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Homenagem reconhece familiares de doadores, profissionais de saúde e parceiros do serviço de transplantes em Rondônia
Famílias que disseram “sim” à doação de órgãos, profissionais de saúde e empresas parceiras do serviço de transplantes em Rondônia foram homenageados em evento alusivo à Campanha de Doação de Órgãos “Setembro Verde”. O evento, que aconteceu no dia 12 de setembro, foi realizado pelo governo de Rondônia em parceria com o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), em uma cerimônia marcada por emoção e reconhecimento.
A solenidade, de iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde, contou com apresentações de orquestra, depoimentos emocionantes e a entrega de homenagens a quem, de diferentes formas, contribui para transformar vidas. Entre os homenageados estavam familiares de doadores, pacientes transplantados e equipes que atuam diariamente para tornar possível o processo de transplante.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o ato de doar é um gesto que transcende o tempo e permanece como legado de amor e solidariedade.
A coordenadora da Central de Transplante de Rondônia, Edcleia Gonçalves, apresentou durante a solenidade o serviço de captação de órgãos (doação), os benefícios do transplante de órgãos para quem recebe e afirmou que a conscientização é uma construção contínua. “No mês de setembro, unimos nossas vozes em prol da doação, fortalecendo uma causa que salva vidas e transforma destinos”, frisou.
O secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, destacou a urgência desse trabalho. “Na saúde, cada segundo importa, e nosso time trabalha em favor de tratamentos que ampliem a qualidade de vida das pessoas.”
Participaram da cerimônia a diretora executiva da Sesau, Anelise Medeiros; a Promotora de Justiça e chefe de gabinete da Procuradoria-Geral, Flávia Barbosa Mazzini; o Promotor de Justiça, Leandro da Costa Gandolfo; o titular da Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), Sílvio Luiz Rodrigues da Silva; a assistente social da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), Maria Luiza Pereira; e a coordenadora da Central Estadual de Transplante, Edcleia Gonçalves.
GESTO QUE SALVA VIDAS
Para que a doação de órgãos aconteça, é fundamental a atuação de diferentes profissionais e, acima de tudo, a decisão das famílias. No Brasil, não é necessário registrar o desejo de ser doador em documentos oficiais. Basta comunicar a família, que será responsável por autorizar a doação. A campanha “Setembro Verde” reforça essa conversa dentro dos lares e da sociedade. Falar sobre o tema é abrir caminho para que mais pessoas tenham a chance de viver, graças ao gesto de solidariedade de quem decide transformar dor em esperança.

Profissionais Homenageados
Natália Correia Fonseca – enfermeira coordenadora da comissão intra hospitalar de doação de órgãos
Celma Calixto – representando o setor de Tratamento Fora de Domicílio (TFD)
Poliana Lopes de Siqueira Tavares – representando o Laboratório Central de Patologia e Análises Clínicas (Lepac)
Juliana Vieira Frezza – representando o Laboratório Central (Lacen)
José Carlos Morão – representando o Laboratório Nativida
Marcela Milrea – diretora do Instituto Estadual de Educação em Saúde Pública de Rondônia (Iespro)
Major Bombeiro Militar Márcio Bueno Leite – Comandante do Grupamento de Operações Aéreas (GOA)
Sabino Bedin – representando uma empresa privada de transporte rodoviário
Famílias Homenageadas
- Valquiria Soares de Lima Araújo e Amanda Vitória Veloso Alves – filhas da doadora Rosangela Alves Soares.
- Patrícia Nunes da Silva Braga – viúva do doador Elton Aragão Braga.
- Andréia Araújo da Silva e Isaac Pietro – mãe e filho do doador André Araújo Lima Cavalcante.
- Régia Cristina dos Santos – viúva do doador Cássio Aparecido Martins Andrade.
- Francisco Leônidas – irmão da doadora Maria Helena Gomes de Lima Melo.
Fonte: Secom
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Após um século de espera, Porto Velho garante seu primeiro Hospital Universitário
Sabe aquele projeto que parece um sonho distante, mas que, quando sai do papel, muda a vida de milhares de famílias? É exatamente essa a sensação que tomou conta de Porto Velho nesta terça-feira (3).
Um dia que marca mais um avanço na saúde da capital, quando a Prefeitura sancionou a lei que autoriza a doação do Hospital Municipal para a Universidade Federal de Rondônia (Unir), dando o passo definitivo para a implantação do tão sonhado Hospital Universitário.
Mais do que assinaturas em um documento, essa transição representa uma resposta para quem mais precisa. Hoje, quem mora na capital muitas vezes disputa uma vaga para cirurgia ou atendimento clínico com pacientes que vêm de todos os cantos do estado.
“O diferencial desse hospital é que vamos priorizar a população de Porto Velho. Aquela pessoa que está na fila de espera aguardando um procedimento vai começar a ver o reflexo dessa doação”, destacou a secretária municipal de Saúde, Sandra Maria Petrillo Cardoso.
De sonho à realidade
O projeto é resultado de um esforço conjunto que envolveu a compra do prédio com recursos próprios do município, um grande diferencial, já que a estrutura foi adquirida pronta, garantindo muito mais agilidade para a implantação. Agora, o passo definitivo acontece com a parceria entre Unir, Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Para o prefeito Léo Moraes, o momento é um marco histórico.
“Hoje é o dia em que, legalmente, começamos a passar do sonho para a realidade. Não é um, não são dois, não são três anos. É um século de espera para termos um Hospital Universitário. O melhor está por vir em defesa do nosso povo”, celebrou.
O prefeito também fez questão de tranquilizar a população: a nova unidade não substitui o Hospital João Paulo II, que continuará atendendo casos de alta complexidade.
O Hospital Universitário chega para somar forças, oferecendo ambulatórios, médicos especialistas, UTI e salas de cirurgia, com a expectativa de ultrapassar a marca de 200 leitos. É um fôlego essencial para ajudar a reduzir a fila de regulação do SUS e desafogar o sistema de saúde como um todo. A previsão é que os primeiros atendimentos comecem já no segundo semestre, avançando gradativamente.
A sala de aula onde a vida acontece
Se, por um lado, o paciente ganha mais acesso à saúde, por outro, a juventude rondoniense ganha um espaço de excelência para aprender e pesquisar.
A reitora da Unir, Marília Pimentel, reforçou que o impacto na educação será imenso.
“É mais um equipamento de saúde que vem para a população, mas que também terá um impacto muito positivo na formação dos nossos alunos. É um avanço para a saúde do nosso estado”, pontuou.
E quem já vive essa expectativa na pele sabe o peso dessa conquista. João Felipe Xavier, estudante do quinto período de Medicina, resumiu o sentimento de quem em breve estará vestindo o jaleco nos corredores da nova unidade.
“Esse hospital não é um avanço só para nós, alunos, é um avanço para toda a população. Teremos mais locais de atuação e, no futuro, seremos médicos mais qualificados para atender a nossa própria comunidade.”
Esse sentimento de pertencimento e retorno social é compartilhado por Matheus Neri, também estudante de Medicina e presidente do Centro Acadêmico. Para ele, o grande ganho é fortalecer o elo entre a universidade e quem precisa de atendimento.
“Nós teremos uma melhor inserção junto à comunidade. É um lugar onde conseguiremos ter cada vez mais uma saúde de qualidade para a nossa população, sendo mais um centro de referência para a nossa cidade”, avaliou.
Em breve, as portas se abrirão. E o que antes era uma estrutura particular agora será um patrimônio de saúde, ensino e cuidado, de portas abertas para quem vive em Porto Velho.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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ONU alerta para risco de novo El Niño e possível seca severa na Região Norte
A possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño entre os meses de junho e agosto acendeu um sinal de alerta para autoridades e especialistas em clima. A previsão foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que aponta elevada probabilidade de formação do fenômeno nos próximos meses.
A preocupação é ainda maior na Região Norte do Brasil, que continua enfrentando reflexos da severa estiagem registrada nos últimos anos. Durante o último evento climático de grande intensidade, diversos rios da Amazônia alcançaram níveis historicamente baixos, provocando dificuldades no transporte fluvial, comprometendo o abastecimento de água e afetando comunidades que dependem dos rios para locomoção e subsistência.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões climáticos em várias partes do mundo. Na Amazônia, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e aumento do risco de queimadas e incêndios florestais.
Especialistas alertam que uma nova estiagem severa pode gerar impactos não apenas para a Região Norte, mas também para outras áreas do país. Isso ocorre porque a floresta amazônica desempenha papel fundamental na formação de correntes de umidade responsáveis por influenciar o regime de chuvas em diferentes regiões brasileiras.
Diante da possibilidade de um novo período de seca, o governo federal anunciou a criação de um grupo de monitoramento para acompanhar a evolução do fenômeno e coordenar medidas preventivas. A iniciativa reúne órgãos públicos e instituições de pesquisa com o objetivo de reduzir os impactos sobre a população e os setores mais vulneráveis.
A recomendação de especialistas é que estados e municípios reforcem os planos de contingência, principalmente em áreas que historicamente sofrem com a redução dos níveis dos rios e com o aumento dos focos de incêndio durante períodos de estiagem prolongada.
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Justiça manda indenizar personal trainer que viralizou ao comer em banheiro
O personal trainer Guilherme Henrique Bezerra Feitosa deverá receber indenização por danos morais após decisão da Justiça de Rondônia relacionada a um caso que ganhou repercussão nacional no início deste ano. O profissional ficou conhecido após a divulgação de um vídeo em que aparecia realizando uma refeição no banheiro de uma academia em Porto Velho.
Na decisão, proferida pelo 4º Juizado Especial Cível da capital, o magistrado entendeu que houve irregularidade na forma como ocorreu a rescisão do contrato de prestação de serviços mantido entre as partes. Segundo o entendimento judicial, a medida contrariou princípios como a boa-fé objetiva e o dever de lealdade nas relações contratuais.
Conforme consta no processo, o personal trainer alegou que o encerramento do vínculo ocorreu de forma repentina, impedindo que ele comunicasse seus alunos sobre a situação. A defesa sustentou que a forma como tudo aconteceu causou prejuízos à sua imagem profissional e reputação.
Ao analisar o caso, a Justiça fixou indenização de R$ 3 mil por danos morais. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros, conforme estabelecido na sentença.
O pedido de indenização por lucros cessantes, no entanto, foi negado por ausência de provas documentais que demonstrassem os prejuízos financeiros alegados pelo profissional.
O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens mostrando Guilherme se alimentando no piso de um vestiário. A situação gerou debates sobre as condições de trabalho enfrentadas por profissionais autônomos que atuam em academias e sobre o acesso desses trabalhadores a espaços adequados para alimentação.
O processo tramita no Tribunal de Justiça de Rondônia e a sentença foi proferida no final de abril.
