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Prefeitura instala Ecopontos em lugares estratégicos de Porto Velho para incentivar descarte correto e a coleta seletiva
Com objetivo de promover a educação ambiental, incentivar o descarte correto dos resíduos sólidos e transformar Porto Velho em uma cidade mais sustentável e preparada para as próximas gerações, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saneamento e Serviços Básicos (Semusb), instalou Ecopontos em vários setores da capital de Rondônia.
“Destacamos a importância de sermos todos responsáveis pelos Ecopontos no sentido de zelo e uso adequado, depositando ali apenas materiais recicláveis e contribuindo com a conscientização da necessidade do cuidado e o uso adequado desse local”, declarou o secretário Cleberson Pacheco, que é o titular da (Semusb), órgão responsável pela limpeza da cidade.
A determinação do prefeito Hildon Chaves é para que Porto Velho cumpra o que estabelece o Plano Municipal de Saneamento Básico, conforme determina a Lei nº 12.305 de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Os resíduos descartados ali são levados para o galpão de triagem da PrefeituraOs Ecopontos são grandes recipientes instalados em pontos estratégicos para que o público possa descartar ali materiais recicláveis (lixo seco) de forma voluntária, conforme especificado em cada compartimento (plástico, vidro, papelão, alumínio, entre outros). Esse material é coletado pela Semusb e enviado para a cooperativa de catadores da Vila Princesa.
“Desta forma, geramos mais dignidade para as famílias de catadores, que passam a receber o material já separado”, comentou o secretário Ítalo Rodrigues, adjunto da Semusb.
Ao todo, existem dez Ecopontos espalhados pela cidade. Em apenas três meses, desde a instalação do primeiro equipamento em fevereiro de 2024 até abril, um total de 4.850 quilos de resíduos possivelmente recicláveis foram coletados.
População pode acionar a Semusb através do QR Code disponibilizado nos EcopontosOs resíduos descartados ali são levados para o galpão de triagem da Prefeitura, onde uma equipe da Cooperativa Catanorte realiza o manejo e aproveitamento, o que resulta em fonte de renda para os cooperados que trabalhavam no antigo lixão.

PILOTO
Na perspectiva de ampliar ainda mais essa política pública, a Prefeitura implantou um projeto-piloto da Coleta Seletiva Solidária e Educação Ambiental nos condomínios Riviera e Veredas do Madeira, localizados na Estrada Santo Antônio.
“A expectativa é alcançar gradativamente todos os condomínios privados no município, para que seja realizada a diminuição e reutilização dos resíduos, por meio da coleta seletiva e destinação final adequada, encaminhando o material coletado para as cooperativas e associações”, comentou Cleberson Pacheco.
População pode contribuir fazendo a separação em casa de lixo úmido e do lixo secoEle também disse que além dos condomínios privados, dez Ecopontos foram instalados pela Semusb em pontos estratégicos, que servirão como Ponto de Entrega Voluntário (PEVs). Os resíduos depositados ali também serão destinados aos catadores de recicláveis.
PARTICIPAÇÃO
“É importante ressaltar a necessidade da participação de toda a sociedade, vez que depende da colaboração de todos para que o material reciclável chegue até o Ecoponto, principalmente em boas condições de higiene, pois devem estar limpos e não podem ser misturados com os rejeitos, ou seja, não podem ser misturados os materiais recicláveis com o lixo comum e depositados no Ecoponto”, enfatizou o titular da Semusb
Ressaltou ainda que a população pode contribuir fazendo a separação em casa de lixo úmido (orgânicos, que são restos de comidas, por exemplo) do lixo seco (plásticos, metais e outros materiais recicláveis).

ECOPONTOS:
-Escola Municipal de Ensino Infantil Professora Ronilza Cordeiro Afonso Dias, na rua João Paulo I, bairro Novo Horizonte;
– Praça do Cohab, na rua Carqueja, 2716, bairro Cohab;
– Centro de Arte e Cultura Escolar Francisco Lázaro dos Santos (Laio), na rua Pau Ferro com rua Anari, bairro Castanheira;
– Unidade de Saúde da Família (USF) Aponiã, na rua Andréia, nº 5383, bairro Aponiã;
– Parque da Cidade, na avenida Calama, bairro Flodoaldo Pontes Pinto;
– Paróquia de São José Operário, na avenida Campos Sales, nº 4777, Bairro Eletronorte;
– Skate Parque, na avenida Guaporé, bairro Cuniã;
– Praça do Conjunto Santo Antônio, na rua Padre Chiquinho;
– Faculdade Católica, na Av. Governador Jorge Teixeira, nº 4100, bairro Industrial;
– Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente, na avenida José Amador dos Reis, nº 3214, bairro Juscelino Kubitschek (JK).
Fonte: Prefeitura de Porto Velho
Geral
Após um século de espera, Porto Velho garante seu primeiro Hospital Universitário
Sabe aquele projeto que parece um sonho distante, mas que, quando sai do papel, muda a vida de milhares de famílias? É exatamente essa a sensação que tomou conta de Porto Velho nesta terça-feira (3).
Um dia que marca mais um avanço na saúde da capital, quando a Prefeitura sancionou a lei que autoriza a doação do Hospital Municipal para a Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando o passo definitivo para a implantação do tão sonhado Hospital Universitário.
Mais do que assinaturas em um documento, essa transição representa uma resposta para quem mais precisa. Hoje, quem mora na capital muitas vezes disputa uma vaga para cirurgia ou atendimento clínico com pacientes que vêm de todos os cantos do estado.
“O diferencial desse hospital é que vamos priorizar a população de Porto Velho. Aquela pessoa que está na fila de espera aguardando um procedimento vai começar a ver o reflexo dessa doação”, destacou a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petrillo Cardoso.
De sonho à realidade
O projeto é resultado de um esforço conjunto que envolveu a compra do prédio com recursos próprios do município, um grande diferencial, já que a estrutura foi adquirida pronta, garantindo muito mais agilidade para a implantação. Agora, o passo definitivo acontece com a parceria entre Unir, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Para o prefeito Léo Moraes, o momento é um marco histórico.
“Hoje é o dia em que, legalmente, começamos a passar do sonho para a realidade. Não é um, não são dois, não são três anos. É um século de espera para termos um Hospital Universitário. O melhor está por vir em defesa do nosso povo”, celebrou.
O prefeito também fez questão de tranquilizar a população: a nova unidade não substitui o Hospital João Paulo II, que continuará atendendo casos de alta complexidade.
O Hospital Universitário chega para somar forças, oferecendo ambulatórios, médicos especialistas, UTI e salas de cirurgia, com a expectativa de ultrapassar a marca de 200 leitos. É um fôlego essencial para ajudar a reduzir a fila de regulação do SUS e desafogar o sistema de saúde como um todo. A previsão é que os primeiros atendimentos comecem já no segundo semestre, avançando gradativamente.
A sala de aula onde a vida acontece
Se, por um lado, o paciente ganha mais acesso à saúde, por outro, a juventude rondoniense ganha um espaço de excelência para aprender e pesquisar.
A reitora da Unir, Marília Pimentel, reforçou que o impacto na educação será imenso.
“É mais um equipamento de saúde que vem para a população, mas que também terá um impacto muito positivo na formação dos nossos alunos. É um avanço para a saúde do nosso estado”, pontuou.
E quem já vive essa expectativa na pele sabe o peso dessa conquista. João Felipe Xavier, estudante do quinto período de Medicina, resumiu o sentimento de quem em breve estará vestindo o jaleco nos corredores da nova unidade.
“Esse hospital não é um avanço só para nós, alunos, é um avanço para toda a população. Teremos mais locais de atuação e, no futuro, seremos médicos mais qualificados para atender a nossa própria comunidade.”
Esse sentimento de pertencimento e retorno social é compartilhado por Matheus Neri, também estudante de Medicina e presidente do Centro Acadêmico. Para ele, o grande ganho é fortalecer o elo entre a universidade e quem precisa de atendimento.
“Nós teremos uma melhor inserção junto à comunidade. É um lugar onde conseguiremos ter cada vez mais uma saúde de qualidade para a nossa população, sendo mais um centro de referência para a nossa cidade”, avaliou.
Em breve, as portas se abrirão. E o que antes era uma estrutura particular agora será um patrimônio de saúde, ensino e cuidado, de portas abertas para quem vive em Porto Velho.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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ONU alerta para risco de novo El Niño e possível seca severa na Região Norte
A possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño entre os meses de junho e agosto acendeu um sinal de alerta para autoridades e especialistas em clima. A previsão foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta elevada probabilidade de formação do fenômeno nos próximos meses.
A preocupação é ainda maior na Região Norte do Brasil, que continua enfrentando reflexos da severa estiagem registrada nos últimos anos. Durante o último evento climático de grande intensidade, diversos rios da Amazônia alcançaram níveis historicamente baixos, provocando dificuldades no transporte fluvial, comprometendo o abastecimento de água e afetando comunidades que dependem dos rios para locomoção e subsistência.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões climáticos em várias partes do mundo. Na Amazônia, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.
Especialistas alertam que uma nova estiagem severa pode gerar impactos não apenas para a Região Norte, mas também para outras áreas do país. Isso ocorre porque a floresta amazônica desempenha papel fundamental na formação de correntes de umidade responsáveis por influenciar o regime de chuvas em diferentes regiões brasileiras.
Diante da possibilidade de um novo período de seca, o governo federal anunciou a criação de um grupo de monitoramento para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar medidas preventivas. A iniciativa reúne órgãos públicos e instituições de pesquisa com o objetivo de reduzir os impactos sobre a população e os setores mais vulneráveis.
A recomendação de especialistas é que estados e municípios reforcem os planos de contingência, principalmente em áreas que historicamente sofrem com a redução dos níveis dos rios e com o aumento dos focos de incêndio durante períodos de estiagem prolongada.
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Justiça manda indenizar personal trainer que viralizou ao comer em banheiro
O personal trainer Guilherme Henrique Bezerra Feitosa deverá receber indenização por danos morais após decisão da Justiça de Rondônia relacionada a um caso que ganhou repercussão nacional no início deste ano. O profissional ficou conhecido após a divulgação de um vídeo em que aparecia realizando uma refeição no banheiro de uma academia em Porto Velho.
Na decisão, proferida pelo 4º Juizado Especial Cível da capital, o magistrado entendeu que houve irregularidade na forma como ocorreu a rescisão do contrato de prestação de serviços mantido entre as partes. Segundo o entendimento judicial, a medida contrariou princípios como a boa-fé objetiva e o dever de lealdade nas relações contratuais.
Conforme consta no processo, o personal trainer alegou que o encerramento do vínculo ocorreu de forma repentina, impedindo que ele comunicasse seus alunos sobre a situação. A defesa sustentou que a forma como tudo aconteceu causou prejuízos à sua imagem profissional e reputação.
Ao analisar o caso, a Justiça fixou indenização de R$ 3 mil por danos morais. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros, conforme estabelecido na sentença.
O pedido de indenização por lucros cessantes, no entanto, foi negado por ausência de provas documentais que demonstrassem os prejuízos financeiros alegados pelo profissional.
O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens mostrando Guilherme se alimentando no piso de um vestiário. A situação gerou debates sobre as condições de trabalho enfrentadas por profissionais autônomos que atuam em academias e sobre o acesso desses trabalhadores a espaços adequados para alimentação.
O processo tramita no Tribunal de Justiça de Rondônia e a sentença foi proferida no final de abril.
