Política
Assembleia leva programação institucional à Rondônia Rural Show Internacional 2026
A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) terá participação na 13ª Rondônia Rural Show Internacional (RRSI) com uma programação institucional voltada ao fortalecimento do setor produtivo, à qualificação profissional e à aproximação entre o Parlamento e a população. Durante a feira, a Casa contará com um estande próprio, onde serão realizadas palestras, sessões solenes e atividades promovidas pela Escola do Legislativo (Elero).
O ponto central da participação será a sessão extraordinária itinerante, marcada para quinta-feira (28), no espaço da feira. A sessão levará os trabalhos legislativos para dentro da Rondônia Rural Show, aproximando os deputados dos produtores, lideranças, empreendedores e visitantes que participam do evento. A presença da Assembleia na maior feira do agronegócio da região Norte reforça o compromisso do Parlamento estadual com o desenvolvimento econômico de Rondônia e com o apoio aos produtores rurais, empreendedores e trabalhadores do campo.
Mais programações
Entre as atividades confirmadas está a palestra promovida pela Escola do Legislativo no dia 30 de maio, a partir das 15h, no estande da Alero. O encontro irá contar com a participação de Richard Rasmussen e da advogada previdenciária rural Karol Fernandes, abordando temas ligados ao agronegócio, conhecimento e desenvolvimento no meio rural.
Além da programação educacional, a Assembleia também realizará sessões solenes durante a Rondônia Rural Show. Na terça-feira (26), às 15h, acontece a sessão solene de outorga de votos de louvor proposta pela deputada Ieda Chaves (União Brasil). Já na quarta-feira (27), às 14h, será realizada outra sessão solene de outorga de votos de louvor, desta vez por iniciativa do deputado Laerte Gomes (PSD).
A deputada estadual Gislaine Lebrinha (PRDl) também terá sessão solene durante a programação da feira, ampliando as homenagens e reconhecimentos realizados pelo Parlamento no evento.
Alero no Agro
A participação institucional da Alero na Rondônia Rural Show busca fortalecer o diálogo entre o Poder Legislativo e os segmentos que impulsionam a economia de Rondônia, além de ampliar o acesso da população às ações desenvolvidas pela Assembleia Legislativa.
Nas semanas que antecedem a 13ª Rondônia Rural Show Internacional, a Assembleia Legislativa de Rondônia também vem desenvolvendo uma série especial de reportagens voltadas ao fortalecimento do agronegócio e da agricultura familiar no estado. Intitulada “Alero no Agro”, a iniciativa apresenta ações, investimentos e resultados alcançados por meio da atuação parlamentar em diferentes municípios rondonienses.
Os conteúdos estão disponíveis no portal institucional da Assembleia Legislativa e no canal oficial da Alero no YouTube, ampliando o acesso da população às informações relacionadas às ações desenvolvidas em apoio ao setor agropecuário do estado.
Texto: Isabela Gomes | Jornalista Secom ALE/RO
Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO
Política
Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero contra prefeita
O ex-ministro e pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), foi condenado nesta terça-feira (19) pelo crime de violência política contra a mulher.
A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará tem como base declarações públicas do ex-ministro contra a então senadora suplente Janaína Farias. Atualmente, ela é prefeita de Crateús (CE).
A condenação havia sido fixada em 1 ano e 4 meses de prisão. No entanto, por Ciro ser réu primário e possuir bons antecedentes, o juiz entendeu ser possível a substituição por penas mais brandas.
Com isso, o pré-candidato deverá pagar 20 salários-mínimos de indenização à ex-senadora e 50 salários-mínimos a entidades de proteção dos direitos das mulheres no Ceará.
Além da condenação, o juiz manteve medidas cautelares que proíbem o réu de mencionar o nome da ex-senadora, direta ou indiretamente, em pronunciamentos ou redes sociais.
Entenda o caso
A justiça eleitoral considerou que as declarações de Ciro tiveram o objetivo de humilhar e constranger Janaína, utilizando termos de cunho sexista para desqualificar seu mandato.
Em entrevista a jornalistas, por exemplo, Ciro chegou a dizer que a ex-senadora era uma “assessora para assuntos de cama”.
Em outros momentos, chegou a chamá-la de “cortesã” e afirmou que ela era encarregada de “serviços particulares” e “organizava as farras de Camilo Santana”, senador do qual Janaína era suplente.
Durante o processo, a defesa de Ciro afirmou que suas críticas eram direcionadas ao ex-ministro da Educação Camilo Santana e que, apesar de “exageradas”, as falas não tinham intuito sexista.
Disse ainda que, como prefeito e governador, sempre deu espaço e criou políticas de proteção para mulheres, o que provaria a ausência de machismo.
Além disso, segundo ele, todas as declarações estavam protegidas pela liberdade de expressão e pelo debate político.
O juiz eleitoral Edson Feitosa, porém, pontuou que a liberdade de expressão não é absoluta e não autoriza discursos de ódio ou a desqualificação de parlamentares baseada em atributos de gênero e comportamento sexual.
Afirmou também que o direito penal deve julgar condutas específicas, não o histórico de vida da pessoa. Portanto, independentemente das políticas públicas já aprovadas por Ciro a favor das mulheres, as declarações em questão foram discriminatórias e baseadas em gênero.
“As ofensas retrocitadas, mesmo que se aceite que o objetivo principal era criticar a escolha do sr. Camilo, adversário político do réu, na prática, acabaram por atingir em cheio a reputação da ofendida, deslegitimando o exercício de seu mandato, especialmente no contexto em que ocorreram, logo no início de sua senatória”, disse o juiz eleitoral.
A assessoria de Ciro Gomes afirmou que o ex-ministro vai recorrer da decisão. “Acredito que as instâncias superiores saberão fazer justiça e analisar o caso fora do calendário de interesses eleitorais”, disse.
Janaína Farias comemorou a condenação nas redes sociais e afirmou ser uma vitória das mulheres. “Fui a vítima, assim como tantas mulheres neste país, e a decisão é um alento. Não podemos relativizar a misoginia jamais”, escreveu a prefeita.
Fonte: CNN Brasil
Política
CCJ retoma nesta terça debate sobre redução da maioridade penal
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (19) o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. 

Os parlamentares analisam a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição 32/15. Se acolhida, a medida ainda terá de ser discutida por uma comissão especial.
Na última quarta-feira (13), a comissão realizou audiência pública sobre o tema, que dividiu a opinião dos participantes. Na ocasião, o relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), citou pesquisa recente que aponta que 90% dos brasileiros defendem a redução da maioridade penal.
Para o parlamentar, é preciso dar uma resposta ao clamor social. Ele argumenta ainda que a Constituição permite a mudança.
“O caminho mais técnico e equilibrado é manter a regra geral de inimputabilidade até os 18 anos e criar uma exceção para jovens de 16 e 17 anos em crimes de extrema gravidade”.
Na proposta, Coronel Assis prevê ainda a manutenção de garantias para os jovens, como o cumprimento de penas em unidades separadas dos adultos, procedimentos processuais específicos e a proibição de penas cruéis.
Já o advogado e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, defende que a proposta é “oportunista e demagógica”, com fins eleitoreiros às vésperas do pleito deste ano.
“Os parlamentares sabem sobre a inconstitucionalidade da proposta baseada na supressão de direitos fundamentais dos adolescentes de responderem por seus atos com base no ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], e não pelo Código Penal”, disse, ao citar que o critério de maioridade penal aos 18 anos é adotado pela muitas nações.
“Reduzir a idade penal seria como reconhecer a incapacidade do Estado em educar e incluir socialmente seus adolescentes. Quando o Estado, a sociedade e as famílias excluem, o crime acaba incluindo”, completou, ao classificar a proposta como ilusória e com o objetivo de ludibriar a opinião pública.
Números
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
*Com informações da Agência Senado
Política
Comissão Parlamentar de Inquérito do Leite realiza oitiva com produtores em Nova Mamoré
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instalada o mês de março pela Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (Alero), com o objetivo de investigar e apurar possíveis irregularidades no processo da cadeia produtiva do leite foi constituída por meio do Ato P029/2026-LEG/ALE. Em continuação aos trabalhos, dessa vez realizou a quinta audiência de oitivas com os produtores.
O evento foi realizado na tarde da última segunda-feira (18), no plenário João Francisco Clímaco da Câmara Municipal do município de Nova Mamoré. Com a mesa de trabalho sendo composta pela presidente, deputada estadual Cláudia de Jesus (PT); membro titular, deputada Dra. Taíssa (PL); pelo vereador e anfitrião, André Luiz Baier (PT). De forma remota, também participaram os deputados Eyder Brasil (PL) e Ismael Crispin (PP).
Na condição de convidados, os produtores de leite da região prestaram seus depoimentos para a CPI. Um pequeno produtor, que possui 50 animais e uma produção de até 150 litros de leite, diz que a queda na oferta do produto está relacionada ao baixo preço e a falta de assistência. Ele não conhece a política do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Estado de Rondônia (Conseleite).
No entendimento de um dos produtores rurais, o trabalho é realizado sem uma perspectiva adequada, principalmente em relação à data e valor do pagamento do produto ofertado. Dentre os produtores que conhece, os que não pararam, diminuíram as atividades. Segundo ele: “o político deveria ter um olhar melhor para o produtor, porque hoje o custo é muito caro para o produtor”.
Com uma propriedade de 50 hectare, outro produtor considera que ficou inviável o custo-benefício e de que é caro tratar da vaca com ração. Ele tinha um projeto de produzir muito leite, mas não consegue devido ao preço que é praticado hoje ao afirmar que: “a gente precisa analisar todo o conjunto da produção de leite, a gente não tem transporte, as estradas nossas são de difícil acesso, a gente precisa do deputado e do governo”.
Um dos participantes afirma que estão quase pagando para trabalhar e que a situação do leiteiro é de chorar, pois na linha que mora mais da metade pararam de produzir devido à crise existente. Defende uma adequação no preço do leite e na assistência técnica ao expressar a condição de trabalho: “o tanque é do laticínio, se enviar o leite para outro tem que entregar o tanque e receber de outro laticínio”.
Herdeiro de uma geração de produtores, um dos moradores considera que o maior custo é o trato do animal, ou seja, a alimentação e que o leite não cobre as despesas. Pretende continuar na atividade leiteira até o último dia da sua vida, mas em relação ao futuro do empreendimento familiar, lamenta: “quando eles veem o sofrimento do pai, a coisa não tem retorno, os filhos desanimam em continuar a atividade leiteira”.
Autoridades
No entendimento do vereador André Luiz Baier (PT), o setor produtivo precisa ser considerado como uma prioridade. “O que esse governo fez com a Secretaria de Estado da Agricultura é uma lástima, eu só vejo falar da Rondônia Rural Show. Acima de tudo mais investimento, eu sei que está terminando essa gestão, mas a produção continua”.

Vereador André Luiz Baier (PT) destacou que o setor produtivo precisa ser considerado como uma prioridade (Foto: Luís Castilhos I Secom ALE/RO)
A deputada Dra. Taíssa (PL) sugeriu via requerimento apresentar pela comissão um projeto de lei que instituiu a política estadual de valorização da cadeia produtiva do leite, inclusive que se questione o Conseleite.
“Se o Conselho existe, qual é a sua real finalidade, considerando que os preços por ele estabelecidos não têm caráter obrigatório? Diante disso, qual é, de fato, a necessidade de sua existência?”, questiona.
Para a presidente da CPI, Cláudia de Jesus (PT), as informações constatadas e as provas irrefutáveis estão sendo construídas para serem inseridas ao processo. Segundo a parlamentar, o objetivo da CPI é fazer o encaminhamento para que essa sangria que está ocorrendo em desrespeito ao consumidor, possa se colocar um freio e que os nossos produtores, eles possam ser respeitados.
“Nós não estamos aqui para tirar ninguém das atividades, mas o que nós queremos é que o produtor do leite, ele seja respeitado no estado de Rondônia e que o consumidor, ele tenha um preço justo para que ele possa ter dignidade. Então, nessa cadeia produtiva nós queremos que todos trabalhem com dignidade, mas que todos sejam respeitados”, destacou Cláudia de Jesus.
Mesa de trabalho da CPI do Leite é conduzida pela deputada Cláudia de Jesus, com participação da deputada Dra. Taíssa e do vereador André Luiz Baier (Foto: Luís Castilhos I Secom ALE/RO)
Sequência
Essas audiências também já foram realizadas nos municípios de Machadinho D’oeste, Alvorada do Oeste, Jaru e Ji-Paraná. Com a desta data, fica encerrado essa primeira fase do trabalho e posteriormente será a vez de ouvir, os representantes dos órgãos públicos e do terceiro setor que lidam com essa cadeia produtiva. Em uma terceira fase, a voz a ser ouvida será a dos empresários que atuam no ramo de laticínios. O trabalho final da Comissão está previsto para ser encerrado no mês de julho de 2026.
Motivos
Dentre os motivos pelos quais foi criada essa CPI constam: a metodologia adotada pelo Conseleite Rondônia para apuração dos custos de produção; o eventual conflito de interesse ou manipulação metodológica pelo Conseleite Rondônia; dados enviados pelas indústrias e qual o grau de confiabilidade, avaliando possível sobreposição de preços que distorçam o valor final; os valores divulgados pelo Conseleite Rondônia e sua correspondência ou não com a realidade da agricultura familiar e da pecuária leiteira regional; correlação entre a política de incentivos fiscais para o setor lácteo e a crise no setor leiteiro do estado de Rondônia; a existência de eventual cartelização ou concentração de preços; adoção de mecanismo de bonificação, premiação, gratificação ou similares sem critérios públicos objetivos ou transparentes; assimetria informacional existente entre produtor e indústria como possível manipulação unilateral de dados utilizados para formação preço do produtor; a imprevisibilidade do preço do leite entregue ao laticínio e o lapso temporal para o pagamento.
Produtores rurais e moradores participaram e debateram durante os trabalhos da CPI do Leite (Foto: Luís Castilhos I Secom ALE/RO)
Texto: David Rodrigues | Jornalista Secom ALE/RO
Fotos: Luís Castilhos I Secom ALE/RO
