Polícia
Justiça condena quatro investigados por rachadinha em gabinete do TCE de Rondônia
O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a condenação de 4 (quatro) denunciados na Operação “Fraus”, deflagrada em 3/4/2024, fruto de atuação conjunta com o Tribunal de Consta do Estado de Rondônia (TCERO). A sentença foi proferida pela 4ª Vara Criminal de Porto Velho, em 9 de março de 2026, e reconheceu a prática de crimes contra a Administração Pública, além de lavagem de capitais e associação criminosa.
A ação penal é resultado de investigações que apuraram esquema de “rachadinha” instalado em gabinete de Auditor Substituto de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia. Conforme apurado, entre os anos de 2014 e 2023, servidores foram coagidos a repassar parte de suas remunerações mensais em benefício dos acusados, sob promessa de manutenção em cargos comissionados.
As investigações apontaram um modus operandi baseado na exigência sistemática de repasses mensais de parte da remuneração de servidores vinculados ao gabinete, em troca da manutenção em cargos comissionados e da continuidade no vínculo funcional. Os valores eram recolhidos de forma recorrente, em montantes ajustados de acordo com a remuneração, e direcionados aos beneficiários do esquema, com mecanismos de controle e cobrança para garantir a regularidade dos pagamentos.
De acordo com o que foi reconhecido, a prática se prolongou por anos e se valeu da relação hierárquica e da condição funcional do líder do grupo para constranger os servidores a realizar os repasses, caracterizando a obtenção de vantagem indevida mediante abuso da posição ocupada na estrutura administrativa.
No mesmo contexto, a sentença reconheceu o crime de lavagem de capitais, consistente na ocultação e dissimulação de bens e valores, nos termos do art. 1º, caput, da Lei nº 9.613/98. Conforme consignado, no período de 2015 a 2023, houve ocultação da origem ilícita de patrimônio, com estratégias como investimentos no ramo imobiliário com pagamentos em espécie sem lastro compatível, movimentações por meio de contas de terceiros e ocultação de patrimônio e participação em sociedade empresarial, com o objetivo de conferir aparência de licitude aos recursos.
Na dosimetria, o juízo fixou, para o primeiro condenado (apontado como líder do esquema), pena definitiva de 26 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, além de 159 dias-multa, no valor total de R$ 515.478,00, com regime inicial fechado. O segundo foi condenado a 14 anos, 2 meses de reclusão e 81 dias-multa, no valor de R$ 262.602,00, em regime inicial fechado. Já o terceiro foi condenado a 5 anos e 5 meses de reclusão, além de 28 dias-multa, totalizando R$ 45.388,00, com regime inicial semiaberto. Por fim, a pena definitiva da quarta condenada foi fixada em 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, além de 25 dias-multa, resultando na quantia de R$ 40.525,00, em regime inicial semiaberto.
A sentença fixou indenização mínima (art. 387, IV, do CPP), a título de ressarcimento de danos materiais e de danos morais coletivos, com valores individualizados e destinação expressa. Em favor da vítima, foi estabelecido o pagamento de R$ 357.887,00, com a devida correção/atualização monetária a contar do efetivo locupletamento ilícito. Além disso, foi fixado ressarcimento ao Erário Estadual (Estado de Rondônia) no valor de R$ 268.021,00, igualmente com correção/atualização monetária a contar do efetivo locupletamento ilícito. A sentença também determinou, a título de dano moral coletivo em favor dos cofres do Estado de Rondônia, os valores mínimos de R$ 500.000,00, R$ 200.000,00, R$ 100.000,00 e R$ 50.000,00, conforme a individualização feita no decisum para cada condenado.
No tocante às medidas assecuratórias, o juízo decretou o perdimento de bens móveis e imóveis sequestrados e de valores constritos, ressalvados os direitos de lesados e de terceiros de boa-fé.
Ademais, a sentença decretou, como efeito da condenação (art. 92, I, “a” e “b”, do Código Penal), a perda de cargos públicos de dois condenados, considerando que as penas privativas de liberdade aplicadas superaram os parâmetros legais e que os crimes foram praticados com abuso de poder e violação de dever para com a Administração Pública. Assim, o juízo determinou a perda do cargo de Auditor Substituto de Conselheiro do TCERO e a perda do cargo de servidor público do Ministério Público do Trabalho em Rondônia e Acre, com a expedição de ofícios aos respectivos órgãos.
Ainda como efeito da condenação, a sentença também decretou, com base no art. 7º, II, da Lei 9.613/98, a proibição de exercício de cargo ou função pública, bem como para o exercício de direção, gerência ou participação em conselho de administração ou fiscal das pessoas jurídicas referidas no art. 9º da mesma lei. A medida foi aplicada a um dos condenados, e perdurará pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade a ele imposta.
Com a sentença, o Ministério Público de Rondônia reafirma seu compromisso com a defesa da ordem jurídica e do regime democrático, com o enfrentamento qualificado a práticas criminosas que atentem contra a Administração Pública, valendo reforçar que esse trabalho foi iniciado a partir de provocação da Corregedoria-Geral do TCERO e a investigação contou com importante auxílio do corpo técnico daquela Corte, que também não hesitou em atuar com firmeza em defesa da integridade institucional.
A Operação “Fraus” foi deflagrada pelo Gaeco/MPRO em 3/4/2024, com o objetivo de dar cumprimento a diversas ordens judiciais, dentre as quais prisão preventiva, buscas e apreensões, afastamento da função pública e medidas assecuratórias patrimoniais. (MPRO e TCE deflagram operação “FRAUS” em Porto Velho e Rio Branco/AC).
Fonte: MPRO
Polícia
Pastor e psicólogo Aluízio Vidal é preso em investigação de crimes sexuais
O pastor e psicólogo Aluízio Vidal Flor foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (15), em cumprimento a uma ordem judicial relacionada a um processo que tramita em segredo de Justiça. O caso envolve acusações de crimes de natureza sexual.
Conforme informações apuradas, entre as acusações que constam no processo estão importunação sexual, estupro de vulnerável por impossibilidade de resistência e assédio sexual. Também há referência a uma investigação por violação sexual mediante fraude.
Por estar sob sigilo, o processo não permite o acesso público a informações detalhadas sobre os fatos investigados ou sobre as pessoas envolvidas. A investigação segue em tramitação no Judiciário.
Aluízio Vidal é conhecido em Rondônia por sua atuação como pastor e psicólogo e também por sua trajetória na política. Em 2018, ele disputou uma vaga ao Senado pelo estado.
Atualmente, Vidal atuava como pastor da Igreja Presbiteriana em Porto Velho.
As acusações ainda serão analisadas pela Justiça e não representam condenação. A responsabilidade criminal do investigado dependerá da análise das provas e de uma decisão judicial definitiva.
Até o momento, a defesa de Aluízio Vidal não foi localizada para comentar a prisão e as acusações. O espaço permanece aberto para manifestação.
Polícia
Jovem de 19 anos morre após desaparecer nas águas durante banho em açude
Um jovem de 19 anos morreu após desaparecer enquanto tomava banho no açude São José, em Ipaporanga, no interior do Ceará, nesta segunda-feira (14/9). O corpo foi localizado horas depois por uma equipe do Corpo de Bombeiros durante as buscas realizadas no reservatório.
Segundo as informações apuradas, o rapaz havia entrado na água por volta do meio-dia e, desde então, não havia mais sido visto. O desaparecimento mobilizou as autoridades depois que a Polícia Militar foi comunicada sobre o caso.
Os bombeiros encontraram a vítima por volta das 17h30, em uma área situada a cerca de 15 metros da margem e a aproximadamente cinco metros de profundidade. O jovem era natural de São Paulo e morava atualmente em Ararendá, município também localizado no Ceará.
Alerta de desaparecimento
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o jovem entrou no açude São José para se refrescar, mas não voltou à margem. O alerta sobre o desaparecimento foi dado às autoridades por uma mulher responsável por um bar situado nas proximidades do reservatório.
Conforme o relato, o rapaz havia solicitado autorização para entrar na água. Após perceber que ele não retornava, a proprietária encontrou uma sandália e uma camisa deixadas às margens do açude, aumentando a preocupação sobre o que poderia ter acontecido.
A Polícia Militar foi comunicada e deslocou uma equipe até o local para acompanhar a ocorrência e dar suporte às buscas. Os militares iniciaram uma operação de busca na área indicada e, durante os trabalhos, conseguiram encontrar o jovem que estava desaparecido. O corpo foi localizado submerso, a aproximadamente 15 metros da margem e cinco metros abaixo da superfície da água.
Remoção de vítima
Depois da retirada do corpo do açude, a área ficou sob responsabilidade da Polícia Militar até a chegada da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), responsável pelos procedimentos periciais e pela remoção da vítima.
Testemunhas que estavam nas proximidades reconheceram o jovem encontrado no reservatório, mas a confirmação oficial da identidade ainda deverá ser feita pelos órgãos responsáveis pela perícia.
Até o momento, as circunstâncias da morte também permanecem sem esclarecimento. Conforme o Corpo de Bombeiros, será necessário aguardar os exames e laudos elaborados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) para determinar o que provocou a morte.
Embora o desaparecimento tenha ocorrido após a entrada do jovem no açude, as autoridades ainda não confirmam que ele tenha morrido por afogamento. A causa somente poderá ser estabelecida após a conclusão dos procedimentos periciais.
Fonte: Metrópoles
Polícia
Mulher é morta a marteladas dentro de casa na frente do pai
Rose Garcia, de 29 anos, foi assassinada dentro de casa na manhã de segunda-feira (14/9), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O ex-companheiro da vítima, Edenilson da Silva Martins, é apontado pela polícia como principal suspeito.
Segundo relatos de pessoas próximas, Rose e Edenilson estavam separados havia aproximadamente quatro anos e tinham um filho. O homem teria dificuldade em aceitar o fim do relacionamento.
De acordo com os relatos, Edenilson teria entrado na residência e rendido o pai de Rose. A vítima teria sido encontrada morta após retornar para casa. O pai presenciou o crime, mas conseguiu escapar sem ferimentos.
Rose morava com o pai, o filho e um irmão. O irmão não estava na residência quando o crime aconteceu.
Suspeito
Edenilson possui antecedentes por porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. Ele também é investigado por possível envolvimento com o tráfico de drogas na região de Caucaia.
Até o momento, ninguém foi preso. A polícia continua realizando buscas e reunindo informações para esclarecer as circunstâncias do crime.
Investigação
O caso é tratado como feminicídio e está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Caucaia.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o suspeito já foi identificado e que as investigações seguem em andamento.O sepultamento de Rose Garcia está previsto para ocorrer na tarde desta terça-feira (15/9), em Caucaia
Fonte: Metrópoles
