ 4,6 bilhões. Os pagamentos abrangem contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida, optaram pelo recebimento via PIX, pessoas com prioridade legal, outros grupos prioritários e também aqueles sem prioridade.
Na 2ª Região Fiscal, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, serão pagos aproximadamente R$ 223,1 milhões a 123.270 contribuintes.
De acordo com a Receita Federal, este será o último lote regular de restituições do IRPF 2026. A partir de agora, permanecerão pendentes apenas os pagamentos referentes às declarações retidas em malha fina ou que apresentem algum tipo de inconsistência, como erros nas informações bancárias.
O órgão informou ainda que cerca de 165 mil restituições seguem bloqueadas porque os contribuintes indicaram o CPF como chave PIX, mas não possuem uma conta bancária vinculada a essa chave.
Para receber os valores, a Receita orienta que os contribuintes regularizem a situação cadastrando uma chave PIX vinculada ao CPF em uma instituição financeira, alterando a conta informada para crédito da restituição por meio do serviço “Meu Imposto de Renda” ou retificando a declaração para informar uma conta bancária de sua titularidade.
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TJRO obriga Estado a garantir tratamento para adolescente com autismo em 30 dias
A 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça de Rondônia, por meio de seus julgadores, negou o recurso de apelação do Estado de Rondônia e manteve a obrigação de disponibilizar, no prazo de até 30 dias, consultas neuropsicológicas e terapia ocupacional para um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Além de rejeitar o pedido estadual, a decisão colegiada dos julgadores reformou a decisão de primeira instância para excluir o Município de Cerejeiras do processo.
A exclusão do Município foi fundamentada na Tabela do Sistema Único de Saúde (SIGTAP/SUS) e no Tema 793 do Supremo Tribunal Federal, que classificam os procedimentos requisitados como de média complexidade, cuja competência de financiamento e execução cabe ao Estado, para evitar a sobrecarga e lesão à economia do Município.
O Estado de Rondônia havia recorrido da sentença inicial (que impunha o atendimento de forma conjunta com o município), alegando que os serviços seriam de atenção básica e, portanto, de responsabilidade exclusiva de Cerejeiras. Sob esse argumento, o Estado pediu a suspensão da decisão e a dilatação dos prazos, alegando impacto orçamentário e entraves administrativos.
O recurso, contudo, foi negado com base no direito à atenção integral à saúde garantido pela Lei do Autista (Lei 12.764/2012) e pela Lei do SUS (Lei 8.080/1990), além de diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que reconhecem a necessidade de sessões ilimitadas e contínuas para o desenvolvimento de pessoas com TEA.
Seguindo esses princípios, como o laudo médico constante no processo comprovou a presença de comportamentos estereotipados, seletividade alimentar, limitações na linguagem e interação social, a decisão colegiada (acórdão) entendeu que o tempo decorrido sem providências estaduais exigia a manutenção da ordem, sob os princípios da eficiência, efetividade e razoabilidade financeira entre os entes públicos.
O caso foi julgado durante a sessão eletrônica, realizada entre os dias 21 e 24 de julho de 2026, com a participação dos desembargadores Gilberto Barbosa (relator da apelação), Daniel Lagos e o juiz Ilisir Bueno Rodrigues.
Apelação Cível n. 7001745-91.2025.8.22.0013
Fonte: TJRO
