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Artesãos de Porto Velho ganham espaço e incentivo com ações da Prefeitura

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Arte sempre fez parte da vida de Bruno Alves de Souza. Nascido em Goiânia e criado em Porto Velho, ele encontrou na paisagem amazônica a principal fonte de inspiração para suas criações. Ainda na infância, já se dedicava a desenhos e esculturas, dando os primeiros passos em uma trajetória que atravessaria fronteiras.

Bruno se especializou em pintura na Academia de Belas Artes de Catânia, na Itália, onde também concluiu a pós-graduação. Anos depois, retornou à capital rondoniense, onde hoje desenvolve trabalhos que vão desde cerâmicas e louças artesanais até esculturas, monumentos públicos e pinturas a óleo sobre tela.

Inspirado pelas lendas amazônicas, pelo regionalismo e pelos contos intertribais, o artista transforma elementos da cultura local em obras que valorizam a identidade da região e reforçam a riqueza cultural da Amazônia. “Eu já fiz vários trabalhos em Porto Velho, esculturas de seringueiro, busto na Praça Jonathas Pedrosa e diversos outros objetos que retratam a nossa história. É sempre um orgulho retratar a nossa identidade”, disse o artista.

A trajetória da artesã Tetê Frazão também revela a força da persistência e do empreendedorismo construído no dia a dia. Aos 68 anos, ela soma cerca de 30 anos dedicados ao artesanato. O que começou como um passatempo se transformou em profissão e principal fonte de renda. Com habilidade e sensibilidade, Tetê produz brincos, colares e acessórios em miçangas, peças que se destacam pela delicadeza e originalidade.

“É muito gostoso trabalhar com artesanato. O artesanato é uma obra de arte. Eu costumo dizer que, quando você trabalha com artesanato, você não trabalha: você se diverte. Eu me sinto realizada como mulher empreendedora e conquistei meus objetivos por meio da minha arte. É uma honra ver as pessoas usando o meu trabalho, fico muito orgulhosa”, destacou Tetê.

Incentivo e valorização

Histórias como as de Bruno e Tetê refletem o potencial criativo existente em Porto Velho e são fortalecidas por iniciativas da Prefeitura, que tem investido na valorização dos artesãos locais. Um dos destaques é a Feira Mulher do Norte, coordenada pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, que reúne mais de 80 artesãs. Entre os produtos estão, cerâmica (argila), tecelagem/crochê (fios), marcenaria (madeira), cestaria (fibras naturais), além de técnicas como patchwork, biscuit, sabonetes artesanais, velas e reciclagem. O espaço funciona como vitrine para exposição e comercialização de produtos, além de incentivar o empreendedorismo feminino e garantir geração de renda.

Oportunidade

Mais do que movimentar a economia, o artesanato também preserva saberes e tradições da região. Cada peça produzida carrega referências culturais, histórias e vivências que ajudam a manter viva a identidade amazônica.

Segundo o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, com ações de incentivo, apoio institucional e espaços de comercialização, a Prefeitura de Porto Velho segue fortalecendo o setor, reconhecendo no artesanato uma ferramenta de transformação social e valorização cultural.

“Nossos artesãos têm um papel fundamental no desenvolvimento da nossa cidade. Eles preservam a nossa cultura, contam a história da nossa região por meio da arte e ainda geram emprego e renda para muitas famílias. Valorizar o artesanato é investir nas pessoas, na identidade local e no fortalecimento da nossa economia criativa. E muitos outros trabalhos faremos para valorizar esses profissionais”, finaliza.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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A menos de um mês do fim do prazo, 59% não enviaram declaração do IR

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A menos de um mês do fim do prazo, quase 60% dos contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão. Até às 17h27 deste sábado (3), a Receita Federal recebeu 18.380.905 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). 

O número equivale a 41,8% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo.

Segundo a Receita Federal, 70,3% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 16,9% terão que pagar Imposto de Renda e 12,8% não têm imposto a pagar nem a receber.

A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (73,7%), mas 17,4% dos contribuintes recorrem ao preenchimento online, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 8,9% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 60% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,3% dos envios.

O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

Agência Brasil

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Juiz é demitido em Rondônia

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A demissão do juiz substituto Robson José dos Santos (foto em destaque), em Rondônia, não foi resultado de um único episódio isolado. A decisão do Tribunal de Justiça (TJRO) se sustentou em uma sequência de condutas consideradas incompatíveis com a magistratura, algumas dentro do fórum, outras fora dele.

Robson, que ficou conhecido pela trajetória de superação, de vendedor de pipoca nas ruas de Recife à magistratura, acabou tendo a carreira interrompida por um conjunto de atitudes que, segundo o tribunal, revelaram um padrão de comportamento inadequado.

Entre os primeiros pontos levantados está o relacionamento com a equipe. O magistrado é acusado de tratar servidores, assessores e até estagiários de forma grosseira e desrespeitosa.

Relatos colhidos ao longo da apuração descrevem um ambiente de trabalho marcado por tensão constante, com episódios de tratamento considerado descortês também a advogados e outros operadores do direito.

Um episódio específico ganhou destaque. Ao ser recebido com um café da manhã organizado por servidores, o juiz teria feito um comentário depreciativo.

O processo também aponta que o magistrado teria adotado práticas que violam normas básicas do funcionamento do Judiciário.

Entre elas, a determinação para que uma servidora compartilhasse senha de acesso institucional com uma pessoa sem vínculo com o tribunal, situação considerada grave, inclusive por possível violação de sigilo funcional.

Há ainda registros de decisões e posturas classificadas como incompatíveis com princípios como legalidade, razoabilidade e prudência.

Outro ponto sensível envolve a condução de audiências.

O juiz teria autorizado a participação de estudantes em audiências de custódia que tratavam de casos de violência doméstica, situações protegidas por sigilo. A medida foi considerada irregular e incompatível com a proteção das partes envolvidas.

Penitenciárias

Fora do ambiente do fórum, as acusações ganham contornos ainda mais graves.

O magistrado é apontado por manter proximidade considerada indevida com detentos. Entre os episódios descritos estão visitas a unidades prisionais fora dos padrões institucionais e até o uso de vestimentas consideradas inadequadas nesses locais.

Em um dos casos mais sensíveis, ele teria cedido o próprio celular para que um preso realizasse ligações externas, conduta que pode configurar infração funcional e até crime.

Também consta no processo que o juiz teria levado crianças para visitar um detento fora do horário permitido.

As investigações apontam ainda que o magistrado teria extrapolado suas funções ao interferir diretamente na administração de unidades prisionais.

Além disso, há relatos de que ele fazia críticas a decisões de outros juízes diretamente a presos, o que foi interpretado como quebra de dever institucional e possível abuso de autoridade.

Outro episódio envolve a permissão para que uma enfermeira, com quem mantinha relação, atendesse detentos, sem autorização formal.

Irregularidades administrativas

Na esfera administrativa, o processo também identificou possíveis irregularidades.

Entre elas, pedidos de diárias sem justificativa adequada, descumprimento de jornada de trabalho e condutas que podem configurar dano ao erário.

Decisão

Na decisão, os desembargadores entenderam que o conjunto dos episódios revelou um padrão incompatível com o exercício da magistratura, especialmente em um momento em que o juiz ainda estava em estágio probatório, fase decisiva para a permanência no cargo.

O processo, segundo o tribunal, respeitou todas as garantias legais, incluindo o direito à ampla defesa.

Fonte: Metrópoles

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Atriz de As Branquelas conta por que trocou Hollywood pelo pornô

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Maitland Ward, a Brittany Wilson no filme As Branquelas, é modelo, ex-atriz de televisão e, atualmente, estrela pornô. A artista de 49 anos admitiu ter abandonado a carreira nas telas após enfrentar experiências difíceis em Hollywood.

Maitland, conhecida por suas atuações em The Bold and the Beautiful, O Mundo é dos Jovens e As Branquelas, aparece na nova temporada do documentário Hollywood Demons, do Investigation Discovery. O programa retorna exibindo o impacto da exposição pública precoce.

A atriz falou sobre a jornada que a levou de jovem artista a estrela do entretenimento adulto.

“Acho importante expor o lado bom, o lado ruim e tudo mais sobre Hollywood e o estrelato jovem, especialmente os anos em que eu estava começando. Muita coisa ficou escondida no passado”, disse Maitland em entrevista à Fox News.

Moldada como um “produto”

Ward reconheceu que viveu momentos difíceis. Segundo ela, ainda menor de idade, foi colocada em situações “provocativas” e constrangedoras nos sets de filmagem, além de ter se tornado alvo de um “olhar masculino distorcido” ainda muito jovem.

“A forma como os estúdios controlavam os jovens atores, e especialmente as jovens mulheres, era tóxica. Os anos 90 e o início dos anos 2000 foram um inferno para as jovens em Hollywood.”

Segundo a estrela pornô, havia alguns relacionamentos no set que foram realmente um problema para ela. “Um cara de 25 anos fazendo cenas de amor provocativas com uma garota de 16 e se aproveitando da situação foi, no mínimo, perturbador.”

Ela ainda acredita ter sido transformada em um “produto” quando jovem. “Acho que era um ambiente muito parecido com uma fábrica. Como se você fosse apenas um produto sendo vendido. Eles só me queriam para o que queriam. E me descartavam quando não me agradavam.”

Vida como estrela pornô

Atualmente, Maitland afirma ter muito mais autoconhecimento. Quando questionada sobre que conselho daria a alguém que sonha em iniciar uma carreira em Hollywood, ela respondeu: “Não façam isso! Brincadeira. Bem, mais ou menos.”

Ela, então, acrescentou: “Hollywood mudou muito desde que entrei aos 16 anos. Se possível, eu diria aos jovens atores para irem para a faculdade. Estudarem teatro e artes plásticas e depois seguirem carreira na área.”

Fonte: Metrópoles

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