Polícia
Briga entre vizinhos termina em tentativa de homicídio a facadas em vila de apartamentos
Um homem ainda não identificado foi esfaqueado na noite desta segunda-feira (14), na Rua Tancredo Neves, no bairro Caladinho, zona sul de Porto Velho (RO).
De acordo com as primeiras informações, uma briga entre vizinhos terminou de forma violenta, resultando em um homem ferido com golpes de faca e outro detido em flagrante pela Polícia Militar.
A vítima foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à UPA da zona sul, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos.

O suspeito da tentativa de homicídio foi conduzido ao Departamento de Flagrantes, onde permanece à disposição da Justiça.
Polícia
Polícia Civil divulga lista de 10 foragidos e pede ajuda da população
A Polícia Civil de Rondônia divulgou, por meio do Departamento de Narcóticos (Denarc), uma lista com dez pessoas consideradas foragidas da Justiça, alvos de investigações relacionadas ao tráfico de drogas no estado.
Segundo a corporação, os suspeitos possuem mandados em aberto e estão sendo procurados. A polícia reforça a importância da participação da população no repasse de informações que possam contribuir para a localização e prisão dos investigados.
Entre os nomes divulgados estão Kauany Batista dos Santos, Tiago Souza Brito, Adnilson Ferreira de Sousa, conhecido como “Melé”, Luis Guilherme Pereira Rabelo, vulgo “Guigui” ou “Tigrinho”, Valdemir Garcia Ferreira, conhecido como “Gato Preto”, Maicon Suarez Merida, Luan Henrique Soares Lemos Brito, Romildo Gabriel Sales Mingardo, Darlen Lopes do Amaral e Kaique Querino Bernardes.
A Polícia Civil orienta que qualquer informação pode ser repassada de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 197 ou 190, além do WhatsApp (69) 3216-8940.
A instituição destaca que a colaboração da população é essencial para o combate ao crime e para garantir mais segurança à sociedade.
Fonte: Polícia Civil
Polícia
Assassinatos e casos de trabalho escravo no campo aumentam no país
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou, nesta segunda-feira (27), a 40ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil. Houve uma queda de 28% nas ocorrências: foram 1.593 em 2025, contra 2.207 em 2024. Porém, os assassinatos de trabalhadores e de povos da terra, das águas e das florestas dobraram: passaram de 13 para 26 vítimas no ano passado.

A maior parte dos assassinatos aconteceu na Amazônia Legal. Foram 16 casos, distribuídos entre os estados do Pará (sete), Rondônia (sete) e Amazonas (dois).
“Esses números revelam o avanço de um projeto histórico de expansão colonial e capitalista sobre a Amazônia, que continua atingindo e transformando os povos e territórios inteiros em alvos de expropriação e extermínio”, analisa a integrante da Articulação das CPTs da Amazônia Larissa Rodrigues.
Ela também atribui esse quadro ao fortalecimento do “consórcio entre grilagem, crime organizado, setores do Estado, além de setores privados, que atuam juntos para atingir terras públicas e áreas protegidas”.
O relatório mostra que os fazendeiros são os principais agentes envolvidos nos assassinatos. Dos 26 casos, eles foram responsáveis por 20, seja na condição de mandantes ou de executores.
Outros registros de violência que também tiveram crescimento de 2024 para 2025 foram as prisões (de 71 para 111), casos de humilhação (de cinco para 142) e cárcere privado (de um para 105).
“A alta dos casos de humilhação e cárcere, por exemplo, se dá pela ação arbitrária da Polícia Militar do estado de Rondônia, que, em novembro de 2025, no contexto da Operação Godos, interrompeu uma reunião pública com cerca de 100 famílias sem terra, despejadas de seus acampamentos, e servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar”, analisa o documentalista do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc/CPT) Gustavo Arruda.
“O aumento dos casos de prisões também se dá por conta de ações pontuais da força do Estado sobre comunidades. É reflexo da polícia do estado da Bahia, que prendeu cerca de 24 povos originários da Terra Indígena (TI) Barra Velha; e da Polícia Militar de Rondônia, que realizou diversas operações de perseguição a integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP)”, complementa.
Violência
Quando considerados todos os tipos de conflitos, a violência por terra tem o maior percentual (75% ou 1.186 casos), seguida por conflitos trabalhistas (10% ou 159), conflitos pela água (9% ou 148), e acampamentos, ocupações e retomadas (6% ou 100).
Os principais casos de violência na terra foram: contaminação por agrotóxicos (127 casos), invasão (193) e pistolagem (113). As principais vítimas foram os povos indígenas (258 ocorrências), seguidos por posseiros (248), quilombolas (244) e povos sem-terra (153).
Os fazendeiros representam a categoria que mais causou violência no eixo terra (515 casos), seguidos por empresários (180), governo federal (114) e governos estaduais (85).
Os principais casos de conflito pela água envolveram a resistência do povo do campo contra destruição ou poluição (1034), não cumprimento de procedimentos legais (754), diminuição do acesso à água (425) e contaminação por agrotóxico (129).
Os indígenas foram as principais vítimas nos conflitos por água (42 ocorrências), seguidos dos quilombolas (24), pequenos agricultores (20) e os ribeirinhos (17).
Os principais agentes causadores de violências no eixo água foram: mineradoras (34), empresários (29), garimpeiros (26), fazendeiros (23) e usinas hidrelétricas (nove).
Trabalho escravo
O relatório da CPT indica que houve aumento de 5% nos casos de trabalho escravo ou análogo à escravidão (foram 159 em 2025) e de 23% no total de trabalhadores resgatados nesta condição (1.991).
Os pesquisadores destacam a construção de uma usina no município de Porto Alegre do Norte (MT): 586 pessoas foram resgatadas. Elas eram aliciadas nas regiões Norte e Nordeste do país, obrigadas a dormir em quartos precários e superlotados, tinham alimentação precária e sofriam com ausência frequente de água e de energia.
As atividades econômicas com mais trabalhadores resgatados são: construção de usina (586), lavouras (479), cana-de-açúcar (253), mineração (170) e pecuária (154). Segundo a CPT, são setores que historicamente concentram os maiores registros de trabalho escravo, com destaque recorrente para as lavouras e a pecuária.

Plataforma Socioambiental
A CPT lançou nesta segunda-feira, em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o Observatório Socioambiental, iniciativa da sociedade civil que reúne dados sistematizados entre 1980 e 2023 sobre violações de direitos humanos, desmatamento e expansão da agricultura industrial no Brasil.
Segundo os organizadores, dados de diferentes fontes estarão reunidos, cruzados e disponibilizados em um ambiente digital interativo, que permitirá visualizar, de forma segmentada, por estados e municípios, a relação direta entre o avanço da produção de commodities e os conflitos socioambientais no país.
Fonte: Agência Brasil
Polícia
Mulher mata marido e alega suspeita de abuso da filha autista
A mulher afirmou à polícia que sofria agressões e suspeitava de que o marido estivesse abusando da filha autista, de 13 anos
Uma mulher de 46 anos confessou ter matado o marido, de 42, com uma facada no pescoço na noite desse domingo (26/4), em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte. À polícia, ela afirmou que agiu após ser agredida e relatou um histórico de violência doméstica, além de suspeitar que o homem pudesse estar abusando da filha autista do casal, de 13 anos.
Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu após uma discussão na casa da família, na Rua Bica. Quando os militares chegaram ao local, encontraram o homem caído no corredor, já sem vida, com um corte na lateral do pescoço.
Aos policiais, a mulher contou que mantinha um relacionamento com o companheiro há cerca de 15 anos e que sofria agressões desde o início da convivência. Ela disse que permaneceu na relação por dependência financeira e por causa da filha, que tem autismo.
A suspeita também afirmou que passou a desconfiar de possíveis abusos do marido contra a adolescente. Segundo o relato, ela já teria encontrado o homem saindo do quarto da filha durante a noite, o que a levou a adotar medidas como trancar a porta do cômodo.
No dia do crime, de acordo com a versão apresentada pela mulher, o casal começou a beber ainda durante a tarde e, após retornar de um bar, iniciou uma nova discussão. Ela relatou ter sido agredida com socos na cabeça e no rosto.
Ainda conforme o depoimento, a mulher conseguiu se desvencilhar, foi até a cozinha, pegou uma faca e atingiu o companheiro. Após o golpe, saiu da casa pedindo ajuda e afirmando que não queria matá-lo, mas apenas cessar as agressões.
A mulher foi socorrida e levada ao hospital de Ibirité, com hematomas pelo corpo. Em seguida, foi encaminhada à delegacia de plantão.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a perícia esteve no local e realizou a coleta de vestígios que vão subsidiar as investigações. A faca utilizada no crime foi apreendida, e o corpo da vítima encaminhado ao Instituto Médico-Legal para exames.
O caso segue em investigação, e a polícia deve apurar as circunstâncias do crime, incluindo a alegação de legítima defesa e as denúncias de violência e possível abuso envolvendo a família.
Fonte: Metrópoles
