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Enem 2026: MEC amplia prazo para pagar taxa de inscrição até dia 22
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciaram, na manhã desta quarta-feira (17), a ampliação do prazo para pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 até a segunda-feira (22). Antes do anúncio oficial, a data final de pagamento seria nesta quarta-feira.

A retificação do edital do Enem já está publicada no Diário Oficial da União.
O valor da taxa de inscrição é R$ 85 e a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para pagamento é gerada na Página do Participante no portal do Inep.
Os candidatos não isentos devem usar a senha cadastrada no portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.
Meios de pagamento
O pagamento da taxa de inscrição do exame pode ser feito pelos candidatos não isentos em qualquer banco, casa lotérica ou por meio de aplicativos bancários.
Não serão aceitos pagamentos de inscrições por meio de depósito em caixa eletrônico, via postal, transferência ou depósito em conta corrente, nem ordem de pagamento.
As opções de pagamento da GRU Cobrança são o Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança, dentre outros e pode variar de acordo com a instituição financeira do pagador.
Nos casos de Pix, a GRU Cobrança traz o QR Code para o participante quitar a taxa de inscrição.
Somente a quitação da taxa é o que garante a participação dos candidatos não isentos no exame nacional.
Sem devolução de valor
O Inep avisa que o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição não será devolvido, se realizado em duplicidade ou se for diferente de R$ 85.
Assim como não será devolvido o pagamento da taxa de inscrição, exceto em caso de cancelamento desta edição do Enem.
O edital público do exame esclarece que é proibido transferir o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição do Enem para outro participante.
Isentos do Enem
No Enem 2026, o Inep concedeu gratuidade para pessoas dos seguintes perfis e, por isso, não será gerada GRU Cobrança para pagamento.
· alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;
· alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa;
· estudantes participantes do programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC).
· pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias de baixa renda e com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
· participantes que informaram na inscrição que usarão os resultados das provas para solicitar o certificado de conclusão do ensino médio e têm registro no CadÚnico.
Cronograma do Enem 2026
· novo prazo para pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 22 de junho;
· resposta à solicitação de atendimento especializado: 26 de junho;
· recurso à negativa de atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
· resultado do recurso: 10 de julho;
· aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.
Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Fonte: Agência Brasil
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Feto é encontrado dentro de caixa de sapatos
Um feto foi encontrado na manhã desta quarta-feira (17) dentro de uma caixa de sapatos no bairro Jauary, em Itacoatiara, no interior do Amazonas.
Segundo informações preliminares, a caixa estava escondida na parte inferior de uma residência localizada no beco Lápis, sobre um fogão antigo. A descoberta mobilizou equipes da Polícia Militar, que foram acionadas para atender a ocorrência.
O local foi isolado para os trabalhos da perícia, que deverá realizar exames para identificar o tempo de gestação e auxiliar na apuração do caso.
A Polícia Civil assumiu as investigações e busca esclarecer como o feto foi parar no imóvel, além de identificar os responsáveis pelo abandono. As circunstâncias do caso serão analisadas para verificar a possível ocorrência de crimes relacionados ao fato.
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Caixa começa a pagar Bolsa Família de junho
A Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta quarta-feira (17) a parcela de junho do Bolsa Família para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo, cerca de 19,3 milhões de famílias recebem o benefício.

Beneficiários de alguns municípios de oito estados recebem o pagamento nesta quarta-feira independentemente do NIS, em razão de decretos de emergência provocados por condições climáticas:
- Amazonas;
- Paraíba;
- Pernambuco;
- Paraná;
- Rio de Janeiro;
- Rio Grande do Norte;
- Roraima;
- Sergipe.
Acesso
Beneficiários podem movimentar os valores preferencialmente pelo App Caixa Tem, não sendo necessário ir até uma agência para saque do benefício.
Segundo a Caixa, também é possível utilizar o cartão para realizar compras em estabelecimentos comerciais por meio da função de débito, bem como realizar saques em unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências da Caixa.
Nos terminais de autoatendimento, o saque pode ser realizado sem cartão, com identificação biométrica cadastrada previamente.
Fonte: Agência Brasil
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Hospital é condenado após bebê cair em parto e ter traumatismo.
Mulher deu à luz na recepção do hospital e bebê sofreu traumatismo craniano ao cair no chão da unidade em 2022; família será indenizada
O Hospital Maternidade Sofia Feldman, no bairro Tupi, na região Norte de Belo Horizonte, foi condenado a indenizar a família de uma bebê que sofreu traumatismo craniano após cair no chão durante o parto, ocorrido na recepção da unidade. A indenização total é de R$ 175 mil: R$ 75 mil para a criança e R$ 50 mil para cada um dos pais.
A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nessa terça-feira (16/6) e é da juíza Moema Miranda Gonçalves, da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte.
O caso aconteceu em 6 de maio de 2022. A gestante chegou ao hospital pela manhã, em trabalho de parto, e passou por uma triagem inicial. Ela foi classificada como risco “verde” e orientada a aguardar na recepção. Mesmo com o aumento das dores e sinais de que o parto estava avançando, não houve nova avaliação da paciente.
Cerca de uma hora depois, a criança nasceu na própria recepção do hospital. Durante o parto, o bebê caiu no chão e sofreu traumatismo craniano com hematoma epidural, precisando passar por uma neurocirurgia de urgência.
O que disse o hospital
Na defesa apresentada à Justiça, o hospital afirmou que o parto foi imprevisível, que o atendimento seguiu os protocolos e que a classificação de risco inicial foi correta. A unidade também alegou que quatro profissionais prestavam assistência à paciente no momento do nascimento e que o caso foi um evento fortuito, sem relação direta com a conduta da equipe.
A decisão
Na sentença, a juíza entendeu que houve falhas no atendimento. Segundo ela, a equipe de enfermagem não registrou informações importantes sobre a frequência e o ritmo das contrações e não reavaliou a paciente enquanto ela aguardava atendimento.
“A paciente permaneceu por cerca de quase uma hora na recepção, exibindo sinais claros de progressão do trabalho de parto (postura antálgica, inquietação, idas ao banheiro), sem que houvesse qualquer reavaliação pela equipe, o que também contraria os protocolos de segurança do paciente”, diz trecho.
De acordo com a magistrada, ficou demonstrada a “falha na reclassificação” quando a “autora finalmente solicitou ajuda, cuja classificação correta seria ‘vermelho’, que exige atendimento de emergência imediato, assim como a ausência de assistência adequada no parto, porquanto a consequência direta das falhas anteriores foi o parto precipitado em local inadequado e sem a devida assistência.”
Além da indenização por danos morais, o hospital terá de pagar todos os tratamentos médicos, neurofisioterápicos e psicológicos que a criança precisar em razão do ocorrido. A unidade também deverá custear o tratamento psicológico dos pais, mediante apresentação de laudos e comprovantes.
A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. A reportagem entrou em contato com a unidade de saúde e aguarda posicionamento.
Fonte: Metrópoles
