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Polícia

PRF apreende 103 kg de ouro em Roraima; carga avaliada em R$ 61 milhões pode ter saído de Rondônia

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 103 kg de ouro em barras durante uma abordagem realizada nesta segunda-feira (4) em Boa Vista (RR). A carga, avaliada em R$ 61 milhões segundo a cotação do Banco Central, foi encontrada escondida no painel de uma caminhonete. O motorista, de 30 anos, foi preso em flagrante.

A ação ocorreu por volta do meio-dia, na ponte dos Macuxis, BR-401, quando os agentes pararam o veículo. Além do motorista, estavam no carro a esposa e o filho do casal, um bebê de 9 meses. A corporação confirmou que esta é a maior apreensão de ouro já registrada pela PRF no país.

Durante a fiscalização, os policiais identificaram inconsistências na documentação apresentada pelo condutor, o que motivou uma verificação mais minuciosa no veículo. Ao desmontarem parte do painel, os agentes localizaram as barras de ouro. Segundo a PRF, o homem informou trabalhar no setor de construção civil e “grandes obras”.

“O carro apresentava sinais de alterações internas, o que nos levou a aprofundar a inspeção. Utilizamos técnicas de identificação de comportamento suspeito em rotas já mapeadas. Foi o caso dessa abordagem”, afirmou o agente da PRF, Rodrigo Magno.

A caminhonete utilizada no transporte, uma Toyota Hilux 2024, não está registrada em nome do motorista. A PRF não divulgou quem é o proprietário do veículo. O ouro apreendido foi encaminhado à sede da Polícia Federal para investigação.

De acordo com a Casa de Governo, órgão federal de combate ao garimpo ilegal em terras indígenas em Roraima, há indícios de que o ouro tenha saído do estado de Rondônia. Também existe a suspeita de que a carga seria levada para a Venezuela ou para a Guiana, países que fazem fronteira com Roraima.

Inicialmente, a PRF informou que o total apreendido era de 104 kg, mas após a pesagem oficial na Polícia Federal, constatou-se que a quantidade real era de 103 kg, já que o cálculo anterior havia incluído o peso das embalagens.

Antes deste caso, a maior apreensão de ouro registrada em Roraima havia sido de 21 kg, em junho de 2024. Na ocasião, duas pessoas foram presas com 33 barras ilegais.

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Geral

MPRO apura pagamento de quase R$ 180 mil em diárias a servidor entre 2023 e 2025

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da 7ª Promotoria de Justiça, recomendou que a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) adote medidas para corrigir possíveis irregularidades no uso de diárias, fortalecer o controle interno e evitar favorecimento pessoal. A recomendação foi feita na última terça-feira (27/1), em Porto Velho.

O documento foi expedido pela 7ª Promotoria de Justiça da capital, por meio do promotor de Justiça Geraldo Henrique Ramos Guimarães, que estabeleceu prazo para a Agevisa fornecer providências. O objetivo é a prevenção de gastos desnecessários, a proteção do dinheiro público e a promoção da boa governança administrativa.

Motivação

Segundo informações enviadas ao MPRO, entre 2023 e 2025, um dirigente recebeu diárias que somaram quase R$180 mil. Os atos foram formais, sem elementos suficientes à caracterização de ato de improbidade administrativa ou de prejuízos aos cofres públicos; sobretudo o volume e a frequência das diárias levaram à recomendação de ajustes. O objetivo é prevenir falhas, reduzir riscos e melhorar a gestão, sem caráter punitivo.

Recomendação

O MPRO orientou o aperfeiçoamento da justificativa de cada viagem, devendo ser explicada a finalidade do deslocamento, a relação com o cargo e a necessidade da presença do servidor ou dirigente.

Nela também consta a orientação quanto ao reforço do controle interno, que além de checar a parte formal, deve fazer a análise de custo-benefício, razoabilidade e economia, com atenção especial a cargos de direção.

Os relatórios de comprovação devem ser padronizados, descrever o que foi feito, os resultados e os produtos gerados para a administração.

O MPRO recomendou que a participação em eventos deve ter como prioridade temas ligados às funções da Agevisa e que viagens repetidas, sem retorno claro, devem ser evitadas. A medida busca mais transparência e controle.

Ficou estabelecido o prazo de dez dias para que a Agevisa informe ao Órgão Ministerial se acata ou não a Recomendação, bem como quais medidas administrativas serão adotadas para seu cumprimento.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

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Polícia

Justiça de Rondônia mantém prisão de piloto investigado por tráfico de drogas e organização criminosa

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Os julgadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia negaram o pedido de revogação de prisão de um aviador, preso preventivamente e, apontado em investigação da Polícia Federal (PF) como piloto de uma organização criminosa voltada para o tráfico de drogas. A investigação da PF apontou que o grupo atuava nos estados de Rondônia, Amazonas e Roraima.

Consta na decisão colegiada que existem indícios em mais de vinte elementos de prova, produzidos pela Polícia Federal, de que o grupo utilizava aeronaves particulares de pequeno porte para a prática criminosa, inclusive em pousos clandestinos.

Segundo a decisão da 2ª Câmara Criminal, membros do grupo foram abordados pela PF nos anos de 2022 e 2024 com carregamento de entorpecentes. Em 2022, um dos membros foi preso em flagrante com 430 kg de drogas. Já o piloto, que entrou com o pedido de Habeas Corpus (HC), foi  alvo de uma operação da PF em Roraima, também em 2022, na qual foi apontado como  “integrante de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas no gabinete de um vereador da cidade de Boa Vista/RR”.

Para o relator, desembargador José Jorge Ribeiro da Luz, diante dos fortes indícios e da decisão fundamentada do juízo de 1º grau, “deve ser mantida a prisão preventiva do paciente (acusado), pois realizada em harmonia com a legislação processual penal e sem ofensas às garantias constitucionais previstas”.

Habeas Corpus (n. 0816227-72.2025.8.22.0000) foi julgado durante sessão eletrônica realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026. Participaram do julgamento os desembargadores José Jorge Ribeiro da Luz (relator), Álvaro Kalix Ferro e Adolfo Theodoro Naujorks Neto.

Fonte: Assessoria TJ/RO

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Polícia

Suspeito de homicídio é capturado em operação policial

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Um homem foi preso na manhã desta terça-feira após ser localizado em uma ação conjunta entre a 1ª Delegacia de Polícia de Jaru e o Núcleo de Inteligência (NI) do 8º Batalhão da Polícia Militar. O indivíduo, identificado pelas iniciais C.V.D., possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio.

Segundo informações, a captura é fruto de um trabalho minucioso de investigação e inteligência. O crime ao qual o suspeito é vinculado ocorreu no município de Vilhena, e as autoridades vinham monitorando o paradeiro do investigado até a sua localização em Jaru.

A abordagem foi realizada de forma estratégica, garantindo a segurança da operação e a rápida imobilização do suspeito. A integração entre as polícias Civil e Militar foi apontada como peça-chave para o sucesso da diligência, demonstrando a eficiência no combate à criminalidade na região.

Diante dos fatos, o homem foi conduzido para a realização dos exames de praxe e, posteriormente, encaminhado à unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça. A prisão reforça o compromisso das forças de segurança com a proteção da população e o cumprimento de ordens judiciais.

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