Polícia
TJRO determina novo júri para mãe e filho acusados de homicídio
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) decidiu que uma mulher e o filho dela deverão ser julgados novamente pelo Tribunal do Júri de Porto Velho. A determinação ocorreu após os desembargadores identificarem uma possível incompatibilidade na decisão tomada pelos jurados durante o primeiro julgamento.
Na sessão anterior, o Conselho de Sentença havia absolvido os dois acusados da acusação de homicídio, mas, ao mesmo tempo, os condenou pela ocultação do corpo da vítima, que teria sido queimado e levado para uma área afastada com o intuito de dificultar sua identificação.
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) apresentou recurso contra a decisão. Ao analisar o caso, a 2ª Câmara Criminal entendeu que as conclusões apresentadas pelo Conselho de Sentença eram incompatíveis entre si, justificando a realização de uma nova sessão do Tribunal do Júri.
O processo teve como relator o desembargador Álvaro Kalix, que determinou que o novo julgamento seja realizado por outro Conselho de Sentença. A nova sessão deverá analisar novamente as acusações de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, assegurando aos réus o direito à ampla defesa.
O caso trata da morte de Wilmar de Sousa, registrada em 9 de junho de 2017, na residência onde ele morava com os acusados, localizada na Rua Salgado Filho, bairro São João Bosco, em Porto Velho.
Segundo a acusação apresentada no processo, o crime teria sido motivado pelo interesse em valores que a vítima possuía, incluindo uma pensão previdenciária e um seguro de vida estimado em R$ 150 mil.
A denúncia também aponta que o assassinato teria relação com uma tentativa de esconder um suposto furto de relógios cometido pela mulher no apartamento de um vizinho. Conforme a acusação, Wilmar teria conhecimento do ocorrido e ameaçado informar o caso às autoridades.
Ainda de acordo com os autos, no dia da morte, mãe e filho teriam utilizado facas para atacar a vítima dentro da própria residência, atingindo-a na região do tórax após o jantar.
Depois do homicídio, o corpo teria sido queimado e transportado para um ponto afastado. A acusação sustenta que a ação tinha como objetivo dificultar a identificação da vítima.
A divergência entre a absolvição pelo homicídio e a condenação pela ocultação do cadáver foi o principal ponto considerado pelo Tribunal de Justiça para determinar a realização de um novo julgamento.
Com a decisão, mãe e filho voltarão ao Tribunal do Júri, onde outro Conselho de Sentença deverá analisar as acusações. O julgamento do recurso ocorreu em sessão eletrônica entre os dias 3 e 7 de agosto de 2026.
Além do relator Álvaro Kalix, participaram da análise os desembargadores José Jorge Ribeiro da Luz e Adolfo Theodoro Naujorks Neto.
Polícia
Fuga termina com 182 kg de skunk apreendidos e suspeito preso
A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em ação conjunta com a Polícia Civil (PCRO), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 2), apreendeu cerca de 182,3 kg de skunk na manhã deste sábado (26). A ocorrência foi registrada no município de Nova Brasilândia d’Oeste/RO, na Rodovia RO-010.
A integração entre as forças de segurança resultou na localização de um veículo de passeio que transitava pela região. Ao ser emitida ordem de parada pelas equipes policiais, o condutor desobedeceu e empreendeu fuga. Após alguns quilômetros de acompanhamento tático, o automóvel foi imobilizado e dois ocupantes abandonaram o veículo, evadindo-se a pé em direção à vegetação fechada.
Durante as buscas na área de mata, os policiais localizaram um dos suspeitos, de 41 anos, que acabou preso. No interior do automóvel, foram encontrados seis sacos contendo a substância entorpecente, conhecida como “supermaconha”.
O homem detido foi encaminhado, juntamente com o material apreendido, à Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 2) em Cacoal/RO.
Fonte: PRF/RO
Polícia
Operação destrói máquinas e gera prejuízo de R$ 2 milhões ao garimpo ilegal
A Polícia Federal, em ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou nos dias 24 e 25 de setembro de 2026 a Operação Fornalha, voltada ao combate ao garimpo ilegal em terras indígenas na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.
As equipes fiscalizaram áreas de garimpo em três terras indígenas: a Sete de Setembro, que abrange os municípios de Cacoal/RO e Rondolândia/MT; a Zoró, localizada em Rondolândia/MT; e a Roosevelt, no trecho situado em Rondolândia/MT.
Durante a operação, foram localizados e inutilizados duas escavadeiras hidráulicas, quatro dragas, cinco motores e dois acampamentos utilizados na extração ilegal de minério. O prejuízo estimado aos responsáveis pela atividade criminosa supera R$ 2 milhões. Também foram apreendidos um frasco contendo mercúrio, uma espingarda e aparelhos celulares.
A ação contou com o apoio da Coordenação de Aviação Operacional (CAOP) da Polícia Federal.

Fonte: Polícia Federal
Polícia
Detento é encontrado morto dentro de cela em presídio
Um detento de 24 anos, identificado apenas como Andrio, foi encontrado morto no fim da tarde desta quinta-feira (24), dentro de uma cela do Presídio Agenor Martins de Carvalho, em Ji-Paraná (RO).
Conforme as informações, o jovem estava sozinho na cela quando foi localizado por um servidor da unidade durante uma ronda. O funcionário teria percebido que o detento estava pendurado pelo pescoço com um lençol.
A Polícia Militar foi acionada e enviou uma equipe até o presídio para acompanhar a ocorrência. A perícia técnica também esteve na unidade e realizou os procedimentos necessários para analisar as circunstâncias da morte.
Segundo os dados iniciais, Andrio cumpria pena por roubo, previsto no artigo 157 do Código Penal.
Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo foi liberado e encaminhado por uma funerária de plantão.
A hipótese inicial é de suicídio, mas a dinâmica da morte ainda deverá ser esclarecida oficialmente pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Fonte: com informações Portal Jipa
