Política
Alero aprova quase R$ 2 milhões em crédito suplementar para Corpo de Bombeiros
A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) aprovou, neste mês, o Projeto de Lei 1421/2026 que autoriza a abertura de um crédito adicional suplementar no valor de R$ 1.895.516,31 para o Corpo de Bombeiros (CBMRO). O recurso, proveniente do superávit financeiro do exercício de 2025, tem como objetivo garantir a continuidade das atividades da corporação e o cumprimento de obrigações administrativas e operacionais ao longo de 2026.
Parte do crédito, aprovado pelos deputados estaduais, será destinada à cobertura de despesas administrativas e restituições, garantindo o funcionamento burocrático da corporação e o pagamento de serviços essenciais como contas de consumo e manutenções básicas.
Já cerca de R$ 50 mil serão aplicados na estruturação e manutenção das instalações de apoio da Defesa Civil, com foco na conservação de galpões e depósitos onde são armazenados equipamentos de emergência. Esse investimento, segundo justificativa apresentada pelo governo do Estado, é considerado estratégico para a logística de atendimento à população em situações de calamidade, como enchentes, incêndios florestais e outros.
A maior parte do crédito, cerca de R$ 1,8 milhão, virá do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (DNDES), e será aplicada no fortalecimento operacional e estrutural do Corpo de Bombeiros.
Ainda conforme o projeto de lei, com esse montante, a corporação pretende modernizar o aparato de segurança pública, adquirir novos equipamentos, viaturas e ferramentas de resgate, além de realizar obras de infraestrutura, como a construção e ampliação de quartéis em diversas regiões do estado.
Texto: Ivanete Damasceno | Jornalista Secom ALE/RO
Foto: Daiane Mendonça | Secom Governo de Rondônia
Política
Governo federal lança Plano Safra 2026/2027 de R$ 525,1 bilhões
O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027. Principal programa federal de estímulo ao setor agropecuário brasileiro, a iniciativa vai destinar R$ 525,1 bilhões apenas para a agricultura empresarial durante o próximo ano agrícola.

Do total, R$ 384,9 bilhões estão reservados para custear despesas essenciais, como a compra de insumos, a manutenção de lavouras e rebanhos e a comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões irão para investimentos, apoiando a modernização produtiva, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.
Os R$ 525,1 bilhões superam em R$ 9 bilhões os R$ 516 bilhões destinados ao agronegócio na safra anterior, safra 2025/2026, um incremento de 1,7%. Somado a outros cerca de R$ 85 bilhões destinados à agricultura familiar, o financiamento para o setor agrícola supera os R$ 610 bilhões.

Presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, no lançamento do Plano Safra 2026/2027, no Palácio do Planalto – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, um dos principais avanços do Plano Safra 2026/2027 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial.
No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), por exemplo, o volume previsto alcança R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros de 9% ao ano, alíquota inferior aos 10% até então aplicados.
O Plano Safra também reforça o incentivo à adoção de práticas produtivas sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais, concedendo descontos na taxa de juros de custeio para os produtores que adotarem boas práticas agropecuárias, padrões de gestão e certificações reconhecidas.
O desconto pode chegar a 0,5 ponto percentual para produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular e outro 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis.
O programa também estimula a gestão de riscos, vinculando a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou seguro rural como instrumentos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito.
Resultados
Durante cerimônia de lançamento do programa, no Palácio do Planalto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que, com o atual plano, o governo federal atingiu o objetivo de não só ampliar o volume de recursos para o setor, mas, principalmente, reduzir as taxas de juros.
“O crescimento do Plano Safra é um valor recorde. Mais de meio trilhão de reais. E com juros mais baixos. Este era o objetivo”, disse Alckmin, comemorando os bons resultados que a agropecuária alcançou no último período, “mesmo com o tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Sobrou, da diferença entre o que exportamos e o que importamos, R$ 149,2 bilhões. Isso tem um efeito fantástico na economia, no sentido de estabilidade, de fortalecer a economia brasileira”, apontou o presidente em exercício.
Ele assegurou que a ampliação da infraestrutura para escoamento da safra é uma prioridade.
Ao classificar o agronegócio como “um dos grandes pilares do desenvolvimento nacional”, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, defendeu a importância de políticas públicas “proporcionais aos desafios”.

Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, diz que a ampliação da infraestrutura para escoamento da safra é uma prioridade – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
“Talvez, nenhum instrumento representa melhor essa escala do que o Plano Safra, que pertence ao Brasil, e que a partir de 2003 se transformou na principal política pública de crédito rural do Brasil. Uma das políticas públicas mais longevas da nossa história”, lembrou André de Paula.
O ministro ressaltou ainda que a taxa de juros de custeio empresarial baixou de 14% para 12,5%.
Confiança
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que servidores federais de todas as pastas envolvidas passaram as últimas semanas “trabalhado dia e noite para conseguir compilar e harmonizar as necessidades e os interesses do agronegócio com as contas públicas e as possibilidades financeiras de a União custear um Plano Safra recorde”.
“A cadeia do agronegócio representa, hoje, mais de 25% do PIB [a soma de todas as riquezas produzidas no país] nacional. E é muito importante que um setor tão expressivo da nossa economia tenha a estabilidade de planos safras subsequentes e o compromisso das equipes de governo de debater temas espinhosos, como a renegociação das dívidas rurais e o seguro rural”, acrescentou Durigan, ao destacar que a venda de produtos agrícolas representam metade de todas as exportações brasileiras.

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, lembrou que a cadeia do agronegócio representa, hoje, mais de 25% do PIB – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Representante do setor produtivo no lançamento do Plano Safra, o diretor de Relações Corporativas da Inpasa (maior biorrefinaria de grãos da América Latina), Guilherme Nolasco, destacou que, “ao apoiar os produtores, o país apoia uma importante cadeia de negócios, responsável por desenvolver a indústria, pesquisa e a logística nacionais, gerando empregos e incrementando a inovação e a inserção dos produtos brasileiros no mercado internacional”.
“O Plano Safra é mais do que crédito. É confiança em quem planta, investe e trabalha. Do pequeno ao grande produtor, e também das cooperativas que organizam, integram e fortalecem o desenvolvimento regional”, declarou Nolasco.
Fonte: Agência Brasil
Política
Inédito: Deputada Cristiane Lopes entrega maquinários e tecnologia de ponta com drones agrícolas em Porto Velho
Através do Projeto ‘Terra Fértil’, parlamentar impulsiona a agricultura familiar de Rondônia com a entrega inédita de tecnologia de pulverização aérea e equipamentos para mais de 200 associações.
Em um movimento que marca a história do setor produtivo rondoniense, a deputada federal Cristiane Lopes (Podemos) realizou a entrega oficial de um massivo pacote de implementos agrícolas, tratores e, de forma inteiramente inédita, moderno drone agrícola. A ação faz parte da execução do Projeto “Terra Fértil”, fruto de emendas parlamentares destinadas em parceria com o Instituto Federal de Rondônia (IFRO).
A solenidade, que reuniu centenas de produtores, lideranças rurais e autoridades locais na capital, formalizou o suporte direto a comunidades do Baixo Madeira e diversos distritos de Porto Velho. No total, o projeto já estende seus braços para dar suporte a mais de 200 associações em todo o estado de Rondônia, impulsionando a eficiência e gerando mais economia nas lavouras regionais.
“Estou muito feliz hoje porque é a concretização de um sonho. É a entrega de fato que nós estamos realizando aqui na nossa capital, para os distritos, para o Baixo Madeira. No total, nós já estamos atendendo para mais de 200 associações.”, destacou Cristiane Lopes.

O grande destaque do evento foi a introdução do uso de drones agrícolas no suporte aos pequenos e médios produtores, uma iniciativa descrita como um divisor de águas pela equipe técnica e pelos próprios agricultores presentes. A inserção dessa tecnologia por via de recursos públicos de emendas é um feito pioneiro no estado, visando colocar a agricultura familiar rondoniense no patamar da precisão tecnológica atual.
Com a autonomia dos drones, as associações beneficiadas poderão realizar mapeamentos de solo e pulverizações com altíssima exatidão, reduzindo o desperdício de insumos e salvaguardando a saúde do trabalhador, que não precisará mais do contato direto com defensivos em longas jornadas manuais.
“Somente hoje, mais de 22 associações de produtores rurais estão sendo beneficiadas com implementos agrícolas que vão receber logo mais: tratores, assistência via IFRO, entrega de calcários, mudas, inclusive drone agrícola, que é algo histórico que nós vamos entregar pela primeira vez para atender e fomentar a nossa agricultura e também o agronegócio.”, enfatizou o coordenador do projeto, Professor Murilo Silveira.
A força da emenda parlamentar da deputada Cristiane Lopes já ultrapassa os limites da capital. De acordo com o balanço divulgado durante a solenidade, o plano de expansão do projeto já consolida o atendimento a quase 52 municípios em todo o estado de Rondônia.
“É um momento de muita felicidade para mim. Emenda que destinei em parceria com o IFRO, é o nosso Projeto Terra Fértil, que vem atendendo não só Porto Velho, mas vários municípios. Já são quase 52 municípios do estado que estão sendo beneficiados com todos esses atendimentos.”, frisou Cristiane Lopes.
Com essa entrega maciça, a deputada reforça sua marca de atuação voltada à valorização de quem trabalha na terra, assegurando que a inovação tecnológica ande de mãos dadas com a geração de renda familiar e o avanço sustentável do agronegócio rondoniense.

Fonte: Assessoria
Política
Eleições 2026: TSE já recebeu 141 denúncias; 9 tratam sobre uso de IA
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já registrou ao menos 141 denúncias neste ano. As queixas tratam sobre pesquisas eleitorais, propaganda e impulsionamento irregular e até mesmo o uso de Inteligência Artificial (IA).
Levantamento feito pelo Metrópoles mostra que o TSE já registrou ao menos nove denúncias envolvendo o uso de IA. A maioria delas foi representada pela Federação Brasil da Esperança, que reúne o PT, PCdoB e PV. Ao todo, a federação registrou cinco denúncias onde alega o uso da ferramenta em manipulação de vídeos ou imagens.
Em uma delas, a federação acusa o senador Marcos do Val (Avante-ES) de publicar uma imagem manipulada por IA que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) associado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A foto faz alusões ainda aos bancos Master e BTG.
O caso foi analisado pelo ministro André Mendonça, que determinou a remoção do conteúdo das redes sociais. Na decisão, Mendonça esclarece que o conteúdo não foi removido pela crítica a Lula, mas por entender que houve uso de imagem aparentemente gerada por inteligência artificial sem a transparência exigida pela legislação eleitoral.
Em outro caso, a federação entrou com uma ação contra o Partido Liberal (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL) por publicarem conteúdo manipulado com IA que associava o presidente Lula a facções criminosas.
O caso foi relatado pela ministra Estela Aranha que determinou a remoção dos conteúdos por entender que havia indícios de desinformação e de propaganda eleitoral antecipada negativa. A magistrada determinou ainda a retirada dos três vídeos apontados pela Federação Brasil da Esperança e proibiu a republicação até o julgamento definitivo do caso — que ainda tramita na corte eleitoral.
TSE nas eleições de 2026
- O TSE é presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, que assumiu a presidência da corte eleitoral em maio. André Mendonça é o vice-presidente do TSE.
- As eleições deste ano ocorrem em meio ao desafio e a preocupação sobre o uso de Inteligência Artificial (IA). A ferramentas pode ser utilizada para manipular imagens, vozes e pessoas — o que aumenta a preocupação sobre o compartilhamento de notícias falsas.
- Há ainda preocupação com os “deepfakes”, conteúdo manipulado por IA para imitar, de forma realista, a imagem, a voz ou os gestos de uma pessoa. A ferramenta pode gerar grande prejuízo para a imagem dos candidatos e dificultar a identificação do que é verdadeiro e o que é falso.
O TSE, por meio da Resolução nº 23.755/26, já proibiu que sistemas de IA façam comparativos, recomendações ou priorizem candidatos, mesmo que a pedido do eleitor, visando conter viés automatizado.
Deepfake
Ainda nesta semana, o TSE determinou a remoção de uma publicação deepfake — conteúdo manipulado por inteligência artificial para imitar, de forma realista, a imagem, a voz ou os gestos de uma pessoa — com imagem falsa sobre o senador Flávio Bolsonaro.
A ação foi movida contra o perfil de uma pessoa física que publicou uma imagem apresentada como: “foto vazada de um brunch organizado por Daniel Vorcaro“. A legenda dizia ainda que a foto apresentava Ciro Nogueira (PP) e Rogério Marinho (PL), apontados como articuladores da candidatura de Flávio Bolsonaro. O registro era falso.
A denúncia foi registrada pelo PL, que argumentou ainda que havia a probabilidade de 78% de a imagem ter sido gerada por Inteligência Artificial (IA). O caso foi analisado por André Mendonça que determinou a remoção do conteúdo.
No voto, o magistrado alegou que não considerou ilegal a crítica feita pelo internauta, mas defendeu que o uso de imagem criada por inteligência artificial, publicada como imagem verdadeira, “caracteriza, em tese, desinformação eleitoral e justifica a remoção imediata da publicação até o julgamento definitivo do caso”.
PT e PL lideram denúncias no TSE
O levantamento feito pelo Metrópoles mostra ainda que entre o período de 1º de janeiro até essa sexta-feira (26/6), a corte eleitoral havia registrado ao menos 141 denúncias. Deste total, cerca de 86% foram protocoladas pelo PL ou pela federação do PT.
Na comparação entre as duas siglas, os números são praticamente idênticos: o PL protocolou 61 representações, enquanto o PT apresentou 60.
Na maior parte das denúncias, os partidos dos dois principais candidatos à presidência da República trocam acusações. Das ações do PL, mostram os dados disponibilizados pelo TSE, oito delas citam diretamente o presidente Lula. Do outro lado, das 60 ações protocoladas pela federação do PT, 18 citam Flávio Bolsonaro.
Fonte: Metrópoles
