Polícia
CNJ orienta juízes a não aceitarem diligências pedidas pela PM
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou na sessão de terça-feira (28), por unanimidade, uma recomendação para orientar todos os magistrados da área criminal a não aceitarem pedidos feitos diretamente pela Polícia Militar (PM), sem a ciência do Ministério Público (MP). 

O texto reforça que a PM não tem atribuição para conduzir investigações nem solicitar diligências como de busca e apreensão em residências, exceto no caso de crimes militares praticados por seus próprios membros.
A medida foi aprovada após a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) ter levado ao conhecimento do CNJ a concessão de diversos mandados de busca e apreensão pedidos ao Judiciário paulista diretamente pela PM-SP, sem o conhecimento do MP.
Nos autos do processo constam casos como a prisão de um suspeito por roubo em Bauru (SP), investigações na Cracolândia, na capital paulista, e a invasão e busca feita em um imóvel por suspeita de tráfico, também em São Paulo. Em todos esses casos, juízes locais deferiram as diligências solicitadas sem consulta ao MP.
Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou a legitimidade de pedidos feitos pela Polícia Militar em processos criminais, mas desde que recebam aval prévio do Ministério Público. Tal determinação tem sido desrespeitada nos últimos anos, frisou o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que falou em nome da ADPESP.
”Está havendo uma usurpação de competência por parte da Polícia Militar que gera efeitos deletérios. A PM deve cumprir a sua missão de prevenir delitos com a presença ostensiva nas ruas”, afirmou o defensor, que criticou fortemente a intromissão dos militares nas atribuições da Polícia Civil. “Não pretendo levar clientes para depor em quartéis”, afirmou.
Relator do tema no CNJ, o conselheiro Pablo Coutinho Barreto frisou que as atividades de Segurança Pública devem ser desempenhadas “sempre em observância aos limites da lei”.
Barreto enfatizou ainda que a Constituição não dá legitimidade à Polícia Militar para conduzir investigações criminais ou processar inquéritos, atividades “atribuídas exclusivamente às polícias Civil e Federal”, observou.
A recomendação aprovada pelo CNJ estabelece ainda que, mesmo que qualquer mandado pedido diretamente pela PM seja aprovado pelo juízo competente, após parecer favorável do MP, o cumprimento da diligência deve sempre ser acompanhado por agentes da Polícia Judiciária (Civil ou Federal) e do Ministério Público.
Caso Escher
Em nota, o CNJ destacou que a medida de controle administrativo tem como fundamento, além da Constituição, uma decisão de 2009 da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Naquele ano, o organismo multilateral condenou o Brasil por violar direitos como privacidade, honra, liberdade de associação e garantias judiciais no que ficou conhecido como caso Escher.
Ocorrido em 1999, o caso leva o nome de Arlei José Escher, um dos cinco militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) que em 1999 teve ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Militar do Paraná, com base em uma autorização judicial sem fundamentação ou ciência do MP.
Na época, partes selecionadas das conversas foram divulgadas na mídia, ocasionando uma onda de hostilidade e violência contra o MST no interior paranaense.
Fonte: Agência Brasil
Polícia
Detento é encontrado morto dentro de cela em presídio
Um detento de 24 anos, identificado apenas como Andrio, foi encontrado morto no fim da tarde desta quinta-feira (24), dentro de uma cela do Presídio Agenor Martins de Carvalho, em Ji-Paraná (RO).
Conforme as informações, o jovem estava sozinho na cela quando foi localizado por um servidor da unidade durante uma ronda. O funcionário teria percebido que o detento estava pendurado pelo pescoço com um lençol.
A Polícia Militar foi acionada e enviou uma equipe até o presídio para acompanhar a ocorrência. A perícia técnica também esteve na unidade e realizou os procedimentos necessários para analisar as circunstâncias da morte.
Segundo os dados iniciais, Andrio cumpria pena por roubo, previsto no artigo 157 do Código Penal.
Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo foi liberado e encaminhado por uma funerária de plantão.
A hipótese inicial é de suicídio, mas a dinâmica da morte ainda deverá ser esclarecida oficialmente pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Fonte: com informações Portal Jipa
Polícia
Megaoperação apreende meia tonelada de skunk e prende cinco
Uma ação integrada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar e Polícia Civil de Rondônia resultou na apreensão de aproximadamente 513,3 quilos de skunk e 17,5 quilos de cocaína na manhã desta quinta-feira (25), na zona rural de Alvorada do Oeste (RO). Cinco pessoas foram presas durante a ocorrência.
As equipes realizavam fiscalização na BR-429 quando identificaram dois veículos que circulavam pela região, sendo um carro de passeio e uma caminhonete. Diante da suspeita, os policiais iniciaram diligências com apoio das demais forças de segurança para localizar os automóveis.
Durante o acompanhamento, a Toyota Hilux saiu da pista e capotou na Linha 53, na área rural do município. O motorista abandonou o veículo e tentou fugir em direção a uma região de mata, mas acabou localizado e detido pelos policiais.
No interior da caminhonete, foram encontrados 12 sacos contendo diversos tabletes de skunk. Após a pesagem, a quantidade apreendida foi estimada em mais de 500 quilos.
O segundo veículo, um Toyota Corolla, também foi localizado posteriormente. Os ocupantes foram abordados e presos pelas equipes que participavam da operação.
Ao todo, cinco suspeitos receberam voz de prisão. Os envolvidos, juntamente com os veículos e as drogas apreendidas, foram encaminhados à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) de Alvorada do Oeste, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.
A ação conjunta faz parte do trabalho das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas e às organizações criminosas que atuam na região de fronteira de Rondônia.
Fonte: com informações do Portal Jipa
Polícia
Idosa de 69 anos morre após ser atropelada por caminhão
Uma ciclista de 69 anos morreu após ser atropelada por um caminhão na Avenida Álvaro Maia, no cruzamento com a Rua Rafael, em Porto Velho.
Segundo as informações apuradas, a idosa seguia de bicicleta no sentido da Avenida Carlos Gomes quando teria sido desviada da trajetória por um veículo EcoSport. Na sequência, acabou sendo atingida pelo caminhão da empresa LocMak.
A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Até o momento, a identidade da idosa não foi divulgada.
