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Pele transparente e coração à mostra: conheça a perereca-de-vidro

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Já ouviu falar das pererecas-de-vidro? Não têm nada a ver com brinquedos ou peças de decoração, são anfíbios reais que vivem na Amazônia. Pequenas e quase invisíveis, elas exibem uma característica impressionante: possuem pele tão fina que é possível ver os órgãos internos, incluindo o coração pulsando.

Para falar sobre as curiosidades do animal, o g1 conversou com Malu Messias, bióloga com atuação em ecologia, conservação de vertebrados terrestres e curadoria de coleções científicas de anfíbios e outros vertebrados.

Segundo Malu, as pererecas-de-vidro não são uma única espécie, mas várias da família Centrolenidae. A pele transparente é resultado da falta de pigmentos e da epiderme muito fina.

”A epiderme dos anfíbios é muito fina, o que facilita a respiração pela pele e também a transparência, por isso que dá para ver os órgãos internos como o intestino, o coração pulsando”, explica Malu.

Essa característica não é apenas estética, serve também como mecanismos de defesa. Elas conseguem se esconder nas folhas, ficando quase “invisível”, principalmente considerando que a maioria das espécies não passa do tamanho de uma unha.

Apesar de pequenas, seus sons são potentes. A vocalização dos machos são tão agudas e, por estarem em posição elevada na vegetação, podem ser confundidas com sons de morcegos.

Onde vivem e como se reproduzem?

As pererecas-de-vidro vivem em florestas da Amazônia e da Mata Atlântica, com registros confirmados em Rondônia, segundo levantamento da bióloga herpetóloga Dra. Kaynara Delaix Zaqueo. As espécies registradas no estado são:

  • Hyalinobatrachium munozorum (Lynch e Duellman, 1973) – Encontrada em Porto Velho
  • Teratohyla midas (Lynch & Duellman, 1973) – Encontrada em Porto Velho
  • Vitreorana ritae (Lutz, 1952) – Encontrada em Porto Velho
  • Teratohyla adenocheira (Harvey & Noonan, 2005) – Encontrada em Campo Novo de Rondônia

Elas são arborícolas (vivem em árvores) e dependem de matas ciliares — vegetação que cresce nas margens de rios e lagos — para se reproduzir.

”Elas sobem em árvores cujas folhas pendem sobre os corpos d’água e desovam ali. Os ovos são envoltos por uma substância proteica que gruda as folhinhas. Quando se desenvolvem, caem diretamente na água.” explica Malu Messias.

Os girinos vivem no ambiente aquático até a metamorfose. Na fase adulta, tornam-se terrestres e se alimentam de insetos e pequenos invertebrados.

Em algumas espécies, os machos protegem os ovos, evitando predadores e o ressecamento.

Essas espécies enfrentam os mesmos riscos que outros anfíbios, com destaque para:

  • Destruição de habitat, principalmente das matas ciliares
  • Contaminação de solos e rios por agrotóxicos
  • Alta permeabilidade da pele, que facilita a absorção de poluentes

Mesmo com a grande variedade de espécies da família Centrolenidae na Amazônia, em Rondônia ainda há poucos registros. Elas quase não aparecem nos levantamentos de herpetofauna — conjunto de répteis e anfíbios de uma região.

Para Kaynara Zaqueo, é preciso investir em estudos específicos, principalmente em áreas próximas a rios e de difícil acesso, onde essas pererecas costumam viver.

Fonte: G1

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Jovem tetraplégica volta a mexer os braços 5 meses após tratamento em Rondônia

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Mais uma vitória da ciência brasileira. Cinco meses depois de receber a dose experimental de polilaminina, a jovem Júlia Magalhães, de 19 anos, voltou a mexer os braços. Ele ficou tetraplégica depois de um grave acidente em janeiro e comemorou este mês a evolução que teve em um vídeo emocionante publicado nas redes sociais.

Júlia é a quarta paciente do Rio de Janeiro e a 23ª do Brasil a receber o tratamento desenvolvido pela professora doutora Tatiana Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A jovem integra o estudo clínico que investiga se a polilaminina pode ajudar na recuperação de pessoas com lesão medular.

No vídeo, Júlia aparece subindo e descendo os braços durante a sessão de fisioterapia. Uma vitória incrível para quem acordou no hospital sem conseguir mover braços, pernas e tronco 5 meses atras.

O acidente grave

Moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, Júlia seguia para a Barra da Tijuca, onde se despediria dos amigos antes de se mudar para Fortaleza, quando sofreu um grave acidente em janeiro deste ano.

A lesão atingiu a medula espinhal e provocou tetraplegia.

Ela contou que só percebeu a gravidade da situação quando acordou no hospital e descobriu que precisaria recomeçar a vida de uma forma completamente diferente.

A esperança da ciência

Na busca por alternativas, a família conheceu o trabalho da pesquisadora Tatiana Sampaio, do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.

A cientista desenvolveu a polilaminina, uma substância criada a partir de uma versão modificada da laminina, proteína naturalmente presente no organismo e importante para a regeneração dos tecidos.

Em 16 de fevereiro, Júlia recebeu o medicamento experimental. A substância foi aplicada apenas uma vez, durante uma cirurgia, diretamente na região lesionada da medula.

Recuperação diária

Desde então, a rotina da jovem passou a ser dedicada à reabilitação.

De segunda a sexta-feira, ela faz fisioterapia com a profissional Danielle Domingues, além de exercícios de fortalecimento muscular, bicicleta elétrica, mesa ortostática e treinamento respiratório.

Também recebe acompanhamento psicológico para enfrentar os desafios físicos e emocionais da recuperação. Segundo a fisioterapeuta, os avanços acontecem de forma gradual, mas ficam evidentes quando comparados ao estado inicial da paciente.

Pesquisa continua

A polilaminina ainda é um tratamento experimental e está sendo avaliada em estudo clínico autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O objetivo desta primeira fase é analisar principalmente a segurança da substância em pacientes com lesão medular aguda e compreender como ela atua no organismo.

E a evolução de Júlia é nova prova de esperança para pessoas que vivem com lesões na medula espinhal e reforça a importância dos investimentos em pesquisa científica no Brasil.

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Governo divulga lista de sorteados para 1.456 casas do Residencial Morar Melhor II

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O Governo de Rondônia divulgou a relação dos candidatos sorteados para receber uma das 1.456 unidades habitacionais do Residencial Morar Melhor II, em Ji-Paraná. Os imóveis fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida.

Os candidatos selecionados deverão comparecer para a entrega da documentação necessária à comprovação das informações cadastradas. O prazo para apresentação dos documentos será de 20 de julho a 18 de agosto de 2026, no prédio do Tudo Aqui, em Ji-Paraná, com atendimento das 7h30 às 17h30.

A Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) informou que a convocação para entrega dos documentos não representa a garantia automática do imóvel. A aprovação dependerá da análise e validação das informações apresentadas pelos candidatos.

A pasta alerta ainda que aqueles que não comparecerem dentro do prazo estabelecido poderão ser desclassificados do processo.

A lista completa dos sorteados e dos candidatos excluídos está disponível na edição nº 134 do Diário Oficial do Estado e também no site oficial do Cadastro Habitacional do Governo de Rondônia.

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Caixa Loterias transfere sorteios de sábado para domingo

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A partir desse final de semana os horários e dias de jogos dos sorteios dos concursos regulares das modalidades lotéricas da Caixa dos sábados passarão a ocorrer aos domingos, às 11h. 

Para o próximo sorteio, no domingo (19), o prêmio da faixa principal da Mega-Sena é estimado em R$ 35 milhões.

Com a mudança, as apostas terão prazo estendido. Nas lotéricas e aplicativos, os apostadores poderão tentar a sorte até as 22h de sábado e, para os Bolões em canais eletrônicos, até as 10h45 dos domingos.

Em 2025 foram arrecadados R$ 26,61 bilhões com as 12 loterias federais diferentes comercializadas pelas casas lotéricas. As maiores arrecadações foram da Mega-Sena, com R$ 10,8 bilhões em 2025, seguido pela Lotofácil, com R$ 8,4 bi e pela Quina, com R$ 3,4 bi. 

Os canais de transmissão dos sorteios permanecem os mesmos, ao vivo pelas redes sociais oficiais da CAIXA e pelo portal G1.

Fonte: Agência Brasil

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