Polícia
Apresentador e Deputado Federal é ameaçado de morte em gravação – VEJA O VÍDEO
Celso Russomanno voltou a ser ameaçado, desta vez de morte, durante uma gravação do Patrulho do Consumidor na sexta-feira (2/2). Na ocasião ele foi confrontar um mercado na região de Guarulhos. Após bater boca com um homem que aparentemente trabalha no local, ele ouviu as ameaças.
“O que o senhor tá fazendo aqui?”, perguntou Celso, que ouviu que o homem estava acompanhando seu trabalho. Ele respondeu: “Você não tem o direito de acompanhar o meu trabalho. Você tá criando problema.”
Logo em seguida, o homem em questão faz as ameaças, enquanto Russomano aciona a polícia: “Se eu trombar contigo ali fora, eu pego 20 anos de cadeia, mas você vai pra casa do caralho, seu arrombado.”
Segundo fontes que estavam no local, ele chegou a puxar o braço do apresentador, enquanto sua esposa empurrou pessoas que estavam no estabelecimento.
Polícia
Vigilantes são investigados por sequestrar, torturar e matar moradores de rua
Um grupo de vigilantes é investigado por sequestrar, torturar e matar moradores em situação de rua na Grande Vitória, no Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos gravavam as agressões e compartilhavam os vídeos em grupos de aplicativos de mensagens.
As imagens encontradas durante a investigação mostram homens usando uniformes de vigilância e agredindo vítimas com cassetetes, bastões metálicos, simulacros, socos e chutes.
Um dos casos investigados envolve Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, morto em março deste ano. Segundo a polícia, ele foi sequestrado, levado para uma área de mata na Serra e torturado antes de ser assassinado. Durante uma das agressões, os suspeitos teriam usado um alicate para arrancar os dentes da vítima.
A investigação aponta que o grupo atuava nos bairros Enseada do Suá e Praia do Suá, em Vitória, onde prestava serviços de segurança para condomínios. Os alvos seriam pessoas em situação de rua que circulavam nas proximidades dos locais monitorados pelos vigilantes.
Vídeos ajudaram nas investigações
A polícia encontrou os vídeos e mensagens nos celulares dos investigados durante a apuração da morte de Marcos Vinícius. Além das imagens relacionadas ao homicídio, foram identificados registros de agressões contra outras pessoas.
Até o momento, três casos de tortura foram confirmados, mas a Polícia Civil acredita que o grupo possa estar envolvido em dezenas de ataques.
“Lamentavelmente, inacreditavelmente, são dezenas de pessoas que passaram por tortura praticada por esses indivíduos”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, Jordano Bruno.
Segundo a corporação, os vídeos também eram utilizados para compartilhar as agressões e combinar novas ações contra as vítimas. A polícia agora tenta identificar as pessoas que aparecem nas gravações e esclarecer outros possíveis crimes.
A corporação orientou que familiares de pessoas em situação de rua desaparecidas procurem a polícia para registrar ocorrências que possam ajudar na investigação.
Nove pessoas foram denunciadas
Ao todo, nove pessoas foram denunciadas à Justiça por participação nos crimes. Oito estão presas e uma permanece foragida.
Entre os denunciados estão oito vigilantes e um coordenador de videomonitoramento. A defesa dos réus não foi localizada até a última atualização da reportagem.
A empresa onde os suspeitos trabalhavam foi ouvida pela polícia e negou participação nos crimes, afirmando desconhecer a conduta dos funcionários.
A Polícia Civil reforçou que empresas de segurança não têm autorização para retirar ou expulsar pessoas em situação de rua.
“Não é função de rondista, não é função de empresa de vigilância encostar ou fazer qualquer tipo de atitude em relação a ninguém”, afirmou o delegado Jordano Bruno.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão da atuação do grupo.
Fonte: G1 Espiríto Santo
Polícia
Foragido por homicídio é localizado e preso em pousada
A Polícia Militar de Rondônia, por meio da guarnição de Nova Mutum Paraná, recebeu uma ligação telefônica de número desconhecido informando que um indivíduo apontado como autor de um homicídio ocorrido em Porto Velho estaria foragido e teria sido visto entrando na Pousada da Loura, localizada no distrito de Jaci-Paraná.
Diante das informações, os policiais realizaram consulta ao mandado de prisão e constataram que o indivíduo procurado era N. G. B. De imediato, a guarnição deslocou-se até a pousada e, ao chegar ao apartamento indicado, bateu à porta e determinou que o ocupante a abrisse.
Após a abertura da porta, o homem foi abordado e informado de que estava preso em razão da existência de um mandado de prisão em seu desfavor, relacionado à prática de homicídio.
Durante a abordagem, os policiais perguntaram há quanto tempo ele estava hospedado na pousada. O conduzido informou que somente prestaria declarações na presença de seu advogado, exercendo seu direito constitucional de permanecer em silêncio.
O homem não ofereceu resistência à prisão. Entretanto, considerando as circunstâncias da ocorrência e visando à segurança do próprio conduzido, à preservação de sua integridade física e à segurança da guarnição, foram utilizadas algemas durante a condução, observados os critérios de necessidade e segurança.
Em seguida, o acusado foi colocado no compartimento destinado aos passageiros da viatura policial e conduzido à Delegacia Especializada em Homicídios, em Porto Velho, onde foi apresentado ao comissário de plantão e ficou à disposição da autoridade policial para a adoção das providências legais cabíveis.
A prisão foi realizada em cumprimento ao mandado judicial, sendo o conduzido apresentado à autoridade competente para os procedimentos decorrentes do caso.
Fonte: Polícia Militar
Polícia
Aluna de direito que dá curso para evitar golpe é presa por dar golpe
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio de uma ação coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), deflagrou a Operação Reflexo, nesta sexta-feira (14/8). A ofensiva teve como objetivo desarticular um esquema refinado de estelionato eletrônico operado por um casal que vendia aparelhos celulares inexistentes pela internet.
O desfecho da investigação chamou a atenção das autoridades policiais e do meio acadêmico: a principal investigada e presa preventivamente durante a operação é Micaelli Araújo, de 22 anos, estudante do 7º semestre de direito e estagiária de um escritório advocatício.
Nas redes sociais, Micaelli mantinha uma postura pública que ironicamente simulava o combate a ilegalidades. A jovem costumava publicar vídeos e orientações ensinando seguidores a desbloquear contas bancárias suspensas por suspeita de fraude e dando dicas para evitar golpes virtuais. Na prática, porém, ela era a própria operadora das fraudes.
Estrutura cenográfica
Ao lado do companheiro, Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos, a universitária construiu uma complexa estrutura de aparência profissional para lesar consumidores em busca de smartphones com preços atrativos.
Segundo os investigadores da 8ª DP, o casal dedicou minucioso cuidado para conferir credibilidade à falsa atividade comercial. Eles criaram e administravam perfis falsos que clonavam rigorosamente a identidade visual de uma renomada loja do setor de telefonia.
Para induzir as vítimas a erro e provocar uma falsa sensação de segurança, os suspeitos montaram uma verdadeira “loja cenográfica” em um cômodo da própria residência, localizada no estado de São Paulo.
O ambiente era minuciosamente decorado com dezenas de caixas vazias de smartphones de última geração, etiquetas, embalagens e fitas de envio postal. Ali, o casal gravava vídeos e tirava fotos personalizadas demonstrando os supostos produtos embalados e prontos para entrega, confortando os compradores antes do pagamento.

Passo a passo do esquema:
- Clonagem: réplica de perfis oficiais de lojas respeitadas.
- Loja cenográfica: gravação de vídeos com estoque falso e caixas embaladas.
- Negociação: atendimento simulado de alta credibilidade.
- Desaparecimento: recebimento via Pix e bloqueio imediato do comprador.
Ao efetuar os pagamentos via transferência eletrônica, as vítimas percebiam que os produtos jamais seriam enviados, sendo imediatamente bloqueadas em todos os canais de comunicação do casal.
Ação policial
A Operação Reflexo foi cumprida no estado de São Paulo com apoio operacional da Polícia Civil paulista (PCSP) e colaboração do setor de inteligência de uma grande plataforma de comércio eletrônico.
A Justiça deferiu os mandados de prisão preventiva do casal, além de quatro mandados de busca e apreensão. Na ação, os agentes apreenderam os dispositivos eletrônicos e dezenas de caixas utilizadas na composição do cenário falso. Houve ainda o bloqueio cautelar de R$ 20 mil nas contas do grupo.
Ficha dos investigados:
- Micaelli Araújo (22 anos): estudante do 7º semestre de direito, estagiária. Sem registros criminais anteriores.
- Rafael dos Santos Damasceno (25 anos): companheiro. Já responde a processo por estelionato virtual no Rio Grande do Sul.
- Enquadramento Legal: Artigo 171, § 2º-A do Código Penal (Fraude Eletrônica). Pena prevista de 4 a 8 anos de reclusão, além de multa.
De acordo com a PCDF, embora a investigada de 22 anos não possuísse antecedentes, Rafael já respondia a processo por golpe idêntico no Rio Grande do Sul.
A apuração revelou diversas ocorrências espalhadas pelo Distrito Federal e em outros estados. Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia, e os investigados responderão por estelionato mediante fraude eletrônica, com penas que variam de 4 a 8 anos por crime reconhecido.
Fonte: Metrópoles
