Política
Conheça os 10 candidatos ao Senado por Rondônia nas eleições de 2026
Dez candidatos foram oficializados pelos partidos para disputar as duas vagas de senador por Rondônia nas eleições de 2026. A relação reúne políticos com diferentes trajetórias, incluindo ex-senadores, deputados, médicos, jornalistas, empresários, servidores públicos e representantes ligados às áreas ambiental e indígena.
Entre os nomes estão Acir Gurgacz (PDT), ex-senador e ex-prefeito de Ji-Paraná; Aires Mota (PV), presidente estadual do Partido Verde; Bruno Bolsonaro Scheid (PL), produtor rural e dirigente partidário; e Fernando Máximo (PL), médico, ex-secretário estadual de Saúde e deputado federal.
Também disputam o Senado Engenheiro Thulio (Missão), engenheiro florestal e ativista; Luciana Oliveira (PT), jornalista e advogada; Luis Fernando (PSD), administrador e ex-secretário estadual de Finanças; e Mariana Carvalho (União Brasil), médica e ex-deputada federal.
Completam a lista Neidinha (PSB), indigenista e ativista socioambiental, e Sílvia Cristina (União Brasil), jornalista, professora e atual deputada federal.
Acir Gurgacz (PDT)
Natural de Cascavel (PR), Acir Gurgacz tem 60 anos e mudou-se para Rondônia ainda jovem. Sua trajetória política começou em 2000, quando foi eleito prefeito de Ji-Paraná. Em 2009, assumiu uma cadeira no Senado após a cassação do diploma do candidato eleito naquele pleito. Exerceu dois mandatos consecutivos e voltou a disputar o Senado em 2022, mas teve a candidatura indeferida.
Aires Mota (PV)
Aires Mota de Almeida, de 52 anos, nasceu em Porto Velho e atua como consultor político. Tem formação em Direito e Teologia e é presidente estadual do Partido Verde, além de integrar o diretório nacional da legenda. Ao longo da carreira, ocupou funções na Assembleia Legislativa, no Governo de Rondônia e na Câmara Federal. Em 2024, disputou uma vaga de vereador em Porto Velho, mas não foi eleito.
Bruno Bolsonaro Scheid (PL)
Produtor rural de Ji-Paraná, Bruno Scheid também atua na política partidária e ocupa a vice-presidência do PL em Rondônia. Ele já trabalhou como assessor político do ex-presidente Jair Bolsonaro e ganhou projeção nas redes sociais ao destacar sua proximidade com o ex-presidente. A disputa pelo Senado representa sua primeira candidatura eleitoral.
Fernando Máximo (PL)
Natural de Ceres (GO), Fernando Máximo tem 46 anos e é médico formado pela Universidade Federal do Amazonas. Em Rondônia, ocupou o cargo de secretário de Estado da Saúde e atuou na linha de frente da área durante a pandemia de Covid-19. Também trabalhou como cirurgião, professor e perito. Em 2022, foi eleito deputado federal e terminou a eleição como o candidato mais votado do estado.
Engenheiro Thulio (Missão)
Thulio Santiago Castro é engenheiro florestal, paisagista e ativista político. Já prestou serviços à Prefeitura de Porto Velho em projetos relacionados ao urbanismo, arborização e requalificação de áreas verdes. Também possui experiência como perito ambiental, produtor rural e professor. Esta é sua primeira participação em uma eleição.
Luciana Oliveira (PT)
Natural de Porto Velho, Luciana Oliveira é jornalista, advogada e ativista na área de Direitos Humanos. Em 2018, concorreu ao cargo de deputada estadual pelo PSB e ficou na condição de suplente. Dois anos depois, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Porto Velho pelo PT, mas não foi eleita.
Luis Fernando (PSD)
Nascido no Rio de Janeiro, Luis Fernando mudou-se para Porto Velho ainda na infância. É formado em Administração pela Universidade Federal de Rondônia e possui especializações na área de gestão, além de mestrado em Fazenda Pública e Administração Tributária.
Sua trajetória profissional inclui atuação no setor bancário, consultoria, docência e como auditor fiscal de tributos estaduais. Em 2019, assumiu a Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia.
Mariana Carvalho (União Brasil)
Mariana Carvalho nasceu em São Paulo, tem 37 anos e é médica, com especialização em cardiologia. Também possui formação em Direito, mestrado em Administração Pública e doutorado em bioética.
Entrou na política aos 21 anos, quando foi eleita vereadora de Porto Velho. Em 2014, chegou à Câmara dos Deputados e foi reeleita em 2018. Ao longo da carreira, também disputou cargos no Executivo e uma vaga ao Senado. Atualmente, atua como reitora de uma instituição de ensino superior.
Neidinha (PSB)
Neidinha Suruí é indigenista e ativista com atuação voltada à defesa dos povos indígenas e do meio ambiente na Amazônia. Trabalhou na Funai e participou de iniciativas relacionadas à proteção de territórios indígenas.
Em 1992, fundou a Associação Kanindé, entidade voltada à defesa socioambiental. Em 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Porto Velho, mas não foi eleita.
Sílvia Cristina (União Brasil)
Sílvia Cristina Amancio Chagas nasceu em Linhares (ES), tem 52 anos e é jornalista e professora. Mudou-se para Rondônia em 2003 e iniciou sua trajetória política em 2012, quando foi eleita vereadora em Ji-Paraná.
Em 2018, foi eleita deputada federal, tornando-se a primeira mulher negra de Rondônia a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Atualmente, exerce mandato federal.
Eleição para o Senado
Nas eleições de 2026, os eleitores de Rondônia escolherão dois representantes para o Senado Federal. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso seja necessário para os cargos em disputa, está previsto para 25 de outubro.
Confúcio Moura (MDB) e Rosângela Cipriano (PSB), que chegaram a ser anunciados como candidatos, posteriormente retiraram suas candidaturas. Já Engenheiro Thulio foi oficializado em uma convenção realizada de forma on-line e fechada, em 22 de julho.
Política
Dino e Moraes sugerem reavaliar dispensa de diploma para jornalista
Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sugeriram nesta terça-feira (18) que a Corte volte a discutir a dispensa de diploma de jornalismo para o exercício da profissão.
As declarações foram feitas durante julgamento na Primeira Turma sobre o direito de resposta concedido a uma clínica médica após reportagem exibida pela TV Globo sobre denúncias de abusos sexuais.
Ao devolver um pedido de vista, Dino afirmou que a decisão do Supremo que afastou a exigência de diploma tornou mais complexo o debate sobre as garantias asseguradas à imprensa, especialmente diante do crescimento das redes sociais. O ministro disse respeitar o entendimento firmado pela Corte, mas sinalizou que o tema poderia ser revisto.
“Há uma decisão do Supremo, a qual respeito, obviamente, e quem sabe um dia será debatida novamente, quanto à dispensa do diploma de jornalista para o exercício da profissão”, afirmou.
Segundo Dino, a possibilidade de qualquer pessoa se apresentar como jornalista cria dificuldades para a aplicação de garantias originalmente relacionadas ao jornalismo profissional.
Na sequência, Moraes concordou com a necessidade de reflexão sobre o tema e defendeu a possibilidade de uma regulamentação da atividade.
“Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, [sobre] uma regulamentação”, disse.
Moraes argumentou que as redes sociais permitem que pessoas se apresentem como jornalistas e invoquem a liberdade de imprensa mesmo quando utilizam seus canais para “ofender” terceiros ou “disseminar desinformação”.
“A liberdade de imprensa é um dos pilares fundamentais da democracia. Se nós deixarmos que a imprensa seja contaminada por pessoas que não são da imprensa, não são jornalistas e não lutam pela informação, nós estaremos desgastando um dos grandes pilares da democracia”, afirmou.
Decisão de 2009
O STF decidiu, em 2009, que não é necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo para exercer a profissão.
No julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, o plenário afastou, por 8 votos a 1, a exigência prevista no Decreto-Lei 972, de 1969. A Corte entendeu que a norma não foi recepcionada pela Constituição de 1988 por representar uma restrição incompatível com as liberdades de expressão, informação e imprensa.
Dino ressaltou nesta terça que respeita a decisão, mas afirmou que a dispensa do diploma constitui um “complicador” diante da expansão das redes sociais e da dificuldade de definir quem pode ser considerado profissional de imprensa.
Caso no Maranhão
As declarações ocorrem dias após Moraes determinar uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário de Urbanismo e Habitação de São Luís. Segundo a Polícia Federal, os dois teriam atuado como fontes do jornalista Luís Pablo, autor de reportagens críticas a Dino.
Entidades representativas do jornalismo criticaram a medida e manifestaram preocupação com uma possível violação do sigilo da fonte, garantia assegurada pela Constituição.
Na semana passada, diante da repercussão do caso, o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu a proteção à liberdade de imprensa e afirmou que investigações devem se voltar à apuração de eventuais ilícitos, e não ao exercício legítimo da atividade jornalística.
Moraes, por sua vez, afirmou que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional, mas sustentou que essa proteção não pode servir para acobertar a prática de crimes.
Fonte: CNN Brasil
Política
Cristiane Lopes dá início à campanha com grande adesivaço e mobilização em Porto Velho
Com o início oficial da campanha, Cristiane Lopes também apresenta ao eleitor o número que a representará nas urnas, 2022.
A deputada federal Cristiane Lopes (Podemos-RO), candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados, iniciou, neste domingo (16), em Porto Velho, uma nova etapa de sua campanha. A programação contou com um grande adesivaço, que reuniu apoiadores e simpatizantes, além de reuniões com produtores rurais.
A mobilização levou às ruas da capital o movimento em torno da candidatura e marcou o início de uma caminhada que busca apresentar à população o trabalho desenvolvido por Cristiane Lopes ao longo de seu mandato e as ações realizadas em benefício de Rondônia.
Além do adesivaço, a deputada participou de encontros com produtores rurais, fortalecendo o diálogo com diferentes segmentos da população e ouvindo as demandas de quem vive e trabalha no campo.
O ato também teve forte repercussão nas redes sociais da parlamentar, que registrou a participação dos apoiadores e o movimento de adesivação de veículos. A atividade representa o primeiro grande momento de mobilização pública da campanha na capital.
“Começamos essa caminhada com muita alegria, gratidão e, principalmente, com a certeza de que ainda temos muito trabalho pela frente. Tudo aquilo que construímos até aqui é resultado de um mandato feito com presença, compromisso e trabalho por Rondônia. Agora é seguir ouvindo as pessoas e apresentando o que fizemos e o que ainda podemos fazer”, afirmou Cristiane Lopes.
Ao longo do mandato, a deputada tem concentrado sua atuação em áreas como saúde, agricultura, famílias atípicas, educação, infraestrutura, conectividade, regularização fundiária e desenvolvimento sustentável.
Entre os investimentos articulados pelo mandato estão recursos para a saúde e para o setor agropecuário, além de iniciativas voltadas à ampliação da conectividade em comunidades do interior e ao fortalecimento das atividades produtivas.
Na área social, Cristiane Lopes tem colocado entre suas principais bandeiras a defesa das famílias atípicas, com propostas relacionadas à inclusão, às pessoas com deficiência e ao acesso a terapias e serviços especializados.
Com a campanha oficialmente nas ruas, Cristiane passa a intensificar a agenda política em Rondônia. A mobilização em Porto Velho abre uma fase marcada pela apresentação das ações realizadas durante o primeiro mandato e pelo debate sobre as pautas que pretende levar para um eventual novo período na Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria
Política
Termina na quinta-feira prazo para solicitação de voto em trânsito
Termina na próxima quinta-feira (20) o prazo para o eleitor solicitar a habilitação para votar em trânsito nas eleições de outubro. A solicitação pode ser feita pela página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet ou nos cartórios eleitorais em todo o país.

O voto em trânsito permite ao eleitor votar fora de sua cidade no dia do pleito.
Se optar pela solicitação eletrônica, o eleitor deve clicar no menu “Fazer Transferência temporária do local de votação”. Em seguida, deve preencher seus dados, consultar os locais com vagas disponíveis e seguir os comandos da página.
No caso de atendimento presencial, basta apresentar um documento oficial com foto no cartório eleitoral mais próximo.
Regras
O eleitor que optar pelo voto em trânsito deve ficar atento às regras para ter acesso ao benefício, que está disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores.
Quem estiver em uma cidade (domicílio eleitoral) localizada no mesmo estado em que mora poderá votar em trânsito para todos os cargos que estarão em disputa: deputado federal, estadual, distrital, governador, senador e presidente da República.
Se a solicitação for para uma cidade fora do estado, o eleitor só poderá votar para presidente.
O pedido de voto em trânsito pode ser feito para cidades distintas em cada um dos turnos.
Alterações ou cancelamentos nas solicitações de voto em trânsito poderão ser feitos até o dia 20 de agosto. Após o prazo, nenhuma alteração poderá ser feita.
O eleitor que solicitar o voto em trânsito e não comparecer ao local de votação deverá fazer a justificativa de ausência, que estará disponível por meio do aplicativo e-Título.
Exterior
Eleitor que tem título registrado no exterior poderá solicitar voto em trânsito se estiver de passagem pelo Brasil. Nesse caso, o voto só poderá ser exercido para o cargo de presidente.
O eleitor com documento registrado no Brasil não poderá votar em trânsito se estiver fora do país no dia da votação.
Eleições
O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando vão ser escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. O eleitor voltará às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Fonte: Agência Brasil
