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Política

Ministro da Justiça deve explicar no Senado ação da PF contra garimpo no Rio Madeira

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A Comissão de Infraestrutura aprovou um pedido de informações sobre uma operação da Polícia Federal de combate ao garimpo no rio Madeira.
A ação resultou na destruição de embarcações e no bombardeio de áreas ribeirinhas. Repórter Cesar Mendes.

Aprovado pela Comissão de Infraestrutura, o pedido de informações sobre a ação da Polícia Federal de combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira será enviado ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O autor da iniciativa, senador Plínio Valério, do PSDB do Amazonas, cita que os agentes bombardearam no dia 15 de setembro balsas que servem de moradia à população local nos municípios de Manicoré e Humaitá, no Amazonhas. Plínio apontou a desproporção da ação da PF que, de acordo com ele, trouxe riscos à segurança da população local, além de danos ambientais pelo derramamento de combustível no Rio Madeira. Plínio Valério apresentou uma nota da diocese de Humaitá, assinada pelo bispo Dom Antonio Fontinele de Melo, expressando “profunda indignação e repúdio diante dos atos de violência realizados pelas forças policiais no dia em que a comunidade celebrava uma festa religiosa em memória de Nossa Senhora das Dores”. O senador exibiu para os parlamentares da Comissão de Infraestrutura as imagens de destruição.

“Aí é o Porto de Manicoré, é o porto da cidade, não é no meio do rio, não. Esses barcos aqui não têm nada a ver com os flutuantes que extraem ouro. Isso aí não é clandestino, é ilegal porque ninguém consegue legalizar, é à vista de todo mundo. Mora gente aí…”

“Eles tiraram do filme Apocalypse Now.” ” Apocalypse Now, isso aí. O que me irrita é que essa cena vai ser mostrada em Nova York, em Paris, seja lá onde for, vai ser mostrada como se estivessem combatendo garimpo clandestino, como se estivessem o combatendo narcotráfico. São leões para combater essa gente, mas são gatinhos com o narcotráfico.”

Para a senadora Tereza Cristina, do Progressistas de Mato Grosso do Sul, a destruição das barcas não resolve o problema do garimpo ilegal. 

” Ninguém quer resolver o problema; que eles estão na ilegalidade, estão, mas por que não chegar para resolver o problema dessas pessoas? Eles precisam de uma licença? Eles precisam de mais tecnologia? Eles precisam mudar de ramo? Enfim, Isso aí realmente serve para a narrativa… e é isso que nós temos que acabar.” – “Espetacularização” “Espetacularização, nós temos que acabar com isso.”

Outra comissão, a de Direitos Humanos aprovou uma visita dos senadores, ainda sem data agendada, aos municípios de Humaitá e Manicoré, no Amazonas, para investigar as denúncias de violação de direitos durante a operação da Polícia Federal de combate ao garimpo ilegal. Da Rádio Senado, Cesar Mendes.

Fonte: Senado Federal

Política

Deputada federal Cristiane Lopes destina recurso histórico que fortalece a cafeicultura e transforma a vida de produtores em RO

Com investimento de R$1,5 milhão, que inclui a entrega de veículo para apoio técnico, iniciativa fortalece o Centro de Excelência do Café em Cacoal e amplia o atendimento aos produtores rurais.

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A deputada federal Cristiane Lopes (União Brasil-RO) segue avançando com ações concretas em prol do fortalecimento da agricultura em Rondônia. Em mais uma entrega significativa, a parlamentar entregou uma caminhonete que será utilizada pela equipe do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Campus Cacoal, beneficiando diretamente os produtores de café atendidos pelo Centro de Excelência do Café.

O veículo será essencial para dar suporte às atividades técnicas realizadas nas propriedades rurais, como visitas de campo, análises de solo e orientações especializadas, contribuindo para o aumento da produtividade e da qualidade do café produzido na região.

“É uma grande satisfação poder contribuir com o fortalecimento da nossa cafeicultura, que é motivo de orgulho para Rondônia. Essa caminhonete vai garantir mais agilidade e eficiência no atendimento aos produtores, levando conhecimento e tecnologia diretamente ao campo. Esse resultado é fruto de uma parceria importante com o deputado estadual Cirone Deiró e a vereadora Nice Condaque, sempre pensando no desenvolvimento da nossa gente”, destacou a deputada Cristiane Lopes.

O diretor do IFRO Campus Cacoal, Adilson Miranda, ressaltou a importância do investimento para o trabalho técnico desenvolvido junto aos produtores.“Esse veículo chega em um momento estratégico e vai fazer toda a diferença no dia a dia da nossa equipe. Com mais mobilidade, conseguiremos ampliar o alcance das ações, intensificar o acompanhamento nas propriedades e oferecer um suporte ainda mais qualificado aos produtores de café da região”, afirmou.

A vereadora Nice Condaque também celebrou a conquista e reforçou o compromisso da deputada com resultados concretos.“A deputada Cristiane Lopes tem um mandato que se destaca pela seriedade e pelo compromisso com a população. Ela não fica apenas nas palavras, ela entrega resultados. Essa conquista representa mais oportunidades para os produtores e mais desenvolvimento para Cacoal e toda a região”, declarou.

A deputada federal destinou um investimento histórico de R$ 1,5 milhão para a implantação do Centro de Excelência do Café no município de Cacoal, recurso que inclui a entrega de veículo para apoio técnico às equipes do IFRO.

O Centro de Excelência do Café integra um conjunto de ações estratégicas do mandato de Cristiane Lopes, que tem priorizado o apoio à agricultura familiar, o incentivo à produção rural e a geração de oportunidades no campo, promovendo desenvolvimento econômico e social em diversas regiões do estado.

Ao final, a deputada reforçou seu compromisso com o setor produtivo e com a população rondoniense.“Nosso mandato é pautado por trabalho, compromisso e resultados. Seguiremos investindo na agricultura, valorizando nossos produtores e garantindo que iniciativas como essa cheguem na ponta, melhorando a vida de quem vive e produz no campo. Rondônia pode contar com o nosso empenho para continuar crescendo e se destacando cada vez mais”, concluiu Cristiane Lopes.

Fonte: Assessoria

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Política

Câmara aprova urgência para atualizar o Simples Nacional

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Parlamentares e representantes do setor produtivo se reuniram nesta terça-feira (17), em Brasília, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para tratar das prioridades da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) para 2026. Entre os principais temas, esteve a atualização do Simples Nacional, considerada urgente por entidades empresariais.

Durante o encontro, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) pediu a votação imediata do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, que já passou pelo Senado e propõe mudanças no regime tributário. Poucas horas depois da reunião, a Câmara aprovou por unanimidade o requerimento de urgência, permitindo que o projeto avance diretamente para análise no plenário.

O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, destacou que a medida é essencial para aliviar a pressão sobre micro e pequenas empresas, que enfrentam dificuldades com a defasagem da tabela. Segundo ele, o setor representa uma parcela significativa da economia, com forte impacto no PIB e na geração de empregos.

Hugo Motta também reconheceu que os valores do Simples estão desatualizados e afirmou que há apoio entre os parlamentares para avançar com a proposta. Ele ressaltou ainda o número expressivo de microempreendedores no país, que podem ser beneficiados com as mudanças.

O projeto prevê a correção dos limites de enquadramento com base na inflação e atualização automática anual. Entre as alterações, está o aumento do teto de faturamento do MEI para R$ 145 mil por ano, além da possibilidade de contratação de até dois funcionários — hoje, o limite é de R$ 81 mil e apenas um empregado.

Para integrantes da FPE, a proposta não representa ampliação de benefícios, mas sim uma recomposição necessária após anos sem reajuste. Entidades empresariais seguem mobilizadas para garantir a aprovação do texto, defendendo que a atualização é fundamental para manter a competitividade e reduzir distorções no sistema.

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Senado aprova tornozeleira eletrônica imediata para agressores de mulheres

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De autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), o projeto aprovado sem mudanças pelo Senado foi relatado pela senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta segue, agora, para a sanção da Presidência da República.

A senadora pelo Distrito Federal disse que o projeto aperfeiçoa a legislação ao garantir a aplicação imediata do monitoramento eletrônico como medida protetiva de urgência.

“Somada ao afastamento do agressor do convívio com a vítima, a tornozeleira amplia a proteção às mulheres, permitindo inclusive o acompanhamento em tempo real do agressor por um dispositivo que emite um alerta, em caso de aproximação”, explicou a parlamentar Leila Barros.

O texto também torna permanente o programa de monitoramento eletrônico e de acompanhamento de mulheres em situação de violência.

Vira regra

Pelo projeto de lei, a imposição imediata do uso da tornozeleira passa a ser regra em casos de alto risco de agressões graves às mulheres. O risco a ser avaliado deve ser atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes.

A exigência da terminação de medida protetiva de urgência fortalece a proteção prevista na Lei Maria da Penha nº 11.340/2006, aplicável em conjunto com outras.

Até a aprovação deste projeto de lei, a Lei Maria da Penha autoriza a aplicação do monitoramento, mas como algo opcional, e não o inclui no rol das medidas protetivas de urgência.

Além dos casos em que for verificado o risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima, a imposição da tornozeleira será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.

Se o juiz decidir que a tornozeleira não deve ser mais usada como medida protetiva, o magistrado deverá justificar expressamente os motivos que o levaram a tomar a decisão.

Rastreamento pela vítima e pela polícia

O texto do projeto determina que, nas situações de uso da tornozeleira pelo agressor, deve ser entregue à mulher vítima um dispositivo portátil de rastreamento que alerte sobre eventual aproximação do agressor.

O aparelho de segurança vai emitir um alerta automático e simultâneo para vítima e para polícia, logo que o agressor romper a área de trânsito proibido, fixada judicialmente.

A iniciativa tem o objetivo de permitir o monitoramento ativo do cumprimento das restrições impostas.

Rigor para quem descumprir a lei

A imposição da tornozeleira também será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.

O texto aprovado aumenta a punição caso o agressor se aproxime da vítima ou se remover ou violar a tornozeleira sem autorização judicial.

Hoje, a pena de reclusão varia de 2 a 5 anos, mais multa. Com a proposta, os agravantes aumentam a pena de um terço à metade do tempo de reclusão.

Cidades pequenas

Em municípios em que não existe uma comarca, portanto, localidades sem um juiz de plantão, o uso da tornozeleira poderá ser determinada pelo delegado de polícia local.

Atualmente, o afastamento imediato do lar é a única medida protetiva que o delegado pode adotar nas localidades sem um representante do poder Judiciário.

O delegado deverá comunicar, em até 24 horas, à Justiça sobre determinação de monitoramento eletrônico. O juiz deverá decidir sobre a sua manutenção e comunicar a decisão ao Ministério Público.  

O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que, em 2024, 50% dos feminicídios ocorreram em cidades com até 100 mil habitantes. Naquele ano, apenas 5% das cidades possuíam delegacias da mulher e somente 3% dos municípios tinham acesso a uma casa abrigo.

Mais dinheiro e campanhas

O projeto também aumenta de 5% para 6% a cota de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que deve ser destinada ao combate à violência contra a mulher.

O dinheiro deverá ser empregado, prioritariamente, na compra e manutenção das tornozeleiras eletrônicas e de dispositivos de alerta para as vítimas.

Segundo o projeto, as campanhas de enfrentamento da violência contra a mulher deverão contemplar informações sobre procedimentos e abordagens policiais, prevenção à revitimização, funcionamento das medidas protetivas de urgência e mecanismos de monitoração eletrônica.

Violência em números

A senadora Leila Barros classifica a violência doméstica como “uma verdadeira epidemia” e apresentou dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): em 2024, 966.785 novos casos de violência doméstica contra as mulheres foram analisados pela Justiça  e foram concedidas 582.105 medidas protetivas.

Dados do levantamento Retrato dos Feminicídios no Brasil 2006-2026 produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública destacam que, em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Em relação a 2021, o aumento é 14,5%.

O relatório mostra também que, em 2024, 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil foram assassinadas mesmo tendo uma medida protetiva de urgência em vigor.

Desde que a Lei do Feminicídio (nº 13.104/2015) tipificou o assassinato de mulheres por razões de gênero como crime hediondo, 13.703 mulheres foram vítimas do feminicídio, entre 2015 e 2025.

Como denunciar

É possível pedir ajuda e denunciar casos de violência doméstica e contra a mulher na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser usado por mulheres em situação de violência ou qualquer pessoa que queira denunciar uma situação de violência contra a mulher.

O serviço está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

Denúncias de violência contra a mulher também podem ser apresentadas em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), em delegacias comuns e nas Casas da Mulher Brasileira. Saiba onde encontrar.

Ainda é possível pedir ajuda por meio do Disque 100, que recebe casos de violações de direitos humanos, e pelo 190, número da Polícia Militar.

Fonte: Agência Brasil

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