Polícia
ICMBio realiza operação para retirada de invasores na Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deflagrou nesta quarta (24), com o apoio do Ibama, Polícia Federal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro e secretarias municipal e estadual de assistência social, uma operação de reintegração de posse com retirada de invasores da Floresta Nacional do Bom Futuro (RO).
A desocupação faz parte do cumprimento de uma decisão judicial, expedida em maio, que concedeu 15 dias para a saída voluntária dos ocupantes. A ação do Instituto faz parte do Plano de Desocupação Interinstitucional exigido pela Justiça Federal, que prevê o acesso a políticas públicas de assistência social para os ocupantes.
A situação é agravada por denúncias recebidas pelo Instituto, de que há comercialização de lotes e cobrança de valores para georreferenciamento de terrenos dentro da Flona.
A Floresta Nacional do Bom Futuro está localizada na Amazônia Legal e foi criada nos anos 1980 com cerca de 280 mil hectares. Em 2010, passou por uma redefinição de limites e teve sua área reduzida para cerca de 98 mil hectares. Parte da área excluída e cerca de 15 mil hectares dentro da floresta estão degradados por ocupações irregulares.
Sucesso do processo de saída voluntária
Medidas com vistas à solução pacífica da invasão antecederam a operação e, até esta terça (23), a maior parte das famílias restantes havia se retirado voluntariamente do local. Em maio, o Ministério Público Federal se reuniu com a Associação Unidos Venceremos de Rio Pardo e Região, a Aspruniv, que representa os invasores, e afirmou a não possibilidade de permanência na unidade. A reunião foi em maio, mesmo mês em que foi expedida a decisão judicial condicionada ao plano de desocupação que o ICMBio submeteu à aprovação da Justiça em agosto.
Em setembro, audiência pública realizada na Justiça Federal de Rondônia — com presença de DPU, MPF, PMRO, ICMBio, Incra, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e secretarias municipal e estadual de assistência social — permitiu aos invasores o conhecimento do Plano de Desocupação, do prazo para saída voluntária e da autorização de operação policial no caso de permanência dos invasores.
Antes disso, em dezembro de 2024, houve reunião na superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Porto Velho com a presença do ICMBio, da Defensoria Pública da União (DPU) e da Aspruniv. Na ocasião, foi informada a impossibilidade de regularização da ocupação e oferecido, como alternativa, acesso a crédito fundiário para aquisição de terra.
De acordo com a gerente regional do ICMBio para a Região Norte, Carla Lessa, o Instituto apresentou opções para uma saída pacífica da Flona do Bom Futuro. “Por mais que se trate de uma invasão de unidade de conservação federal e de grilagem de terras públicas, procuramos dar meios para os invasores se retirarem de forma digna. Articulamos com instituições parceiras medidas de assistência social, acesso a políticas públicas e entrega de cestas básicas; concedemos mais de um prazo para a saída e providenciamos um caminhão para a retirada de pertences. Agora nos resta cumprir a decisão judicial”, observa.
Após a conclusão da desocupação, o ICMBio vai implantar uma base permanente de fiscalização no local para evitar a reincidência, ação que também faz parte do Plano de Desocupação Interinstitucional. Uma área total de 15 mil hectares foi degradada, resultante do processo histórico de ocupação irregular. Sua recuperação está sendo elaborada numa parceria do ICMBio com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
Fonte: Assessoria ICMBio
Polícia
Homem é atacado a facadas durante assalto
Um homem de origem venezuelana foi socorrido na tarde desta terça-feira após procurar ajuda nas dependências da Embrapa, localizada na Avenida Lauro Sodré, nas proximidades do residencial Morar Melhor, em Porto Velho.
De acordo com as informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, a vítima chegou ao local afirmando que havia sido vítima de um assalto e que, durante a ação criminosa, foi atacada com golpes de faca. O homem apresentava três perfurações, sendo duas na região dos glúteos e uma em uma das pernas.
Equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas. Após receber os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II para atendimento médico.
As circunstâncias do suposto assalto e da agressão serão investigadas pelas autoridades competentes.
Polícia
Ex-UFC preso por agredir esposa é solto em audiência de custódia
Claudio Ribeiro da Silva, ex-lutador de UFC preso por agredir a esposa, foi solto após sua audiência de custódia, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (23/7). Ele havia sido preso nessa quarta-feira (22/7), em Várzea Paulista. interior de São Paulo, após agredir sua companheira durante uma discussão.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), para responder ao processo em liberdade, o ex-UFC deverá cumprir as seguintes medidas cautelares:
- Comparecimento a todos os atos da investigação criminal e de eventual processo criminal em que for intimado.
- Comunicar qualquer alteração de endereço.
- Proibido de sair do município onde se encontra seu domicílio durante todo o processo de investigação.
Além disso, foram determinadas medidas protetivas de urgência àesposa, Clyza Sales, como: manter no mínimo 200 metros de distância da vítima, cessar qualquer contato (telefonemas, mensagens, redes sociais), entre outros.
- Clyza Sales, esposa de Claudio Ribeiro da Silva, ex-lutador de UFC, confirmou em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (23/7) que foi agredida pelo marido.
- A mulher relatou que, após a repercussão do caso na mídia, recebeu ameaças e questionamentos sobre a veracidade da denúncia.
- “Muita gente me mandando mensagem bem preocupada, perguntando se é verdade. Eu nem preciso responder se é verdade, porque vocês conseguem ver agora no meu rosto, né?”, diz a vítima, mostrando hematomas na face.
- O advogado de Claudio alegou que a agressão ocorreu em um contexto de legítima defesa — versão negada pela vítima.
- Clyza disse que tudo começou após um questionamento dela sobre uma traição do ex-lutador. Ao ser pressionado por ela para dar uma explicação, Claudio a teria sufocado e agredido no rosto.
- No vídeo, ela mostra uma das ameaças que recebeu por mensagem de fãs de seu marido. No print, a pessoa culpa Clyza pela agressão dizendo que ela é um “lixo de pessoa”. A vítima suspeita que a autora das mensagens seja a amante de Claudio — que, segundo ela, pode ter criado uma conta falsa para proferir mensagens de ódio.
- A mulher ainda afirma que poderia resolver uma eventual traição sem conflito, mas que não admite agressão. “Obrigada a todas as mensagens de carinho e preocupação. Estou medicada, não estou bem, mas ficarei”, escreve no post.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Justiça condena mãe e irmão de Djidja Cardoso por esquema de tráfico de cetamina
A Justiça do Amazonas condenou sete pessoas acusadas de integrar um esquema de tráfico de cetamina em Manaus. Entre os sentenciados estão a mãe e o irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, encontrada morta em maio de 2024. As penas variam de 8 anos e 6 meses a 10 anos e 11 meses de prisão.
A decisão foi proferida pela 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes. Conforme a sentença, o grupo utilizava uma rede de salões de beleza e uma organização religiosa para distribuir e incentivar o uso da cetamina, medicamento de uso veterinário que possui efeitos alucinógenos quando administrado em humanos.
Segundo a investigação, a substância era adquirida de forma irregular por meio de uma clínica veterinária e posteriormente fornecida a integrantes e pessoas ligadas ao grupo. A Justiça concluiu que havia provas suficientes para comprovar a atuação da organização criminosa e a participação dos condenados.
Entre os principais condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe de Djidja, apontada como líder do esquema, e Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha, identificado como responsável pela execução das atividades do grupo. Ambos receberam pena de 10 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado.
Também foram condenados um médico veterinário, um personal trainer, uma gerente, um funcionário de clínica veterinária e o ex-namorado de Djidja Cardoso. Parte dos réus permanecerá presa preventivamente e não poderá recorrer em liberdade. Outros foram autorizados a recorrer, desde que cumpram medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A sentença foi proferida meses após a anulação de uma condenação anterior, quando o processo retornou à primeira instância para correção de falhas relacionadas às provas periciais. Com a regularização do procedimento, a Justiça confirmou a materialidade dos crimes e a responsabilidade dos envolvidos.
Durante as investigações da Operação Mandrágora, a Polícia Civil apontou que a cetamina era utilizada em encontros promovidos pelo grupo sob o argumento de proporcionar benefícios espirituais. Testemunhas também relataram supostos episódios de cárcere privado e abusos contra pessoas que estariam sob efeito da substância.
Três acusados foram absolvidos por falta de provas.
A morte de Djidja Cardoso segue como um dos principais fatos relacionados ao caso. A ex-sinhazinha foi encontrada sem vida em maio de 2024, e a principal linha de investigação aponta para uma possível overdose de cetamina. Na ocasião, policiais encontraram frascos da substância, seringas e outros materiais relacionados ao uso da droga na residência da vítima.
