Polícia
Empresário é investigado por avisar organização criminosa sobre ação da polícia
O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quarta-feira (11/3) a “Operação Eco”, com o objetivo de cumprir ordens judiciais no município de Nova Mamoré/RO. A ação é um desdobramento da Operação Godos, deflagrada no dia 12/11/2025, e visa instruir investigação que apura a suposta prática do crime de obstrução de justiça, especificamente no que tange ao embaraço de investigações envolvendo organização criminosa armada.
As diligências foram deflagradas para o cumprimento de 2 (dois) mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara de Garantias de Porto Velho, sendo um em endereço residencial e outro em sede empresarial. Além das buscas, o Poder Judiciário determinou o afastamento do sigilo de dados telemáticos dos dispositivos apreendidos, bem como a imposição de medida cautelar de proibição de contato do investigado com outros 79 (setenta e nove) alvos vinculados a organização criminosa desmantelada com a deflagração da Operação “Godos”.
A investigação revelou que o alvo da operação, na condição de sócio-administrador de uma empresa provedora de internet, teria violado o dever de sigilo e confidencialidade ao alertar membros de um grupo criminoso sobre o início de uma incursão policial anterior (fase ostensiva da Operação Godos). O investigado usou de terminal telefônico para enviar mensagens e realizar ligações informando que a operação estava em curso, permitindo que os criminosos tentassem destruir vestígios e frustrar a persecução penal.
O nome atribuído à operação é uma referência direta à conduta de propagar indevidamente informações sigilosas. Assim como o fenômeno acústico, o investigado “ecoava” os passos das autoridades investigantes para o interior da organização criminosa, servindo como um sistema de alerta que visava garantir a impunidade do grupo, investigado por crimes graves como extorsão, homicídio e lavagem de capitais.
MP/RO
Polícia
Polícia investiga morte de bebê e família denuncia falta de insumos em Hospital
A Polícia Civil de Rondônia investiga as circunstâncias da morte da pequena Stefany Dandara, uma bebê prematura que faleceu na última terça-feira (21) após passar 47 dias internada em Hospital na capital. Nascida com sete meses de gestação no dia 4 de março, a criança sofria de uma inflamação aguda. No entanto, os pais denunciam que a unidade hospitalar enfrentava uma grave escassez de materiais essenciais, o que teria comprometido a recuperação da recém-nascida.
De acordo com Crislaine Vitória, mãe da bebê, a falta de insumos afetava desde itens de higiene até equipamentos de precisão. Ela relata que a ausência de uma sonda gástrica de numeração adequada fez com que o leite fosse administrado de forma inadequada, resultando em vômitos que atingiram o pulmão da criança. A família afirma que precisou desembolsar recursos próprios para adquirir curativos específicos e outros materiais básicos, como gaze e lenços, para tentar evitar infecções hospitalares.
A Defensoria Pública de Rondônia (DPE-RO) acompanha o caso e já iniciou um procedimento preliminar para apurar as responsabilidades. O defensor Sérgio Muniz informou que ofícios foram encaminhados à direção do hospital e à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) requisitando informações detalhadas sobre o prontuário e a disponibilidade de estoque no período. A família busca entender se a nova infecção adquirida pela bebê no ambiente hospitalar possui relação direta com a precariedade relatada.
Em nota oficial, a Sesau lamentou o falecimento e informou que a paciente apresentava um quadro clínico extremamente grave desde a internação. Segundo a pasta, foram utilizados todos os recursos disponíveis, incluindo suporte avançado de vida e antibióticos de amplo espectro. O Estado sustenta que o óbito foi decorrente de uma falência múltipla de órgãos, condição com alta taxa de mortalidade em prematuros, e defende que todas as condutas médicas foram adotadas de forma técnica e ética.
Polícia
Homem cai em golpe do nudes, manda mais de R$ 1.400 para golpista e aciona a PM
Após enviar fotos íntimas a um perfil falso, um homem passou a ser ameaçado e realizou diversas transferências para evitar a divulgação das imagens, em um caso de extorsão registrado por volta das 15 horas desta sexta-feira (24), no distrito de Calama, em Porto Velho.
Segundo relato da vítima, o contato começou após aceitar uma solicitação de amizade no Facebook de uma pessoa que se apresentava como “Mariana Rodapés”. Depois de iniciar a conversa, o perfil pediu o número de WhatsApp, onde a comunicação continuou.
Durante o diálogo, a pessoa do outro lado da conversa afirmou ter 19 anos e passou a solicitar fotos íntimas. Acreditando na informação, o homem enviou as imagens. Em seguida, a situação mudou quando passou a afirmar que teria 15 anos e iniciou ameaças de divulgação do material caso não recebesse dinheiro.
Assustado, o homem fez uma primeira transferência via PIX no valor de R$ 20,00.
A situação se agravou quando outro contato, que se identificou como “Gustavo” e disse ser irmão da suposta adolescente, passou a exigir dinheiro, alegando que um notebook teria sido danificado.
Sob pressão, a vítima realizou várias transferências somando mais de R$ 1.400. Mesmo após os pagamentos, as ameaças continuaram. Em contato mais recente, foi exigido o valor de R$ 1.000.
Diante do medo de ter as imagens divulgadas, o homem procurou a Polícia e registrou a ocorrência. Ele foi orientado a preservar mensagens e comprovantes de transferência, que poderão auxiliar nas investigações.
Polícia
Universidade demite dois servidores por assédio sexual
A Universidade Federal do Ceará (UFC) demitiu uma professora e um técnico-administrativo após a comprovação de casos de assédio sexual no ambiente acadêmico. As decisões foram tomadas após processos administrativos disciplinares conduzidos pela instituição.
No caso do técnico-administrativo, a vítima foi uma estudante. A denúncia foi registrada por meio da plataforma Fala.BR, plataforma de ouvidoria do Governo Federal, e relatava condutas ao longo de 2024, como investidas não correspondidas, conversas de teor sexual indesejadas, insistência em convites, envio de presentes e perseguição em redes sociais. Após investigação, o servidor foi afastado e, ao final do processo, demitido.
Já no caso da docente, as apurações reuniram 10 denúncias envolvendo alunos e professores. Entre as condutas identificadas estão exposição de estudantes a situações constrangedoras, comunicação desrespeitosa e comentários e simulações de teor sexual em sala de aula. Cinco vítimas foram ouvidas formalmente, e o processo levou cerca de dois anos até a conclusão.
Segundo a universidade, os processos garantiram direito de defesa aos investigados e foram analisados por instâncias internas antes da decisão final.
Além dos dois casos concluídos, a instituição informou que outros 17 casos de assédio seguem sob investigação.
Fonte: Metrópoles
