Política
Assembleia Legislativa vence prêmio nacional da Unale com o projeto CCJ Cidadã
A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) conquistou um dos prêmios mais importantes da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), que neste ano realizou a sua 28ª edição, reunindo parlamentares, especialistas e representantes dos 26 estados e do Distrito Federal.
Troféu da premiação vencedora do projeto CCJ Cidadã, da Alero (Foto: Rafael Oliveira I Secom ALE/RO)
Ao longo de três dias de programação, o encontro recebeu mais de 150 conferencistas, que debateram temas como inovação, gestão pública e transparência.
Foi nesse cenário de grande visibilidade nacional que a Alero se destacou: o projeto CCJ Cidadã venceu o prêmio de melhor iniciativa de Atendimento ao Cidadão, após votação popular on-line realizada durante todo o evento, mobilizando participantes de diversos estados.
Parlamentares recebem o prêmio da Unale (Foto: Rafael Oliveira I Secom ALE/RO)
Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alex Redano (Republicanos), o reconhecimento reforça o compromisso do Parlamento rondoniense com a aproximação da sociedade. “É uma alegria enorme ver Rondônia sendo reconhecida nacionalmente. A CCJ Cidadã é uma ação que aproxima o cidadão do Parlamento, que mostra para as pessoas que a Assembleia está presente, ouvindo e orientando. Esse prêmio é do nosso estado e de todos que acreditam em um Legislativo moderno e acessível”, destacou.
CCJ Cidadã
O projeto premiado nasceu com o objetivo de democratizar o conhecimento jurídico e fortalecer a relação entre a população e o processo legislativo. A CCJ Cidadã segue o mesmo rito e regimento das reuniões da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) realizadas na sede da Assembleia Legislativa, em Porto Velho, mas permite que os acadêmicos acompanhem de perto e participem da análise de projetos que impactam diretamente a região onde o encontro está sendo realizado.
Edição da CCJ Cidadã em Ariquemes (Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO)
A proposta das reuniões no interior é que os deputados discutam projetos diretamente ligados às demandas das regiões onde os encontros acontecem. Por isso, são debatidas iniciativas de diversas áreas, como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.
Para o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), deputado Delegado Lucas (PP), a iniciativa facilita o entendimento da atuação parlamentar. “A CCJ Cidadã foi criada para facilitar a vida das pessoas. Muitos cidadãos querem entender como funciona a análise das leis, querem saber seus direitos, e nós levamos isso de forma direta e humana. Receber esse prêmio na Unale mostra que Rondônia está no caminho certo”, afirmou.
Reunião da CCJ Cidadã realizada em Rolim de Moura (Foto: Thyago Lorentz | Secom/Alero)
Durante o evento, a ação rondoniense se destacou entre dezenas de iniciativas inscritas. A metodologia inovadora, o alcance social e o impacto educacional da CCJ Cidadã chamaram a atenção de legisladores e técnicos de todo o país.
Com a premiação, Rondônia volta a colocar seu nome em evidência nacional, mostrando que a Assembleia realiza um trabalho de referência no Brasil. A iniciativa projeta a Alero no centro das discussões sobre projetos bem-sucedidos e transformadores no serviço público.
A CCJ Cidadã segue o mesmo rito e regimento das reuniões da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO)
Legado
Com o reconhecimento da Unale, a Assembleia Legislativa reforça seu compromisso com a transparência, o diálogo e a modernização do atendimento ao cidadão. A CCJ Cidadã se consolida como uma das iniciativas mais relevantes do país na área, inspirando outros estados e ampliando a presença de Rondônia no cenário legislativo nacional.
Confira, no canal da Assembleia Legislativa no YouTube, os vídeos das edições da CCJ Cidadã realizadas em Rondônia.
Fonte: Secom/ALERO
Política
Câmara aprova urgência para atualizar o Simples Nacional
Parlamentares e representantes do setor produtivo se reuniram nesta terça-feira (17), em Brasília, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para tratar das prioridades da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) para 2026. Entre os principais temas, esteve a atualização do Simples Nacional, considerada urgente por entidades empresariais.
Durante o encontro, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) pediu a votação imediata do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, que já passou pelo Senado e propõe mudanças no regime tributário. Poucas horas depois da reunião, a Câmara aprovou por unanimidade o requerimento de urgência, permitindo que o projeto avance diretamente para análise no plenário.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, destacou que a medida é essencial para aliviar a pressão sobre micro e pequenas empresas, que enfrentam dificuldades com a defasagem da tabela. Segundo ele, o setor representa uma parcela significativa da economia, com forte impacto no PIB e na geração de empregos.
Hugo Motta também reconheceu que os valores do Simples estão desatualizados e afirmou que há apoio entre os parlamentares para avançar com a proposta. Ele ressaltou ainda o número expressivo de microempreendedores no país, que podem ser beneficiados com as mudanças.
O projeto prevê a correção dos limites de enquadramento com base na inflação e atualização automática anual. Entre as alterações, está o aumento do teto de faturamento do MEI para R$ 145 mil por ano, além da possibilidade de contratação de até dois funcionários — hoje, o limite é de R$ 81 mil e apenas um empregado.
Para integrantes da FPE, a proposta não representa ampliação de benefícios, mas sim uma recomposição necessária após anos sem reajuste. Entidades empresariais seguem mobilizadas para garantir a aprovação do texto, defendendo que a atualização é fundamental para manter a competitividade e reduzir distorções no sistema.
Política
Senado aprova tornozeleira eletrônica imediata para agressores de mulheres
De autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), o projeto aprovado sem mudanças pelo Senado foi relatado pela senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta segue, agora, para a sanção da Presidência da República.
A senadora pelo Distrito Federal disse que o projeto aperfeiçoa a legislação ao garantir a aplicação imediata do monitoramento eletrônico como medida protetiva de urgência.
“Somada ao afastamento do agressor do convívio com a vítima, a tornozeleira amplia a proteção às mulheres, permitindo inclusive o acompanhamento em tempo real do agressor por um dispositivo que emite um alerta, em caso de aproximação”, explicou a parlamentar Leila Barros.
O texto também torna permanente o programa de monitoramento eletrônico e de acompanhamento de mulheres em situação de violência.
Vira regra
Pelo projeto de lei, a imposição imediata do uso da tornozeleira passa a ser regra em casos de alto risco de agressões graves às mulheres. O risco a ser avaliado deve ser atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes.
A exigência da terminação de medida protetiva de urgência fortalece a proteção prevista na Lei Maria da Penha nº 11.340/2006, aplicável em conjunto com outras.
Até a aprovação deste projeto de lei, a Lei Maria da Penha autoriza a aplicação do monitoramento, mas como algo opcional, e não o inclui no rol das medidas protetivas de urgência.
Além dos casos em que for verificado o risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima, a imposição da tornozeleira será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.
Se o juiz decidir que a tornozeleira não deve ser mais usada como medida protetiva, o magistrado deverá justificar expressamente os motivos que o levaram a tomar a decisão.
Rastreamento pela vítima e pela polícia
O texto do projeto determina que, nas situações de uso da tornozeleira pelo agressor, deve ser entregue à mulher vítima um dispositivo portátil de rastreamento que alerte sobre eventual aproximação do agressor.
O aparelho de segurança vai emitir um alerta automático e simultâneo para vítima e para polícia, logo que o agressor romper a área de trânsito proibido, fixada judicialmente.
A iniciativa tem o objetivo de permitir o monitoramento ativo do cumprimento das restrições impostas.
Rigor para quem descumprir a lei
A imposição da tornozeleira também será prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas anteriormente impostas.
O texto aprovado aumenta a punição caso o agressor se aproxime da vítima ou se remover ou violar a tornozeleira sem autorização judicial.
Hoje, a pena de reclusão varia de 2 a 5 anos, mais multa. Com a proposta, os agravantes aumentam a pena de um terço à metade do tempo de reclusão.
Cidades pequenas
Em municípios em que não existe uma comarca, portanto, localidades sem um juiz de plantão, o uso da tornozeleira poderá ser determinada pelo delegado de polícia local.
Atualmente, o afastamento imediato do lar é a única medida protetiva que o delegado pode adotar nas localidades sem um representante do poder Judiciário.
O delegado deverá comunicar, em até 24 horas, à Justiça sobre determinação de monitoramento eletrônico. O juiz deverá decidir sobre a sua manutenção e comunicar a decisão ao Ministério Público.
O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que, em 2024, 50% dos feminicídios ocorreram em cidades com até 100 mil habitantes. Naquele ano, apenas 5% das cidades possuíam delegacias da mulher e somente 3% dos municípios tinham acesso a uma casa abrigo.
Mais dinheiro e campanhas
O projeto também aumenta de 5% para 6% a cota de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que deve ser destinada ao combate à violência contra a mulher.
O dinheiro deverá ser empregado, prioritariamente, na compra e manutenção das tornozeleiras eletrônicas e de dispositivos de alerta para as vítimas.
Segundo o projeto, as campanhas de enfrentamento da violência contra a mulher deverão contemplar informações sobre procedimentos e abordagens policiais, prevenção à revitimização, funcionamento das medidas protetivas de urgência e mecanismos de monitoração eletrônica.
Violência em números
A senadora Leila Barros classifica a violência doméstica como “uma verdadeira epidemia” e apresentou dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): em 2024, 966.785 novos casos de violência doméstica contra as mulheres foram analisados pela Justiça e foram concedidas 582.105 medidas protetivas.
Dados do levantamento Retrato dos Feminicídios no Brasil 2006-2026 produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública destacam que, em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Em relação a 2021, o aumento é 14,5%.
O relatório mostra também que, em 2024, 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil foram assassinadas mesmo tendo uma medida protetiva de urgência em vigor.
Desde que a Lei do Feminicídio (nº 13.104/2015) tipificou o assassinato de mulheres por razões de gênero como crime hediondo, 13.703 mulheres foram vítimas do feminicídio, entre 2015 e 2025.
Como denunciar
É possível pedir ajuda e denunciar casos de violência doméstica e contra a mulher na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser usado por mulheres em situação de violência ou qualquer pessoa que queira denunciar uma situação de violência contra a mulher.
O serviço está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.
Denúncias de violência contra a mulher também podem ser apresentadas em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), em delegacias comuns e nas Casas da Mulher Brasileira. Saiba onde encontrar.
Ainda é possível pedir ajuda por meio do Disque 100, que recebe casos de violações de direitos humanos, e pelo 190, número da Polícia Militar.
Fonte: Agência Brasil
Política
Thiago Tezzari garante retorno das aulas na Escola Voo do Juriti
O vereador Thiago Tezzari esteve presente na Escola Municipal Voo do Juriti após identificar uma situação que preocupava toda a comunidade escolar: problemas na parte elétrica impediam o retorno das aulas e afetavam diretamente alunos, famílias e profissionais da educação.
Sensível à urgência da situação, ele atuou como ponte entre a Secretaria Municipal de Educação e a concessionária Energisa, buscando uma solução rápida e eficaz. O diálogo foi fundamental e o resultado veio.
A Energisa realizou a manutenção necessária e instalou um novo medidor, garantindo que a escola voltasse a ter condições adequadas de funcionamento.
Depois de passar por reformas e melhorias, a escola ainda enfrentava dificuldades na religação elétrica, o que atrasava a retomada das atividades. Uma realidade difícil para muitas famílias, que dependem da escola não só para a educação, mas também para a rotina e o cuidado com seus filhos.
Com articulação, responsabilidade e compromisso com a comunidade, a atuação do vereador foi decisiva para resolver o problema em tempo recorde.
Agora, com tudo regularizado, os alunos já retomaram as aulas nesta semana devolvendo à escola o que nunca deveria faltar: vida, movimento e aprendizado.

Fonte: Assessoria
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