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Política

TRE multa Lula e Boulos em R$ 35 mil por campanha antecipada

Justiça eleitoral multou o presidente Lula e o deputado federal Guilherme Boulos por campanha antecipada durante ato do 1º de Maio em SP

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O juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, determinou multa de R$ 35 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao deputado federal Guilherme Boulos (PSol), que é pré-candidato à Prefeitura da capital, por propaganda eleitoral antecipada durante o ato promovido pelas centrais sindicais no dia 1º de Maio.

Durante o evento, realizado em frente à Arena Corinthians, na zona leste de São Paulo, Lula pediu votos para Boulos, o que é vedado pela lei eleitoral antes do início oficial da campanha, a partir de agosto. Logo em seguida, o diretório municipal do Partido Novo, que tem Marina Helena como pré-candidata à Prefeitura, acionou a Justiça Eleitoral pedindo punição.

Além do Novo, outros quatro partidos, incluindo o PSB, da também pré-candidata Tabata do Amaral, o MDB, do atual prefeito Ricardo Nunes, além do Progressistas e do PSDB, entraram com ações no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por causa do episódio.

Em sua manifestação, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu à Justiça que o presidente e o pré-candidato do PSol fossem multados, no valor máximo previsto na lei, por propaganda antecipada. Para o promotor Nelson dos Santos Pereira Júnior, ficou “evidente” que Lula fez “pedido explícito de voto” a Boulos.

O promotor menciona que o pedido ainda foi gravado e publicado em uma página oficial do presidente da República, exercendo “forte influência sobre os eleitores que irão às urnas nas próximas eleições municipais”. Um dia após ter sido publicado, o vídeo foi retirado do ar pela equipe do presidente em cumprimento a uma decisão da Justiça Eleitoral.

Nesta sexta-feira (21/6), o juiz eleitoral Paulo Eduardo de Almeida Sorci decidiu condenar Lula ao pagamento de multa no valor de R$ 20 mil e Boulos a pagar R$ 15 mil.

“Persevera o representado Guilherme Boulos sob o argumento de que não se pode imputar-lhe a conduta ilícita presumindo-se seu conhecimento prévio quanto ao discurso de Luiz Inácio, mas os fatos depõem contra seus argumentos, pois estava ele ali, de mãos dadas, sorrindo, anuindo com tudo o quanto se propalava a seu respeito”, afirma o juiz na sentença.

“Ao manter-se omisso, Guilherme Boulos chancelou a conduta do representado Luiz Inácio e dela passou a ser ciente e beneficiário devendo, portanto, ser responsabilizado também”, completa o magistrado.

Em nota, a pré-campanha de Boulos disse que irá recorrer da decisão.

“O prefeito Ricardo Nunes, ele sim, tem usado a máquina pública para promoção pessoal”, afirma o texto, que cita duas representações do PSol na Justiça Eleitoral, contra Nunes, por suposto uso da máquina pública e campanha eleitoral antecipada.

Relembre o caso

Durante as comemoração do 1º de Maio na Arena Corinthians, na zona leste de São Paulo, Lula puxou Guilherme Boulos para a frente do palco do evento e disse: “Esse rapaz, esse jovem, esse jovem está disputando uma verdadeira guerra aqui em São Paulo. Ele está disputando com o nosso adversário nacional, nosso adversário municipal, nosso adversário estadual”.

Falando em direção ao público, Lula disse: “Eu vou fazer um apelo: cada pessoa que votou no Lula em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, em 2010, em 2022, tem que votar no Boulos para prefeito de São Paulo”.

A defesa do presidente nega que ele tenha feito propaganda eleitoral antecipada, e diz que a fala foi apenas um apelo.

Segundo a legislação eleitoral, campanhas de candidatos só podem ser feitas a partir de 16 de agosto de 2024, após o fim do registro das candidaturas.

Fonte: METRÓPOLES

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Política

Deputada Cristiane Lopes fortalece o campo e amplia o Projeto Terra Fértil em Rondônia

Projeto viabilizado pela deputada já atende mais de 200 associações em quase 52 municípios, com máquinas, tecnologia, insumos e assistência técnica

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Quem vive da terra sabe que produzir exige mais do que disposição. É preciso estrutura, tecnologia, assistência técnica e condições para transformar trabalho em renda e desenvolvimento.

É com esse propósito que a deputada federal Cristiane Lopes vem fortalecendo a agricultura em Rondônia por meio do Projeto Terra Fértil, viabilizado com recursos destinados pela parlamentar em parceria com o Instituto Federal de Rondônia (IFRO).

“Não existe outro programa maior que esteja atendendo mais associações de produtores rurais nos quatro cantos de Rondônia do que o nosso Projeto Terra Fértil”, destacou Cristiane.

Lançado em 2025, o projeto ganhou força em 2026 e já atende mais de 200 associações em quase 52 municípios, levando máquinas, implementos, insumos, mudas, calcário e assistência técnica para diferentes regiões do estado.

Uma das novidades deste ano é a chegada de drones agrícolas, ampliando o acesso dos produtores à tecnologia e à agricultura de precisão.

As entregas também alcançaram comunidades do Baixo Madeira e distritos de Porto Velho, com tratores, equipamentos e veículos destinados ao fortalecimento das associações.

“Estamos ouvindo as demandas das associações e atendendo com aquilo que elas mais precisam para melhorar a produção”, afirmou Cristiane.

A parceria com o IFRO une investimento, conhecimento e assistência técnica, aproximando os recursos federais da realidade de quem está no campo.

Para Cristiane, fortalecer o produtor é fortalecer toda a cadeia produtiva de Rondônia.

“A gente quer dar condição de verdade para os nossos pequenos, médios e grandes produtores, porque a cadeia produtiva é um ajudando a alavancar o outro para que a gente venha crescer junto”, ressaltou.

O Terra Fértil consolida uma das principais frentes do mandato de Cristiane Lopes, transformar recursos conquistados em Brasília em investimentos que chegam diretamente aos municípios e a quem produz.

“Quando vemos um problema, buscamos uma solução”, resume a deputada.

Em 2025, o projeto começou. Em 2026, cresceu, alcançou novas regiões e incorporou tecnologia. No campo, o resultado já aparece em mais estrutura, produtividade e novas oportunidades para quem faz Rondônia avançar.

Fonte: Assessoria

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Política

Conheça os 10 candidatos ao Senado por Rondônia nas eleições de 2026

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Dez candidatos foram oficializados pelos partidos para disputar as duas vagas de senador por Rondônia nas eleições de 2026. A relação reúne políticos com diferentes trajetórias, incluindo ex-senadores, deputados, médicos, jornalistas, empresários, servidores públicos e representantes ligados às áreas ambiental e indígena.

Entre os nomes estão Acir Gurgacz (PDT), ex-senador e ex-prefeito de Ji-Paraná; Aires Mota (PV), presidente estadual do Partido Verde; Bruno Bolsonaro Scheid (PL), produtor rural e dirigente partidário; e Fernando Máximo (PL), médico, ex-secretário estadual de Saúde e deputado federal.

Também disputam o Senado Engenheiro Thulio (Missão), engenheiro florestal e ativista; Luciana Oliveira (PT), jornalista e advogada; Luis Fernando (PSD), administrador e ex-secretário estadual de Finanças; e Mariana Carvalho (União Brasil), médica e ex-deputada federal.

Completam a lista Neidinha (PSB), indigenista e ativista socioambiental, e Sílvia Cristina (União Brasil), jornalista, professora e atual deputada federal.

Acir Gurgacz (PDT)

Natural de Cascavel (PR), Acir Gurgacz tem 60 anos e mudou-se para Rondônia ainda jovem. Sua trajetória política começou em 2000, quando foi eleito prefeito de Ji-Paraná. Em 2009, assumiu uma cadeira no Senado após a cassação do diploma do candidato eleito naquele pleito. Exerceu dois mandatos consecutivos e voltou a disputar o Senado em 2022, mas teve a candidatura indeferida.

Aires Mota (PV)

Aires Mota de Almeida, de 52 anos, nasceu em Porto Velho e atua como consultor político. Tem formação em Direito e Teologia e é presidente estadual do Partido Verde, além de integrar o diretório nacional da legenda. Ao longo da carreira, ocupou funções na Assembleia Legislativa, no Governo de Rondônia e na Câmara Federal. Em 2024, disputou uma vaga de vereador em Porto Velho, mas não foi eleito.

Bruno Bolsonaro Scheid (PL)

Produtor rural de Ji-Paraná, Bruno Scheid também atua na política partidária e ocupa a vice-presidência do PL em Rondônia. Ele já trabalhou como assessor político do ex-presidente Jair Bolsonaro e ganhou projeção nas redes sociais ao destacar sua proximidade com o ex-presidente. A disputa pelo Senado representa sua primeira candidatura eleitoral.

Fernando Máximo (PL)

Natural de Ceres (GO), Fernando Máximo tem 46 anos e é médico formado pela Universidade Federal do Amazonas. Em Rondônia, ocupou o cargo de secretário de Estado da Saúde e atuou na linha de frente da área durante a pandemia de Covid-19. Também trabalhou como cirurgião, professor e perito. Em 2022, foi eleito deputado federal e terminou a eleição como o candidato mais votado do estado.

Engenheiro Thulio (Missão)

Thulio Santiago Castro é engenheiro florestal, paisagista e ativista político. Já prestou serviços à Prefeitura de Porto Velho em projetos relacionados ao urbanismo, arborização e requalificação de áreas verdes. Também possui experiência como perito ambiental, produtor rural e professor. Esta é sua primeira participação em uma eleição.

Luciana Oliveira (PT)

Natural de Porto Velho, Luciana Oliveira é jornalista, advogada e ativista na área de Direitos Humanos. Em 2018, concorreu ao cargo de deputada estadual pelo PSB e ficou na condição de suplente. Dois anos depois, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Porto Velho pelo PT, mas não foi eleita.

Luis Fernando (PSD)

Nascido no Rio de Janeiro, Luis Fernando mudou-se para Porto Velho ainda na infância. É formado em Administração pela Universidade Federal de Rondônia e possui especializações na área de gestão, além de mestrado em Fazenda Pública e Administração Tributária.

Sua trajetória profissional inclui atuação no setor bancário, consultoria, docência e como auditor fiscal de tributos estaduais. Em 2019, assumiu a Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia.

Mariana Carvalho (União Brasil)

Mariana Carvalho nasceu em São Paulo, tem 37 anos e é médica, com especialização em cardiologia. Também possui formação em Direito, mestrado em Administração Pública e doutorado em bioética.

Entrou na política aos 21 anos, quando foi eleita vereadora de Porto Velho. Em 2014, chegou à Câmara dos Deputados e foi reeleita em 2018. Ao longo da carreira, também disputou cargos no Executivo e uma vaga ao Senado. Atualmente, atua como reitora de uma instituição de ensino superior.

Neidinha (PSB)

Neidinha Suruí é indigenista e ativista com atuação voltada à defesa dos povos indígenas e do meio ambiente na Amazônia. Trabalhou na Funai e participou de iniciativas relacionadas à proteção de territórios indígenas.

Em 1992, fundou a Associação Kanindé, entidade voltada à defesa socioambiental. Em 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Porto Velho, mas não foi eleita.

Sílvia Cristina (União Brasil)

Sílvia Cristina Amancio Chagas nasceu em Linhares (ES), tem 52 anos e é jornalista e professora. Mudou-se para Rondônia em 2003 e iniciou sua trajetória política em 2012, quando foi eleita vereadora em Ji-Paraná.

Em 2018, foi eleita deputada federal, tornando-se a primeira mulher negra de Rondônia a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Atualmente, exerce mandato federal.

Eleição para o Senado

Nas eleições de 2026, os eleitores de Rondônia escolherão dois representantes para o Senado Federal. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso seja necessário para os cargos em disputa, está previsto para 25 de outubro.

Confúcio Moura (MDB) e Rosângela Cipriano (PSB), que chegaram a ser anunciados como candidatos, posteriormente retiraram suas candidaturas. Já Engenheiro Thulio foi oficializado em uma convenção realizada de forma on-line e fechada, em 22 de julho.

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Dino e Moraes sugerem reavaliar dispensa de diploma para jornalista

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Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sugeriram nesta terça-feira (18) que a Corte volte a discutir a dispensa de diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

As declarações foram feitas durante julgamento na Primeira Turma sobre o direito de resposta concedido a uma clínica médica após reportagem exibida pela TV Globo sobre denúncias de abusos sexuais.

Ao devolver um pedido de vista, Dino afirmou que a decisão do Supremo que afastou a exigência de diploma tornou mais complexo o debate sobre as garantias asseguradas à imprensa, especialmente diante do crescimento das redes sociais. O ministro disse respeitar o entendimento firmado pela Corte, mas sinalizou que o tema poderia ser revisto.

“Há uma decisão do Supremo, a qual respeito, obviamente, e quem sabe um dia será debatida novamente, quanto à dispensa do diploma de jornalista para o exercício da profissão”, afirmou.

Segundo Dino, a possibilidade de qualquer pessoa se apresentar como jornalista cria dificuldades para a aplicação de garantias originalmente relacionadas ao jornalismo profissional.

Na sequência, Moraes concordou com a necessidade de reflexão sobre o tema e defendeu a possibilidade de uma regulamentação da atividade.

“Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, [sobre] uma regulamentação”, disse.

Moraes argumentou que as redes sociais permitem que pessoas se apresentem como jornalistas e invoquem a liberdade de imprensa mesmo quando utilizam seus canais para “ofender” terceiros ou “disseminar desinformação”.

“A liberdade de imprensa é um dos pilares fundamentais da democracia. Se nós deixarmos que a imprensa seja contaminada por pessoas que não são da imprensa, não são jornalistas e não lutam pela informação, nós estaremos desgastando um dos grandes pilares da democracia”, afirmou.

Decisão de 2009

O STF decidiu, em 2009, que não é necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo para exercer a profissão.

No julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, o plenário afastou, por 8 votos a 1, a exigência prevista no Decreto-Lei 972, de 1969. A Corte entendeu que a norma não foi recepcionada pela Constituição de 1988 por representar uma restrição incompatível com as liberdades de expressão, informação e imprensa.

Dino ressaltou nesta terça que respeita a decisão, mas afirmou que a dispensa do diploma constitui um “complicador” diante da expansão das redes sociais e da dificuldade de definir quem pode ser considerado profissional de imprensa.

Caso no Maranhão

As declarações ocorrem dias após Moraes determinar uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário de Urbanismo e Habitação de São Luís. Segundo a Polícia Federal, os dois teriam atuado como fontes do jornalista Luís Pablo, autor de reportagens críticas a Dino.

Entidades representativas do jornalismo criticaram a medida e manifestaram preocupação com uma possível violação do sigilo da fonte, garantia assegurada pela Constituição.

Na semana passada, diante da repercussão do caso, o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a proteção à liberdade de imprensa e afirmou que investigações devem se voltar à apuração de eventuais ilícitos, e não ao exercício legítimo da atividade jornalística.

Moraes, por sua vez, afirmou que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional, mas sustentou que essa proteção não pode servir para acobertar a prática de crimes.

Fonte: CNN Brasil

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