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Polícia

Adolescente foi torturada até a morte; pai e madrasta responderão por feminicídio

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Três familiares da adolescente Marta Isabelly, de 16 anos, foram presos na última terça-feira (24), em Porto Velho (RO), suspeitos de envolvimento na morte da jovem. O caso aconteceu no bairro Jardim Santana. Foram detidos o pai, a madrasta e a avó.

Inicialmente, o pai apresentou uma versão de desaparecimento, mas a investigação apontou que a adolescente estava em cárcere privado havia cerca de dois meses e sofria agressões constantes. A perícia identificou múltiplas lesões graves pelo corpo, além de sinais de negligência e ausência de atendimento médico.

Na manhã desta terça-feira (03), a Polícia Civil de Rondônia realizou uma coletiva de imprensa para apresentar os principais avanços da investigação.

A delegada responsável afirmou que a morte não foi resultado de um fato isolado, mas de um ciclo contínuo de violência. Segundo ela, houve uma sucessão de torturas, castigos físicos, humilhações e sofrimento prolongado, tanto físico quanto psicológico. A autoridade destacou que Marta teve uma morte lenta, progressiva e dolorosa.

As investigações revelaram que a adolescente nasceu na Paraíba e veio morar com o pai em Rondônia por volta dos 9 ou 10 anos. Com o tempo, passou a sofrer agressões constantes. Ela foi retirada da escola sob a falsa alegação de que seria transferida para o Nordeste, mas permaneceu isolada dentro de casa, sem contato com o meio social.

De acordo com a Polícia Civil, há cerca de dois meses e meio Marta passou a permanecer em cárcere privado. Nesse período, as agressões teriam se intensificado. Ela dormia no chão, sem coberta, se alimentava de restos de comida e era mantida amarrada à cama para impedir que saísse. A imobilização prolongada causou feridas graves e lesões antigas.

O laudo tanatoscópico, já adiantado pela equipe médica à polícia, aponta um quadro rico em elementos técnicos que evidenciam lesões antigas decorrentes de imobilização contínua e falta total de tratamento. As feridas evoluíram para infecções generalizadas. Segundo a polícia, ela não recebeu qualquer tipo de atendimento médico, nem mesmo mínimo, o que eliminou qualquer chance de recuperação.

Durante a coletiva, foi informado que existia um registro anterior de maus-tratos na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, feito após denúncia da própria filha da madrasta. À época, as lesões eram consideradas leves e o caso seguiu os trâmites legais, com procedimento encaminhado ao Judiciário e audiência marcada para maio. No entanto, antes da conclusão do processo, a adolescente morreu.

A polícia também revelou que, após o óbito, os investigados tentaram eliminar vestígios, queimando roupas na propriedade.

O pai e a madrasta foram indiciados por feminicídio, em razão do contexto de violência doméstica e familiar, além de tortura e cárcere privado. A avó foi indiciada por cárcere privado e tortura, por ter conhecimento das agressões e não agir para impedir os crimes. A Polícia Civil informou ainda que apura a possível prática de violência sexual por parte do pai.

Testemunhas foram ouvidas, inclusive a mãe da adolescente, que reside no Rio Grande do Norte. Segundo a polícia, a mãe relatou dificuldades de contato com a filha e afirmou que recebia informações falsas de que Marta estaria frequentando a escola normalmente.

A investigação reúne provas técnicas, laudos periciais, oitivas de testemunhas e relatórios do setor de investigação. O inquérito está em fase final e deve ser concluído dentro do prazo legal de dez dias, por se tratar de réus presos. A Polícia Civil afirmou que qualquer pessoa que tenha participação direta ou indireta no caso poderá ser responsabilizada.

Fonte: Notícias Urgentes

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Polícia

Operação prende suspeitos de lavar dinheiro de fraudes e bloqueia R$ 30 milhões

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou, nesta sexta-feira (14/8), a Operação Ouroboros, voltada à desarticulação de organização criminosa atuante na lavagem de capitais provenientes de fraudes eletrônicas praticadas contra instituições financeiras.

A operação tem como objetivo desarticular grupo criminoso responsável pela reciclagem de valores subtraídos de instituições financeiras mediante fraudes eletrônicas, com fatos apurados entre os anos de 2025 e 2026. Apenas em um dos episódios investigados, ocorrido em setembro de 2025, o prejuízo causado às instituições vitimadas é estimado em R$ 30 milhões.

Com base na investigação, foi possível verificar que a organização criminosa recrutava terceiros para a cessão de contas bancárias, recebia e pulverizava os valores ilícitos, convertia-os em criptoativos e os retornava ao mercado formal. Veículos e embarcações foram objeto de medidas judiciais de sequestro e de indisponibilidade.

A decisão judicial determinou o cumprimento de 8 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão, todos em Porto Velho/RO, expedidos pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia. Também foram deferidas medidas assecuratórias patrimoniais, como o bloqueio de valores em contas bancárias até o limite de R$ 30 milhões, o sequestro de veículos e embarcações e o bloqueio de ativos virtuais mantidos em corretoras de criptomoedas.

A ação contou com a atuação integrada e o apoio institucional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/RO), bem como da Força Tática do 1º Batalhão da Polícia Militar de Rondônia e de delegacias especializadas da PC/RO (DERF, DECCON, DERFRVA, DEDSP, DEFRAUDE, DAF, DHPP e DEAM).

A FICCO/RO é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil, pela Polícia Penal Estadual, pela Polícia Militar e pela Polícia Penal Federal.

Fonte: Polícia Federal

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Polícia

Pais acorrentam filho dependente de drogas durante crises

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Um casal de Rio Branco, no Acre, afirma ter recorrido a uma medida extrema para tentar proteger o filho durante crises relacionadas ao uso de drogas. Raimundo Nonato de Oliveira Amorim, de 56 anos, e Zeneide da Cruz Soares, de 48, contam que chegaram a acorrentar Ruan Zenilto Soares Amorim, de 32 anos, para impedir que ele saísse de casa em momentos de agitação e buscasse drogas.

Segundo os pais, as mudanças de comportamento começaram após o início do uso de drogas, em 2014, e se intensificaram a partir de 2022. Ruan deixou o trabalho como roçador e passou a apresentar episódios de agressividade durante períodos de abstinência.

A família afirma que, nas crises, ele quebra objetos, fala de forma desconexa e fica agitado. Com medo de serem feridos, os pais escondem facas, terçados e outros objetos que possam representar risco.

Família busca diagnóstico

Ruan já passou por atendimentos em Caps, UPAs e hospitais, mas os pais afirmam que ainda não conseguiram um diagnóstico definitivo nem acesso ao tratamento que consideram necessário.

Em julho, ele foi levado a uma UPA após apresentar um quadro descrito no atendimento médico como psicose induzida pelo abuso de cocaína, maconha e crack. O homem permaneceu na unidade entre os dias 22 e 27.

A Secretaria de Saúde do Acre orienta que a investigação diagnóstica comece em uma unidade básica de saúde, com avaliação médica e posterior encaminhamento para atendimento psiquiátrico especializado. Em situações de crise, a recomendação é procurar os serviços de urgência.

Corrente virou medida extrema

Os pais relatam que passaram a usar uma corrente presa a uma estrutura de ferro na parede para impedir que Ruan deixasse a residência durante as crises. Segundo Raimundo, o próprio filho já teria pedido para ser contido por medo de sair em busca de drogas e acabar ferido.

A medida, porém, não é vista pela família como solução. Após uma das internações, Ruan ficou acorrentado por três dias, mas foi solto depois que apresentou uma piora no comportamento.

A família afirma que o objetivo era evitar que ele sofresse novas agressões. Em 2016, Ruan foi baleado em uma tentativa de homicídio e, segundo os pais, também já sofreu outras violências relacionadas ao envolvimento com drogas.

Família pede tratamento

Os pais, que vivem de trabalhos informais, afirmam estar esgotados e pedem ajuda do poder público para conseguir tratamento especializado para o filho.

Especialistas ouvidos sobre o caso destacam que situações envolvendo dependência química e crises de comportamento precisam ser acompanhadas por uma rede de saúde mental, com participação dos Caps, serviços de urgência e assistência social.

Em casos de crise com risco para o paciente ou outras pessoas, a orientação é acionar o Samu ou procurar atendimento de emergência.

A família também pode buscar orientação junto aos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que reúne diferentes unidades para acompanhamento de pessoas em sofrimento mental e com problemas relacionados ao uso de drogas.

Fonte: G1 Acre

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Homem armado invade casa e ameaça moradores

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Um homem que não teve a identidade divulgada foi preso nesta quinta-feira (13), após usar uma arma para intimidar pessoas na Ponte Senador Fábio Lucena, conhecida como ‘Ponte do São Raimundo’, bairro de mesmo nome, zona oeste de Manaus.

De acordo com informações quando agentes chegaram ao endereço indicado, o suspeito estava portando uma pistola Glock. Com o uso de técnicas de verbalização, a equipe conseguiu convencer o homem a cessar a ação, fazendo com que ele colocasse o armamento no chão. Na abordagem, foram apreendidas 13 munições intactas.

Segundo os agentes o suspeito chegou a invadir a casa de uma moradora. O objetivo da invasão seria tomar o telefone celular da vítima, que tentava registrar em vídeo as ameaças proferidas pelo indivíduo.

Após a contenção do suspeito e a recuperação do material, o homem, a vítima e o armamento foram conduzidos ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para a formalização da ocorrência. Na unidade policial, ele foi autuado em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e ameaça, permanecendo à disposição da Justiça.

Fonte: d24am

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