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Polícia

Assassinatos e casos de trabalho escravo no campo aumentam no país

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A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou, nesta segunda-feira (27), a 40ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil. Houve uma queda de 28% nas ocorrências: foram 1.593 em 2025, contra 2.207 em 2024. Porém, os assassinatos de trabalhadores e de povos da terra, das águas e das florestas dobraram: passaram de 13 para 26 vítimas no ano passado.

A maior parte dos assassinatos aconteceu na Amazônia Legal. Foram 16 casos, distribuídos entre os estados do Pará (sete), Rondônia (sete) e Amazonas (dois).

“Esses números revelam o avanço de um projeto histórico de expansão colonial e capitalista sobre a Amazônia, que continua atingindo e transformando os povos e territórios inteiros em alvos de expropriação e extermínio”, analisa a integrante da Articulação das CPTs da Amazônia Larissa Rodrigues.

Ela também atribui esse quadro ao fortalecimento do “consórcio entre grilagem, crime organizado, setores do Estado, além de setores privados, que atuam juntos para atingir terras públicas e áreas protegidas”.

O relatório mostra que os fazendeiros são os principais agentes envolvidos nos assassinatos. Dos 26 casos, eles foram responsáveis por 20, seja na condição de mandantes ou de executores.

Outros registros de violência que também tiveram crescimento de 2024 para 2025 foram as prisões (de 71 para 111), casos de humilhação (de cinco para 142) e cárcere privado (de um para 105).

“A alta dos casos de humilhação e cárcere, por exemplo, se dá pela ação arbitrária da Polícia Militar do estado de Rondônia, que, em novembro de 2025, no contexto da Operação Godos, interrompeu uma reunião pública com cerca de 100 famílias sem terra, despejadas de seus acampamentos, e servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar”, analisa o documentalista do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc/CPT) Gustavo Arruda.

“O aumento dos casos de prisões também se dá por conta de ações pontuais da força do Estado sobre comunidades. É reflexo da polícia do estado da Bahia, que prendeu cerca de 24 povos originários da Terra Indígena (TI) Barra Velha; e da Polícia Militar de Rondônia, que realizou diversas operações de perseguição a integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP)”, complementa.

Violência

Quando considerados todos os tipos de conflitos, a violência por terra tem o maior percentual (75% ou 1.186 casos), seguida por conflitos trabalhistas (10% ou 159), conflitos pela água (9% ou 148), e acampamentos, ocupações e retomadas (6% ou 100).

Os principais casos de violência na terra foram: contaminação por agrotóxicos (127 casos), invasão (193) e pistolagem (113). As principais vítimas foram os povos indígenas (258 ocorrências), seguidos por posseiros (248), quilombolas (244) e povos sem-terra (153).

Os fazendeiros representam a categoria que mais causou violência no eixo terra (515 casos), seguidos por empresários (180), governo federal (114) e governos estaduais (85).

Os principais casos de conflito pela água envolveram a resistência do povo do campo contra destruição ou poluição (1034), não cumprimento de procedimentos legais (754), diminuição do acesso à água (425) e contaminação por agrotóxico (129).

Os indígenas foram as principais vítimas nos conflitos por água (42 ocorrências), seguidos dos quilombolas (24), pequenos agricultores (20) e os ribeirinhos (17).

Os principais agentes causadores de violências no eixo água foram: mineradoras (34), empresários (29), garimpeiros (26), fazendeiros (23) e usinas hidrelétricas (nove).

Trabalho escravo

O relatório da CPT indica que houve aumento de 5% nos casos de trabalho escravo ou análogo à escravidão (foram 159 em 2025) e de 23% no total de trabalhadores resgatados nesta condição (1.991).

Os pesquisadores destacam a construção de uma usina no município de Porto Alegre do Norte (MT): 586 pessoas foram resgatadas. Elas eram aliciadas nas regiões Norte e Nordeste do país, obrigadas a dormir em quartos precários e superlotados, tinham alimentação precária e sofriam com ausência frequente de água e de energia.

As atividades econômicas com mais trabalhadores resgatados são: construção de usina (586), lavouras (479), cana-de-açúcar (253), mineração (170) e pecuária (154). Segundo a CPT, são setores que historicamente concentram os maiores registros de trabalho escravo, com destaque recorrente para as lavouras e a pecuária.

Plataforma Socioambiental

A CPT lançou nesta segunda-feira, em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o Observatório Socioambiental, iniciativa da sociedade civil que reúne dados sistematizados entre 1980 e 2023 sobre violações de direitos humanos, desmatamento e expansão da agricultura industrial no Brasil.

Segundo os organizadores, dados de diferentes fontes estarão reunidos, cruzados e disponibilizados em um ambiente digital interativo, que permitirá visualizar, de forma segmentada, por estados e municípios, a relação direta entre o avanço da produção de commodities e os conflitos socioambientais no país.

Fonte: Agência Brasil

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PM estoura boca de fumo e prende três suspeitos de tráfico

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A Polícia Militar de Rondônia prendeu três homens suspeitos de tráfico de drogas durante uma ação realizada na noite de quinta-feira (30), na rua Rio de Janeiro, em Porto Velho. A ocorrência foi registrada por volta das 18h30, após a equipe receber denúncias sobre intensa comercialização de entorpecentes em uma residência.

No local, os policiais montaram um cerco tático. Ao perceberem a aproximação da guarnição, os suspeitos tentaram fugir pelos fundos do imóvel, pulando o muro da residência, mas foram rapidamente localizados e detidos pela segunda fração da equipe em uma área de matagal. No interior da casa também foi abordada uma adolescente.

Durante as buscas no imóvel, os policiais encontraram diversas porções de maconha, cocaína em pó e crack, todas embaladas e prontas para a venda. As informações levantadas indicaram que os três homens eram responsáveis pela comercialização das drogas, enquanto a adolescente atuava como “olheira” e realizava a entrega dos entorpecentes aos compradores.

Na ação foram apreendidas 41 porções de maconha, uma porção grande da mesma droga, 12 porções de cocaína em pó, quatro porções de crack, uma balança de precisão, três máquinas de cartão utilizadas para receber pagamentos da venda de drogas, R$ 34,80 em moedas e dois aparelhos celulares supostamente utilizados na atividade criminosa.

Diante dos fatos, os três suspeitos receberam voz de prisão, enquanto a adolescente foi apreendida. Todos foram encaminhados, juntamente com o material apreendido, à Central de Flagrantes de Porto Velho, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial para as providências cabíveis.

Fonte: Assessoria PM/RO

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Motorista sem CNH capota carro após colisão na BR-364

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Um acidente envolvendo dois veículos terminou em capotamento na BR-364, nas proximidades do antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no trecho entre Jaci-Paraná e Porto Velho, nesta sexta-feira (31).

De acordo com as informações apuradas pela a equipe do Notícias Urgentes, os dois automóveis trafegavam no mesmo sentido quando um dos motoristas perdeu o controle da direção após o estouro de um pneu. Em seguida, ocorreu a colisão entre os veículos, fazendo com que um deles capotasse às margens da rodovia.

Apesar do forte impacto e dos danos causados aos automóveis, nenhum dos condutores sofreu ferimentos.

A Polícia Rodoviária Federal esteve no local para registrar a ocorrência. Durante os procedimentos, foi constatado que o motorista do veículo que capotou não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As circunstâncias do acidente serão apuradas.

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PM deflagra mega operação contra facções criminosas

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A Polícia Militar de Rondônia iniciou, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (31), uma grande operação em Porto Velho com foco no combate às organizações criminosas que atuam na capital. A ofensiva concentra ações principalmente em condomínios populares apontados como áreas de atuação de integrantes de facções.

Segundo o tenente-coronel Amorim, comandante do Comando de Policiamento Regional I (CPR-I), a operação tem como principal objetivo intensificar o enfrentamento à criminalidade e enfraquecer a atuação dos grupos criminosos. A mobilização contará com reforço do efetivo e seguirá pelos próximos dez dias, com ações estratégicas em diferentes regiões da cidade.

O secretário de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania, coronel Pachá, acompanha o desenvolvimento da operação, que reúne equipes da Polícia Militar em uma ofensiva voltada ao aumento da presença policial e à realização de abordagens, patrulhamentos e outras medidas de repressão ao crime organizado.

A expectativa é de que, ao longo da operação, sejam divulgados os resultados das ações, incluindo prisões, apreensões e demais ocorrências registradas durante a força-tarefa.

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