Polícia
Júri de jovem lésbica assassinada em 2023 começa hoje no Maranhão
Começa nesta quarta-feira (5), em Governador Nunes Freire (MA), o julgamento do principal suspeito de assassinar a estudante Ana Caroline Campêlo de Sousa, Elizeu Carvalho de Castro, conhecido como Bahia ou Baiano. O júri popular irá decidir pela condenação ou absolvição do acusado.

Ana Caroline, de 21 anos, foi sequestrada, torturada e morta em dezembro de 2023, no município de Maranhãozinho (MA). De acordo com informações do processo, o crime teria sido motivado por lesbofobia — quando a vítima é atacada em razão de sua orientação sexual.
Organizações de defesa dos direitos LGBTQIA+ acompanham o caso e têm promovido mobilizações, tanto presenciais quanto virtuais, para cobrar justiça e maior atenção das autoridades a crimes dessa natureza.
De acordo com as investigações, Ana Caroline, de 21 anos, foi raptada em dezembro de 2023, quando voltava do trabalho de bicicleta. Seu corpo foi encontrado com marcas de extrema violência. A polícia apurou a possibilidade de violência sexual, o que, segundo especialistas, pode caracterizar o chamado “estupro corretivo”.
A advogada Luanna Lago, que representa a família da vítima, classifica o crime como “uma atrocidade”. Segundo ela, a denúncia do Ministério Público inclui três qualificadoras: meio cruel, emboscada e feminicídio. Ela destacou que o inquérito reúne diversos depoimentos de testemunhas, que estarão presentes no julgamento. “Vamos provar que a Carol foi vitima de lesbocídio, de um crime de ódio, que não pode ser aceito na nossa sociedade”, resumiu.
O Levante Nacional Contra o Lesbocídio criticou a demora na tramitação do processo e afirmou, em comunicado, que o caso simboliza a importância da garantia de justiça e memória para mulheres lésbicas. O grupo também reforçou a necessidade de investigações mais transparentes em crimes dessa natureza.
“É inaceitável que mulheres lésbicas sigam sendo alvo da violência e da covardia de homens que não suportam nossa existência livre. É revoltante que ainda enfrentemos estupros corretivos, agressões e lesbocídios sem respostas à altura da gravidade desses crimes”, criticou, em nota.
“Quando nossas vidas são interrompidas, o Estado falha em garantir investigações sérias e transparentes, negando não só a justiça, mas também o direito à memória e à dignidade das que partiram”, completou.
A Coletiva LesboAmazonidas manifestou solidariedade à família da vítima e pediu celeridade na responsabilização do acusado.
A mãe de Ana Caroline, Carmem Sousa, disse esperar que o julgamento traga reparação à memória da filha. Segundo ela, a jovem sonhava em ser bombeira e havia se mudado para morar com a companheira. “Se não fossem as manifestações, esse julgamento não aconteceria, porque eu não tinha força, condição. Não ia suportar, com tanta dor que se passa no meu coração.”
Em entrevista à Agência Brasil, Julia Kumpera, que representante do Levante Nacional, afirmou que as mobilizações sociais foram fundamentais para que o julgamento ocorresse. Ela acrescentou que outros casos semelhantes continuam sem solução.
“Essa lentidão da Justiça é muito agoniante para nós, muito complicada de lidar, e, de alguma forma, faz com que a violência contra lésbicas seja legitimidade socialmente”, afirma. “É graças à luta dos movimentos sociais que um caso como o da Ana Caroline tem repercussão.”
A reportagem tenta contato com a defesa do réu. O espaço segue aberto para manifestação.
Dados e projetos em tramitação
Relatório do Grupo Gay da Bahia, com dados de 2024, registrou 291 assassinatos de pessoas LGBTQIA+ no país, sendo 11 lésbicas (3,78%). Organizações de direitos humanos alertam para a possibilidade de subnotificação, devido à omissão ou erro na identificação da orientação sexual das vítimas.
No Congresso Nacional, o Projeto de Lei 3.983/2024, apresentado pela deputada Carla Ayres (PT-SC), propõe incluir o lesbocídio como qualificador no Código Penal. Ayres também foi autora da lei que instituiu o Dia Nacional de Enfrentamento ao Lesbocídio – Lei Luana Barbosa, em referência ao assassinato de Luana Barbosa dos Reis (mulher negra, lésbica, periférica e mãe), em 2016, em Ribeirão Preto (SP).
Outro texto em análise é o PL 7582/2014, de autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que classifica como crime hediondo o homicídio cometido contra pessoas LGBTQIA+. O projeto teve parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara em 2019 e segue em tramitação.
Fonte: Agência Brasil
Polícia
Polícia Civil deflagra operação contra esquema criminoso que envolvia servidores do IPAM na gestão Hildon Chaves
A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO-II), deflagrou, no início da manhã desta sexta-feira (16), a Operação Sutura, com o objetivo de cumprir medidas cautelares de busca e apreensão, afastamento de função pública, sequestro e indisponibilidade de bens, entre outras providências judiciais, no âmbito de investigações que apuram fraudes no Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho – IPAM.
As investigações indicam que uma empresa do ramo de Fonoaudiologia, credenciada exclusivamente para a prestação de serviços básicos de saúde, passou a faturar procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, em desacordo com os termos contratuais, além de praticar superfaturamento de valores. O esquema criminoso envolvia servidores públicos do IPAM e particulares, mediante manipulação de sistemas informatizados, duplicação de guias médicas e realização de pagamentos irregulares, ocasionando prejuízos aos cofres públicos.
Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Porto Velho e Guajará-Mirim, além de medidas judiciais de afastamento de agentes públicos de suas funções, bem como sequestro e indisponibilidade de bens, visando assegurar a reparação do dano e a efetividade da persecução penal.
A operação conta com o apoio do Departamento de Combate à Corrupção (DECCO), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRO), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCRO), bem como de diversas delegacias de polícia.

Fonte: Assessoria da Polícia Civil
Polícia
Mulher está desaparecida desde dezembro de 2025 após descer ao subsolo de prédio
A corretora de imóveis, Daiane Alves Souza, 43 anos, está desaparecida desde dezembro de 2025, após descer até o subsolo do prédio em que mora em Caldas Novas, interior de Goiás. O caso chamou a atenção e ganhou repercussão nas redes sociais pela maneira repentina e inexplicável como ela sumiu.
No dia 17 de dezembro, ela desceu pelo elevador até o subsolo do prédio para verificar um problema de corte de energia no apartamento dela. O circuito da câmera de segurança do prédio e um vídeo enviado para uma amiga mostram a última vez em que foi vista. Veja:
Segundo a mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, de 61 anos, a mulher não parecia ter pretensão de sair do prédio por alguns motivos: a roupa simples do corpo e a porta destrancada do apartamento.
As imagens enviadas à amiga revelaram que a corretora mostrou o apartamento sem energia elétrica, filmou o trajeto até o elevador, desceu até a portaria e questionou o porteiro sobre a queda de energia. Durante o percurso no elevador, Daiane falou com outro morador sobre o assunto.
Já as câmeras de segurança mostraram Daiane retornando ao elevador e descendo até o subsolo do prédio, onde iria religar o relógio de energia. Ela seguiu gravando um novo vídeo com o seu celular, mas esse último vídeo, nunca foi enviado à amiga.
“E mais nada”, disse a mãe de Daiane sobre o desaparecimento.
Família e Amigos
A família da corretora, que reside em Uberlândia, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, possui seis apartamentos em Caldas Novas, cuja administração das locações era de responsabilidade dela.
Daiane deveria viajar para Uberlândia durante o Natal e retornaria posteriormente para atender à alta demanda do período de Ano Novo. Nesse intervalo, a mãe, Nilse, assumiria temporariamente a gestão dos imóveis.
No dia 18 de dezembro, Nilse e a neta tentaram contato telefônico com Daiane, sem sucesso. A última troca de mensagens entre elas havia ocorrido na manhã do dia anterior. Após a abertura do imóvel, constatou-se a ausência de Daiane. Buscas em outros apartamentos da família não tiveram êxito, levando os familiares a registrar um boletim de ocorrência e a procurar informações em hospitais, unidades de pronto atendimento e com conhecidos, sem que nenhuma pista fosse localizada.
Os familiares questionam o desaparecimento e seu contexto. Para Nilse, além da falta de preparo para sair de casa, as câmeras de segurança não chegam ou não existem onde ela passou, além de que o segundo vídeo gravado no caminho, nunca chegou até sua amiga.
“Por que exatamente nos lugares onde a Daiane poderia ser vista saindo do prédio não existem filmagens? Trata-se de um prédio enorme, com 165 apartamentos. Ela desce para religar a energia elétrica e, a partir desse momento, não há nenhuma imagem dela, nem retornando pelo elevador ao apartamento, nem saindo para a rua. Então, essa é a questão: onde estão essas imagens? Por que elas não existem?”, questionou à reportagem.

Investigação
A Delegacia de Caldas Novas investiga o caso de desaparecimento de Daiane.
Conforme a Polícia Civil do Goiás, algumas testemunhas já foram ouvidas durante as diligências do caso.
“As investigações estão em andamento com o intuito de localizar o maior número de informações e identificar a causa/motivo do desaparecimento.”
Ainda segundo a PC, maiores detalhes do caso não serão divulgados para não atrapalhar o andamento da ocorrência.
CNN Brasil
Polícia
Delegada é presa suspeita de ligação com PCC
O Ministério Público de São Paulo deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Serpens para apurar o suposto envolvimento de uma delegada de polícia com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigada, identificada como Layla Lima Ayub, tomou posse no cargo em dezembro do ano passado e foi presa durante a operação.
A ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e do Pará, incluindo a cidade de Marabá, além de dois mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça.
De acordo com informações divulgadas pelo próprio MPSP, a delegada mantinha vínculos pessoais e profissionais com integrantes do PCC. As investigações apontam que ela teria utilizado o cargo de forma irregular, especialmente durante audiências de custódia envolvendo presos ligados à facção criminosa.
A Operação Serpens conta com a atuação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo e do Gaeco do Ministério Público do Estado do Pará.
O material apreendido durante as diligências será analisado e deve subsidiar o avanço das investigações, que seguem em andamento sob sigilo parcial.
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