Política
Jair Bolsonaro escolhe o filho Flávio para disputar a Presidência
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta sexta-feira (5/12) que foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio ocorre em meio a uma série de tensões internas na direita e crises envolvendo lideranças do PL.
Em publicação no X (antigo Twitter), Flávio afirmou receber a missão com “grande responsabilidade” e exaltou a liderança de Jair Bolsonaro, que está preso desde novembro.
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, declarou.
A confirmação também veio por meio de nota assinada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
“Flávio me disse que o nosso capitão confirmou sua pré-candidatura. Então, se Bolsonaro falou, está falado!”, escreveu o dirigente, selando publicamente o apoio do partido ao senador.
Crise interna no PL e divergências na família Bolsonaro
A oficialização do nome de Flávio ocorre após semanas de desentendimentos entre integrantes da família Bolsonaro e lideranças da oposição sobre os rumos da eleição de 2026 e sobre quem deveria assumir o protagonismo da direita após a prisão do ex-presidente.
Na semana passada, esses atritos ficaram evidentes quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou negociações do PL no Ceará. Dirigentes do partido articulavam uma aliança com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) para a disputa ao governo estadual em 2025. Em um evento em Fortaleza, no último domingo (30/11), Michelle fez críticas públicas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ao presidente estadual da sigla, deputado André Fernandes, desencadeando uma nova crise interna.
Apesar do racha, Flávio Bolsonaro afirmou que o pai deu aval ao diretório cearense para negociar o apoio ao grupo de Ciro Gomes.
Reação de Michelle Bolsonaro
Poucas horas após o anúncio da pré-candidatura de Flávio, Michelle Bolsonaro publicou um texto em suas redes sociais desejando “sabedoria, força e graça” para Flávio. A mensagem foi interpretada como um gesto de apaziguamento após a semana de tensões.
Cenário eleitoral
Com a confirmação do nome de Flávio Bolsonaro, o PL tenta reorganizar sua estratégia para 2026 e unir as alas da direita em torno de uma candidatura competitiva, enquanto busca superar as divisões internas acentuadas após a prisão de Jair Bolsonaro.
A pré-candidatura de Flávio deve alterar o tabuleiro político dentro e fora do campo conservador, abrindo espaço para novas alianças, negociações e possíveis rearranjos entre partidos da oposição ao governo federal.
Política
TSE rejeita por unanimidade o registro de candidatura de Pablo Marçal
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade, nesta sexta-feira (11), rejeitar o registro da candidatura de Pablo Marçal à presidência da República. Os sete ministros votaram pelo indeferimento do pedido de Marçal e seu partido, o PRTB.

O voto da relatora, ministra Estela Aranha, foi seguido pelos ministros Ricardo Villas Bôas, Nunes Marques, André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto e Dias Toffoli.
Pablo Marçal está inelegível até 2032 por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro. O episódio ocorreu nas eleições municipais de 2024.
Além disso, o Ministério Público Federal, responsável por pedir ao TSE a negativa da candidatura, disse que o Marçal não estava filiado ao PRTB em abril deste ano, quando terminou o prazo da janela partidária para troca de partido. Ele estava filiado ao União Brasil.
Fonte: Agência Brasil
Política
TSE forma maioria para rejeitar candidatura de Pablo Marçal à Presidência
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta sexta-feira (11/9), para rejeitar o registro de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República.
Votaram pelo indeferimento: a ministra relatora do caso, Estela Aranha, e os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Ricardo Bôas Villas Cueva.
A primeira a votar foi a ministra relatora Estela Aranha. Em voto divulgado nesta sexta-feira (11/9), a magistrada afirmou que Marçal não preenche condição de elegibilidade alusiva à filiação partidária e citou, também, a condenação à inelegibilidade pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) pela prática de uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições de 2024.
Marçal está inelegível até 2032, após condenação por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.
O imbróglio se dá porque na data limite para filiação partidária, o presidente do PRTB, Leonardo Avalanhce, estava sem a senha de acesso aos sistemas da Justiça Eleitoral para enviar a lista de filiados. Com isso, candidatos da sigla de todo o país tiveram que apresentar fichas de filiação manuscritas para comprovar que estavam vinculadas ao partido até o dia 4 de abril.
Marçal alega ter assinado uma ficha física de filiação em 4 de abril de 2026.
No último dia 3 de setembro, o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou contra o registro da candidatura de Marçal. Para a promotoria, as manifestações do próprio interessado são totalmente incompatíveis com a alegação de que ele já estaria filiado ao PRTB, indicando falta de veracidade temporal na ficha apresentada à Justiça.
De acordo com o parecer do MPE, não há provas consistentes de que a ficha tenha sido assinada, recebida e deferida no prazo legal. A promotora destacou a completa falta de e-mails, protocolos, comunicações contemporâneas, convocações ou qualquer registro de chamada da época que comprovem o trâmite de filiação no início de abril.
Fonte: Metrópoles
Política
Fachin dá 24h para Mendonça retirar sigilo total do caso Master
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de retirada do sigilo das investigações relatadas pelo ministro André Mendonça sobre o Banco Master.
O magistrado concedeu prazo de 24 horas para que a remessa dos documentos seja remetida aos gabinetes da Suprema Corte, mas fez uma ressalva relativa a investigações que ainda estejam em curso.
“Ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, destacou.
Fonte: CNN Brasil
