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Justiça da Bolívia ordena prisão do ex-presidente Evo Morales

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A Justiça da Bolívia ordenou a prisão do ex-presidente Evo Morales. O juiz emitiu o mandado após Evo não comparecer ao tribunal para responder a um caso de abuso sexual.

Morales é investigado pelo estupro de uma menor de idade em 2016. O caso foi revelado no ano passado pelo ministro boliviano da Justiça, do governo do ex-aliado Luis Arce. A investigação motivou vários bloqueios nas estradas pela Bolívia, feitos por camponeses apoiadores de Evo Morales.

Os apoiadores alegam que a investigação constitui uma “perseguição judicial” contra Morales, que nega as acusações. Na época, o ex-presidente iniciou uma greve de fome.

Morales governou a Bolívia entre 2006 e 2019 e apoiou o sucessor Luis Arce, que foi seu ministro da Economia por mais de uma década. No entanto, os dois romperam e atualmente disputam a liderança do partido governista, o Movimento ao Socialismo, e a indicação presidencial para as eleições gerais deste ano.

Em junho do ano passado, um grupo de militares se mobilizou no centro de La Paz e entrou na sede do governo, liderados pelo general Juan José Zúñiga. Horas depois, Zúñiga foi preso pela polícia. Ele havia sido destituído do cargo de chefe do Exército boliviano no dia anterior, por algumas declarações fazendo ameaças caso o ex-presidente Evo Morales disputasse as eleições de 2025.

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Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos

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A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado (28), deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.

A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências de notícias, como a árabe Al Jazeera.

Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24 das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados aqui no Brasil.

De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos. Cerca de 50 pessoas ainda estavam sob escombros. 

Ofensiva e reações

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.

Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região.

Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos. 

Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender. 

Fonte: Agência Brasil

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Governo do Brasil condena ataques de EUA e Israel contra o Irã

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O governo brasileiro condenou o ataque realizado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28/2).

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) expressou grave preocupação diante da situação. “Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”.

Segundo a pasta, o Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.

“As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados’, disse o texto.

Além disso, o governo recomendou que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais e afirmou que o embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.

Fonte: Metrópoles

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Companhias aéreas cancelam voos após ataques de EUA e Israel ao Irã

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Companhias aéreas que fazem rotas internacionais suspenderam voos em todo o Oriente Médio após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã neste sábado (28/2). Segundo dados preliminares da empresa de análise de aviação Cirium, as companhias suspenderam aproximadamente 40% das operações com destino a Israel e cerca de 6,7% dos voos programados para o restante da região.

A agência de aviação da União Europeia divulgou um alerta de zona de conflito e recomendou que as companhias aéreas suspendam voos sobre o Oriente Médio e o Golfo Pérsico pelo menos até segunda-feira. Segundo o comunicado, há riscos elevados não apenas no espaço aéreo do Irã, mas também em países vizinhos que sediam bases militares dos Estados Unidos.

Até o momento, não há relatos de cancelamentos de voos partindo do Brasil com destino à região.

Fonte: Metrópoles

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