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Contratos temporários não podem substituir concursados, determina TCE-RO
Candidatos aprovados em concurso público deverão ter prioridade na ocupação de funções permanentes em Governador Jorge Teixeira. A determinação do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) busca impedir que contratações temporárias substituam o concurso público e, ao mesmo tempo, preservar a continuidade dos serviços prestados à população.
A medida integra o Acórdão APL-TC 00075/26, proferido no Processo nº 0856/2025, sob a relatoria do conselheiro substituto Francisco Júnior Ferreira da Silva, em substituição regimental ao conselheiro José Euler Potyguara Pereira de Mello.
CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA NÃO PODE VIRAR REGRA
O processo analisou o Processo Seletivo Simplificado nº 001/2025, aberto pela Prefeitura de Governador Jorge Teixeira para a contratação temporária de pessoal.
A fiscalização constatou que o edital do processo seletivo foi publicado apenas três dias antes da homologação do Concurso Público nº 001/2024. Os dois certames contemplavam funções idênticas ou semelhantes, como motorista e auxiliar de serviços gerais.
Também foram identificadas a ausência de planejamento adequado, a falta de estudos que demonstrassem a existência de necessidade excepcional e temporária e a previsão de contratos com vigência de até 24 meses.
Para o Tribunal, esse conjunto de circunstâncias caracterizou a utilização indevida do processo seletivo para atender a necessidades de natureza permanente.
SERVIÇOS SERÃO PRESERVADOS
O TCE-RO declarou ilegal o processo seletivo, mas não anulou imediatamente as contratações. A manutenção temporária de seus efeitos evita a interrupção de atividades essenciais e protege os cidadãos que dependem dos serviços municipais.
Ao mesmo tempo, o município deverá substituir gradualmente os temporários por candidatos aprovados no concurso público, à medida que estejam disponíveis e aptos a assumir as funções.
A administração municipal também deverá evitar a abertura de novos processos seletivos ou a prorrogação de contratos temporários quando houver candidatos aprovados em concurso válido e em quantidade suficiente para atender à demanda.
MUNICÍPIO DEVERÁ APRESENTAR PROVIDÊNCIAS
O Tribunal estabeleceu prazo de 120 dias para que a Prefeitura comprove as medidas adotadas para convocar os candidatos aprovados. Para as funções que ainda não possam ser preenchidas, deverá ser apresentado um cronograma de provimento definitivo.
A decisão também determina que futuros processos seletivos sejam precedidos de estudo técnico, demonstração da necessidade temporária, avaliação da existência de candidatos aprovados disponíveis e análise do impacto orçamentário-financeiro.
O julgamento protege o direito de quem se preparou e foi aprovado, fortalece a profissionalização do serviço público e contribui para a formação de equipes mais estáveis. Para o cidadão, isso representa maior continuidade, planejamento e qualidade na prestação dos serviços municipais.
Fonte: TCE-RO
Geral
Prouni: candidatos têm até amanhã para registro na lista de espera
Candidatos não selecionados nas duas chamadas regulares do Programa Universidade para Todos (Prouni) já realizadas este ano têm até as 23h59 desta quinta-feira (27) para manifestar interesse em se inscrever na lista de espera e, assim, continuar participando do processo seletivo.

Estudantes cujas inscrições tenham sido reprovadas porque suas turmas ainda não se formaram também podem participar desta etapa do processo, iniciada nesta quarta-feira (26).
Os requerentes devem registrar, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, o interesse em participar da lista de espera. A inscrição é gratuita.
A relação dos candidatos inscritos será divulgada em 1º de setembro, quando começará o período de comprovação das informações declaradas na inscrição, previsto para ser encerrado em 14 de setembro.
Para comprovar as informações, os candidatos deverão apresentar à coordenação do Prouni da instituição de ensino indicada todos os documentos exigidos. A entrega poderá ser realizada presencialmente ou por meio eletrônico, quando essa alternativa for disponibilizada pela instituição.
Para mais informações sobre horários, locais de atendimento e formas de entrega dos documentos, os participantes devem consultar diretamente a instituição escolhida.
É preciso estar atento a eventuais exigências adicionais estabelecidas pelas próprias instituições de ensino.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), os dois processos seletivos regulares do Prouni já realizados este ano atraíram mais de 1,1 milhão de candidatos, somando mais de 2,1 milhões de inscrições.
Para o segundo semestre, estão sendo oferecidas 471.304 bolsas de estudo para 380 cursos de graduação, em 879 instituições privadas de educação superior.
Do total de bolsas, 219.725 são integrais. As outras 251.579 concedem 50% de desconto no valor das mensalidades do curso de escolha do candidato.
Fonte: Agência Brasil
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Inscrições para Fórum de Desenvolvimento e Sustentabilidade seguem abertas
As inscrições para o Fórum de Desenvolvimento e Sustentabilidade seguem abertas. O evento será realizado no dia 29 de agosto, a partir das 8h, no auditório do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, na Avenida Farquar, 1079, Centro, em Porto Velho.
A participação é gratuita e aberta ao público. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.
Promovido pela Agência de Desenvolvimento de Porto Velho (ARDPV), em parceria com a Secretaria Municipal de Economia (Semec) e a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), o fórum integra a programação da Agrotec 2026.
O encontro terá como foco temas relacionados ao desenvolvimento territorial, bioeconomia e inovação, além da apresentação do Plano de Ação Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável de Porto Velho (PAEDS), que estabelece estratégias para o desenvolvimento do município até 2050.
“O planejamento de longo prazo é fundamental para transformar as potencialidades do nosso município em oportunidades concretas. O PAEDS nos ajuda a organizar prioridades e construir, junto com a sociedade, um caminho de desenvolvimento sustentável, com mais emprego, renda e qualidade de vida”, destacou o prefeito Léo Moraes.
PAEDS projeta desenvolvimento até 2050
Elaborado pela Prefeitura de Porto Velho em parceria com a Fundação da Universidade Federal do Paraná (FUNPAR), o PAEDS apresenta uma estratégia de longo prazo para o município. O plano foi construído a partir de diagnóstico do território, análise das potencialidades e desafios locais e participação de diferentes setores.
A proposta integra desenvolvimento econômico, planejamento territorial, sustentabilidade, inovação e inclusão social em uma agenda de longo prazo. Entre as iniciativas previstas estão o Plano Diretor de Integração Logística e Industrial (PDILI), as Administrações Regionais e Planos de Estruturação Distrital e Ordenamento Territorial, o Desenvolvimento Agropecuário Diversificado e Sustentável, o Caminho das Águas e o Porto Digital Amazônico.
Segundo a secretária Executiva de Planejamento, Larissa Ananda, o PAEDS cria uma base para que diferentes políticas e projetos municipais estejam conectados a uma estratégia de longo prazo. “Porto Velho tem características e potencialidades que precisam ser consideradas nas decisões de hoje. O PAEDS reúne essas informações e estabelece diretrizes para que investimentos, políticas públicas e projetos de desenvolvimento avancem de forma coordenada, com uma perspectiva que vai além de uma gestão ou de um período específico”.
A programação do fórum busca aproximar poder público, instituições de ensino e pesquisa, setor produtivo, empreendedores, entidades representativas e sociedade civil. A proposta é ampliar o diálogo sobre as oportunidades e os desafios de Porto Velho e fortalecer a articulação para a execução das estratégias previstas no planejamento municipal.
Fonte: Secretaria municipal de Comunicação (Secom)
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TCE-RO determina medidas para localizar crianças fora da escola e ampliar vagas em creches
Localizar crianças fora da escola, dar transparência às filas das creches e planejar a ampliação de vagas estão entre as medidas recomendadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) ao município de Novo Horizonte do Oeste.
As orientações buscam assegurar que as crianças, especialmente aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade, tenham acesso à educação infantil e não permaneçam invisíveis para o poder público.
As medidas constam no Acórdão APL-TC 00077/26, referente ao Processo nº 1200/24, relatado pelo conselheiro Omar Pires Dias, em substituição regimental.
CRIANÇAS PRECISAM SER LOCALIZADAS
O Tribunal recomendou que as áreas de educação, saúde e assistência social atuem de forma integrada para identificar crianças de até 3 anos que ainda não estejam matriculadas em creches.
A busca ativa deverá priorizar crianças de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, de famílias monoparentais e de domicílios em que as mães trabalhem ou precisem contribuir para a renda familiar.
Também deverão ser localizadas crianças de 4 e 5 anos que não frequentam a pré-escola. Para isso, o município poderá cruzar informações do Cadastro Único e dos sistemas de atenção básica à saúde, além de realizar contato direto com as famílias.
FILA DA CRECHE DEVE SER TRANSPARENTE
Outra recomendação é a criação de um cadastro único para organizar a demanda por vagas nas creches.
As listas de espera deverão ser mantidas atualizadas na internet, por ordem de colocação e por estabelecimento. A divulgação permite que as famílias acompanhem sua posição e verifiquem se os critérios de prioridade estão sendo cumpridos.
O município também deverá estabelecer, em norma própria, regras para o atendimento prioritário de crianças de famílias de baixa renda, de famílias monoparentais e de domicílios em que as mães trabalhem para compor a renda familiar.
EXPANSÃO DE VAGAS EXIGE PLANEJAMENTO
O TCE-RO orientou o município a mapear as localidades onde a oferta é insuficiente e a elaborar um programa de expansão das vagas em creches e pré-escolas.
Esse planejamento deverá conter metas físicas e financeiras anuais e indicar os recursos necessários para os próximos anos. A medida busca evitar iniciativas isoladas e garantir continuidade à política de educação infantil.
O acesso à creche contribui para o desenvolvimento da criança, fortalece a aprendizagem futura e oferece melhores condições para que mães e responsáveis possam trabalhar.
Ao aproximar educação, saúde e assistência social, a decisão busca assegurar que cada criança seja identificada, acompanhada e incluída nas políticas públicas desde os primeiros anos de vida.
Fonte: TCE-RO
