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Boletim aponta que Rondônia apresenta queda de 57% nos casos de malária em 2025
Rondônia vem registrando avanços significativos no combate à malária. De acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico divulgado pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), o estado apresentou uma redução de 57% nos casos de malária entre os dias 1º de janeiro e 28 de março de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O coordenador do Programa de Combate à Malária da Agevisa/RO, Valdir França, afirmou que no ano passado foram contabilizados 2.211 casos da doença no intervalo analisado. “Já em 2025, o número caiu para 954 notificações, refletindo os esforços contínuos de prevenção, diagnóstico e tratamento oportuno da doença no estado”, ressaltou.
Além da redução expressiva no primeiro trimestre, o Boletim também destaca a queda no total anual de casos. Em 2023, Rondônia registrou 11.762 casos de malária. Em 2024, esse número caiu para 7.716, o que representa uma redução de 34%. Entre os casos registrados em 2025, 95% foram causados pelo Plasmodium vivax (905 casos). Os demais envolvem Plasmodium falciparum (45 casos) e infecções mistas (4 casos).
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, essa redução é fruto das ações que vem sendo desenvolvidas pelo governo do estado por meio da Agevisa, trabalho técnico e integrado entre profissionais de saúde e comunidades.
GESTANTES
O Boletim também traz atenção especial à saúde materna. No período, 1.669 exames foram realizados em gestantes, dos quais 6 apresentaram resultado positivo para P. vivax. A detecção precoce é essencial para prevenir complicações na gravidez e garantir a saúde da mãe e do bebê. A capital, Porto Velho, continua sendo o município com maior número de casos, totalizando 595 registros em 2025, seguida por Candeias do Jamari (124) e Guajará-Mirim (98). Ao todo, 15 municípios do estado notificaram casos da doença neste início de ano.
AÇÕES
Apesar da queda nos números, as autoridades de saúde alertam para a importância de manter as ações de controle vetorial, diagnóstico rápido e tratamento adequado, especialmente em áreas endêmicas. A população também deve continuar atenta aos sintomas da malária, como febre, calafrios, dor de cabeça e fadiga, e buscar atendimento médico ao menor sinal.
“Estamos colhendo os frutos de um trabalho intenso de vigilância, monitoramento e capacitação das equipes de campo. A redução dos casos é um sinal de que estamos no caminho certo, mas a luta contra a malária deve ser constante”, destacou o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima.
Fonte: Secom
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Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa
Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus.

Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país.
A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos entrevistados declarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%).
Além disso, os dados apontam que grande parte da população está exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça eleva as chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos que jamais fumaram.
Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos.
Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as demais idades também necessitem de cuidado.
Outras Categorias
A população com mais de 60 anos lidera o índice de ex-fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%).
Entre as regiões do país, o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%).
A pesquisa também demonstra que o consumo de cigarros está atrelado a fatores socioeconômicos. Os entrevistados que possuem renda salarial de até um salário mínimo apresentam a maior taxa de tabagismo, com 19%. Já em relação ao nível de escolaridade, aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental também apresentam o maior índice de tabagismo, com 21%.
O estudo indica ainda uma forte relação entre o tabagismo e outros comportamentos de risco: 84% dos fumantes relataram manter até quatro hábitos prejudiciais à saúde no cotidiano, destacando-se o sedentarismo e a ingestão exagerada de frituras e produtos ultraprocessados.
Em contrapartida, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmam não ter nenhum hábito prejudicial à saúde, o dobro do índice observado entre os fumantes (9%). Já os ex-fumantes lideram a categoria de apenas um hábito ruim (44%) e apresentam baixas taxas de múltiplos deslizes.
O cenário sugere que abandonar o cigarro costuma vir acompanhado de uma reestruturação ampla do estilo de vida, restando apenas um deslize residual na rotina.
Outro dado do estudo revela que 63% dos fumantes classificam a própria saúde como “ótima” ou “boa”. Essa percepção positiva supera inclusive a das pessoas que jamais fumaram (61%), ainda que a diferença esteja contida na margem de erro, demonstrando que os fumantes se consideram tão saudáveis quanto os não fumantes.
Fonte: Agência Brasil
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Prouni: candidatos têm até amanhã para registro na lista de espera
Candidatos não selecionados nas duas chamadas regulares do Programa Universidade para Todos (Prouni) já realizadas este ano têm até as 23h59 desta quinta-feira (27) para manifestar interesse em se inscrever na lista de espera e, assim, continuar participando do processo seletivo.

Estudantes cujas inscrições tenham sido reprovadas porque suas turmas ainda não se formaram também podem participar desta etapa do processo, iniciada nesta quarta-feira (26).
Os requerentes devem registrar, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, o interesse em participar da lista de espera. A inscrição é gratuita.
A relação dos candidatos inscritos será divulgada em 1º de setembro, quando começará o período de comprovação das informações declaradas na inscrição, previsto para ser encerrado em 14 de setembro.
Para comprovar as informações, os candidatos deverão apresentar à coordenação do Prouni da instituição de ensino indicada todos os documentos exigidos. A entrega poderá ser realizada presencialmente ou por meio eletrônico, quando essa alternativa for disponibilizada pela instituição.
Para mais informações sobre horários, locais de atendimento e formas de entrega dos documentos, os participantes devem consultar diretamente a instituição escolhida.
É preciso estar atento a eventuais exigências adicionais estabelecidas pelas próprias instituições de ensino.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), os dois processos seletivos regulares do Prouni já realizados este ano atraíram mais de 1,1 milhão de candidatos, somando mais de 2,1 milhões de inscrições.
Para o segundo semestre, estão sendo oferecidas 471.304 bolsas de estudo para 380 cursos de graduação, em 879 instituições privadas de educação superior.
Do total de bolsas, 219.725 são integrais. As outras 251.579 concedem 50% de desconto no valor das mensalidades do curso de escolha do candidato.
Fonte: Agência Brasil
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Inscrições para Fórum de Desenvolvimento e Sustentabilidade seguem abertas
As inscrições para o Fórum de Desenvolvimento e Sustentabilidade seguem abertas. O evento será realizado no dia 29 de agosto, a partir das 8h, no auditório do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, na Avenida Farquar, 1079, Centro, em Porto Velho.
A participação é gratuita e aberta ao público. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.
Promovido pela Agência de Desenvolvimento de Porto Velho (ARDPV), em parceria com a Secretaria Municipal de Economia (Semec) e a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), o fórum integra a programação da Agrotec 2026.
O encontro terá como foco temas relacionados ao desenvolvimento territorial, bioeconomia e inovação, além da apresentação do Plano de Ação Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável de Porto Velho (PAEDS), que estabelece estratégias para o desenvolvimento do município até 2050.
“O planejamento de longo prazo é fundamental para transformar as potencialidades do nosso município em oportunidades concretas. O PAEDS nos ajuda a organizar prioridades e construir, junto com a sociedade, um caminho de desenvolvimento sustentável, com mais emprego, renda e qualidade de vida”, destacou o prefeito Léo Moraes.
PAEDS projeta desenvolvimento até 2050
Elaborado pela Prefeitura de Porto Velho em parceria com a Fundação da Universidade Federal do Paraná (FUNPAR), o PAEDS apresenta uma estratégia de longo prazo para o município. O plano foi construído a partir de diagnóstico do território, análise das potencialidades e desafios locais e participação de diferentes setores.
A proposta integra desenvolvimento econômico, planejamento territorial, sustentabilidade, inovação e inclusão social em uma agenda de longo prazo. Entre as iniciativas previstas estão o Plano Diretor de Integração Logística e Industrial (PDILI), as Administrações Regionais e Planos de Estruturação Distrital e Ordenamento Territorial, o Desenvolvimento Agropecuário Diversificado e Sustentável, o Caminho das Águas e o Porto Digital Amazônico.
Segundo a secretária Executiva de Planejamento, Larissa Ananda, o PAEDS cria uma base para que diferentes políticas e projetos municipais estejam conectados a uma estratégia de longo prazo. “Porto Velho tem características e potencialidades que precisam ser consideradas nas decisões de hoje. O PAEDS reúne essas informações e estabelece diretrizes para que investimentos, políticas públicas e projetos de desenvolvimento avancem de forma coordenada, com uma perspectiva que vai além de uma gestão ou de um período específico”.
A programação do fórum busca aproximar poder público, instituições de ensino e pesquisa, setor produtivo, empreendedores, entidades representativas e sociedade civil. A proposta é ampliar o diálogo sobre as oportunidades e os desafios de Porto Velho e fortalecer a articulação para a execução das estratégias previstas no planejamento municipal.
Fonte: Secretaria municipal de Comunicação (Secom)
