Política
Voto em candidato irregular pode ser anulado, mesmo com nome na urna
Eleitores devem verificar a situação dos candidatos antes de votar nas eleições de outubro. Segundo a Justiça Eleitoral, votos dados a candidaturas que tiveram o registro indeferido, cancelado ou cassado podem ser anulados, mesmo que o nome ainda apareça na urna eletrônica.

Instrumento de cidadania e de participação democrática, o voto é uma ferramenta que possibilita ao eleitor escolher aqueles que ocuparão cargos que afetam diretamente a vida e a rotina da população.
Nulo involuntário
Ciente do risco de, ao ser anulado, o voto não produzir o efeito desejado, a Justiça Eleitoral brasileira tem recomendado aos eleitores que, antes de votar, verifiquem se as candidaturas escolhidas estão, de fato, em situação regular.
Embora pareça incomum, o nome e a fotografia de um candidato podem continuar aparecendo na urna eletrônica, nos casos de candidaturas que tenham sido vetadas durante o processo eleitoral, após a instalação do programa no dispositivo.
De acordo com a Justiça Eleitoral, votos dados a candidatos que tiveram o registro indeferido, cancelado, não conhecido ou cassado, nas hipóteses previstas na legislação eleitoral, podem ser considerados nulos.
Candidaturas irregulares
Mais de mil candidaturas às eleições gerais de outubro foram indeferidas recentemente pela Justiça Eleitoral.
Entre as irregularidades apontadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão descumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral; falta de condições de elegibilidade, ilegalidades na convenção partidária; e falta de compatibilidade com o cargo público.
DivulgaCandContas
Diante desse cenário, a Justiça Eleitoral sugere que, antes de votar, o eleitor consulte a situação das candidaturas no sistema DivulgaCandContas, disponível nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
A plataforma reúne informações atualizadas sobre os candidatos e seus registros.
Votos nulos e brancos
A Justiça Eleitoral esclarece que o voto em candidaturas irregulares não deve ser confundido com o voto nulo exercido de forma voluntária pelo eleitor.
O voto nulo ocorre quando é digitado um número que não corresponde a uma candidatura válida. Nesse caso, o voto é registrado, mas não entra na contagem dos votos válidos que definem os eleitos.
Os votos em branco, registrado a partir do clique na tecla específica para esse fim, seguem a mesma lógica: são contabilizados nas estatísticas da eleição, mas não são considerados para a definição do resultado do pleito.
Tira-dúvidas
O candidato pode aparecer na urna e não estar apto a concorrer?
Sim. Em determinadas situações previstas pela legislação eleitoral, o nome pode permanecer na urna eletrônica mesmo após mudanças na situação jurídica da candidatura.
O que acontece se eu votar em um candidato com candidatura invalidada?
Dependendo da situação do registro, o voto pode ser considerado nulo ou ficar registrado como anulado sub judice, aguardando decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
O que significa voto anulado sub judice?
É o voto dado a uma candidatura cuja situação ainda depende de decisão judicial definitiva. O destino desses votos será definido ao final do processo.
Como saber se um candidato está apto?
A consulta pode ser feita no sistema DivulgaCandContas, disponível nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
Votos nulos e votos em branco anulam a eleição?
Não. Eles não são computados como votos válidos e não anulam automaticamente o resultado do pleito.
O que é voto nulo?
É o voto registrado quando o eleitor digita e confirma um número que não corresponde a nenhuma candidatura válida. Esse voto não é atribuído a candidato ou partido.
Fonte: Agência Brasil
Política
Eleições 2026: TRE-RO altera locais de votação em Rondônia
Eleitores de Rondônia precisam ficar atentos antes de sair de casa para votar no primeiro turno das Eleições 2026, marcado para este domingo (4). O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) alterou o endereço de diversos locais de votação em municípios do estado.
As mudanças envolvem Porto Velho e cidades do interior. Em alguns casos, todas as seções de determinado endereço foram transferidas. Em outros, somente algumas seções mudaram, enquanto as demais permanecem no local original.
A orientação é que o eleitor confira antecipadamente onde deverá votar para evitar deslocamentos desnecessários e problemas no dia da eleição. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”, ou pelo sistema de consulta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em caso de segundo turno para presidente ou governador, a votação está prevista para 25 de outubro.
Confira os municípios que tiveram alterações:
Alta Floresta D’Oeste – 17ª Zona Eleitoral
A votação da CEEJA Luiz Vaz de Camões – Escola Estadual, na Avenida Rio de Janeiro, 4776, bairro Cidade Alta, foi transferida para a Floresta Encantada – Escola Municipal, na Avenida Bahia, 4598, bairro Cidade Alta.
Também houve mudança para os eleitores que votavam na Herbert José Souza – Escola Municipal, na Linha 144, KM 50, bairro Assentamento, e na 7 de Setembro – Escola Municipal – Sucuri. As seções passam a funcionar na Pedro Aleixo – Escola Municipal, localizada na Linha 148 C/65, KM 40.
Alvorada do Oeste – 18ª Zona Eleitoral
A votação que era realizada na Professora Matilde Dutra Rozo – Escola Municipal, na Avenida 9 de Julho, 4425, bairro CTG, passou para o Centro Educacional Infantil Criança Feliz, na Avenida Sargento Nogueira Vaz, 5253, Centro.
Candeias do Jamari – 21ª Zona Eleitoral
Os eleitores da Escola Municipal Jequitibá, localizada na Linha 35, KM 28, Vila Boa Esperança, Projeto de Assentamento Jequitibá, devem votar na Escola Mário Covas – Vila Miriti, na Linha 45, KM 50, Vila Miriti.
Chupinguaia – 8ª Zona Eleitoral
A seção da Escola Municipal Jacob Arnaldo Pereira, no distrito de Nova Andradina, foi transferida para a Escola Municipal Ana Paula Marques, na Rua Tancredo Neves, 1435, distrito de Boa Esperança.
Cujubim – 26ª Zona Eleitoral
As seções 205 e 212, que funcionavam na Escola Municipal Pequeno Príncipe, na Rua Rouxinol, 2481, Setor 02, passaram para a Escola Estadual Antônio Francisco Lisboa, na Avenida Maracanã, 1413, Setor 03.
As seções 111, 118, 143, 156, 163, 168, 174, 178, 179, 180, 183, 184, 186, 189 e 194 continuam na Escola Pequeno Príncipe.
Espigão do Oeste – 12ª Zona Eleitoral
A votação da Escola João Bravo – Aldeia Indígena Cinta Larga, na Aldeia João Bravo, foi transferida para a Escola Roosevelt – Aldeia Indígena Cinta Larga, na Aldeia Roosevelt.
Itapuã do Oeste – 2ª Zona Eleitoral
Os eleitores que votavam na Escola Estadual João Francisco Correia, na Rua Senador Olavo Pires, 1363, Centro, agora devem se dirigir à Escola Municipal Sossego da Mamãe, também na Rua Senador Olavo Pires, no Centro.
Ji-Paraná – 30ª Zona Eleitoral
A votação da Escola Municipal São Gabriel, na Linha União, KM 16, zona rural, foi transferida para a Escola Estadual Janete Clair, na Rua Joaquim F. de Oliveira (T-24).
Ouro Preto do Oeste – 13ª Zona Eleitoral
Na Câmara Municipal, apenas as seções 34 e 35 foram transferidas. Elas deixam o endereço da Avenida Gonçalves Dias, 4236, bairro da União, e passam para a Escola Municipal Sininho, na Rua Maringá, 436, bairro Jardim Bandeirantes.
As seções 36, 37, 38, 58, 59, 60 e 204 permanecem na Câmara Municipal.
Na Escola Estadual Monteiro Lobato, na Rua Osvaldo Cruz, 416, bairro da Liberdade, somente as seções 61, 62 e 193 foram transferidas para o Teatro Municipal, na Avenida XV de Novembro, S/N, bairro União, no Complexo da Praça da Liberdade.
As seções 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 145, 155 e 157 continuam na Monteiro Lobato.
Parecis – 19ª Zona Eleitoral
A votação da Escola Municipal Antônio Cândido da Silveira, na Linha 90, Kapa 0, KM 22, foi transferida para a Escola Municipal José Cestari, na Rua Getúlio Dorneles Vargas, 393, Centro.
Já os eleitores da Associação dos Produtores Rurais, na Linha 65, Lote 24-Remanescente, Flor da Selva, devem votar na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, na Linha 65, Lote 24-11, Flor da Selva.
Pimenta Bueno – 9ª Zona Eleitoral
A seção da Escola Estadual Anísio Serrão de Carvalho, na Avenida Costa e Silva, 321, Alvorada, passou a funcionar na Escola SESI, na Avenida Turíbio Odilon Ribeiro, 781, Alvorada.
Porto Velho
Na capital, as alterações envolvem as 2ª, 6ª, 20ª e 21ª Zonas Eleitorais.
Pela 2ª Zona Eleitoral, os eleitores da Escola Estadual Marechal Castelo Branco, na Avenida Farquar, 2739, Arigolândia, foram transferidos para a Escola Estadual Duque de Caxias, na Avenida Farquar, 1969, Arigolândia.
A votação da Escola Estadual 4 de Janeiro, na Rua Gregório Alegre, 5761, Aponiã, passou para a Escola Municipal Belezas do Buriti, na Rua Trindade, 3454, Flodoaldo Pontes Pinto.
Já os eleitores da Escola Estadual John Kennedy, na Rua Salgado Filho, 2286, São Cristóvão, devem votar na Escola Municipal Antônio Ferreira da Silva, na Rua Duque de Caxias, 2454, São Cristóvão.
Também houve transferência da Escola Municipal Prof. Antônio Augusto Rebelo das Chagas, na Rua Almirante Tamandaré, 5770, São Sebastião II, para a Escola Estadual São Sebastião I, na Rua Castro Alves, 5965, São Sebastião.
Na 6ª Zona Eleitoral, o local de votação do distrito de Jacy Paraná, que funcionava na Escola Joaquim Vicente Rondon, na Rua Antônio Gomes, 174, passou para a Escola Cora Coralina, na Rua Hilário Maia.
A votação que ocorria na Escola Estadual Getúlio Vargas, na Rua Prudente de Moraes, 1924, Areal, e no Tiradentes VII – Colégio Militar Estadual, na Rua Salgado Filho, 404, Roque, passou para o São Lucas Educacional Campus 2, na Rua Guanabara, 650, Mato Grosso.
Já os eleitores da Escola Municipal Padre Chiquinho, na Avenida Campos Sales, 860, Areal, foram transferidos para a Escola Estadual Padre Mário Castagna, na Avenida Campos Sales, 395, Tupi.
Pela 20ª Zona Eleitoral, a votação da Escola Estadual Raimundo Nonato Vieira da Silva, no Ramal Linha 28 de Novembro, KM 22, distrito de Cujubim Grande, passou para a Escola Municipal Deigmar Moraes de Souza, na Estrada 28 de Novembro, S/N, Ramal da Penal, distrito de Cujubim Grande.
O local da Unidade de Saúde Maria Nobre da Silva, em Nazaré, no Baixo Madeira, também foi alterado. A nova votação será na Escola Municipal Manoel Maciel Nunes, na Rua Principal, Baixo Madeira.
Já a Escola Militar Dom Pedro II, na Rua Alexandre Guimarães, 3862, foi substituída pelo SESC Escola, na Rua Matrinchã, 915, bairro Lagoa.
Na 21ª Zona Eleitoral, a Escola Estadual São Luiz, na Rua Mário Andreazza, 8186, bairro Juscelino Kubitschek, foi transferida para o prédio da antiga Uniron, na Avenida Mamoré, 1520, bairro Cascalheira.
A Escola Municipal Wadih Darwich Zacarias, na Rua Cidade, 2818, bairro Três Marias, também teve alteração. O novo endereço é a Escola Municipal Auta de Souza, na Rua 5 de Outubro, 1555, bairro São Francisco.
Presidente Médici – 3ª Zona Eleitoral
A votação da Igreja Católica – Comunidade Nossa Senhora da Glória, na Linha 128, esquina com a Linha 114, Setor Riachuelo, zona rural, foi transferida para a Escola Municipal Lima Barreto, no mesmo trecho.
Já a Escola Estadual Irmã Dorothy Mãe Stang – Chico Mendes 3, no Assentamento Chico Mendes 3, 6ª Linha, Agrovila 8, foi substituída pela PS Chico Mendes I, II e III – Unidade Básica de Saúde, no Assentamento Chico Mendes 3, 7ª Linha, Agrovila 8.
Rolim de Moura – 29ª Zona Eleitoral
A Escola Estadual José Rosales dos Santos, na Avenida São Bento, 3572, distrito de Nova Estrela, passou para a Escola Municipal Pequeno Príncipe, na Avenida Ariboia, 2892, no mesmo distrito.
Já a Escola Estadual Maria do Carmo de Oliveira Rabelo, na Avenida Relíquia, 4560, bairro Olímpico, foi transferida para a UNIR – Universidade Federal de Rondônia, na Avenida Norte/Sul, 7300, Nova Morada.
Santa Luzia D’Oeste – 19ª Zona Eleitoral
A votação da Escola Municipal José Ronaldo Aragão, na Rua Valdeberto José de Oliveira, 2000, bairro Saúde, passou para a Creche Tia Lili, na Avenida Rio Grande do Sul, 3331, bairro Saúde.
São Felipe D’Oeste – 19ª Zona Eleitoral
O local da Escola Estadual Felipe Camarão – Igreja Jesus de Nazaré, na Avenida Jorge Teixeira de Oliveira, 80, Centro, foi substituído pela Escola Municipal Geone Silva Ferreira, na Avenida Sete de Setembro, 391, Centro.
A Comunidade Bom Jesus – Igreja também teve alteração e foi substituída pela Escola Municipal Orlindo Gonçalves da Rocha, na Rua 05, esquina com a Avenida 01, nº 5015, distrito Novo Paraíso, RO-489, Centro.
Urupá – 18ª Zona Eleitoral
Os eleitores que votavam na Escola Municipal Oliveira Paiva, na Linha TN 10, Setor Paz, devem se dirigir à Escola Municipal Euclides Cunha, na Linha C3, distrito Núcleo Primavera.
Para evitar problemas no dia da votação, o eleitor deve confirmar o endereço da sua seção antes de sair de casa. O TSE disponibiliza a consulta pelo e-Título e pelo Autoatendimento Eleitoral, enquanto o TRE-RO também mantém as informações sobre as alterações em seus canais oficiais.
Política
Violência política no período pré-eleitoral foi a maior da década
Um total de 354 casos de violência política (um a cada 44 horas), entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, representou o mais grave período pré-eleitoral da década, aponta estudo divulgado nessa quarta-feira (30) pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global. 

Para a coordenadora de incidência política da ONG Terra de Direitos, Gisele Barbieri, o cenário configura grave ameaça não apenas à vida de mandatários, mas à sustentabilidade do regime democrático e das instituições.
As mulheres foram vítimas de metade (50,6%) de todos os episódios de violência política. Elas ocupam apenas cerca de 18% das cadeiras legislativas do país, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Gisele defende uma atuação conjunta do Estado para enfrentar a situação.
“Principalmente no que se refere aos casos contra mulheres, cisgêneras, transexuais e travestis que foram metade das vítimas dos episódios de violência política”, afirma.
A violência física (agressões, atentados e assassinatos) tem homens como alvos em 77,2% dos casos. Já a violência simbólica (ameaças e ofensas) atingiu mais as mulheres (58,3%).
Ameaças de violência sexual (31 casos) e episódios com conteúdo de conotação sexual ou comentários sobre o corpo e aparência (67 casos) tiveram 100% dos casos relacionados a mulheres. O estudo, que chegou à quarta edição, mostra que 96,3% dos episódios ocorreram contra ocupantes de cargos eletivos.
“A violência política contra as mulheres é sistêmica e evidencia o quanto o nosso sistema democrático impede o acesso das mulheres aos espaços de poder e decisão”, acrescenta a pesquisadora.
Segundo uma das coordenadoras da pesquisa, Franciele Petry, a violência política pode intimidar novas candidaturas. “A violência política precisa ser enfrentada porque sua reprodução impede justamente uma participação plena e efetiva de determinados grupos e corpos”. Isso inclui, na sua opinião, as mulheres, as pessoas negras , as transexuais e as pessoas LGBTQIAP+.
“Não é possível afirmar que estamos em uma democracia plena se os espaços de representação não são ocupados por essa diversidade”, diz Franciele. De acordo com as entidades, os números da campanha eleitoral de primeiro turno serão divulgados na próxima semana. Em 2025, ano sem eleições, houve 225 casos registrados.
Violência racial
Entre as mulheres vítimas de violência política, uma em cada três era preta (64 de 179 casos). Entre os homens, um em cada nove. Mulheres representaram 64 dos 84 episódios contra pessoas pretas, e onze delas eram trans ou travestis. Quatro mulheres indígenas e uma amarela também foram vítimas.
Entre as vítimas, das 32 pessoas que sofreram ataques repetidos ao longo desse período pré-eleitoral, 23 foram mulheres.
O levantamento ainda mostra que as quatro ameaças do período assinadas por grupos ou perfis declaradamente neonazistas ou supremacistas tiveram como alvo mulheres pretas, em quatro estados de quatro regiões diferentes: a prefeita Professora Nilda (RN) e as vereadoras Alice Carvalho (RS), Vivi Reis (PA) e Adriana Gerônimo (CE).
Violência nas cidades
Pelo menos 63% dos casos se concentraram na política municipal (vereadores e prefeitos), as maiores vítimas da série histórica. Ao menos 24 dos 28 episódios com intenção de matar (incluindo 10 dos 11 assassinatos e 14 dos 17 atentados registrados) ocorreram contra políticos que atuam nos municípios.
“A pesquisa mostra que inclusive grupos criminosos e até mesmo policiais estão entre os responsáveis pelos atos de violência. Estamos diante de um cenário que ameaça não apenas a vida de representantes políticos, mas também o funcionamento das instituições democráticas”, afirma a diretora executiva da Justiça Global, Glaucia Marinho,.
Vereadores e vereadoras correspondem a 49,6% das vítimas, com 176 dos episódios identificados. Foram registrados, em média, três episódios de violência para cada mil vereadores eleitos em 2024.
Gisela Barbieri lamenta que a maior parte dos casos de violência política fique impune. “Precisamos de respostas urgentes para esses crimes, exigindo do Estado a aplicação das sanções previstas na Lei 14.192, aprovada em 2021, para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher”.
Pelo menos 300 episódios (84,5%) tiveram denúncia formal ou pública, mas apenas 46 casos (13%) contam com apuração judicial ou policial em curso e somente nove deles (2,5% do total) resultaram em punição efetiva dos autores.
A pesquisa indica que em 64 episódios (18,1% do total) o agressor também tinha mandato eletivo ou cargo público. Policiais e outros agentes estatais são os agressores em 29,9% dos casos. Em 52 dos episódios, as agressões ocorreram dentro do próprio local de trabalho parlamentar.
Fonte: Agência Brasil
Política
Conheça os direitos das pessoas com deficiência no dia das eleições
Dos 158 milhões de brasileiros e brasileiras aptos a votar nas eleições de 2026, quase 2 milhões são pessoas com deficiência.

O podcast VideBula, da Radioagência Nacional, explica quais são os principais direitos desses eleitores no dia das eleições.
Braile e áudio
Quando a urna eletrônica foi lançada em 1996, ela já tinha teclas em braille. Desde então, nos últimos 30 anos, novos recursos são incorporados a cada eleição.
Segundo o chefe da Seção de Voto Informatizado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rodrigo Coimbra, a urna eletrônica conta com diversos mecanismos de acessibilidade, com especial destaque para o suporte a eleitores com deficiência visual ou auditiva.
“Na urna, o eleitor utiliza um teclado mecânico com teclas em alto relevo e clique audível. As teclas possuem indicações em braile. A tecla cinco possui destaque em relevo e a tecla confirma possui tamanho diferenciado. Essas características auxiliam os eleitores com deficiência visual”, explicou Coimbra ao VideBula.
Outro mecanismo de assistência com foco nos deficientes visuais é o uso de sintetização de voz, que dá orientações faladas sobre o processo de votação, assim como a indicação da escolha feita pelo eleitor.
Para o uso das orientações por voz, a Justiça Eleitoral fornece fones de ouvido para uso com a urna. Não é permitido usar fones de ouvido próprios, somente os fornecidos pela Justiça Eleitoral no dia da votação.
A voz da urna guia o eleitor cego ou com baixa visão por todo o processo: informa o cargo em votação, os números digitados e o nome da candidatura escolhida.
Em 2026, as pessoas com baixa visão também terão acesso a novas funcionalidades, como o uso de uma fonte de caracteres projetada para pessoas com baixa visão, que garantem uma legibilidade melhor para o texto da urna.
Libras
Para pessoas com deficiência auditiva, a urna eletrônica disponibiliza interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), que indica qual cargo está em votação, além da indicação da escolha por voto branco, nulo ou de legenda.
Essa última parte, da tradução de votos brancos, nulos e em legenda, é novidade para 2026.
A janela de Libras ocupa metade da altura e um quarto da largura da tela, o que garante visibilidade adequada.
O design da urna também atende a eleitores de alturas diversas, como pessoas em cadeira de rodas ou com nanismo.
Direitos
De acordo com a legislação, o eleitor com deficiência pode votar acompanhado de uma pessoa de sua confiança. O acompanhante pode ingressar na cabine e até digitar os números na urna se necessário.
Mas duas condições precisam ser observadas:
- A presença do acompanhante deve ser imprescindível para que a votação ocorra, ou seja, quando o eleitor realmente não consegue votar sozinho.
- A pessoa não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido político ou de coligação.
Não é preciso pedir autorização com antecedência. Basta comunicar o presidente da mesa no dia da votação.
Também é permitido o uso de instrumentos mecânicos de tecnologia assistiva que auxiliem os eleitores a votar, como hastes especiais para amputados, por exemplo. Os equipamentos só não podem ser eletrônicos ou comprometer o sigilo do voto.
Neurodivergentes
A Resolução nº 23.759/2026 do TSE assegura atendimento prioritário às pessoas com autismo no dia da votação. Não é necessário de cadastro prévio ou laudo: basta falar com o presidente da mesa na seção eleitoral.
O artigo 31, parágrafo primeiro, da mesma resolução garante às pessoas com autismo, que é considerado deficiência, o direito de votar acompanhada por alguém de sua confiança, inclusive para digitar os números na urna, desde que autorizado pelo presidente da mesa.
Recursos para pessoas com deficiência auditiva ou visual
- Teclados com braile
- Auxílio em áudio – é possível regular o volume e a velocidade da voz sintetizada
- Fonte de caracteres projetada para pessoas com baixa visão
- Design para atender a eleitores de alturas diversas, como pessoas em cadeira de rodas ou com nanismo.
- Interpretação em Libras
Prioridades
- Na hora da votação, a prioridade é para pessoas com mais de 80 anos.
- Na sequência, por ordem de chegada, têm preferência às pessoas idosas, com deficiência, autismo, gestantes, obesas e com crianças de colo.
- Doadores de sangue também têm prioridade para votar, mas são os últimos dessa fila. E precisam apresentar documento provando que a última doação tem menos de 120 dias.
Fonte: Agência Brasil
