Polícia
Polícia Civil afirma que aluno matou professora após não aceitar rejeição
A professora Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi assassinada a golpes de faca dentro de uma sala de aula da Faculdade Fimca, localizada no bairro Eldorado, zona sul de Porto Velho (RO), na noite da última sexta-feira (6). Juliana era professora do curso de Direito e também atuava como escrivã da Polícia Civil.
As primeiras informações indicaram que um aluno se aproximou da docente durante a aula e desferiu vários golpes de faca. Colegas intervieram rapidamente e prestaram socorro, levando a professora em um carro particular até o Hospital João Paulo II. No entanto, Juliana não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.
O autor do crime foi identificado como o estudante João C. da C. J., de 25 anos, preso ainda na noite de sexta-feira. Conforme apuração do Notícias Urgentes, o aluno teria aguardado que os demais estudantes deixassem a sala para então atacar a professora. Juliana foi atingida principalmente no braço e no tórax.
Após o ataque, o suspeito tentou fugir, mas foi contido por um policial militar e por um delegado da Polícia Civil que também lecionam na instituição. Durante a contenção, ele ficou ferido, recebeu atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, foi encaminhado ao Departamento de Flagrantes, junto com a faca utilizada no crime.
Inicialmente, o acusado afirmou à Polícia Militar que mantinha um relacionamento amoroso com a professora e que o crime teria sido motivado por ciúmes. Essa versão, porém, foi descartada pela Polícia Civil após o avanço das investigações.
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, a delegada Leisaloma Carvalho esclareceu que não houve qualquer relacionamento amoroso entre a vítima e o suspeito. Segundo a autoridade policial, Juliana sempre manteve uma postura profissional e impôs limites claros ao aluno, que teria insistido em aproximações que extrapolavam a relação entre professora e estudante.
Ainda de acordo com a delegada, a professora deixou claro que qualquer envolvimento seria proibido e poderia resultar em sua demissão. O suspeito teria demonstrado inconformismo, especialmente após Juliana publicar uma foto com o namorado. Em mensagens, ele chegou a demonstrar ciúmes, afirmando que “tinha perdido para a concorrência”.
A Polícia Civil também descartou totalmente a versão de que o crime estaria relacionado a notas escolares ou risco de reprovação. Conforme apurado, o aluno não apresentava desempenho acadêmico que justificasse tal motivação. Até o momento, os elementos técnicos e as provas reunidas indicam que o crime foi motivado por frustração e rejeição, diante da negativa da professora em corresponder às investidas.
O ataque foi descrito como extremamente violento. Juliana sofreu uma lesão no coração e uma hemorragia interna de grande extensão, evoluindo para choque hipovolêmico. Segundo a investigação, ela morreu antes de chegar ao hospital.
Estudantes relataram que a professora sempre teve uma conduta ética e profissional. A polícia também informou que não há qualquer prova de que Juliana tenha levado a faca para a sala de aula.
A hipótese de crime premeditado não foi descartada. O inquérito policial segue em andamento e o prazo para a conclusão das investigações é de 10 dias.
Polícia
Motociclista fica gravemente ferido após carro avançar preferencial
Um motociclista ficou gravemente ferido após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta quinta-feira (13), no bairro Liberdade, em Porto Velho.
A colisão aconteceu no cruzamento da Rua Tabajara com a Rua Elias Gorayeb. Conforme as informações obtidas no local, o motociclista seguia pela Rua Elias Gorayeb, no sentido da Avenida Calama, quando ocorreu a colisão com um Chevrolet Montana.
Segundo os relatos iniciais, o motorista do automóvel trafegava pela Rua Tabajara, em direção à Avenida Jorge Teixeira, quando teria avançado a preferencial e atingido a motocicleta.
Com o impacto, o motociclista sofreu ferimentos na região da cabeça e da testa, apresentando fortes contusões, hematomas e sangramento intenso.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e prestou os primeiros atendimentos à vítima. Em seguida, o motociclista foi encaminhado para uma unidade hospitalar, onde deverá receber atendimento médico.
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis.

Polícia
Adolescente de 14 anos é executada pelo Tribunal do Crime
Encontrada morta em uma cova às margens da rodovia BR-163, Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, foi executada em uma sessão do Tribunal do Crime por membros do Comando Vermelho no último dia 6. O crime ocorreu em uma região de mata às margens da Rodovia BR-163 e, apesar da pouca idade, a vítima fazia parte do Primeiro Comando da Capital (PCC), tendo inclusive um namoro com um dos membros da facção. O corpo da jovem foi encontrado na noite desta quarta-feira (12).
As informações acerca da vítima e do envolvimento dela com o PCC foram reveladas ao Olhar Direto pelo delegado Artur Andrade Almeida, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), que atua à frente da investigação do caso. À reportagem, Arthur conta que a adolescente tirava fotos com símbolos da facção paulista.
“Ela namorava com um integrante e depois começou a fazer sinal do PCC, o ‘três’, no Instagram, e aí ameaçou algumas meninas do Comando Vermelho”, revelou o delegado. A jovem, segundo Arthur, não chegou a tomar partido de ações do PCC na cidade.
Ainda conforme Arthur, o namorado da vítima não está preso. O criminoso não teve a identidade revelada. Cinco criminosos estão envolvidos diretamente na morte da vítima e, deles, dois já foram presos. A vítima, segundo os próprios criminosos, namorava anteriormente com um membro do Comando Vermelho e, ao começar um relacionamento com o membro do PCC, teve a morte decretada.
Sequestro e morte
Claudia foi atraída até um hotel do município, onde foi sequestrada pelos criminosos. Durante uma semana, seu paradeiro foi um mistério e, por meio de imagens de câmeras de segurança, os policiais conseguiram identificar um veículo modelo Fiat Mobi, sendo posteriormente localizado e um dos envolvidos preso.
Em continuidade à procura da vítima, a equipe da Polícia Civil localizou o corpo da menor em uma área de mata na rodovia. Informações preliminares indicam que a vítima apresentava sinais aparentes de agressões e que havia indícios de asfixia. Ela também foi encontrada com as mãos amarradas e com uma corda ao redor do pescoço. O caso continua a ser investigado.
Fonte: Olhar Direto
Polícia
Trio é condenado a até 28 anos por ameaçar empresas e provocar incêndios
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de Justiça de Jaru, obteve no Poder Judiciário a condenação de três réus pelos crimes de organização criminosa, extorsão e incêndio. Os acusados foram sentenciados a penas que variam de 15 a 28 anos de reclusão em regime fechado.
Conforme o MP, em 2025, o grupo promoveu ações de extorsão a duas empresas provedoras de internet, localizadas nos municípios de Jaru e Theobroma, exigindo pagamentos sob ameaça de represálias. Em outubro daquele mesmo ano, como forma de intensificar as cobranças e coagir as vítimas, os acusados provocaram incêndios nos estabelecimentos.
O Ministério Público fundamentou a denúncia com um conjunto de laudos periciais, vídeos e outras provas digitais colhidas ao longo das investigações, que demonstraram a participação dos réus nos ataques.
Em relação às condenações, o primeiro acusado foi sentenciado pelos crimes de organização criminosa, extorsão, incêndio e associação para o tráfico, somando pena de 28 anos de reclusão. O segundo foi condenado pelos mesmos delitos, totalizando 16 anos. Por organização criminosa, extorsão e incêndio, o terceiro recebeu a pena de 15 anos de reclusão.
Os réus já estão presos e não poderão recorrer em liberdade.
Fonte: MPRO
