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Política

Prefeito Léo Moraes combate o comércio ilegal de fiação elétrica em Porto Velho

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Na manhã desta quinta-feira (8), o prefeito de Porto Velho (RO), Léo Moraes (PODE), começou os trabalhos executivos no pátio do Comando Geral da Polícia Militar, onde, em parceria com o Governo do Estado, deu o start para a deflagração da operação “Fio Desencapado”.

Percebendo uma sociedade exausta com os seguidos furtos de fios, e materiais da rede de iluminação pública, além de tampas de bueiros, placas de sinalização, entre outros, o prefeito Léo Moraes acionou as forças de segurança do Estado, e foi prontamente atendido.

Com um efetivo de aproximadamente duzentas pessoas, entre policiais militares, civis e bombeiros, além de servidores da prefeitura de Porto Velho, Léo Moraes bateu pesado na importância do combate a essa prática de furto e receptação de fios da rede de iluminação pública.

“A população está cansada, a prefeitura não aguenta mais, e quando a gente combate diretamente esses comércios, conseguimos inibir os marginais que trazem esses problemas à população. Espero que a gente possa atacar frontalmente o coração da criminalidade para que a gente consiga resgatar nosso patrimônio, nossa honra e a nossa segurança das atividades do dia a dia. Quem acha que é dono da cidade vai dar com os burros na água”, bradou Léo Moraes.

O prefeito seguiu o comboio coordenado pela Polícia Militar até os pontos suspeitos de receptação desses materiais, entre eles, um empreendimento de grande porte dentro da região central de Porto Velho, onde foram localizados, entre outras coisas, postes da rede municipal de iluminação.

Além das batidas policiais, esses ferros velhos também tiveram de apresentar suas devidas permissões e licenças de funcionamento aos agentes da prefeitura de Porto Velho que participaram da operação.

Esse é um dos mais duros golpes aplicados pela prefeitura de Porto Velho contra o comércio criminoso de fios roubados. Um relatório será apresentado pelas autoridades policiais nos próximos dias.

Política

Eleições 2026: janela partidária começa nesta quinta-feira

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A partir desta quinta-feira (5), deputadas e deputados federais, estaduais e distritais, no caso do Distrito Federal, poderão migrar de partido político, mantendo os mandatos atuais. A data marca o início do período de 30 dias da chamada janela partidária, que vai até 3 de abril. 

Prevista no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), a medida é um mecanismo para a reorganização das forças políticas antes das eleições gerais de outubro. A janela partidária é aberta em qualquer ano eleitoral, sete meses antes da votação. Neste ano, o 1º turno das eleições acontece no dia 4 de outubro. 

Beneficiários 

O mecanismo somente beneficia neste ano deputados federais, estaduais e distritais. Os vereadores eleitos em 2024 não podem utilizar a janela de 2026, uma vez que não estão em fim de mandato. 

Ocupantes de cargos eletivos majoritários, como os de presidente da República, governador e senador, podem trocar de partido sem incorrer na necessidade de apresentar justa causa para a desfiliação da legenda.  

Nos cargos conquistados por meio do sistema proporcional – deputado federal, deputado estadual e distrital e vereador –, a Justiça Eleitoral considera que o mandato pertence ao partido político pelo qual a pessoa foi eleita e não à pessoa que o ocupa.  

Por essa razão, a pessoa eleita para um desses cargos deve sempre apresentar a devida justa causa para se desligar da agremiação. Durante a vigência da janela partidária, no entanto, a troca de legenda funciona como espécie de justa causa.  

Além do período da janela, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhece outras três situações de justa causa para a desfiliação sem perda de mandato: mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e anuência do partido (conforme a Emenda Constitucional nº 111/2021). 

Previsão legal do mecanismo 

A janela partidária existe há mais de dez anos. O artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95), que prevê o mecanismo, foi incluído na lei pela reforma eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165). A janela também está prevista na Emenda Constitucional nº 91, aprovada em 2016 pelo Congresso Nacional. 

A medida se consolidou como uma saída para a troca de legenda após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), posteriormente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu a fidelidade partidária para os cargos obtidos em eleições proporcionais. A determinação, regulamentada pela Resolução TSE nº 22.610/2007, estabelece que, nesses pleitos, o mandato pertence ao partido, e não à candidatura eleita. 

Fonte: TSE

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Câmara aprova a PEC da Segurança Pública

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública nesta quarta-feira (4). A proposta reestrutura e promove a integração entre as forças de segurança no país.

Com a aprovação, o texto segue para o Senado Federal.

A matéria foi enviada pelo governo Lula (PT) ao Congresso Nacional em abril do ano passado. A tramitação, entretanto, foi marcada por forte resistência da oposição e críticas de governadores, que temiam uma perda de autonomia.

Após impasse e a fim de contornar as resistências ao texto, o relator Mendonça Filho (União-PE) retirou trecho que previa a redução da maioridade penal. A proposta, conforme anunciado pelo presidente Hugo Motta, será discutida no âmbito de outra PEC.

A base do governo Lula (PT) no Congresso Nacional cogitou obstruir a votação diante da previsão de reduzir a maioridade penal. O recuo de Mendonça Filho, formalizado nesta quarta-feira (4) após reunião com Hugo Motta, agradou os governistas e destravou a análise da proposta no plenário.

A proposta, que dá status constitucional ao SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), entre outras mudanças, constitucionaliza o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Nacional Penitenciário. Os recursos serão incrementados com 30% dos recursos taxados das “bets”.

O texto também protege o financiamento obrigatório de contingenciamentos e bloqueios, semelhante ao que ocorre com Saúde e Educação. “Impede-se, assim, que ajustes fiscais anuais interrompam projetos estruturantes em inteligência, tecnologia, perícia de natureza criminal, qualificação profissional e infraestrutura penitenciária”, justificou o relator.

O substitutivo aprovado apresenta restrição à progressão de regime para líderes de organização criminosa. O relator defendeu que “não se trata de supressão de garantias fundamentais, mas de adequação proporcional da resposta estatal diante de condutas que produzem dano ampliado e instabilidade sistêmica para a maior parte da população”.

No plenário, enfrentou resistência trecho inserido pelo relator que permite ao Congresso sustar os atos normativos do Poder Executivo, do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público “que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites da delegação legislativa”. O Psol, ao anunciar voto contrário, classificou a previsão como um “jabuti”.

O texto foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania) da Câmara e, desde então, estava parada em comissão especial. Por decisão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), a matéria pulou a etapa e passou a ser apreciada diretamente no plenário.

Fonte: CNN Brasil

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TSE aprova calendário eleitoral e regulamenta o uso de IA nas Eleições 2026

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o conjunto de resoluções que vai orientar as Eleições Gerais de 2026. Entre os principais pontos estão o calendário eleitoral e a regulamentação do uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas.

As normas valem para todo o país e deverão ser observadas por partidos políticos, federações, candidatas e candidatos, além do eleitorado.

O primeiro turno está marcado para 04 de outubro de 2026.

Calendário Eleitoral 2026

Com a aprovação do calendário, ficam estabelecidas as principais etapas do processo eleitoral.

Entre as datas de maior impacto:

  • 05 de março: início da janela partidária;
  • 03 de abril: encerramento da janela para mudança de partido com justa causa;
  • 04 de outubro: primeiro turno das Eleições 2026.

O calendário reúne, em ordem cronológica, todas as fases do pleito, o que permite que partidos e candidatos se organizem com antecedência e que o eleitorado acompanhe cada etapa com mais transparência.

Uso de Inteligência Artificial (IA) tem limites

A resolução sobre propaganda eleitoral passa a estabelecer regras específicas para conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial.

Entre as medidas que impactam diretamente campanhas e eleitores estão:

  • Obrigatoriedade de identificação de conteúdos gerados por IA;
  • Proibição de divulgação de conteúdos sintéticos que desrespeitem as normas eleitorais;
  • Restrição à circulação de novos conteúdos manipulados 72 horas antes e 24 horas após a votação;
  • Proibição de recomendação automatizada de candidaturas por sistema de IA;
  • Responsabilização de plataformas que retiram conteúdos irregulares após decisão da Justiça eleitoral.
  • Vedação à violência política contra a mulher, inclusive por meio de manipulação de imagens.

As medidas buscam preservar a integridade do debate público e reduzir a disseminação de desinformação durante o período eleitoral.

Regras também tratam de registro e fiscalização

O TSE também aprovou normas sobre:

  • Registro de candidaturas;
  • Representações e pedidos de direito de resposta;
  • Ilícitos eleitorais;
  • Auditoria e fiscalização do sistema eletrônico de votação;
  • Consolidação das normas voltadas à cidadã e ao cidadão.

Uma das novidades é a criação de um texto único reunindo direitos e deveres do eleitorado, o que deve facilitar campanhas de orientação promovidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais, como o TRE-RO.

O que muda na prática?

Com as resoluções aprovadas:

  • Partidos e candidaturas passam a ter prazos definidos para organização e registro;
  • Conteúdos manipulados por IA deverão ser identificados;
  • Plataformas digitais poderão ser responsabilizadas em caso de descumprimento de decisões;
  • O eleitorado contará com normas consolidadas para consulta sobre seus direitos e deveres.

As resoluções serão publicadas no Diário de Justiça Eletrônica e disponibilizadas no portal do TSE.

Fonte: TSE

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