Polícia
PM que atirou em Herus durante operação tentou desligar câmera corporal, diz MPRJ
O policial militar Daniel Sousa da Silva, denunciado pelo Ministério Público do Rio pela morte de Herus Mendes em uma operação no morro Santo Amaro, na Zona Sul do Rio, foi filmado pelas câmeras corporais de outros agentes tentando desligar o próprio equipamento.
As informações constam na denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) desta sexta-feira (5). Além de Daniel, o MPRJ também denunciou o tenente Felippe Carlos de Souza Martins pelo homicídio qualificado do jovem de 23 anos.
No vídeo, Daniel conversa com um cabo da Polícia Militar:
“Sabe mexer nessa p&rra aqui?”, diz, referindo-se à câmera corporal.
“Sei”, responde o policial.
“Passar esse bagulho aqui porque eu quero ver essa p%rra agora”, diz Daniel.
Quando é abordado por moradores, Daniel diz: “Eu não dei nenhum tiro”
No entanto, por volta das 4h, ao deixar o local da operação, as câmeras corporais mostram que Daniel assumiu que atirou:
“Esse maluco da escada foi comigo. Esse moleque da escada”, disse ele.
A defesa do sargento Daniel afirmou que ele não teve a intenção de matar Herus. Procurada, a defesa do tenente Felippe diz que ele agiu “dentro da absoluta legalidade”.

Policiais desaprovam operação
Segundo a PM, os agentes foram até a comunidade, no dia 7 de junho deste ano, para tentar capturar traficantes ligados ao Comando Vermelho. Os próprios policiais, no entanto, demonstraram sua insatisfação antes da ação.
“300 mil crianças, tá cheio de criança na rua. Ficar igual gato e rato? Mais fácil abortar a missão”, disse um dos policiais militares.
Por volta das 2h50, um policial comenta com outro que havia um ponto do Santo Amaro com várias crianças em um pula-pula, bem próximo a onde alguns traficantes estavam. O PM questiona a ordem de fazer a operação.
“Pô, tem que ir porque tem que ir? Não é assim. Vai queimar o ponto à toa”.
Outro diz que não vai subir para fazer a operação.
“Não vou subir, irmão. É melhor eu não subir e não dar tiro numa criança do que eu estar preso.”
Segundo o MPRJ, o tenente Felippe sabia da festa junina que acontecia na comunidade e não avisou aos seus superiores.
“Omitiu- se de maneira penalmente relevante, faltando aos deveres acima referidos, ao deixar de comunicar aos seus superiores que se realizava uma festa junina na Rua Luís Onofre Alves e ao manter, mesmo sob tais condições, a realização da operação policial”, diz o MP.
O Ministério Público aponta que ele pediu várias vezes para realizar a operação no dia 6 de setembro, sexta-feira, o que foi autorizado somente às 23h daquele dia.
Um voo de drone foi realizado antes da ação e apontou a festa junina, com grande aglomeração de pessoas, assim como a presença de criminosos armados em um local próximo.
O tenente, então, ordenou que os PMs não entrassem na rua Luiz Onofre Alves, onde ocorria a festa, mas sim pelas vias próximas. Para o MP, a medida foi insuficiente para diminuir os riscos de danos colaterais da operação.
Vídeos das câmeras corporais dos PMs que participaram da operação mostram o momento em que Herus foi baleado. Ele estava em uma festa junina quando a PM iniciou uma operação na comunidade.
O material foi obtido com exclusividade pelo g1 e pela TV Globo. Os vídeos e a análise das provas levaram o Ministério Público a denunciar os policiais. Segundo o MP, Herus estava desarmado e de costas para os agentes do Bope.
“A movimentação corporal de Herus Guimarães Mendes era inequivocamente compatível com a busca por abrigo e proteção, e não com qualquer ato de agressão ou ameaça”, diz a denúncia do MPRJ.
A festa onde tudo aconteceu é tradicional no local e, na ocasião, a comunidade recebia quadrilhas juninas de vários lugares do estado. Herus trabalhava como office boy em uma imobiliária, de acordo com parentes.
Os policiais alegaram que tinham informações de que traficantes estavam naquele local e, ao chegar à comunidade, foram fortemente atacados por criminosos
Na denúncia do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), os promotores ainda discordam do relatório da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que diz que o Daniel agiu em legítima defesa putativa — quando a pessoa age acreditando estar sendo atacada ou em risco, mas, na verdade, não há ameaça real.

O relatório diz que o policial que atirou levou dois segundos entre avisar ao jovem para que viesse ao seu encontro e atirar contra Herus, pensando que supostamente fosse uma ameaça. No entanto, os vídeos mostram que, entre os gritos e os tiros, a duração é de um segundo.
Segundo o MPRJ, a conclusão da Polícia Civil é “no mínimo inusitada”, e que as provas não corroboram a avaliação da DH de que um suposto movimento brusco de Herus poderia representar uma ameaça para o policial Daniel de Sousa, que atirou na vítima.
A defesa dos agentes do Bope afirmou que Daniel não tinha nenhuma intenção de matar a vítima.
“Os policiais já tinham informações de que traficantes estavam naquele local. Ao chegar à comunidade, foram fortemente atacados pelos criminosos. Não restou ao policial alternativa senão se defender e proteger sua patrulha. O Ponta 1 jamais teve a intenção de matar; ele apenas reagiu para defender a própria vida e a de sua patrulha”, explicou o advogado de defesa, Patrick Berriel.
A defesa do tenente Felippe afirmou que ele tinha uma determinação legal a cumprir e agiu dentro da absoluta legalidade. O tenente adotou todas as cautelas necessárias, inclusive entrando pela lateral do local, que se chama “escadaria”.
“O tenente possuía uma missão claramente definida e a conduziu observando todos os protocolos de segurança”, diz a defesa.

No relatório final, a DHC afirmou que o sargento Daniel agiu em legítima defesa putativa, acreditando estar sob ameaça falsa.
Segundo a Polícia Civil, o PM estava em uma área de intenso confronto, pediu que Herus fosse até ele e viu um objeto reluzente na mão direita do jovem, que era seu celular, em um cenário “caótico, hostil e típico de confronto armado.”
De acordo com o relatório da Polícia Civil, nenhuma arma foi encontrada com a vítima, que não apresentava uma ameaça real.
Imagens das câmeras analisadas pela DHC mostram que Herus estava no topo de uma escadaria, de casaco preto, capuz e short preto. O policial, por sua vez, estava em uma escada estreita, em posição de desvantagem e sem abrigo disponível, segundo a polícia.
Uma câmera de um dos policiais registra o momento que um PM pergunta a outro se a vítima, caída na escada já agonizando, era “band”, referindo-se à palavra bandido. Não é possível ouvir a resposta do policial.
Segundo o documento, Herus foi morto por um erro do sargento Daniel, “plenamente justificável pelas circunstâncias”. A vítima foi levada para o hospital por uma equipe do Bope.
O que dizem os citados
A Delegacia de Homicídios da Capital informou que concluiu a investigação baseada em critérios técnicos, após diversas diligências, como análise de laudos periciais e de imagens. Disse ainda que aguarda a decisão da Justiça.
A defesa do policial Felipe Carlos Martins disse que ele tinha uma determinação legal a cumprir e agiu dentro da absoluta legalidade e que o tenente adotou todas as cautelas necessárias.
A defesa de Daniel Sousa da Silva disse que ele não tinha nenhuma intenção de matar a vítima e que os policiais tinham informações de que traficantes estavam naquele local.
Informou ainda que, ao chegarem, foram atacados por criminosos e que não restou ao policial outra alternativa senão se defender e proteger a patrulha.
Fonte: G1
Polícia
Ex-conselheiro tutelar condenado em Rondônia é preso em Goiânia pela Polícia Civil
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Capturas (Decap), cumpriu na segunda-feira (22) um mandado de prisão definitiva contra um ex-conselheiro tutelar no Setor Santa Helena, em Goiânia.
O homem, identificado como Lorizete Feliciano Almeida, é oriundo de Vilhena (RO) e possui condenações que somam mais de 43 anos de prisão em regime fechado.
De acordo com as informações da polícia, ele foi condenado pela 2ª Vara Criminal de Vilhena por uma série de crimes, incluindo estupro de vulnerável, satisfação de lascívia na presença de criança ou adolescente, tráfico de drogas, receptação, furto, violação de direito autoral e descaminho.
A ordem de prisão cumprida nesta segunda-feira é decorrente de condenação definitiva, sem possibilidade de novos recursos. Após ser localizado, o condenado foi detido e encaminhado à custódia da Decap.
Ele deve ser transferido nos próximos dias para a Central de Triagem do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde ficará à disposição da Justiça para início do cumprimento da pena.
Polícia
Servidora pública da Sedam morre em grave acidente na BR-364
Um grave acidente de trânsito registrado na tarde desta terça-feira (23) deixou uma servidora pública da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) morta e outras quatro pessoas feridas no km 650 da BR-364, entre os municípios de Itapuã do Oeste e Candeias do Jamari, sentido Porto Velho.
As informações apontam que duas caminhonetes colidiram frontalmente por circunstâncias que ainda serão apuradas pelas autoridades. Com a violência do impacto, os ocupantes dos veículos sofreram diversos ferimentos.
A servidora da Sedam não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente, antes da chegada das equipes de socorro. A identidade da vítima ainda não havia sido oficialmente divulgada até a última atualização desta matéria.
Outras quatro pessoas ficaram feridas e receberam atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Uma delas foi encaminhada para uma unidade de saúde em Candeias do Jamari, enquanto as demais foram levadas ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Perícia Técnica estiveram no local para realizar os procedimentos necessários e coletar informações que possam esclarecer a dinâmica da colisão.
As causas do acidente seguem sob investigação.


Polícia
Acidente na BR-364 deixa três pessoas gravemente feridas
Um grave acidente de trânsito registrado na tarde desta terça-feira (23), no km 650 da BR-364, sentido Itapuã do Oeste, mobilizou equipes de resgate e deixou pelo menos três pessoas feridas.
De acordo com as informações obtidas pela a equipe do Notícias Urgentes, uma das vítimas foi encaminhada para atendimento médico em um hospital particular de Porto Velho. Outras duas pessoas, um homem e uma mulher, foram socorridas ao Hospital João Paulo II.
A mulher apresentava fratura exposta, mas permaneceu consciente durante o atendimento. Já o homem sofreu um abalamento no braço esquerdo e também recebeu atendimento especializado.
Ainda conforme as informações iniciais, havia uma vítima presa às ferragens do veículo envolvido no acidente. Existe a suspeita de óbito, porém a informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
Equipes de resgate, forças de segurança e demais órgãos competentes atuaram no local da ocorrência. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas após a conclusão dos levantamentos realizados pelas autoridades.
Novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento conforme o avanço da ocorrência.





Matéria em atualização
