Conecte-se conosco

Política

Moraes manda Bolsonaro informar se quer dar entrevistas à imprensa

Publicado

em

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decida se tem interesse em conceder entrevistas para veículos de comunicação.

A decisão de Moraes, dessa terça-feira (2/12), ocorre após um jornal pedir autorização ao STF para a possibilidade de declarações de Bolsonaro à imprensa neste período em que ele permanece preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, depois de ser condenado no processo da trama golpista.

Moraes explica na decisão que o primeiro pedido, protocolado pelo portal “Conexão Política”, foi expedido um dia após a prisão de Bolsonaro, em 26 de novembro, quando pediu permissão, em direitos autorais, para “autorização para realização de entrevista jornalística com o reeducando Jair Messias Bolsonaro”.

O ex-presidente esteve preso em casa desde 4 de agosto por descumprimento de medidas cautelares relacionadas a outra investigação, e, a partir de então, o político não deu declarações à imprensa, apenas falas terceirizadas e repassadas pelos filhos.

“Ambos (veículos de comunicação) igualmente, nos autos da Ação Penal 2668/DF, intimem-se os advogados regularmente constituídos por Jair Messias Bolsonaro, inclusive por meios eletrônicos, para que informem se o réu tem interesse em realizar a referência entrevista, no prazo de 5 (cinco) dias”, informou Moraes na decisão.

Moraes enviou um comunicado geral aos portais de notícia, que, anteriormente, também solicitaram entrevista ao Bolsonaro. Na decisão, pelo menos 10 empresas de comunicação foram citadas — entre elas o Metrópoles.

Caso queiram uma conversa gravada com o ex-presidente, os portais devem comunicar os advogados da defesa de Bolsonaro da possibilidade da entrevista. Além disso, os advogados do ex-presidente precisam informar se ele tem interesse de conversar com algum jornalista.

A entrevista solicitada pode ser audiovisual, isso se houver concordância da defesa, que deve informar os protocolos para um diálogo de Bolsonaro com os jornalistas, e o STF comunica se vai autorizar.

Quando Bolsonaro estava cumprindo domiciliar em regime aberto, ainda por descumprimento de cautelares, Moraes determinou a proibição do ex-presidente de usar redes sociais, incluindo “transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros”.

Um dos motivos citados para prender Bolsonaro em casa à época, foi a aparição do ex-presidente em uma manifestação de direita, após o deputado federal Nikolas Ferreira ligar para ele no meio do evento político, e ele acenar indiretamente aos manifestantes.

Atualmente, após o trânsito em julgado dos processos de réus do núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro permanecerá preso na superintendência da PF, em Brasília, uma vez que, no processo, foi apontado como líder da organização criminosa golpista que visava mantê-lo no poder após as eleições de 2022.

Fonte: Metrópoles

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Flávio Bolsonaro chega a Miami com a família

Publicado

em

Sem cumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil e chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28). A viagem foi feita com a esposa e as filhas, após a família atravessar a fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular.

O governo argentino confirmou que o parlamentar e seus familiares entraram no país na noite de terça-feira (27). O comunicado, divulgado na madrugada desta quarta-feira, também confirmou que o grupo embarcou em uma aeronave particular que deixou a Argentina naquela noite.

O voo seguiu para os Estados Unidos sem atravessar o espaço aéreo brasileiro e fez escala no Equador. O percurso foi informado por fontes citadas na reportagem original.

A família viajou em um jatinho Gulfstream G400, que pousou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, na manhã desta quarta-feira.

Continue lendo

Política

Governo Trump confirma emissão de vistos para Flávio Bolsonaro e família

Publicado

em

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (27/10) que o Departamento de Estado emitirá vistos para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares, permitindo a entrada deles no país.

A confirmação ocorre após o advogado mexicano Simón Levy, aliado de Trump, afirmar que o governo republicano havia autorizado a concessão de asilo político ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O Departamento de Estado emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos”, informou uma autoridade do órgão.

A emissão de vistos, contudo, não significa, por si só, que Flávio tenha recebido asilo político. São procedimentos distintos, e a confirmação sobre os vistos não esclarece se houve uma decisão formal sobre eventual pedido de proteção internacional.

Aliado de Trump falou em concessão de asilo

Mais cedo, Levy afirmou nas redes sociais que o governo americano havia autorizado a concessão de asilo político ao senador brasileiro. Na publicação, o mexicano também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de conduzir o Brasil rumo a um regime autoritário.

“Posso confirmar que o governo do Presidente Trump autorizou a concessão de asilo político a Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. O regime autoritário do Brasil ficará furioso”, escreveu.

O advogado não detalhou o procedimento relacionado ao suposto asilo. A manifestação da Casa Branca sobre a emissão de vistos acrescenta uma informação oficial à discussão sobre a entrada de Flávio e familiares nos Estados Unidos, mas não confirma a concessão do benefício migratório mencionado pelo mexicano.

Reunião de emergência do PL

A saída do filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) do Brasil fez com que o Partido Liberal (PL) convocasse uma reunião de emergência nesta terça-feira (27/10), na sede da legenda, em Brasília. Conforme apuração, nem todos os integrantes do partido tinham conhecimento da decisão do senador.

Participaram das articulações o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio.

A movimentação ocorreu após Marinho negar, no início da manhã, que o correligionário tivesse deixado o país. “Não saiu”, afirmou à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. Posteriormente, o portal informou, com base em pessoas próximas à família Bolsonaro, que Flávio havia embarcado em um voo com destino à Flórida.

A viagem ocorreu em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, nessa segunda-feira (26/10), ordenou que Flávio entregasse os passaportes à Polícia Federal (PF) em até 24 horas e o proibiu de deixar o Brasil.

De acordo com as informações reunidas, como o senador não cumpriu o prazo, a PF cancelou os documentos nesta terça-feira. Apesar do descumprimento da ordem, Flávio não era considerado foragido naquele momento, pois não havia mandado de prisão contra ele.

O senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em um inquérito que envolve o advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades.

O episódio ocorreu dois dias após o segundo turno da eleição presidencial, no qual Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença superior a 4,4 milhões de votos. Após o resultado, o senador chegou a anunciar que pediria a anulação da eleição, embora o PL tenha reconhecido o resultado das urnas.

Oposição a Lula a partir dos Estados Unidos

Em artigo publicado na segunda-feira (26/10), intitulado “Operação Alba”, o advogado Simón Levy afirmou que Flávio deveria liderar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.

“Flávio Bolsonaro está deixando o Brasil e, segundo minhas fontes, liderará a resistência a partir dos Estados Unidos”, escreveu o mexicano.

Em outra publicação, Levy afirmou que o senador já havia chegado ao território americano em segurança e alegou que uma operação estaria em andamento para protegê-lo. Também atribuiu a Rubio o papel de articulador da suposta iniciativa.

O mexicano relacionou o caso a uma disputa política mais ampla na América Latina e defendeu que Washington ampliasse a pressão sobre o governo brasileiro por meio de medidas econômicas. No entanto, não detalhou quais ações poderiam ser adotadas contra o Brasil.

Metrópoles

Continue lendo

Política

Flávio Bolsonaro chega aos Estados Unidos

Publicado

em

Por

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos em “segurança” após fugir do Brasil nesta terça-feira (27/10). A informação foi divulgado pelo advogado mexicano Simón Levy, que é ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente Donald Trump.

“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, afirmou Levy em uma publicação divulgada na rede social X por volta das 15h20.

Em atualização.

Fonte: Metrópoles

Continue lendo

Trending