Polícia
Governo se reorganiza na CPI do INSS, obtém vitórias e tenta aumentar controle de comissão
O grupo aliado do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reorganizou na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga os descontos irregulares em benefícios do INSS e obteve três vitórias em votações recentemente. Os governistas julgam agora ter até 19 dos 32 votos do colegiado, e planejam tentar se impor mais vezes dentro da comissão.
As vitórias são fatos políticos importantes porque o governo perdeu a disputa pelos cargos na cúpula da CPI. Tanto o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), quanto o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), foram escolhidos por uma articulação dos opositores de Lula.
A votação pela presidência da comissão foi decidida por 17 votos a 14. O governista derrotado foi o senador Omar Aziz (PSD-AM), que havia sido indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para comandar o colegiado.
Se a maioria pró-governo se consolidar, os aliados do presidente da República terão condições de barrar requerimentos de convocação para depoimentos e de novas quebras de sigilo que tiverem potencial para desgastar a gestão Lula.
A vantagem recém-obtida não neutraliza os riscos políticos da CPI para o governo. Como mostrou a Folha, a comissão acumulou poder em suas primeiras semanas ao aprovar diligências, como quebras de sigilo, contra ao menos 165 pessoas e empresas.
“A CPI já tem o que ela precisa, que são as quebras de sigilo. Esses são os documentos mais importantes”, disse Carlos Viana à reportagem.
A mais recente das vitórias do governo em votações de requerimentos foi na quinta-feira (2). O grupo conseguiu barrar a convocação de Edson Claro Medeiros por 16 votos a 14. Medeiros foi funcionário de Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como Careca do INSS e se tornou o personagem mais conhecido do escândalo.
Ao defender a convocação, Gaspar disse que Medeiros foi ameaçado de morte e estava disposto a prestar informações ao colegiado. Também afirmou que havia uma “pressão enorme” para que ele não depusesse.
O deputado governista Rogério Correia (PT-MG) era um dos autores do requerimento e pediu para retirá-lo. Votar ou não o requerimento se tornou motivo de discórdia e causou atrito entre o coordenador da bancada do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), e o presidente do colegiado, Carlos Viana. Só depois houve a votação.
Governistas afirmam que estão conseguindo os votos porque a CPI está abrindo demais sua investigação e ficando sem foco.
Também na quinta-feira, o governo conseguiu atingir outro objetivo, mas neste caso sem votação. Requerimentos de convocação de diretores da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) foram retirados de pauta sem deliberação. A Contag é uma das entidades na mira da CPI e tem proximidade histórica com o PT de Lula.
Na quinta-feira anterior (25), os governistas conseguiram barrar duas convocações. A principal foi a de Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA) que assinou uma procuração concedendo poderes a Rubens Oliveira, apontado como um operador dos descontos irregulares.
Também foi barrada a convocação de Silas Bezerra Alencar, empresário que teria ligações com a Contag. O resultado das duas votações foi 19 a 11, expondo o apoio que os aliados de Lula julgam ter quando todos os titulares do colegiado estão presentes -a vantagem seria menor quando titulares faltam e suplentes votam.
Governistas ouvidos pela reportagem afirmam que o grupo só quis disputar no voto os requerimentos naquele dia porque julgavam já ter reagrupado a base e ter apoio suficiente para ganhar. O resultado os deu confiança.
Os relatórios de quebras de sigilo estão chegando ao colegiado desde a semana passada e seus conteúdos são imprevisíveis. A CPI poderá ganhar tração dependendo das informações que forem encontradas nas quebras de sigilo.
Além de tentar conter requerimentos que contrariam seus interesses, os aliados de Lula pressionam para que sejam marcados depoimentos de pessoas ligadas ao governo de Jair Bolsonaro (PL).
Fonte: Notícias ao Minuto
Polícia
Adolescente morre após bater moto em cavalo solto na pista
Um adolescente de 17 anos morreu após um grave acidente ocorrido na noite de quarta-feira (22), na zona rural de Corumbiara, no sul de Rondônia. A vítima, identificada como Hebert Dias Melo, conduzia uma motocicleta quando colidiu com um cavalo que estava solto na pista.
De acordo com informações obtidas pela a equipe do Notícias Urgentes, o jovem trafegava pela chamada Rodovia do Boi, seguindo em direção ao município, quando foi surpreendido pelo animal. Sem tempo para desviar, a batida aconteceu de forma frontal. A força do impacto foi tão intensa que tanto o motociclista quanto o cavalo morreram ainda no local, antes da chegada de socorro.
Hebert residia na região de Alto Guarajus e trabalhava em uma propriedade rural nas proximidades do distrito de Vitória da União. Ele retornava para casa após o trabalho no momento do acidente.
Este é o segundo registro de morte em circunstâncias semelhantes na mesma área em um período de cerca de dois meses. Moradores relatam que a presença de animais soltos na via é frequente, o que aumenta os riscos, principalmente durante a noite.
Até o momento, não há informações confirmadas sobre o responsável pelo animal. A apuração deve avançar para identificar possíveis responsabilidades, conforme prevê a legislação. Além disso, fatores como velocidade e condições de condução também deverão ser analisados pela perícia.
A Polícia Militar esteve no local para isolar a área e garantir a segurança do tráfego até a realização dos trabalhos periciais. Após os procedimentos, o corpo foi liberado. O caso reforça o alerta sobre os perigos nas estradas da região e a necessidade de medidas para evitar a circulação de animais nas pistas.
Polícia
Mãe é denunciada por agredir filho com fios elétricos
Um adolescente de 16 anos denunciou a própria mãe por agressão em Vilhena, no sul de Rondônia. O jovem, que possui deficiência nos pés, procurou apoio em uma base da Polícia Militar localizada no Setor 8 e relatou ter sido vítima de violência dentro de casa.
De acordo com o depoimento, ele apresentava lesões nos braços após ser atingido com fios elétricos, que teriam sido usados como forma de punição. Diante da denúncia, uma equipe policial foi até a residência da família, no bairro Alto Alegre, para averiguar a situação.
No local, a mulher, de 40 anos, confirmou as agressões. Ela afirmou aos policiais que perdeu o controle e justificou a atitude alegando que o filho não teria ido à escola nem ajudado nas atividades domésticas. Ainda conforme apurado, o adolescente recebe benefício devido à sua condição de saúde.
Após a verificação dos fatos, os dois foram encaminhados à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), onde a ocorrência foi registrada. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso, mas não havia comparecido até o momento do registro.
A situação deverá ser acompanhada pelos órgãos responsáveis.
Polícia
Justiça absolve acusados pela morte de delegado após falta de provas
Três homens acusados de envolvimento na morte do delegado José Valney Calixto de Oliveira foram absolvidos durante julgamento realizado nesta quarta-feira (22), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho. A decisão foi tomada pelos jurados após mais de 11 horas de sessão.
Ao final do julgamento, o próprio Ministério Público se manifestou pela absolvição, apontando a ausência de provas que comprovassem a participação dos réus no crime. A tese também foi defendida pela equipe de defesa e acabou sendo acolhida pelo conselho de sentença.
O caso remonta a julho de 2021, quando o delegado foi morto durante uma troca de tiros em uma chácara localizada na zona Leste da capital. Segundo as investigações, o confronto teria ocorrido após um desentendimento no local. Além do delegado, outra pessoa também foi baleada e morreu após receber atendimento médico.
