Polícia
ATUALIZADA: Homem executado a tiros em apartamento na capital é identificado
Avenildo de Amorim Junior, de 24 anos, foi executado a tiros na noite desta segunda-feira (26/02). O crime ocorreu na rua Eurico Caruso com Sérgio Carvalho, no bairro Aponiã, zona leste de Porto Velho (RO).
De acordo com informações de testemunhas, o homem estava dentro de uma vila de apartamentos quando criminosos invadiram e efetuaram vários disparos de arma de fogo em sua direção. Atingido, Avenildo não resistiu e morreu no local. Uma adolescente de 16 anos que seria esposa da vítima foi baleada no braço.
Socorristas do SAMU constataram o óbito do homem e encaminharam a menor para o Hospital João Paulo ll.
Após os trabalhos periciais, o corpo foi removido pelo rabecão para o Instituto Médico Legal (IML).
Policiais Civis da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida (DECCV), já iniciaram as investigações para identificar os envolvidos no crime.

Polícia
Adolescente de 14 anos é executada pelo Tribunal do Crime
Encontrada morta em uma cova às margens da rodovia BR-163, Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, foi executada em uma sessão do Tribunal do Crime por membros do Comando Vermelho no último dia 6. O crime ocorreu em uma região de mata às margens da Rodovia BR-163 e, apesar da pouca idade, a vítima fazia parte do Primeiro Comando da Capital (PCC), tendo inclusive um namoro com um dos membros da facção. O corpo da jovem foi encontrado na noite desta quarta-feira (12).
As informações acerca da vítima e do envolvimento dela com o PCC foram reveladas ao Olhar Direto pelo delegado Artur Andrade Almeida, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), que atua à frente da investigação do caso. À reportagem, Arthur conta que a adolescente tirava fotos com símbolos da facção paulista.
“Ela namorava com um integrante e depois começou a fazer sinal do PCC, o ‘três’, no Instagram, e aí ameaçou algumas meninas do Comando Vermelho”, revelou o delegado. A jovem, segundo Arthur, não chegou a tomar partido de ações do PCC na cidade.
Ainda conforme Arthur, o namorado da vítima não está preso. O criminoso não teve a identidade revelada. Cinco criminosos estão envolvidos diretamente na morte da vítima e, deles, dois já foram presos. A vítima, segundo os próprios criminosos, namorava anteriormente com um membro do Comando Vermelho e, ao começar um relacionamento com o membro do PCC, teve a morte decretada.
Sequestro e morte
Claudia foi atraída até um hotel do município, onde foi sequestrada pelos criminosos. Durante uma semana, seu paradeiro foi um mistério e, por meio de imagens de câmeras de segurança, os policiais conseguiram identificar um veículo modelo Fiat Mobi, sendo posteriormente localizado e um dos envolvidos preso.
Em continuidade à procura da vítima, a equipe da Polícia Civil localizou o corpo da menor em uma área de mata na rodovia. Informações preliminares indicam que a vítima apresentava sinais aparentes de agressões e que havia indícios de asfixia. Ela também foi encontrada com as mãos amarradas e com uma corda ao redor do pescoço. O caso continua a ser investigado.
Fonte: Olhar Direto
Polícia
Trio é condenado a até 28 anos por ameaçar empresas e provocar incêndios
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da Promotoria de Justiça de Jaru, obteve no Poder Judiciário a condenação de três réus pelos crimes de organização criminosa, extorsão e incêndio. Os acusados foram sentenciados a penas que variam de 15 a 28 anos de reclusão em regime fechado.
Conforme o MP, em 2025, o grupo promoveu ações de extorsão a duas empresas provedoras de internet, localizadas nos municípios de Jaru e Theobroma, exigindo pagamentos sob ameaça de represálias. Em outubro daquele mesmo ano, como forma de intensificar as cobranças e coagir as vítimas, os acusados provocaram incêndios nos estabelecimentos.
O Ministério Público fundamentou a denúncia com um conjunto de laudos periciais, vídeos e outras provas digitais colhidas ao longo das investigações, que demonstraram a participação dos réus nos ataques.
Em relação às condenações, o primeiro acusado foi sentenciado pelos crimes de organização criminosa, extorsão, incêndio e associação para o tráfico, somando pena de 28 anos de reclusão. O segundo foi condenado pelos mesmos delitos, totalizando 16 anos. Por organização criminosa, extorsão e incêndio, o terceiro recebeu a pena de 15 anos de reclusão.
Os réus já estão presos e não poderão recorrer em liberdade.
Fonte: MPRO
Polícia
Homem é condenado a 23 anos de prisão por homicídio em Rondônia
A comarca de Nova Mamoré realizou, nesta quarta-feira (12), o primeiro julgamento pelo Tribunal do Júri desde a instalação da nova estrutura judiciária no município. A sessão ocorreu no prédio da Câmara dos Vereadores e foi presidida pela juíza Alle Sandra Adorno dos Santos Ferreira, reunindo representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, jurados, testemunhas e demais participantes do processo. O julgamento foi encerrado às 16h30, após mais de 8 horas de duração.
O réu Doriel Lemos da Silva foi julgado pelo homicídio de João Ribeiro da Silva, ocorrido em 12 de junho de 2024, na Avenida Marechal Deodoro, em Nova Mamoré. Segundo a denúncia, o acusado respondia por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria e decidiu pela condenação, afastando também a tese de que o crime teria sido praticado sob domínio de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima.
Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa e realizado o interrogatório do réu. Nos debates, o Ministério Público sustentou a procedência da acusação, enquanto a defesa apresentou teses de legítima defesa, exclusão das qualificadoras, entre outras. Após réplica e tréplica, os sete jurados responderam aos quesitos formulados pela juíza presidente. Ao final, a sentença foi lida e publicada em plenário.
Na sentença, a juíza Alle Sandra Adorno Ferreira condenou Doriel Lemos da Silva a 23 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Na dosimetria da pena, foram considerados os maus antecedentes, a multirreincidência, o emprego de meio cruel e o recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, além da confissão espontânea qualificada. A decisão também determinou o início imediato do cumprimento da pena e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Processo n. 7002707-45.2024.8.22.0015
Nova estrutura
O julgamento marca uma etapa importante para a prestação jurisdicional em Nova Mamoré e na região de fronteira, em área de grande expansão econômica e social. Antes vinculada à Guajará-Mirim, a nova comarca atende, além da sede, a mais quatro distritos. Instalada em outubro de 2025, a 24ª comarca do estado passou a contar com estrutura própria para a realização das sessões do Tribunal do Júri, permitindo que julgamentos de crimes dolosos contra a vida sejam realizados no próprio município, aproximando a Justiça da população.
A realização da primeira sessão ocorre na sequência da organização da nova estrutura da comarca, que conta com Vara Única. A regulamentação do Tribunal de Justiça de Rondônia passou a prever a comarca de Nova Mamoré entre as unidades judiciais do estado.
Mais júris
A programação definida pelo Judiciário prevê ainda novos julgamentos pelo Tribunal do Júri em Nova Mamoré, com todos os réus pronunciados encontrando-se presos, na continuidade da realização das sessões na própria comarca. Nesta sexta-feira, dia 14, no processo n. 7000261-06.2023.8.22.0015, vai a julgamento J. P. F. D. C. em ação judicial que corre em sigilo, acusado de ter matado a vítima por motivo fútil e com tortura (meio cruel), em dezembro de 2022, na zona rural de Nova Mamoré.
Já no próximo dia 18, será julgada a ação penal n. 7001768-65.2024.8.22.0015, na qual os réus Francisca de Souza Maximo e José Henrique dos Santos de Castro são acusados de homicídio qualificado por matar José Alex Sandro Barbosa de Oliveira e de tentar matar Elmar Barbosa, em março de 2024, na Avenida Cecília Meireles. Finalizando os julgamentos agendados do mês de agosto, no dia 20 (Processo n. 7003432-05.2022.8.22.0015) serão julgados os réus Ronaldo de Morais Lima, Jercineide Torres Camargo e Sueli da Silva Frota, acusados do homicídio a facadas de Maiara Albuquerque da Silva, na presença do filho, em 2022, no distrito de Nova Dimensão.
Com a realização do primeiro júri, Nova Mamoré passa a integrar o conjunto de comarcas do estado com estrutura para a realização desses julgamentos, fortalecendo a prestação jurisdicional e garantindo que a população local participe diretamente do processo de julgamento dos crimes dolosos contra a vida.
Fonte: TJRO
