Geral
Volkswagen é condenada por trabalho escravo no Brasil
O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) manteve a condenação da Volkswagen por praticar trabalho escravo contemporâneo durante a ditadura civil-militar, na Fazenda Vale do Rio Cristalino, em Santana do Araguaia (PA).

Com a decisão, proferida durante sessão ordinária realizada hoje (24), a montadora deverá arcar com a indenização de R$ 165 milhões, destinada ao financiamento de medidas de proteção a trabalhadores e trabalhadoras, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O caso foi denunciado em ação civil pública, ou seja, coletiva, do Ministério Público do Trabalho (MPT), que se mobilizou para obter, além da indenização por danos morais, retratação pública da companhia e a implementação de ferramentas como protocolos que agilizem sua resposta em episódios parecidos, um canal de denúncias e a realização de ações de fiscalização.
A condenação da Volkswagen foi anunciada em agosto do ano passado. Diante da decisão do juiz Otávio Bruno da Silva Pereira, do TRT8, havia entrado com recurso para tentar revertê-la, levando o processo à segunda instância.
Na sessão desta terça-feira, o presidente da 4ª turma da Corte, desembargador Carlos Zahlouth Júnior, destacou que, à época dos crimes, a polícia abriu inquérito, mas optou por arquivá-lo. Destacou, ainda, a perseguição, em São Bernardo do Campo (SP), a opositores do regime instaurado com o golpe de 1964, com a participação de parte do empresariado brasileiro.
“Também reconheço que foi uma das raras empresas que reconheceram seu passado”, acrescentou.
Ao discursar, a desembargadora Alda Maria de Pinho Couto foi no mesmo sentido, apontando para a prática reiterada de violação dos direitos dos trabalhadores. Conforme emendou, trata-se “de um sistema organizado de exploração humana”, caracterizado, inclusive, pelo tráfico de pessoas.
A Fazenda Vale do Rio Cristalino pertencia à Companhia Vale do Rio Cristalino Agropecuária Comércio e Indústria (CVRC), uma subsidiária da Volkswagen. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que acompanha o caso, “a propriedade em questão, com cerca de 140 mil hectares – quase o tamanho da cidade de São Paulo –, recebeu incentivos fiscais e recursos públicos para a criação de gado à época, tornando-se um dos maiores polos do setor, acentuando a responsabilidade institucional da empresa.”
Para garantir justiça aos trabalhadores explorados, por meio da responsabilização da fabricante alemã, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) reuniu provas das violações de direitos e buscou apoio de parlamentares para dar mais visibilidade a elas. Até agora a entidade acompanha o andamento dos processos judiciais em tramitação. Em outro processo, paralelo à ação civil pública, quatro trabalhadores escravizados pedem, cada um, R$ 1 milhão por danos morais e R$ 1 milhão por danos existenciais.
Os trabalhadores foram atraídos em circunstâncias bastante semelhantes às de outras vítimas desse tipo de crime. Intermediários contratados pela Volkswagen, chamados popularmente de “gatos”, que fazem a ponte entre quem escraviza e as vítimas escravizadas, se aproximaram deles com promessas de trabalho digno, condição jamais oferecida de fato.
Procurada pela Agência Brasil, a equipe da Volkswagen em operação no Brasil afirmou que “seguirá em busca de segurança jurídica nas esferas superiores do Judiciário brasileiro”.
“Com legado de mais de 70 anos e como uma das maiores empregadoras do Brasil, a Volkswagen reafirma seu compromisso permanente com o respeito absoluto à Constituição Federal, às leis brasileiras e aos princípios internacionais de direitos humanos, que orientam sua atuação como uma das maiores empregadoras do país. A empresa repudia qualquer forma de trabalho forçado, degradante ou análogo à escravidão e reitera sua dedicação histórica à promoção de um ambiente laboral digno, ético e responsável.”
Em seu site em inglês, a montadora informa que, no primeiro semestre de 2025, faturou 158,4 bilhões de euros, mesmo tendo desempenho pior do que o primeiro semestre de 2024. Seu relatório mostra que 4,36 milhões de vendas foram fechadas, contra 4,34 milhões do período anterior.
Fonte: Agência Brasil
Geral
Servidor que confessou desvio milionário da Prefeitura para gastar no “Tigrinho” apresenta sua versão dos fatos
O servidor investigado por suposto desvio de mais de R$ 13 milhões dos cofres da Prefeitura de São Francisco do Guaporé apresentou sua versão dos fatos em entrevista concedida à imprensa na noite desta segunda-feira (23). O caso ganhou ampla repercussão após a denúncia formalizada pela gestão municipal e a divulgação de que o dinheiro teria sido gasto em apostas online conhecidas como “Tigrinho”.
RELEMBRE O CASO: Servidor é investigado por desviar mais de R$ 13 milhões da Prefeitura para gastar no “Tigrinho”
Identificado como Adriano, o servidor de carreira admitiu ter cometido os desvios, mas afirmou que a compulsão por jogos de azar o levou à situação, desde que começou com pequenos valores em 2025 e perdeu o controle ao longo dos meses. Ele disse que, em um primeiro momento, devolveu parte do valor desviado, mas que depois acabou utilizando o recurso tentando recuperar perdas no jogo. Segundo ele, os valores não teriam sido empregados na compra de bens materiais como carros ou imóveis, mas exclusivamente em apostas.
Adriano também relatou dificuldades pessoais e familiares relacionadas ao vício, afirmando que a situação afetou seu psicológico e convívio familiar. Ele disse que não havia consultado advogado ou iniciado tratamento para a compulsão, mas pretende buscar auxílio jurídico e psicológico em breve.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que não descarta a participação de terceiros, e já motivou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) pela prefeitura, além de discussões sobre a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para aprofundar a apuração.
A repercussão na cidade tem sido intensa, com moradores compartilhando indignação e pedindo esclarecimentos sobre o esquema e a responsabilização dos envolvidos.
O desvio foi identificado após a gestão detectar inconsistências em relatórios e transferências bancárias, que teriam sido manipulados pelo servidor para ocultar a retirada de recursos públicos. O caso é investigado há semanas e vem gerando debates sobre controle interno e transparência na administração municipal.
Geral
Semtran executa intervenção na Avenida Farquhar após rompimento de bueiro
Um rompimento de bueiro provocou desabamentos e deslizamentos na Avenida Farquhar, próximo ao Mercado Cai N’agua de Porto Velho, comprometendo a estrutura da via e exigindo a interdição imediata por questões de segurança. O problema impactou diretamente o tráfego da região, que utilizava o local como rota alternativa, resultando em congestionamentos de aproximadamente 50 minutos nos horários de pico.
Diante da situação, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran), iniciou intervenção emergencial para minimizar os transtornos e garantir a segurança da população. Como a via interditada era uma das duas principais rotas de acesso, todo o fluxo foi desviado para a Estrada do Santo Antônio, o que tem provocado aumento significativo no volume de veículos na região, no horário de pico.
O prefeito Léo Moraes afirmou que a gestão municipal está acompanhando de perto a situação e trabalhando para restabelecer a normalidade o mais breve possível. “Nossa prioridade é garantir a segurança das pessoas e resolver o problema com responsabilidade. Estamos atuando com nossas equipes técnicas para que, assim que as condições do rio permitirem, possamos recuperar a via e devolver esse acesso à população”.
Ações no trânsito
Para reduzir os impactos no trânsito, a Semtran adotou medidas técnicas, como:
Proibição temporária de conversão à esquerda para quem vem pela Prudente de Morais em direção à Estrada do Santo Antônio;
Diminuição do número de rotas conflitantes no cruzamento;
Também será feito o aumento do tempo semafórico no cruzamento da Rio de Janeiro com Prudente de Morais, buscando melhorar a fluidez e reduzir o tempo de espera;
Agentes de trânsito permanecem no local diariamente, das 6h30 às 8h, para orientar condutores e reforçar a segurança viária.
O secretário da Semtran, Iremar Torres, explicou que o trecho afetado apresenta risco de novos deslizamentos, principalmente por conta do período chuvoso e do nível elevado do rio. “Essa região sofreu desabamentos após o rompimento do bueiro e o local pode ter um rompimento ainda maior. O bueiro está submerso e abaixo do leito da via. Precisamos que o nível do rio baixe para realizar a intervenção definitiva. Até lá, orientamos que a população não trafegue pelo trecho interditado”, destacou.
A estimativa é de que a normalização completa ocorra em cerca de 50 dias, considerando o prazo necessário para execução da obra após a redução do nível do rio.
Enquanto isso, a Prefeitura orienta que os motoristas saiam mais cedo de casa e busquem rotas alternativas sempre que possível. A gestão municipal reforça o pedido de paciência e colaboração da população até que a intervenção definitiva seja concluída.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
Geral
CPF é utilizado com identificação do SUS em Porto Velho
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informa que o Cadastro Nacional de Saúde passa a utilizar o CPF como identificador principal dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme diretriz do Ministério da Saúde. A medida moderniza o sistema, promove maior integração das informações e facilita o acesso da população aos serviços da rede municipal.
Com a atualização, o CPF passa a substituir gradualmente o número antigo do Cartão Nacional de Saúde (CNS) como chave principal de identificação do cidadão no sistema. A mudança permite unificar registros, evitar duplicidades e tornar o atendimento mais ágil nas unidades de saúde.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, a atualização representa um avanço importante para a gestão e para o usuário do SUS. “Essa integração traz mais segurança às informações e mais eficiência ao atendimento. O uso do CPF como identificador único reduz inconsistências cadastrais e facilita o acesso do cidadão aos serviços de saúde”, destacou.
A diretora do Departamento de Atenção Básica, Raphaela Castiel, explica que a mudança impacta diretamente na rotina das unidades. “Com o CPF como identificador principal, conseguimos localizar o cadastro do paciente de forma mais rápida no sistema, isso reduz o tempo de espera e evita retrabalho”, afirmou.
Atualização cadastral e orientação aos usuários
Embora o atendimento no SUS seja assegurado a todos, a apresentação de documento oficial com foto e CPF é fundamental para agilizar o atendimento e evitar inconsistências no cadastro. A ausência dessas informações pode demandar conferência manual e atualização de dados, o que pode aumentar o tempo de espera.
A Semusa orienta que os usuários mantenham seus dados atualizados e apresentem documento oficial com foto e CPF nos atendimentos, sempre que possível, para facilitar a identificação no sistema e garantir o registro correto dos procedimentos realizados.
A modernização do cadastro integra a estratégia nacional de qualificação das bases de dados do SUS, fortalecendo a gestão da saúde pública e garantindo mais eficiência, transparência e segurança no atendimento à população.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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